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quinta-feira, 21 de maio de 2020

sexta-feira, 23 de março de 2018

Big Bang é ciência ou dogma científico?

teorias alternativas ao Big Bang, mas poucos físicos e astrônomos trabalham com elas. [Imagem: Cortesia www.grandunificationtheory.com]

A ciência da cosmologia

"Os cosmologistas estão frequentemente errados, mas nunca estão em dúvida," brincou certa vez o físico russo Lev Landau.

Provavelmente não daria para ser diferente, uma vez que os cosmologistas trabalham com poucas possibilidades de colher dados experimentais, dependendo largamente de hipóteses e modelos que façam sentido. Além disso, é bem sabido que a ciência funciona em um sistema de autocorreção no qual estar certo nem sempre é o mais importante.

Os astrônomos começaram observando e modelando estrelas em diferentes estágios de evolução e comparando seus resultados com previsões teóricas para validá-las ou descartá-las. E essa modelagem estelar usa física bem testada, com conceitos como equilíbrio hidrostático, lei da gravitação, termodinâmica, reações nucleares etc.

Por outro lado, a cosmologia é baseada em uma grande quantidade de suposições não testadas, como a matéria escura não bariônica e a energia escura, cuja física não possui vínculo comprovado com o resto da física. Acima disso quase tudo é uma matemática árida e altamente simplificadora, com universos uni e bi-dimensionais que pouco têm a ver - se é que têm - com o que comumente chamamos de realidade.

Dogma do Big Bang

Dadas essas discrepâncias, Jayant Narlikar, professor do Centro Inter-Universitário de Astronomia e Astrofísica em Pune, na Índia, resolveu fazer um retrospecto do desenvolvimento da cosmologia ao longo das últimas seis décadas, com vistas a dar um choque de realidade nos atuais teóricos.

E sua conclusão é chocante: "Nossa confiança no modelo padrão da cosmologia, o bem conhecido modelo do Big Bang, cresceu a tal ponto que o modelo se tornou um dogma."

Narlikar primeiro descreve a pesquisa cosmológica nos anos 1960 e 1970 e explica como esses trabalhos abrangeram áreas-chave, incluindo a teoria Wheeler-Feynman, relacionando a seta eletromagnética local do tempo com a seta do tempo cosmológica, a singularidade na cosmologia quântica e os testes observacionais de diferentes modelos de um Universo em expansão.


Outros estudos já mostraram que mesmo um Universo em expansão pode surgir sem o Big Bang. [Imagem: TU Vienna]

Nos testes subsequentes para validar hipóteses e teorias, uma descoberta chave - a radiação cósmica de fundo de micro-ondas -, em meados dos anos sessenta, mudou a perspectiva que os físicos tinham do Big Bang, que passou à categoria de quase unanimidade - ou, para usar um termo mais recente, um "consenso científico".

Suporte observacional

No entanto, alerta Narlikar, os cosmólogos de hoje parecem estar presos em uma série de especulações em suas tentativas de mostrar que o modelo do Big Bang é correto, em oposição a qualquer modelo alternativo.

O bem aceito modelo cosmológico padrão, ou cosmologia padrão do Big Bang, não apenas não possui suporte observacional independente para seus pressupostos básicos, tais como a matéria escura não-bariônica, a inflação e a energia escura, como também não tem uma base teórica estabelecida, escreve Narlikar.

O físico alemão Max Born disse há muitos anos que "A cosmologia moderna se desviou da firme estrada empírica para uma região selvagem onde as declarações podem ser feitas sem medo de uma checagem observacional..."

Narlikar afirma que esses comentários se aplicam muito bem ao estado atual da cosmologia.

Bibliografia:

The evolution of modern cosmology as seen through a personal walk across six decades
Jayant V. Narlikar
The European Physical Journal H
DOI: 10.1140/epjh/e2017-80048-5

Fonte: Inovação Tecnológica

sexta-feira, 16 de março de 2018

Lua pode ter nascido de chuvas de rocha em uma sinestia

Modelo para formação da Lua

Os cientistas não têm tido boas ideias quando se trata de explicar como a Lua surgiu. E, por falta de ideias melhores, eles têm-se virado com um modelo que afirma que um hipotético planeta Teia (ou Theia) chocou-se com uma "proto-Terra" e formou nosso satélite.

É uma história boa, mas provavelmente está errada, afirma uma equipe da Universidade de Harvard, nos EUA.

"Obter massa suficiente em órbita no cenário canônico [a hipótese do grande impacto de Teia] é realmente muito difícil, e há uma faixa muito estreita de colisões que podem ser capazes de gerá-la. Há apenas uma janela de dois graus de ângulo de impacto e uma gama muito estreita de tamanhos. E mesmo assim, alguns impactos não funcionam," explica o professor Simon Lock.

Acrescente-se a isso o fato de que testes experimentais mostram que a "impressão digital" isotópica tanto da Terra quanto da Lua é quase idêntica, sugerindo que ambos vieram da mesma fonte. Mas, no modelo do impacto de Teia, a Lua formou-se principalmente dos restos de apenas um dos dois corpos que teriam colidido. E ninguém tem pistas de para onde foi o restante do planeta colisor.

Além disso, assim como as semelhanças entre a Terra e a Lua, também as suas diferenças levantam questões sobre o modelo mais aceito para a criação da Lua.

Por exemplo, os experimentos também mostram que a Lua é muito menos abundante em vários elementos voláteis - como potássio, sódio e cobre - que são relativamente comuns na Terra.

Chuvas de rocha derretida

A equipe de Harvard então está propondo agora um novo modelo para explicar o nascimento da Lua e contornar alguns desses questionamentos.

O cenário ainda começa com uma colisão de proporções cósmicas, mas, em vez de criar um disco de material rochoso, o impacto cria uma sinestia, um tipo raro de corpo celeste só recentemente descrito.

A sinestia seria um enorme redemoinho de matéria, em forma de anel, onde giram rochas quentes e vaporizadas, formado quando dois objetos de tamanho planetário se chocam.

"Ela é gigantesca. Pode ter dez vezes o tamanho da Terra e, como há tanta energia na colisão, talvez
10% das rochas da Terra estejam vaporizadas, e o resto é líquido... de modo que a formação da Lua a partir de uma sinestia é muito diferente," disse Lock.

Tudo começaria com uma "semente" - uma pequena quantidade de rocha líquida que se junta no centro da estrutura em formato de anel. À medida que a sinestia esfria, a rocha vaporizada se condensa e chove em direção ao centro da estrutura. Uma parte da chuva de rochas flui para a nascente Lua, fazendo com que ela cresça.

"A taxa de queda de chuva é cerca de dez vezes a de um furacão na Terra," calcula Lock. "Ao longo do tempo, toda a estrutura encolhe e a Lua emerge do vapor. Eventualmente, toda a sinestia condensa e o que resta é uma bola de rocha líquida giratória que eventualmente forma a Terra como a conhecemos hoje."

Em outras palavras, a Lua seria mais antiga do que a Terra. Todo o processo ocorreria notavelmente rápido, com a Lua emergindo da sinestia em apenas algumas dezenas de anos e a Terra formando-se cerca de 1.000 anos depois.

Dúvidas permanecem

Como, nesse modelo, tanto a Terra como a Lua são criadas a partir da mesma nuvem de rocha vaporizada, elas compartilham naturalmente impressões digitais isotópicas semelhantes. Por sua vez, a falta de elementos voláteis na Lua poderia ser explicada pelo fato de que a Lua se forma cercada por uma atmosfera de vapor com temperaturas entre 2.200 e 3.300º C.

A equipe concorda que o modelo ainda é básico, levantando suas próprias questões.
"Por exemplo, quando a Lua está nesse vapor, o que ela fez com esse vapor? Como isso a influenciou? Como o vapor flui para além da Lua? Estas são todas coisas que precisamos voltar e examinar com mais detalhes," disse Lock.

Mais do que isso, será necessário comprovar que sinestias realmente existem. A propósito, o conceito desse tipo de corpo celeste hipotético é uma proposta teórica feita por esta mesma equipe há cerca de dois anos.

Bibliografia:

The origin of the Moon within a terrestrial synestia
Simon J. Lock, Sarah T. Stewart, Michail I. Petaev, Zoe M. Leinhardt, Mia T. Mace, Stein B. Jacobsen, Matija Cuk
Journal of Geophysical Research - Planets
DOI: 10.1002/2017je005333


Nota: o modelo provavelmente também erra não por considerar que a Lua é mais antiga que a Terra apenas, mas por considerar que a Lua surgiu por acaso, fruto de uma colisão cósmica aleatória, entre dois proto-planetas, que teriam criado condições perfeitas para abrigar e manter a vida. A Lua funciona como um escudo protetor contra meteoros, exerce influência sobre as marés que propiciam o ciclo da vida, influencia na agricultura, estando em uma distância média ideal da Terra para que nem cause gigantescas marés ou deixe a água parada. De quebra, a distância da Lua em relação à Terra e ao Sol propicia eclipses perfeitas, indicando que foi criada por Alguém que tudo sabe e tudo pode. A Lua foi criada por Deus para governar a noite e para servir de sinal, tempos determinados e para dias e anos (Gênesis 1:14-16). Se sabe que o primeiro relato sobre o tamanho do Sol e da Lua está na Bíblia, na referência anterior. Num contexto em que povos achavam que eram do mesmo tamanho, a Bíblia já dizia que o Sol é maior que a Lua (o Sol é cerca de 400 vezes maior em diâmetro que a Lua). A Lua foi criada junto coma Terra, numa harmonia cósmica finamente ajustada por Deus. [ALM]

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

segunda-feira, 29 de maio de 2017

O argumento cosmológico kalam - William Lane Craig

Sistema Solar está situado em zona neutra entre dois braços espirais da Via Láctea

Posição do Sistema Solar na Via Láctea:
Coincidência?
Em meio ao vasto agrupamento de poeira, gás e estrelas que dão forma à Via Láctea, o Sistema Solar habita permanentemente uma região entre dois braços espirais, sem jamais cruzá-los. Essa foi a principal conclusão de um grupo do Instituto de Astronomia, Geofísica e Ciências Atmosféricas da Universidade de São Paulo (IAG-USP). Por meio da análise de frequências de micro-ondas de radiação captadas por radiotelescópios espalhados pela Ásia, a equipe calculou a estabilidade orbital do Sol e a velocidade com a qual ele se desloca ao redor da galáxia, obtendo dados até agora pouco conhecidos envolvendo características do Sol e de sua vizinhança.

No estudo, aceito para publicação na revista Astrophysical Journal, os pesquisadores verificaram que o Sol está posicionado em uma zona neutra entre os braços em espiral chamados Perseu e Carina-Sagitário, dois dos quatro maiores braços espirais da Via Láctea, distantes um do outro cerca de 9 mil anos-luz (cada ano-luz corresponde a 9,5 trilhões de quilômetros). Verificaram que a estabilidade orbital do Sol garante sua presença em um braço anômalo, chamado de Ramo de Órion, formado pelo acúmulo de muitas estrelas que, como o Sol, ficam presas entre os braços Perseu e Carina-Sagitário. “Calculamos que em diversos momentos o Sol aproxima-se da borda de um dos dois braços, mas nunca os cruza”, informa o astrofísico Jacques Lépine, autor principal do estudo.

Isso acontece porque tanto o Sol quanto os braços espirais giram na mesma velocidade em torno do núcleo da Via Láctea. De acordo com os cálculos, a estrela está presa em um padrão de ressonância que faz com que o período de sua órbita (200 milhões de anos) seja o mesmo dos braços espirais.

A Via Láctea é formada por um grande disco achatado e braços, estruturas coalhadas de estrelas, poeira e gás que se espalham espiraladas a partir de um núcleo central alongado. “Pensava-se que o Sol atravessava esses braços a cada 150 milhões de anos, aproximadamente”, diz Lépine. “No entanto, nossos cálculos sugerem que isso não ocorre nunca.” Segundo o pesquisador, do contrário, o Sistema Solar — e, consequentemente, a Terra — estariam sujeitos a eventos catastróficos que poderiam aniquilar toda e qualquer forma de vida, como explosões de estrelas supernovas, um dos mais energéticos fenômenos do Universo, bastante comuns nos braços espirais das galáxias.

Projeto
1. Origem dos moving groups e estabilidade dinâmica do sol na galáxia (nº 16/18886-3); Modalidade Bolsa de Pós-doutorado; Pesquisador responsável Tatiana Alexandrovna Michtchenko (IAG-USP); Bolsista Douglas Augusto de Barros; Investimento R$ 39.478,07.

2. Caos e integrabilidade em discos galácticos (nº 15/10577-9); Modalidade Bolsa de Pós-doutorado; Pesquisador responsável Tatiana Alexandrovna Michtchenko (IAG-USP); Bolsista Ronaldo Savioli Sumé Vieira; Investimento R$ 188.137,80

Artigo científico
LÉPINE, Jacques R. D. et al. The dynamical origin of the Local Arm, and the Sun´s trapped orbit. Astrophysical Journal. mai. de 2017.

Fonte: FAPESP

Nota: Apesar de considerarem no artigo que a posição do Sistema Solar na Via Láctea seria por mero acaso, é evidente que essa posição foi finamente ajustada para que a vida fosse possível de ser mantida na Terra, onde, juntamente com uma gama de outros fatores extremamente planejados, fazem da Terra um planeta até então único no Universo, para que a vida exista. Olhar o Universo e a vida com os olhos do Design Inteligente e do Criacionismo faz muito mais sentido que confiar no acaso "cego" e "burro". Todas as condições para que aja vida na Terra é fruto de uma Mente que tudo sabe e tudo pode, conforme concluiu Isaac Newton: "A maravilhosa disposição e harmonia do universo só pode ter tido origem segundo o plano de um Ser que tudo sabe e tudo pode. Isso fica sendo a minha última e mais elevada descoberta." [ALM]

segunda-feira, 27 de março de 2017

Comprovada teoria do Sistema Solar Caótico?

Os registros nas variações da órbita da Terra foram identificados datando as diferentes camadas de rochas depositadas a cada variação climática. [Imagem: Universidade Northwestern]


Sistema Solar Caótico
A aparente calma que hoje reina no Sistema Solar por muito tempo levou os cientistas a considerarem que as coisas se desenvolveram por aqui de forma, se não amena, pelo menos mais ou menos contínua.

Mas os dados coletados pelos geólogos começaram a destoar desse quadro bem-comportado, mostrando variações nas rochas que somente poderiam ser explicadas por alterações periódicas nas órbitas planetárias em relação às órbitas verificadas hoje.

Essas variações levaram o professor Jacques Laskar, do Centro Nacional de Pesquisas Científicas da França, a elaborar uma hipótese que passou a ser conhecida como "Teoria do Sistema Solar Caótico". Laskar propôs, em 1989, que pequenas variações nas órbitas planetárias, verificadas em janelas temporais de milhões de anos, produzem grandes mudanças no clima dos planetas - e seriam essas mudanças que explicariam as variações encontradas no registro geológico.

Efeito borboleta
Agora, pela primeira vez uma equipe conseguiu rastrear indícios suficientes para dar suporte a essa teoria do Sistema Solar caótico, em que as órbitas dos planetas variam de tempos em tempos por meio de um mecanismo conhecido como ressonância.

Chao Ma, Stephen Meyers e Bradley Sageman, das universidades Wisconsin-Madison e Northwestern, nos EUA, encontraram as evidências em camadas alternadas de calcário e xisto, depositadas na Formação Niobrara, no estado do Colorado (EUA), na época em que os dinossauros ainda caminhavam pela Terra.

Mais especificamente, eles descobriram a assinatura de uma "transição de ressonância" entre Marte e Terra, ocorrida 87 milhões de anos atrás.

A transição de ressonância é a consequência do Efeito Borboleta na teoria do caos, que estabelece que pequenas mudanças nas condições iniciais de um sistema não-linear podem ter grandes efeitos ao longo do tempo.
Outros estudos já indicaram que mesmo encontros entre asteroides podem mexer com as órbitas no Sistema Solar. [Imagem: NASA/JPL-Caltech]




Órbitas planetárias e clima
No contexto do Sistema Solar, o fenômeno ocorre quando dois corpos em órbita periodicamente influenciam um ao outro, como ocorre quando um planeta em sua trilha ao redor do Sol passa em relativa proximidade de outro planeta em sua própria órbita.

Esses "cutucões" na órbita de um planeta, pequenos mas regulares, podem exercer grandes mudanças na localização e orientação do planeta em seu eixo em relação ao Sol e, consequentemente, alterar a quantidade de radiação solar que um planeta recebe em uma determinada área. Onde e quanta radiação solar um planeta recebe é um elemento-chave na determinação do seu clima.

"O impacto dos ciclos astronômicos sobre o clima pode ser bastante grande," comentou Meyers, citando como exemplo o ritmo das idades glaciais da Terra, fortemente correlacionadas com mudanças periódicas na forma da órbita da Terra e na inclinação do nosso planeta em seu eixo. "A teoria astronômica permite uma avaliação muito detalhada dos eventos climáticos passados, que podem fornecer um análogo para o clima futuro."

Clima e rochas
Meyers acrescenta que, embora a conexão entre mudança climática e o registro nos sedimentos depositados na Terra possa ser complexa, a ideia básica é simples.

"A mudança climática influencia a distribuição relativa da argila em relação ao carbonato de cálcio, registrando o sinal astronômico no processo. Por exemplo, imagine um clima muito quente e úmido, que bombeie argila para o mar através dos rios, produzindo uma rocha argilosa, ou xisto, alternando com um clima mais seco e mais frio, que bombeie menos argila para o mar e produza uma rocha rica em carbonato de cálcio, ou calcário."

"Outros estudos têm sugerido a presença do caos com base em dados geológicos. Mas esta é a primeira evidência inequívoca, tornada possível pela disponibilidade de dados radioisotópicos de alta qualidade e o forte sinal astronômico preservado nas rochas," concluiu o pesquisador.

Bibliografia:
A numerical experiment on the chaotic behavior of the Solar System
Jacques Laskar
Nature
Vol.: 338, 237-238
DOI: 10.1038/338237a0
Theory of chaotic orbital variations confirmed by Cretaceous geological evidence
Chao Ma, Stephen R. Meyers, Bradley B. Sageman
Nature
Vol.: 542, 468-470
DOI: 10.1038/nature21402

Fonte: Inovação Tecnológica

Nota deste blog: Trocaram "seis por meia dúzia" ao propor que as variações nas camadas de rochas teria se dado por conta somente (ou principalmente) pela variação na órbita da Terra em torno do Sol, junto com os outros planetas do Sistema Solar, e outros pormenores. Na verdade, ignoram que o que se vê no registro geológico e fóssil é o resultado de uma catástrofe de proporções globais tal como nunca houve na Terra, o Dilúvio descrito em Gênesis 6 e 7 e que variações climáticas foram decorrentes disso. Uma evidência disso são os contatos do tipo plano-paralelos entre as camadas de rochas sedimentares, que demonstram que não existiu tempo de erosão na formação das camadas, sendo que tudo indica que se formaram debaixo da água, e muita água. Pobre ciência, levada de um lado para o outro pela ideologia evolucionista, que quer chegar a qualquer lugar, menos ao da verdade científica. Pode até ser que a variação na translação e no eixo de inclinação contribuíram para mudanças climáticas, mas isso num passado recente, apoiado pelas partes moles encontradas em fósseis de dinossauros, contatos plano-paralelos entre as camadas de rochas sedimentares, encolhimento do diâmetro do Sol, taxa de erosão dos continentes etc. etc. etc....[ALM]

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Nasa descobre sistema solar com 7 planetas parecidos com a Terra

São Paulo – A Nasa anunciou nesta quarta-feira que encontrou o primeiro sistema solar com sete planetas de tamanho similar ao da Terra pela primeira vez na história. O sistema foi encontrado a cerca de 39 anos-luz de distância–uma distância relativamente pequena em termos cósmicos.

Dos sete planetas, três estão dentro de uma zona habitável, onde é possível ter água líquida e, consequentemente, vida. Os astros mais próximos do seu sol devem ser quentes demais para ter água líquida e os mais distantes devem ter oceanos congelados.

Os planetas orbitam uma estrela anã chamada Trappist-1, que é similar ao Sol e um pouco maior do que Júpiter. Segundo a agência espacial, os astros têm massas semelhantes à da Terra e são de composição rochosa. A expectativa da Nasa é que, na pior das hipóteses, ao menos um dos planetas tenha temperatura ideal para a presença de oceanos de água em forma líquida, assim como acontece na Terra.

As observações preliminares indicam que um dos planetas pode ter oxigênio em sua atmosfera–o que possibilitaria a realização de atividades fotossintéticas por lá. Para que haja vida como concebida por nós, no entanto, é preciso a presença de outros elementos na atmosfera, como metano e ozônio.

Segundo o estudo, que foi publicado na revista Nature, há chances de os cientistas encontrarem vida nesses planetas. “Não é mais uma questão de ‘se’, mas uma questão de ‘quando'”, disse Thomas Zurbuchen, administrador da Direção de Missão Científica da Nasa, na coletiva que anunciou a descoberta.

Telescópios na Terra e o Hubble, um telescópio espacial, poderão analisar em detalhes as moléculas das atmosferas dos planetas. Nessa exploração, o Telescópio James Webb, que será lançado ao espaço em 2018, terá papel fundamental. Ele será equipado com luz infravermelha, ideal para analisar o tipo de luz que é emitida da estrela Trappist-1.

Quando o novo telescópio da European Space Organisation começar a funcionar, em 2024, será possível saber se há realmente água nesses planetas.



Mesmo que os pesquisadores não encontrem vida nesse sistema, ela pode se desenvolver lá. O estudo indica que a Trappist-1 é relativamente nova. “Essa estrela anã queima hidrogênio tão lentamente que vai viver por mais 10 trilhões de anos–que é sem dúvida tempo suficiente para a vida evoluir”, escreveu Ignas A. G. Snellen, do Observatório de Leiden, na Holanda, em um artigo opinativo que acompanha o estudo na revista Nature.

Apesar da similaridade entre a Terra e os planetas do sistema recém-descoberto, a estrela Trappist-1 é bem diferente de nosso Sol. A estrela tem apenas 1/12 da massa do nosso Sol. A sua temperatura também é bem menor. Em vez dos 10 mil graus Celsius que nosso Sol atinge, o Trappist-1 tem “apenas” 4.150 graus em sua superfície.

De acordo com o New York Times, a estrela também emite menos luz. Um reflexo disso seria uma superfície mais sombria. A claridade durante o dia, por lá, seria cerca de um centésimo da claridade na Terra durante o dia. Uma dúvida que paira sobre os cientistas é qual seria a cor emitida por pela Trappist-1. Essa cor pode variar de um vermelho profundo a tons mais puxados para o salmão.


Como foi feita a descoberta

Tudo começou em 2016, quando Michael Gillon, astrônomo na Universidade de Liège, na Bélgica, descobriu três exoplanetas orbitando uma estrela anã. Ele e seu grupo encontraram os astros após notar que a Trappist-1 escurecia periodicamente, indicando que um planeta poderia estar passando na frente da estrela e bloqueando a luz.

Para estudar a descoberta mais a fundo, o pesquisador usou telescópios localizados na Terra, como o Star, da Universidade de Liège, o telescópio de Liverpool, na Inglaterra, e o Very Large Telescope da ESO, no Chile. Já no espaço, Gillon usou o Spitzer, o telescópio espacial da Nasa, durante 20 dias.

Com as observações no solo e no espaço, os cientistas calcularam que não havia apenas três exoplanetas, mas sete. A partir dessa análise, foi possível descobrir o tempo de translação, a distância da estrela, a massa e o diâmetro dos sete astros. De acordo com os pesquisadores, ainda é preciso observar o sistema solar por mais algum tempo para saber novos detalhes, como a existência de água líquida.

Fonte: Exame

Nota: Mais uma vez, a forçação de barra ao dizer que descobriram planetas parecidos com a Terra, sendo que pouco se sabe sobre tais planetas. Para se ter um planeta significativamente semelhante à Terra, tal planeta tem que ter dezenas e dezenas de condições finamente ajustadas para propiciar a manutenção da vida (isso, considerando que a vida pode surgir espontaneamente, o que foi provado impossível no experimento de Pasteur). Condições como água nos três estados físicos, atmosfera com proporção de gases  adequada, campo magnético com intensidade adequada, densidade atmosférica, satélite natural em posição finamente ajustada (como a nossa lua), dentre inúmeros outros fatores, devem estar presentes nos possíveis candidatos a "semelhantes à Terra". Dizer que pode ter uma outra forma de vida é mera especulação, visto que as únicas forma de vida que conhecemos são as que encontramos na Terra, baseadas no carbono e outros elementos químicos presentes. O pouco que se sabe com certeza sobre esses planetas é que são redondos, orbitam na zona "habitável" de uma estrela, pode ter água e só. Veja mais sobre essas condições em um material que preparei na palestra "Terra: evidências da criação" [André Luiz Marques]

terça-feira, 18 de agosto de 2015

Jovem 'Júpiter' desafia teorias de formação planetária


Exoplanetas fotografados
O recém-instalado instrumento GPI (Gemini Planet Imager) fez a sua primeira descoberta visual de um exoplaneta: um exoplaneta que passa a ocupar a posição de planeta extrassolar de menor massa já fotografado diretamente.

Com base nos dados coletados até agora, os astrônomos calculam que o exoplaneta 51 Eri b pesa duas vezes mais que Júpiter, muito menos do que os exoplanetas fotografados diretamente antes, que tipicamente pesam pelo menos cinco vezes a massa de Júpiter - alguns chegam a ter massas 13 vezes maiores do que Júpiter.

O GPI é um instrumento de caça direta a exoplanetas instalado no Telescópio Gemini Sul, no Chile. Tal como outros instrumentos similares - como o Sphere, instalado no VLT -, ele foi projetado para detectar planetas significativamente mais próximos de sua estrela-mãe, e de massa significativamente menor, do que os outros já identificados até agora.

O instrumento também é capaz de detectar planetas mais jovens, que, como ainda retêm o calor de sua formação, são mais luminosos e mais facilmente visíveis.

Planetas quentes ou planetas frios
O novo exoplaneta orbita a estrela 51 Eridani, uma estrela com pouco mais de 20 milhões de anos de idade, a apenas 13unidades astronômicas de distância.

Como a estrela é muito jovem, ela e seus planetas dão informações valiosas sobre a formação dos sistemas planetários - calcula-se que o Sistema Solar tenha 4,5 bilhões de anos.

Estudando as emissões térmicas do exoplaneta, Bruce Macintosh e seus colegas da Universidade de Stanford calcularam sua composição atmosférica, que é muito parecida com a de Júpiter, dominada pelo metano. Esta é outra novidade, já que, até agora, as assinaturas de metano têm sido fracas ou inexistentes nos exoplanetas fotografados diretamente.

Os astrônomos defendem que o planeta se formou em um processo similar ao de Júpiter, sendo uma "ponte" entre os planetas mais quentes com órbitas mais distantes e o nosso Júpiter.

Na verdade, as descobertas recentes têm desafiado os astrônomos, que acreditavam que planetas como Júpiter nasciam lentamente e de forma fria. Planetas como o 51 Eridani b dão suporte à teoria do "início quente", que propõe que esses planetas se formam rapidamente e com muito calor.


Bibliografia:
Discovery and spectroscopy of the young Jovian planet 51 Eri b with the Gemini Planet Imager
B. Macintosh et al.
Science
Vol.: Published online
DOI: 10.1126/science.aac5891

terça-feira, 28 de julho de 2015

'Nasa encontra planeta similar à Terra em potencial zona habitável'

Será mesmo que é semelhante à Terra?
Cientistas da Nasa divulgaram nesta quinta-feira (23) que descobriram um exoplaneta com características muito similares à Terra e que orbita uma estrela semelhante ao Sol.

O planeta Kepler-452b foi chamado pelos cientistas de "primo distante" da Terra. Ele é 60% maior e tem boa chance de ser rochoso, embora sua massa e composição ainda não tenham sido determinados.

Ele demora 385 dias para dar uma volta completa ao redor de sua estrela, chamada de Kepler-452, astro do sistema que está a 1.400 anos-luz de distância da Terra.

Essa estrela é um pouco mais velha que o Sol (tem "só" 1,5 bilhão de anos a mais), tem a mesma temperatura, é 20% mais brilhante e possui um diâmetro 10% maior.

Os achados desta quinta foram publicados no periódico "The Astronomical Journal". Com a descoberta, aumentou para 521 o total de exoplanetas descobertos pelo satélite Kepler.

'Condições necessárias para a vida' [Será?]

Em comunicado divulgado pela Nasa, Jon Jenkins, chefe do projeto do satélite Kepler, disse que a descoberta fornece uma oportunidade de entender e refletir sobre o ambiente em evolução da Terra.

"É inspirador considerar que esse planeta já vive há 6 bilhões de anos na área habitável dessa estrela, mais do que a Terra. Isso é uma oportunidade substancial para a vida surgir, devem existir todos os ingredientes e as condições necessárias para a vida existir neste planeta", afirmou o pesquisador. [Quanta fé, hein?]

Além desse achado, foram descritos ainda outros 11 candidatos à planeta que também estão em zona habitável.

A busca de planetas similares à Terra é uma das maiores aventuras na pesquisa espacial, e embora já tenham sido detectadas centenas de planetas do tamanho do nosso e outros menores, eles circulam em órbitas próximas demais de suas estrelas para que haja água líquida em sua superfície.

Comparação feita pela Nasa mostra o Sol e a Terra (à esquerda) e a estrela Kepler-452 com o planeta Kepler-452b (Foto: NASA/JPL-Caltech/T. Pyle)
Comparação entre o Sistema Kepler-452 e o Sistema Solar feita pela agência espacial americana, a Nasa (Foto: NASA/JPL-CalTech/R. Hurt)
Fonte: G1

Nota: Como professor de Geografia, cada vez mais estou convencido de que a vida só é possível pelo conjunto complexo de condições que exitem neste Planeta. Nada foi provado até então que haja vida em outro planeta. O máximo que pode-se fazer é especular, e é exatamente o que a Nasa, por meio de Jon Jenkins, faz no artigo acima. Vamos comparar a Terra com o Kepler 452b e analisarmos se é possível ter vida naquele planeta. Apenas 16 de inúmeras condições:

1. A Terra tem um campo magnético adequado para nos proteger dos ventos solares. este planeta tem? Não se sabe.

2. A Terra tem a atmosfera finamente ajustada para nos proteger dos raios nocivos à vida (que é sensível), para nos dar o oxigênio, a temperatura adequada etc. Este planeta tem? Não se sabe.

3. A Terra tem a água em seus três estados físicos fundamentais para que a vida tal como conhecemos possa se desenvolver. Este planeta tem? Não se sabe.

4. A Terra tem um outro "escudo" além do campo magnético a uma distância maior. Este planeta tem? Não se sabe.

5. A Terra tem a vida comprovada. Este planeta tem? Improvável devido a não se saber as condições acima e outras abaixo.

6. A Terra tem seu eixo inclinado 23º27' que, ao fazer a translação, gera as estações do ano, importantes para a vida na Terra para se renovar. Aquele planeta tem? Não e sabe.

7. A Terra tem a força gravitacional finamente ajustada para abrigar a vida. Não é muito forte como Júpiter e nem muito fraco como Mercúrio. Aquele planeta é assim? Ele é 60% maior que a Terra, portanto. Não!

8. A Terra tem a Lua que permite a formação de marés tamão importantes para a reprodução da vida marinha principalmente. Aquele planeta tem? Não se sabe.

9. A Lua está a uma distância ideal (nem muito perto e nem mito longe da Terra) para não gerar tsunamis quando muito perto e nem ficar sem formar marés quando muito longe. Aquele planeta tem um satélite assim? Não se sabe.

10. A Terra tem o equilíbrio certo entre a energia solar que entra e a que sai. Aquele planeta tem isso? Não se sabe.

11. A Terra tem seus "leões de chácara" (Marte, Júpiter, Saturno, Urano e Netuno e Plutão) que ajudam a nos proteger de meteoros, principalmente os planetas gigantes por atraírem meteoros pelo seu campo gravitacional. Aquele planeta tem esses escudos? Não se sabe.

12. A Terra tem os elementos químicos essenciais para a manutenção da vida. Aquele planeta tem isso? Não se sabe.

13. A Terra tem a concentração certa de carbono na atmosfera. Aquele planeta tem? Não se sabe. Planetas do nosso Sistema Solar não tem as proporções ideias para ter vida.

14. A Terra tem uma infinidade de outras condições finamente ajustadas para abrigar a vida, tal como um bercinho de criança serve pra abrigar um bebê confortavelmente. Mas todos os planetas ditos "primos" da Terra não tem todos eles. Se faltar uma só dessas condições, impossível haver vida. entendeu?

15. A Terra tem sua velocidade de rotação finamente ajustada para que a vida não torre queimada pelo Sol se fosse mais de vagar e nem morra congelada se fosse mais rápido.

16. A Terra está numa posição ideal na nossa galáxia para abrigar a vida, frágil como ela é, estando na "ponta" para o meio da galáxia. Isso é importante senão nós morreríamos se fosse muito perto do centro da galáxia e se fosse muito longe do centro, devido à radiação muito forte ou frio muito intenso.

Dessa forma, as evidências indissociáveis que a Terra tem pra abrigar a vida faz com que isso seja uma forte evidência para que a Terra e todo o Universo seja obra de um Deus Criador, o qual se revelou a nós na Bíblia e na própria natureza.

"Pois desde a criação do mundo os atributos invisíveis de Deus, seu eterno poder e sua natureza divina, têm sido vistos claramente, sendo compreendidos por meio das coisas criadas, de forma que tais homens são indesculpáveis;" (Romanos 1:20) [Prof. André Luiz Marques]

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A teoria do Big Bang pode ser extinta

Modelo vem sendo questionado
A teoria do Big Bang, de que o Universo começou a partir de um ponto extremamente denso e que, ao explodir, criou o cosmos em expansão que conhecemos está prestes a, com o perdão do trocadilho, entrar em colapso. Criada em 1931, a teoria afirma que essa explosão se deu a 13,7 bilhões de anos atrás. O problema é que estamos descobrindo que esse tempo é insuficiente para explicar a formação atual do Universo. Um exemplo? Pesquisadores descobriram o SDSS J0100+2802, um quasar que contém um buraco negro com uma massa de 12 bilhões de sóis e que seria 900 milhões de anos mais jovem do que o Big Bang. O problema é que buracos negros demoram bastante até acumular massa - e 900 milhões de anos não seria tempo suficiente para que este se formasse. Será que ele é mais antigo do que o período estimado do Big Bang? Astrônomos já descobriram mais de 200 mil quasars - e esperam que, entre eles, existam mais ocorrências como o SDSS J0100+2802.

Outro exemplo é a poeira feita de elementos pesados em uma galáxia que seria apenas 700 milhões de anos mais nova que o Big Bang. Esses elementos se formam quando uma estrela se aproxima do final de sua vida, processo que demora bilhões de anos. Mais um caso de elementos mais velhos do que o início do Universo?

Então como explicar o início de... tudo? De acordo com este artigo (escrito por Rick Rosner) a teoria que subistituirá o Big Bang irá tratar o Universo como um processador de informação. O Universo é feito de informação e usa esses dados para se definir. Tanto a mecânica quântica como a relatividade pertencem às interações da informação e a teoria que uni-las será baseada nisso.

“O Big Bang não descreve um Universo capaz de processar informações. Processadores não explodem após um cálculo. Você não joga seu smartphone fora depois de mandar uma única mensagem. O Universo verdadeiro se recicla através de pequenas explosões, iluminando galáxias velhas que funcionam como memória quando necessário”, afirma.

Fonte: Galileu

Nota do blog Criacionismo: Pelo jeito, podem abandonar uma teoria antiga para trocá-la por uma ainda mais mirabolante. “Processador de informação”?! Um universo que se “recicla” por meio de pequenas explosões? E cada uma dessas explosões (com potencial para criar caos, como toda explosão) traria à existência um universo ordenado? E a origem da informação que será “processada”, alguém pensou nisso? Informação pode surgir por si só? E como explicar esse universo cíclico que alternaria períodos de ordem com períodos de desordem? O que faria reverter a entropia, uma vez alcançada? A matéria seria eterna? De onde vieram as partículas e a energia que compõem o Universo? Pelo menos os dados discrepantes estão fazendo com que os cosmólogos cogitem abandonar um modelo insuficiente, mesmo que tenha sido “vendido” como verdade por décadas (milhões de livros terão que ser reescritos). Em pior situação estão os defensores da evolução biológica, que veem dados discrepantes, insuficiências epistêmicas, e não têm coragem de sequer cogitar a hipótese de que seu modelo macroevolutivo esteja errado. Muitos biólogos estão conscientes da tremenda dificuldade em explicar a origem da vida a partir da não vida. Sabem que mesmo em supostos 4,5 bilhões de anos isso seria impossível. Abandonam o modelo, como alguns querem fazer com o Big Bang? Nada disso. Salvam a teoria dos fatos e chegam até a afirmar que a vida pode/deve ter vindo do espaço, já que na Terra não haveria tempo suficiente nem condições adequadas. Pra encerrar: Será que ninguém vai cogitar a possibilidade de que o Universo simplesmente tenha sido criado? A aparência de um Universo “maduro” há mais de 13 bilhões de anos pode ser comparada à aparência de Adão, já adulto, embora tivesse sido criado poucos instantes antes. [MB]

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O Big Bang nunca existiu e o Universo é eterno, dizem novos cálculos complexos

O nosso Universo, de acordo com as teorias de Einstein, possui cerca de 13,8 bilhões anos de idade e foi formado a partir de um ponto infinitamente pequeno.

Enquanto a maioria das pessoas aceita este modelo, os cientistas ainda não conseguem explicar o que aconteceu dentro deste pequeno ponto ou o que veio antes dele.

Agora, dois físicos propuseram um novo modelo que acredita que o Big Bang, na verdade, nunca aconteceu e que o nosso Universo não tem começo nem fim.

"A matemática e a teoria do Big Bang, em si, se anulam por conta dos infinitos”, disse Saurya Das, professor na Universidade de Lethbridge, no Canadá, em entrevista ao Dailymail. "Em outras palavras, a teoria prevê a sua própria morte. Ela também não explica onde esse estado inicial ocorreu”, completa.

Para ajudar a resolver este problema, os cientistas combinaram teorias da relatividade geral, que descreve as forças em torno de nós através da mecânica quântica, que rege pequenos objetos. Eles começaram com equações criadas pelo físico David Bohm, que na década de 1950 tentou usar a teoria quântica no lugar da equação clássica para descrever o caminho mais curto entre dois pontos em uma superfície curva.

Então, combinando isso com uma equação feita pelo professor Amal Kumar Raychaudhuri, da Presidency University, em Calcutá, Índia, os cientistas descreveram um fluido de pequenas partículas que permeia o espaço. Este fluido é a versão quântica da gravidade, apelidada de gráviton pelo Professor Das e pelo coautor Ahmed Ali Farag, da Universidade de Benha.

Eles mostraram que, diferentemente das trajetórias clássicas - que são caminhos de partículas no futuro ou passado - as partículas quânticas podem nunca se encontrarem. "Podemos analisar que, já que diferentes pontos do Universo na verdade nunca convergiram no passado, não pode haver um começo”, disse o Professor Das. "Durará para sempre. Também não terá um fim. Em outras palavras, não há nenhuma singularidade universal”, completou.

Mas se não houve Big Bang, qual é a origem do nosso Universo? "O Universo poderia ter existido e durado para sempre. Ele poderia ter passado por ciclos, pequenos ou grandes. Ou poderia ter sido criado muito mais cedo”, explicou Das. A teoria pode também vir a explicar a origem da matéria e da energia escura.

"Nós mostramos que um gigante Bose-Einstein de grávitons pode ter se formado muito cedo, ter durado para sempre, representando tanto a matéria quanto a energia escura", disse Das.

No final de 1990, os astrônomos descobriram que a expansão do Universo está acelerando devido a presença de uma energia escura. O modelo tem o potencial para isso, uma vez que o fluido cria força constante para fora, expandindo o espaço.

A massa de gráviton poderia fazer a sua densidade de fluido ter a mesma densidade observada do Universo de matéria escura. "É gratificante notar que tais correções simples podem, potencialmente, resolver tantos problemas de uma só vez", concluiu Das.

Fonte: Jornal da Ciência

Nota: Ué, o Big Bang não era tão mais provado que a própria lei da gravidade, segundo o que muitos evolucionistas dizem? Isso mostra, no mínimo, que a ciência astronômica não tem um consenso sobre a origem do Universo. E dizem por aí que o Big Bang é uma certeza absoluta. Conversa. Aguardemos maiores estudos. [ALM]

quinta-feira, 11 de dezembro de 2014

Rosetta: água da Terra não veio de cometas

Nada de água como a nossa
Um dos instrumentos da sonda Rosetta descobriu que a água expelida pelos jatos do cometa 67P é muito diferente da água da Terra. Isso complica a ideia que os cientistas vinham acalentando há alguns anos de que a água dos oceanos da Terra teria sido trazida pelos cometas, uma vez que as [supostas] temperaturas escaldantes no período de formação do nosso planeta fizeram qualquer água primordial evaporar-se. A água na Terra tem uma assinatura distinta: embora consista primariamente de oxigênio e hidrogênio, ocasionalmente um átomo de hidrogênio é substituído por seu isótopo deutério - a proporção é de três átomos de deutério para cada 10.000 moléculas de água. Essa água tem as mesmas propriedades físicas da molécula H2O normal, mas é mais pesada. Já a água expelida pelo cometa 67P tem uma proporção de deutério três vezes maior, sugerindo que, se a água da Terra veio mesmo do espaço, não foram os cometas que a trouxeram. A medição foi feita pelo instrumento Rosina (Rosetta Orbiter Sensor for Ion and Neutral Analysis), cujos dados já haviam mostrado que o cheiro do cometa não é nada agradável. [...]

Como não se conhece nenhum processo físico, químico ou geológico que possa explicar a formação da água na Terra, então os cientistas presumem que toda a água do planeta deve ter chegado aqui depois que a Terra esfriou, água que teria então sido trazida por asteroides ou por cometas.

Os cometas eram os candidatos ideais porque - pelo menos até a chegada da sonda Rosetta ao cometa 67P - acreditava-se que cometas eram bolas de gelo sujas. Assim, os dedos dos astrofísicos agora começam a apontar para os asteroides como candidatos naturais. A rigor, a informação de um só cometa é pouco para descartar uma hipótese - e uma medição que ainda não é a ideal porque os pesquisadores haviam planejado um estudo que dependia dos dados do robô Philae, que não funcionou como esperado.

O cometa 67P possui uma proporção deutério/hidrogênio que é três vezes superior à da água da Terra, e ainda mais elevada do que as registradas em cometas originários da nuvem de Oort - o Hartley 2 e o 67P são da família Júpiter, formados no interior do Sistema Solar.

Fonte: Inovação Tecnológica

Nota do blog Criacionismo: Curiosa mesmo foi a chamada da matéria sobre o mesmo assunto, publicada no site da revista Veja: “Missão Rosetta: asteroides, não cometas, teriam trazido água para a Terra”. Note como, descartada a teoria anterior (que era tão certa!), eles já afirmam com certeza a nova teoria. O fato é que a teoria naturalista do surgimento da vida em nosso planeta não “fecha as contas”. Há muitos buracos que a tornam um verdadeiro “queijo suíço”. Como a água é imprescindível para a vida, e como se assume que o planeta primordial era uma bola incandescente, essa água toda não pode ter se formado aqui. Logo, deve ter sido trazida do espaço. Note que uma hipótese gera a outra e nenhuma delas está exatamente baseada em fatos. Existem contraevidências que sugerem que a formação do nosso planeta não ocorreu como alguns cientistas creem. Mas a fé deles continua firme e forte, lutando contra as evidências. Descartada (em parte) a hipótese do abastecimento de água por “caminhões pipa” cometários, ganha força a ideia de que essa água tenha sido trazida a bordo de asteroides. Tudo para fugir da ideia de que, quando Deus começou a modelar este planeta, a água já estava aqui em abundância. [MB]

quinta-feira, 27 de novembro de 2014

Terra tem "escudo invisível" contra radiação cósmica

Em busca de uma explicação para o escudo antirradiação, a equipe está centrando as atenções na plasmafera (em roxo), uma nuvem de gás carregado que circunda a Terra. [Imagem: NASA/Goddard]
Radiação cósmica

Cientistas de uma missão da NASA se dizem perplexos com o que acabam de descobrir: um escudo antirradiação em torno da Terra que é uma verdadeira "barreira impenetrável no espaço" - ao menos para partículas cósmicas de alta energia.

Os cinturões de Van Allen, anéis de partículas carregadas mantidos pelo campo magnético da Terra, são conhecidos há décadas. Mais recentemente, as duas sondas gêmeas Van Allen (a missão originalmente se chamava RBSP (Radiation Belt Storm Probes) descobriram um novo cinturão de radiação ao redor da Terra.

Mas o que estas mesmas sondas descobriram agora é diferente.

Embora os cinturões de Van Allen protejam a Terra de grande parte da radiação espacial, os cientistas acreditavam que a radiação mais forte, consistindo de elétrons de energia muito alta, só era barrada aos poucos, conforme as partículas se aproximavam e colidiam com os átomos da atmosfera.

Escudo protetor da Terra

O que os instrumentos das duas sondas revelaram é algo bem diferente: há um verdadeiro "escudo invisível" nas imediações dos cinturões de Van Allen que simplesmente não permite a penetração dos elétrons de alta energia - a radiação mais perigosa não apenas para os satélites de comunicação e para os astronautas em órbita da Terra, mas também para a própria vida na superfície.

"Esta barreira contra elétrons ultrarrápidos é uma característica surpreendente dos anéis. Nós fomos capazes de estudá-la pela primeira vez porque nós nunca havíamos feito uma medição precisa desses elétrons de alta energia," disse Daniel Baker, da Universidade do Colorado, que chamou a nova barreira protetora de "escudo invisível tipo Jornada nas Estrelas".

Os elétrons de alta energia são bruscamente contidos pelo escudo protetor. [Imagem: D. N. Baker et al. - 10.1038/nature13956]
"É quase como se esses elétrons estivessem batendo em uma parede de vidro no espaço. Mais ou menos como os escudos criados por campos de força em Jornada nas Estrelas eram usados para repelir armas alienígenas, estamos vendo um escudo invisível bloqueando esses elétrons. É um fenômeno extremamente intrigante," disse Baker.

Partículas espaciais

Ainda não há uma explicação sobre o que e como se forma essa barreira protetora.

A equipe já descartou a ação do campo magnético terrestre que mantém os anéis antirradiação já conhecidos - os elétrons de alta energia são bloqueados à mesma altitude mesmo em pontos onde o campo magnético da Terra é mais fraco -, bem como as ondas eletromagnéticas das transmissões de dados feitas pelo homem e o formato muito pronunciado dos anéis de radiação, que também foi descoberto pelas sondas Van Allen.

Segundo nota emitida pela NASA sobre a descoberta, a explicação mais provável para a constituição do "escudo invisível" são outras "partículas espaciais" ainda desconhecidas ou não detectadas.

Bibliografia:

An impenetrable barrier to ultrarelativistic electrons in the Van Allen radiation belts
D. N. Baker, A. N. Jaynes, V. C. Hoxie, R. M. Thorne, J. C. Foster, X. Li, J. F. Fennell, J. R. Wygant, S. G. Kanekal, P. J. Erickson, W. Kurth, W. Li, Q. Ma, Q. Schiller, L. Blum, D. M. Malaspina, A. Gerrard, L. J. Lanzerotti
Nature
Vol.: 515, 531-534
DOI: 10.1038/nature13956


Nota: Somado ao próprio campo magnético, à atmosfera, à Lua, aos planetas externos e aos bilhões de astros entre a Terra e o centro da nossa galáxia, esse escudo recém descoberto é mais uma clara evidência de design inteligente assombroso que protege a Terra contra radiação e corpos celestes que vagueiam pelo espaço. São escudos finamente ajustados para a função que exercem, que é a de possibilitar a vida na Terra, algo que até então não tem algo parecido no Universo. É uma raridade, não sendo provável encontrar, todas juntas e ao mesmo tempo, em um planeta qualquer. Só a Terra tem tudo isso e muito mais. Uma obra-prima do Criador dos céus e da Terra! E querem nos fazer acreditar que toda essa beleza é obra do acaso... pode? [ALM]
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