Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador política. Mostrar todas as postagens

quinta-feira, 17 de agosto de 2017

Conceitos de direita e esquerda estão em desarmonia com a cosmovisão bíblica

Compreensão da Bíblia requer estudo aprofundado sobre temas apresentados por ela (Foto: Shutterstock)
Brasília, DF… [ASN] Em maio deste ano, a Agência Adventista Sul-Americana de Notícias (ASN) publicou uma primeira entrevista com o sociólogo Thadeu de Jesus e Silva Filho a respeito de conceitos de esquerda e direita (leia aqui). A segunda parte, em que o especialista aborda conceitos como marxismo cultural e outras ideologias filosóficas, bem como teorias que têm caracterizado a discussão política mundial, pode ser lida a seguir. Thadeu é mestre e doutor em Sociologia e atual diretor do departamento de Arquivo, Estatística e Pesquisa da sede sul-americana adventista, sediada em Brasília.

O que é o marxismo cultural, em linhas gerais?

Marxismo cultural é uma estratégia de poder que tenta acabar com os valores judaico-cristãos em sociedades neles fundamentadas. É realizada por meio de ocupação de cargos e de espaços de influência, tendo como fundamentos a filosofia de Karl Marx, a ideia de intelectual orgânico de Antonio Gramsci, a Teoria Crítica (Escola de Frankfurt), ideologias linguísticas e o seu caráter transgeracional.

Marx diz que, nos estágios evolutivos da humanidade, o capitalismo alienou (separou) o ser humano de si mesmo, do seu trabalho, da natureza e dos outros. A fim de emancipar o homem dessa alienação, os proletários teriam de tomar o poder das mãos da burguesia por meio de uma revolução armada e estabelecer uma sociedade igualitária, na qual as pessoas caçariam de manhã, pescariam à tarde, pastoreariam à noite e filosofariam depois de comer. Essa tomada do poder usando armas para fundar uma sociedade sem classes governada pelo proletariado seria o auge da evolução da humanidade.

O segundo pilar do marxismo cultural é o intelectual orgânico, de Antonio Gramsci – filósofo marxista e jornalista, um dos fundadores do Partido Comunista da Itália e que veio a ser seu secretário-geral em algum momento. Foi preso em 1926 e condenado a mais de 20 anos de prisão, mas colocado em liberdade condicional em 1936 (ano anterior à sua morte) por causa do mau estado da sua saúde.

Na cadeia, escreveu cerca de três mil páginas que, organizadas postumamente em seis volumes, foram publicadas sob o título de Cadernos do Cárcere. Em um deles, Os Intelectuais e a Organização da Cultura, chama atenção para a importância do intelectual no desenvolvimento das ideias que governam a relação entre as pessoas, indicando dois tipos: o tradicional (que se vê como autônomo em relação às classes e alheio às suas lutas) e o orgânico (representante de uma classe social e também responsável por dar formas e rumo à sociedade). E aí reside o segundo fundamento do marxismo cultural: Gramsci concordava com Marx sobre tomar o poder através de revolução, mas dizia que ela deveria acontecer pela introjeção de conteúdos revolucionários na mente da população através dos intelectuais orgânicos, não pelas armas. Seria uma revolução do conhecimento e dos valores – o que é conhecido como revolução cultural.

Assim, uma das tarefas dos revolucionários para ter o poder de uma sociedade e nele se perpetuar é criar um intelectual para propagar seus interesses durante o exercício natural e cotidiano da sua profissão. Nesse sentido, membros de partidos políticos, professores, artistas, jornalistas e veículos de comunicação atuam como intelectuais orgânicos encarregados de realfabetizar as mentes com conteúdo revolucionário nas esferas política, religiosa, jurídica, econômica, científica e artística, a ponto de as pessoas passarem a pensar como marxistas sem necessariamente saberem disso, tomando o marxismo como conhecimento natural e esperado.

O terceiro pilar vem da Escola de Frankfurt. Originalmente chamado de Instituto para o Marxismo, foi um grupo de intelectuais que transpôs para o campo cultural o marxismo já presente nas esferas econômica e política, por meio da mescla da teoria de Marx com a de Freud. Essa ação ampliou enormemente o número de pessoas alcançadas pelas suas discussões e, consequentemente, pelas obras produzidas.

Uma delas é o estudo que originou o livro The Authoritarian Personality, liderado por Theodor Adorno, quando morava nos Estados Unidos. Na obra, concluiu que a cultura ocidental é doente do mal da “personalidade autoritária”; que os cidadãos ocidentais são indivíduos potencialmente fascistas e cruéis, como os executores do Holocausto; que o país que o recebeu é tão mau como o regime que o expulsou, e que, portanto, indivíduo, cultura e sociedade ocidentais precisam ser vistos como pacientes de um grande manicômio, cujo tratamento começaria com a crítica cabal às criações e valores do Ocidente.

O quarto fundamento do marxismo cultural é um conjunto de métodos e técnicas oriundo de ideologias linguísticas que visam a mudança do sentido das palavras. Um deles é o desconstrucionismo, de Jacques Derrida, que assevera que conhecimento e cultura devem passar por reinterpretação e ressignificação até se concluir que não há fatos, somente interpretações. Outro é o sócio-construtivismo, de Vigotski, doutrina pedagógica que sustenta que o conhecimento é produzido coletivamente e de acordo com o tempo, o lugar e as relações políticas presentes, isto é, que se tivesse sido criado em outro lugar, por outras pessoas e mediante outras circunstâncias de poder, o conhecimento resultante seria outro.

Outro, ainda, é o movimento da Virada Linguística (Linguistic Turn), cuja tese é de que a realidade social não é nada mais do que uma narrativa criada pelo discurso e que a História é um gênero literário, sem pretensão de expressar a verdade, incapaz de comprovar a veracidade dos fatos. Mais recentemente, o “politicamente correto” engrossou a lista de ideologias que sustentam a operacionalização do marxismo cultural, ao cercear o uso de certas palavras e expressões, querendo determinar com uma força semelhante à da lei o que pode e o que não pode ser dito.

O último fundamento do marxismo cultural é o seu caráter transgeracional. Diferentemente das revoluções – que ocorrem em intervalo de tempo relativamente curto –, sua implementação acontece em longo prazo de doutrinação, avançando pela naturalização dos conteúdos relativistas e revolucionários, tornando-se cada vez mais capilar, abrangente e imperceptível com o passar dos anos.

É possível dizer que o marxismo cultural é incompatível com a cosmovisão bíblica? Por quê?

Sim. Em primeiro lugar, por serem de naturezas divergentes. O marxismo cultural quer coisas deste mundo, enquanto a cosmovisão bíblica mostra que o sentido é a vida eterna (ainda que seus Mandamentos se dirijam para o homem que vive neste mundo e é afetado pelas coisas daqui).

As demais razões derivam dela. Para o marxismo cultural, o mundo pode ser mudado. Já que os problemas foram causados pelas estruturas injustas da sociedade, seu propósito é eliminar as desigualdades sociais. Os inimigos devem ser aniquilados e seu principal instrumento de ação é a doutrinação cultural. Para a cosmovisão bíblica, quem pode ser transformado é o ser humano, não o mundo; a causa do problema é o pecado. O objetivo da ação de Deus é resgatar Sua imagem nos Seus filhos e convidá-los para o encontro com Ele na Sua segunda vinda; os inimigos devem ser amados e os meios de existência são a comunhão pessoal com Deus, o ensino e o cuidado com o outro e a pregação do Evangelho. Divergem, portanto, do núcleo às derivações.

Há, ainda, uma outra razão para a incompatibilidade. Isso fica claro quando tratam de temas de interesse para ambos, como configuração da família e identidade sexual. Para o marxismo cultural, regras e definições da Bíblia são somente convenções socialmente construídas que precisam ser extirpadas porque são religião, ópio do povo, falsa consciência, instrumento de dominação dos oprimidos. Na cosmovisão bíblica, a Palavra de Deus é autoridade normativa, de modo que o que é questão de fidelidade para o cristão é entrave para o indivíduo de mentalidade revolucionária.

Para Filho, conceitos de direita e esquerda devem ser bem compreendidos, principalmente pelos cristãos.

Mas questões como identidade de gênero, respeito aos direitos de liberdade de crença, orientação sexual, etc., não são importantes para quem se afirma como cristão e defende um mundo mais justo?

Sim, mas no sentido dado pela Bíblia, não porque ideologias dizem que é preciso agir dessa maneira. Somos irmãos, o amor e a misericórdia de Deus são direcionados a todos indistintamente. Devemos nos tratar como Cristo tratou as pessoas enquanto viveu aqui. Questões como identidade sexual e liberdade de crença são importantes para os cristãos por saberem que toda e qualquer pessoa no mundo pode viver como bem entender, inclusive em total oposição a Deus e ao padrão bíblico se assim preferir, desde que não ameace o ir e vir dos demais.

A batalha do cristão é ver Cristo no outro, é olhar para a vida e para as pessoas com a mente de Cristo, é pensar naquilo que diz Filipenses 4:8. Trata-se de ação direcionada ao indivíduo, reconhecidamente em forma de socorro diante de desamparo, fome, doença e calamidades, e de dedicação de tempo para ouvir e aliviar fardos. Neste sentido, é preciso entender que o foco da Bíblia é transformar o caráter do indivíduo.

E as ideologias de direita? São mais compatíveis com a cosmovisão bíblica?

Também não. Se a fragilidade das esquerdas consiste em afirmar que os problemas são causados por algo fora do ser humano (as estruturas injustas da sociedade), e que a eliminação de tais estruturas injustas faria desaparecer tais problemas, a da direita é construir seu edifício sobre algo dentro do homem, a saber, o egoísmo natural – entendido como algo virtuoso e a fonte das realizações.

É esse núcleo o que dá base a seus ideais econômicos, políticos, jurídicos, científicos, artísticos, de sociedade, nação, Estado e governo. Partem do princípio de que características egoístas, a ambição natural de acumular, o desejo inato de poder e a imagem de si como alguém mais importante do que o outro são as virtudes e os atributos que geram os melhores sistemas de organização. Todas as demais construções derivam disso. No que isso é compatível com a cosmovisão bíblica?

Há vertentes teóricas que advogam que as ideologias de direita são a transcrição política do cristianismo ou as que mais se aproximam dele por defenderem valores como a família, por exemplo. Isso me parece ser um erro conceitual (pelo fato de estas serem marcas do conservadorismo, não da direita). Uma observação rápida permite ver que os temas das ideologias de direita derivam de algo perfeitamente contrário aos ensinos de Cristo (de egoísmo, não de altruísmo).

Além disso, casos concretos e linhas teóricas mostram que não é pertinente associar direita ao cristianismo – como é o caso do populismo de direita na Europa (cuja bandeira é o nacionalismo e o impedimento à imigração) e do pensamento de Ayn Rand (pensadora ateia, que defende que o ser humano deve planejar sua vida para amar e satisfazer somente a si e guiá-la de acordo com sua vontade e razão, longe de qualquer determinação vinda de Deus). Ainda que alguns cristãos se aproximem da direita, a adesão deles a ela não a torna um estandarte do cristianismo.

Mesmo não sendo sinônimo de cristianismo, não tendo a mesma natureza nem seu fundamento, a direita conta, de fato, com uma ala cristã – vista claramente nos Estados Unidos. Em dois aspectos, essa ala cristã da direita se assemelha às ideologias de esquerda de modo nítido: entende que o mundo pode e deve ser mudado e faz dessa mudança seu símbolo identitário. Se, por um lado, a mudança proposta pelas ideologias de esquerda é acabar com as estruturas injustas da sociedade, por outro, a da ala cristã da direita é instalar o reino de Deus neste mundo, como se isso fosse possível e como se esta fosse a tarefa para a qual Deus tivesse chamado as pessoas a realizarem.

O cristão precisa escolher uma ideologia política ou filosófica para viver?

Poucas questões políticas são verdadeiramente espirituais. A liberdade religiosa é uma delas. Possivelmente, a de maior relevância. Não à toa, é também a mais recorrente na história. A Bíblia mostra casos de violência e de perseguição gerados simplesmente contra a liberdade que as pessoas têm de adorar a Deus. Tais foram os casos dos três amigos de Daniel que, por questão de consciência, não se curvaram perante a estátua do rei da Babilônia e foram condenados à fornalha quente; de Daniel, que, também por questão de consciência, orava a Deus três vezes por dia em sua casa durante decreto estatal de veto à oração e que, por isso, foi lançado à cova dos leões; de Estêvão, apedrejado por testemunhar da salvação em Cristo; de Saulo, perseguidor de cristãos, e, já Paulo, diversas vezes preso e condenado por ser discípulo de Cristo, quando apresentou sua defesa.

Mesmo sendo os cristãos respeitadores da autoridade temporal, conforme textos como Marcos 12:13-17; Atos 26:9-12; Romanos 13:1-7; I Timóteo 2:1-2; Tito 3:1-2; I Pedro 2:13-17, continuam sendo alvo de perseguição por parte de outros indivíduos por causa da liberdade de adorar a Deus.

Um segundo aspecto também merece atenção. Ao se tornar um cristão, o indivíduo adota a cosmovisão bíblica como fonte de explicação da realidade e autoridade sobre a conduta. Ela passa a comandar as esferas da vida particular e a julgar a pertinência de ideologias políticas, filosóficas, científicas ou de qualquer outra natureza que se apresentem ao crente em Deus.

Assim, caso o cristão queira adotar uma ideologia para viver, tal ideologia competirá com a autoridade da Bíblia, e o resultado desse embate mostrará o que é mais importante para ele, se a Palavra de Deus ou se ideologias humanas. Ainda, se o reino de Deus não é deste mundo (João 18:36), e se os filhos de Deus também não o são (João 17:14, 16, 18), por que adotar uma ideologia do mundo? Por acaso, querem viver no mundo para sempre? Mais: sendo que a Verdade e a Vida são Cristo e Sua Palavra (João 6:63; 14:6), por que procurar outras fontes para guiar a existência? Ideologias são incapazes de dar a Vida e a Verdade, e, a não ser que se esteja buscando outras coisas diferentes delas, não faz sentido adotar uma ideologia humana. Por fim, mas não menos importante, não é possível servir a dois senhores (Mateus 6:24): é preciso decidir se a Bíblia será a autoridade normativa sobre a vida.

“Tenham cuidado para que ninguém os escravize a filosofias vãs e enganosas, que se fundamentam nas tradições humanas e nos princípios elementares deste mundo, e não em Cristo” (Colossenses 2:8, versão Nova Versão Internacional).

Mas pensar assim não seria uma atitude passiva e omissa em relação às desigualdades desse mundo?

A Bíblia diz que injustiças e desigualdades só acabarão quando Jesus voltar (Marcos 14:7; Apocalipse 21:4). Até lá, a humanidade conviverá com elas, mas Deus segue restaurando no ser humano a dignidade tomada pelo pecado. A Bíblia chama indivíduos para agir efetivamente em prol do outro, dando seu tempo, seu dinheiro, suas forças, bom ânimo, afeto. Isso é tarefa de cada um, mandada por Deus (Mateus 7:12; Romanos 15:1; Gálatas 6:2). Agir em prol do outro nunca será passividade ou omissão. E não é preciso ideologia para aliviar o sofrimento (Mateus 25:40). [Equipe ASN, Felipe Lemos]

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Ben Carson e os adventistas

Notícias importantes sobre o Candidato Ben Carson

Os princípios da Igreja Adventista do Sétimo Dia foram destaque em uma das principais redes de comunicação do mundo, a norte-americana Cable News Network (CNN). A reportagem foi produzida porque nesta terça-feira, 27, institutos de pesquisa dos Estados Unidos apresentaram dados que mostraram uma virada nas intenções de voto dos norte-americanos às primárias eleitorais republicanas. Antes o cenário vinha sendo dominado pelo candidato Donald Trump. Agora, com quatro pontos percentuais à frente, aparece o médico adventista Ben Carson, com 26% de intenções contra 22% de Donald Trump, segundo colocado.

Com estes resultados, a mídia norte-americana intensificou suas análises sobre a vida do neurocirurgião aposentado Ben Carson, com destaque para suas crenças religiosas.

Dentre as inúmeras matérias que estão sendo feitas abordando esta temática, chamou a atenção nesta quarta-feira, 28, o artigo escrito por Daniel Burke, editor de religião da CNN. Em seu texto, intitulado No que os adventistas do sétimo dia como Ben Carson acreditam, o articulista detalhou algumas crenças adventistas, alegando que o próprio rival, Donald Trump, mencionou que não sabe nada sobre a fé vivida por Carson. Burke ainda afirma que muitos americanos também não sabem quase nada sobre a Igreja Adventista, que celebrou, em 2013, 150 anos de existência.

O artigo da CNN menciona que há um milhão de adventistas nos Estados Unidos, cerca de 18 milhões ao redor do mundo e oferece um “breve curso” sobre três crenças fundamentais da Igreja que são compartilhadas por outros protestantes e evangélicos. O texto comenta que (destaque em itálico para trechos traduzidos do original):

1) Os adventistas acreditam na Bíblia como a infalível palavra de Deus. Honram as Escrituras como um recurso inquestionável de sabedoria, inspiração e guia. A Igreja diz que “em Sua Palavra Deus deu ao homem o conhecimento necessário para a salvação”. Um aspecto interessante neste item foi a menção clara de que os adventistas acreditam na literalidade da Bíblia e, portanto, na literalidade de Gênesis 1, que destaca o criacionismo, ou seja, a ideia de que Deus criou o mundo em seis dias.

2) Os adventistas acreditam que Jesus veio para salvar os humanos dos seus pecados. Adventistas, como outros cristãos, também acreditam nos dois outros membros da Trindade: Deus, o Pai, e o Espírito Santo. A salvação vem através do arrependimento dos pecados e da fé em Jesus, mas a graça é finalmente garantida somente por Deus.

3) Os adventistas acreditam nos conselhos bíblicos contra o aborto e o casamento entre pessoas do mesmo sexo.

Seguindo para a parte final do artigo, Daniel Burke cita outras quatro doutrinas que são exclusivas dos adventistas do sétimo dia:

1) Os adventistas guardam o sábado, o “sétimo dia”. Os adventistas consideram o sábado santo e guardam esse dia, como Deus fez, no sétimo dia da semana da criação, de acordo com a Bíblia. O autor ainda explica que os adventistas também consideram bons exemplos sobre esse assunto o fato dos judeus terem guardado esse dia no Velho e Novo Testamentos, e Jesus ter seguido este hábito no Novo Testamento.

2) Os adventistas não acreditam no inferno. Diferentemente de outros cristãos, os adventistas não acreditam no inferno como um lugar com lagos de fogo e tormento eterno. Isto porque a Igreja não encontra um local como este literalmente descrito na Bíblia, explica Douglas Morgan, professor de História da Igreja na Universidade Adventista de Washington.
… Adventistas também argumentam que um Deus de amor não condenaria Seu povo – mesmo pecadores – a uma punição sem fim. Na visão da Igreja, quando as pessoas morrem, elas ficam como que dormindo no pó da terra até a segunda vinda de Jesus, quando Ele julgará os vivos e os mortos. Os bons irão para o céu e os maus serão aniquilados.

3) Eles acreditam que a segunda vinda de Jesus é iminente.

4) Os adventistas acreditam nas visões e profecias de Ellen White. Douglas Morgan, professor de História da Igreja na Universidade Adventista de Washington, diz que os adventistas acreditam na Bíblia como a autoridade final, e nos escritos de Ellen White como “uma luz menor que aponta para a luz maior” – ou seja, as Escrituras Sagradas.

Repercutindo estes artigos que estão sendo publicados na imprensa norte-americano, jornais brasileiros também estão abordando essa temática, analisando a fé do candidato republicano Ben Carson.

O blogueiro Guga Chacra, do Estadão, por exemplo, redigiu um texto com o título Qual o significado de Ben Carson ser líder nas primárias republicanas? em que destaca que os norte-americanos estão optando por um candidato “super conservador”. Ao analisar o perfil de Carson, Guga enfatizou os seguintes aspectos: ele é radicalmente contra o aborto, os direitos dos homossexuais e questiona a ciência em relação ao aquecimento global ser causado pelo homem e diz acreditar na teoria da criação (Adão e Eva). [Equipe ASN, Márcia Ebinger]

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

sexta-feira, 3 de abril de 2015

quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Pastor adventista comenta histórica reaproximação de Cuba e Estados Unidos mediada pelo Vaticano

Brasília, DF … [ASN] Repercutirá ainda hoje, durante o dia, notícia veiculada amplamente pelas agências internacionais sobre reaproximação diplomática entre Cuba e os Estados Unidos. Segundo alguns veículos de comunicação, a negociação foi feita pelo Canadá e pelo papa Francisco. Uma série de mudanças ampliará o comércio e o fluxo de pessoas entre os dois países e colocará fim a um período de cinco décadas de brigas, embargos econômicos e afastamento entre os dois países. Para os adventistas, esse episódio histórico tem implicações no aspecto teológico e profético conforme a Bíblia.

É preciso compreender esse fato dentro de um contexto geopolítico maior. E quem explica é o pastor Rafael Rossi, diretor sul-americano de Comunicação da Igreja Adventista, palestrante reconhecido sobre profecias apocalípticas e autor da série de estudos Apocalipse – O Fim Revelado. Conforme Rossi, “em Apocalipse 13 encontramos duas bestas. Na profecia bíblica besta sempre significa poder ou reino que está em oposição ao reino de Deus. É uma marca de rebelião e abandono dos princípios de Deus. Uma das bestas representa o poder religioso que teve a sua supremacia por 1260 anos, foi ferida e sobreviveu. Já a segunda besta é representada por um poder político. Todas as características apresentadas na Bíblia se cumprem com o surgimento dos Estados Unidos. Tornou-se nação em 1776 em um território não habitado por outra nação civilizada, ou seja, o segundo poder surgiu da terra e não do mar como a primeira besta. Mar, de acordo com Apocalipse 17:15, significa lugar povoado e terra o oposto”.

União das bestas apocalípticas

Para o teólogo, que se fundamenta em estudos com essa mesma interpretação já feitos há muitos anos, em seu começo os Estados Unidos, profeticamente, falavam como cordeiro, símbolo de seus ideais de liberdade, porém ele entende que chegará o momento em que a profecia diz que o poder político representado pelos Estados Unidos falará como dragão. Ou seja, agirá de uma forma radicalmente diferente.

“A segunda besta se unirá a primeira besta e diz o Apocalipse que ’.. faz com que a terra e os seus habitantes adorem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada’. Apocalipse 13:12. ‘E lhe foi dado comunicar fôlego à imagem da besta, para que não só a imagem falasse, como ainda fizesse morrer quantos não adorassem a imagem da besta’, conforme Apocalipse 13:15. Haverá a união entre as duas bestas, que somarão suas forças políticas e religiosas nos tempos finais da história do mundo. E isso vemos claramente em nossos dias. As relações entre os Estados Unidos e o Vaticano estão se tornando cada vez mais estreitas. A aproximação iniciada no começo da primeira Guerra Mundial, quando o presidente Roosevelt enviou a Roma um representante pessoal e o Papa um delegado apostólico para os Estados Unidos, aumentou em 1961. Nesse ano, ocorreu a posse do primeiro presidente americano católico, John Kennedy. Depois, em 1984, o presidente Ronald Reagan nomeou o primeiro embaixador norte-americano junto ao Vaticano”, comenta Rossi.

Cenário atual

Ainda segundo a avaliação de Rossi, “nos últimos anos, o governo do presidente Barack Obama mais uma vez traçou planos de aproximação entre Estados Unidos e Vaticano. A notícia de que os Estados Unidos decidiram reatar relações diplomáticas com Cuba, e ainda mais tendo o Papa como pivô, é, sem dúvida, uma profecia bíblica em cumprimento”.

Para o pastor, será por meio da segunda besta (poder político) que a adoração será imposta à primeira besta (poder religioso). Ou seja, os Estados Unidos tomarão a iniciativa de obrigar as pessoas a adorar a imagem da besta, deixando de lado as seus ideais de liberdade religiosa.

Ele cita o texto bíblico de Apocalipse 13:15 que diz que “a segunda besta ainda seduz os que habitam sobre a terra por causa dos sinais que lhe foi dado executar diante da besta, dizendo aos que habitam sobre a terra que façam uma imagem à besta…”. Apocalipse 13:15

“Por 1.260 anos, de 538 a.C. a 1798, a primeira besta recebeu adoração e obediência por meio de um sistema de leis repressivo, no qual os que não aceitavam a adoração forçada eram perseguidos e mortos. O texto bíblico nos diz que nesta associação entre as bestas será formada uma imagem, ou seja, uma cópia do sistema de leis do passado para conseguir os mesmos resultados alcançados durante a época da inquisição. A imagem da primeira besta se formará quando mais uma vez o Estado e a Religião se unirão para impor um dia oficial de culto, que não é o sábado bíblico”, conclui o pastor.

Fonte: Equipe ASN, da Redação

É possível baixar uma série de estudos completa sobre o Apocalipse. Clique aqui.
 
Compreenda melhor o assunto vendo esse vídeo:


quarta-feira, 12 de novembro de 2014

Deputado quer ensino do criacionismo nas escolas do Paraná

Projeto do deputado Artagão Júnior (PMDB) propõe que seja incluído no currículo da rede estadual de ensino “conteúdos sobre criacionismo”, a teoria religiosa que nega a evolução das espécies e defende que Deus criou os animais e plantas da forma como é descrito na Bíblia. A proposta estava na pauta de ontem da Comissão de Constituição e Justiça da Assembleia Legislativa do Paraná. Mas a votação foi adiada porque os parlamentares aguardam um parecer da Secretaria Estadual de Educação sobre a proposta, que deve voltar à pauta da CCJ na terça-feira que vem.

Na defesa da proposta, o parlamentar afirma que os estudantes ficam confusos ao aprender na escola o evolucionismo (a teoria científica oficial) e na igreja o criacionismo. “Ensinar apenas o evolucionismo nas escolas é ir contra a liberdade de crença de nosso povo”, justifica Artagão no texto do projeto.

Laicidade

A proposta já havia sido apresentada pelo deputado em 2007, mas acabou arquivada. “Não estou impondo nada nem dizendo o que é certo ou errado. Mas é importante a discussão de um tema em que a grande maioria da população acredita”, afirma Artagão. Para ele, o projeto não fere a laicidade do Estado. Segundo o deputado, não há nada que garanta que a teoria da evolução realmente ocorreu (a ciência [evolucionista], porém, assegura que a teoria já foi corroborada [note que aqui se refere à evolução no sentido da "microevolução", que dá para comprovar em laboratório, mas não da "macroevolução", que depende de interpretações subjetivas e não pode ser corroborada empiricamente. A palavra "evolução" é muito elástica e tem muitos significados]). Por isso não haveria motivos para que o criacionismo não seja discutido pela comunidade escolar.

Outros deputados têm visão semelhante. “Desde que a escola inclua também visões não teístas, não vejo problema”, diz o deputado Péricles de Mello (PT), ex-presidente da Comissão de Educação da Assembleia. “Justamente pelo fato de o Estado ser laico, ele pode contribuir com o diálogo religioso.” Péricles, porém, é contra a obrigatoriedade do ensino religioso e defende que os temas escolhidos para discussão com os alunos sejam definidos por um conselho.

Papa

A Igreja Católica tem posição favorável ao ensino do evolucionismo. Em uma declaração no fim do mês passado, o Papa Francisco afirmou que a teoria da evolução está correta e não é incompatível com a crença religiosa. O papa disse o mesmo sobre a teoria do Big Bang da criação do universo. [Isso se deve pelo fato de que a Igreja Católica não aceita a literalidade do livro de Gênesis, mas que entra em controvérsia, pois outros livros da Bíblia citam os relatos de Gênesis como fatos reais, tanto no Velho como no Novo Testamentos, além do fato da Igreja Católica ignorar as próprias palavras de Jesus ao citar Adão como uma pessoa real, o Dilúvio como um fato histórico e a criação do mundo em seis dias literais, sendo Ele próprio o Criador (João 1:1-3)... ou seja, é como se o papa estivesse chamando Jesus de mentiroso... Aí fica difícil, papa Francisco...]

Fonte: Gazeta do Povo

Nota: É uma boa proposta, mas, no geral, não há professores preparados para ensinar o criacionismo. O fariam de forma distorcida. Melhor continuar somente em escolas confessionais, como o Colégio Adventista. Sou professor da Rede Pública de Ensino do Paraná e já fui professor da Rede Adventista de Ensino, sei o que digo. A maioria das pessoas acredita que Deus criou o mundo, mas na hora de apoiar a ideia, muitos são enganados pelo argumento da "laicidade" do Estado, que, na verdade, deveria ser o principal argumento pra propor o ensino tanto do Evolucionismo como do Criacionismo e do Design Inteligente. Um aluno aprende melhor ao comparar as propostas possíveis. Apresentar somente uma e esconder outras, é ditadura na educação. E os evolucionistas sinceros apoiam o que escrevo. Que vença a melhor teoria. Enquanto não houver professores preparados pelas universidades sobre o tema, de forma adequada e sem preconceito, não seria digno o ensino do criacionismo nas escolas, pois a maioria dos professores só iriam fazer um desfavor a essa cosmovisão. Eu, como professor da Rede Pública, não ensino o criacionismo por ser proibido pela ditadura evolucionista, mas ensino o evolucionismo de uma forma crítica, conforme prevê a própria LDB e Currículo Básico para a Educação no Paraná, sem mencionar a Bíblia ou Deus, ou ainda o criacionismo, discuto os pontos positivos (ex.: a "microevolução") e negativos (ex.: a "macroevolução" e a origem espontânea da vida) da teoria da evolução, em suas variantes cosmológica, geológica e biológica. Poderia escrever mais sobre outros aspectos da notícia acima, mas fiquemos por aqui. [Prof. André Luiz Marques]

domingo, 5 de outubro de 2014

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Bíblia é fonte de inspiração; decisões são racionais, diz Marina

A candidata à Presidência pelo PSB, Marina Silva, afirmou que, para qualquer pessoa cristã ou judia, "a Bíblia é sem sombra de dúvida uma fonte de inspiração", mas que "as decisões são tomadas com base racional, para todas as pessoas". A declaração foi feita em entrevista concedida nesta segunda-feira (1º) ao Jornal da Globo, quando a ex-senadora foi questionada se era verdade que ela tomava decisões lendo aleatoriamente a Bíblia.

"Todos nós agimos em base na relação realista dos fatos, mas os seres humanos eles têm uma subjetividade. Uma pessoa que crê, obviamente, que tem na Bíblia uma referência. Assim como tem na referência a arte, a literatura. Às vezes você pode ter um 'insight' assistindo um filme. O quanto nós já avançamos, do ponto da ciência, da tecnologia, pela capacidade antecipatória que você encontra, enfim, na indústria cinematográfica...", disse.

"Mas a senhora toma decisões lendo a Bíblia aleatoriamente, é verdade isso?", questionou a jornalista Christiane Pelajo.

"Isso é uma forma que as pessoas foram construindo ou estão construindo para tentar passar uma imagem de que eu sou uma pessoa que é fundamentalista, essas coisas que muita gente de má-fé acaba fazendo", rebateu Marina.

"Qual é o tamanho desse amparo que a senhora toma em preceitos religiosos, frente ao que a senhora pretende ser, que é a governante de todos os brasileiros tomando decisões racionais?", indagou o jornalista William Waack.

"O mesmo amparo que você pode tomar a partir de outros referenciais. A Bíblia é sem sombra de dúvida uma fonte de inspiração para qualquer pessoa que é cristã, ou que é um judeu, enfim, e que não vai negar que é uma fonte de inspiração, mas existem outras fontes de inspiração às quais eu já me referi. As decisões são tomadas com base racional, para todas as pessoas", respondeu Marina.

A candidata disse em seguida, porém, que "dificilmente você vai encontrar uma pessoa que diz que ela é 100% racional". "Essa pessoa estaria presa à realidade e, com certeza, se os especialistas do comportamento forem avaliar uma pessoa como essa, vai ver que ela tem uma subjetividade muito pobre. Qualquer pessoa forma, toma as suas decisões considerando vários aspectos. Ele é atravessado pela cultura, se tem crença pela espiritualidade, se é da ciência, pelo conhecimento científico. O ser humano não é uma unidade, digamos, pura de alguma coisa. Somos seres subjetivos e a subjetividade é uma riqueza interior para qualquer ser humano".

Fonte: G1

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Articulista da Folha acusa Marina Silva de fundamentalista

O defeito dela é crer na Bíblia?
A inesperada candidatura da Sra. Marina Silva à Presidência da República deixa perplexos tanto a população como a opinião pública, inclusive os mais avisados. Todos reconhecem sua honestidade e inquestionável obstinação pelo progresso do homem brasileiro. Mas, por que então esse embaraço? Essa inquietação? Detecto, em casos extremos, cidadãos bem-intencionados que dizem que votarão em Marina, mas que, consciente ou inconscientemente, preferem que ela perca. Por que essa ambivalência? Não é por causa de seu apego a questões ecológicas, certamente, pois percebemos que as circunstâncias e as necessidades materiais imporão limites realistas a eventuais ações nesse campo. Não é por medo de inadequação em gestão, pois sua equipe, principalmente aquela que a assistia quando montava o seu partido, a Rede, inclui executivos, economistas e intelectuais reconhecidamente competentes.

Resta considerar suas crenças mais íntimas, inclusive religiosas. Minha convicção é a de que o comentarista não tem o direito de especular sobre a religião das pessoas que analisa. Todavia, há exceções quando se suspeita que essas crenças possam ter influência no bem-estar do povo. É o caso de fundamentalismos, inclusive o criacionismo.

Marina Silva, no passado, admitiu essa sua convicção. Ultimamente, evita discussões sobre o problema. Pois bem, não me sinto confortável em ter como presidente uma pessoa que acredita concretamente que o Universo foi criado em sete dias há apenas 4.000 anos [sic], aproximadamente.

Pois, para isso, é preciso ignorar a montanha de dados cientificamente incontornáveis e todo o patrimônio intelectual que a humanidade acumulou durante séculos. Percebo no fundamentalista cristão uma arrogância incomensurável, que apenas pode ser entendida como uma perversão intelectual, que não pode deixar de impor tendências cujos limites são imprevisíveis.

Muitos de seus seguidores vão perguntar qual seria a explicação para o fato de que tantos intelectuais (ou seriam pseudointelectuais) tivessem se integrado à Rede? Pois bem, Marina é um tesouro eleitoral, arrasta com ela uma multidão de eleitores bem-intencionados. Teria sido pelas suas ideias que esses economistas e intelectuais aderiram à Rede ou seria por causa do caudal aurífero eleitoral que, na sua liderança, perceberam?

Outros vão interpor contestações subjetivas como aquelas relacionadas às suas incontestáveis qualidades, tais como articulação oral, capacidade como debatedora, eloquência, etc. Ora, o fenômeno que foi chamado originariamente “idiot-savant” (savantismo) é hoje universalmente aceito.

A ciência reconhece que o cidadão pode atuar de maneira coerente em um campo, ser mesmo genial, enquanto em outras áreas do comportamento mostra-se incapaz, por vezes incontrolável. Ou seja, pior ainda. O fundamentalismo de Marina Silva não decorre da ignorância, mas de um defeito de percepção. Os especialistas chamam essa condição de desordem do desenvolvimento neural. Essa é a razão por que espero que Marina não ganhe esta eleição.

(Rogério Cezar de Cerqueira Leite, 83, físico, é professor emérito da Universidade Estadual de Campinas [Unicamp] e membro do Conselho Nacional de Ciência e Tecnologia e do Conselho Editorial da Folha; publicado na Folha de S. Paulo de 31/8/2014)

Nota do blog Criacionismo: Será que Rogério se sentiria “confortável” com um presidente adepto do candomblé (já tivemos), do espiritismo (há inúmeros políticos espíritas) ou defensor da eugenia, como o ateu Richard Dawkins? Essas subjetividades religiosas também não representariam um risco? Marina se torna inapta pelo simples fato de crer no que a Bíblia ensina sobre a criação? Além de reforçar a ideia injusta segundo a qual os criacionistas seriam fundamentalistas (o que os aproximaria dos terroristas islâmicos), Rogério dá a entender que os criacionistas teriam algum tipo de debilidade intelectual! Ele ignora deliberadamente o rol de cientistas criacionistas que deixaram grande legado à humanidade, gente do quilate de Louis Pasteur, Blaise Pascal, Isaac Newton e vários outros. Eles também não eram dignos de confiança?

Rogério é, no mínimo, injusto em sua avaliação. Marina já deixou claro que concorda que tanto o evolucionismo quanto o criacionismo sejam ensinados nas escolas. Duvido que a tal “inquietação” a que o articulista se refere seja causada pelo fato de Marina ser religiosa, ou, na opinião dele, fundamentalista. A maioria das pessoas não está nem aí para isso. Essa “inquietação” pode se dever ao fato de que Marina despontou de repente (após a morte de Eduardo Campos) como potencial ameaça aos dois principais candidatos à Presidência da República. Talvez alguns a considerem inexperiente ou que ela poderá ter dificuldades para estabelecer parcerias necessárias à governabilidade.

De qualquer forma, Rogério parece preferir gente ligada à corrupção, aos desmandos políticos e às alianças espúrias, a alguém que tem um currículo aparentemente ilibado, boa família e fé consistente. Na verdade, alguém que é capaz de ser fiel ao seu Deus e a suas convicções (algo que ninguém vai cobrar dela) será também muito provavelmente fiel ao seu país. (Erro e injustiça semelhantes são cometidos por empregadores que dispensam guardadores do sábado pelo fato de essas pessoas colocarem acima de tudo sua fidelidade ao Criador. Com isso, esses empregadores perdem funcionários que certamente lhes seriam ainda mais leais.)

Se eu fosse cometer injustiça semelhante à de Rogério, poderia dizer que Hitler era darwinista (e quem disse isso foi a própria secretária dele) e Lênin, ateu. Mas não quero enveredar por esse caminho...

O texto de Rogério é simplesmente lamentável, e parece até encomendado para despertar o medo dos eleitores numa candidata cujo maior defeito, na visão enviesada dele, é crer que Deus criou o Universo e a vida. [MB]

Em tempo: Situação semelhante parece estar ocorrendo nos Estados Unidos (será que por causa da candidatura de outro criacionista, o Dr. Ben Carson?), onde ateus estão se organizando para fazer frente aos políticos religiosos. [Confira]

Leia também: "Leitores divergem de artigo sobre orientação religiosa de Marina Silva"

domingo, 15 de dezembro de 2013

Deputado Pastor Eurico silencia Deputado Jean Wyllys sobre a questão do homossexualismo


Parabéns ao Deputado Pastor Eurico por honrar a moral, a família brasileira e o princípios cristãos neste discurso!

terça-feira, 18 de junho de 2013

As manifestações sociais no Brasil e o papel do cristão nesse contexto

Muitos têm acompanhado e/ou participado das atuais manifestações em todo o Brasil contra a corrupção e opressões das mais diversas que o povo brasileiro vem sofrendo, exercendo seus direitos à livre expressão assegurados na Constituição, em seu Artigo 5º. Porém, em vista de tudo isso, qual é a posição que o cristão sincero deve tomar frente a tudo isso, levando-se em consideração que ele deve ser um cidadão que reivindica os seus direitos e cumpre os seus deveres, mas tudo de acordo com a Palavra de Deus, a Bíblia? Vejamos primeiramente o que a Bíblia diz:

"Todo homem esteja sujeito às autoridades superiores; porque não há autoridade que não proceda de Deus; e as autoridades que existem foram por Ele instituídas. De modo que aquele que se opõe à autoridade resiste à ordenação de Deus; e os que resistem trarão sobre si mesmos condenação." (Romanos 13:1,2).

Conforme bem escrito por um amigo meu, este texto não nos diz que Deus concorde com tudo o que nossos governantes fazem (principalmente com a corrupção), mas que apesar disso, Deus está no controle de tudo, da mesma forma que nos tempos dos reis bons e ruins do povo de Israel.

A palavra "opõe" (verso 2) em grego é "antitassomai" e significa literalmente "resistir". Não é que o cristão não tenha direito de discordar ou de se manifestar ordenada e pacificamente contra tantas coisas ruins que estão acontecendo pelo Brasil como, por exemplo, o desvio de milhões e milhões de reais de obras públicas, a falta de investimento eficiente em escolas, hospitais, segurança pública e a valorização dos profissionais desses setores. O "resistir" é infringir leis, não respeitar direitos. Neste princípio, quem está fazendo isto são os próprios políticos. Portanto, devemos obedecer as leis dos homens, desde que não nos forcem a desobedecer as Leis de Deus. 

Não se trata de uma forma de a Bíblia ou a religião alienar o cristão dos acontecimentos como essas manifestações sociais, mas sim direcioná-lo para atuar da melhor forma possível em seu papel como exemplo de conduta para os demais, já que "cristão" significa "aquele que segue os ensinos de Cristo". É ir além do quadro atual, é mostrar a verdadeira forma de se superar tudo isso. É mostrar Jesus ao mundo. Essa é a principal missão. Entenda mais ao continuar a leitura deste artigo.

A Reforma Protestante é um bom exemplo de como os cristãos fiéis à Palavra de Deus podem contribuir para com a sociedade. Por meio dessa reforma, muitos puderam ter acesso a muitas verdades bíblicas antes esquecidas, tais como: a salvação pela graça de Deus, a Bíblia como única regra de fé e prática, o acesso mais facilitado à Bíblia e à sua interpretação mediante a orientação do Espírito Santo etc. Além disso, a Reforma Protestante contribuiu para com o desenvolvimento da educação, para o aparecimento tanto da prática como do discurso pedagógico. Percebe? O foco aqui era em prol às coisas de Deus e os resultados para a sociedade foram muito bons, sendo que até hoje nos usufruímos deles.

Agora, preste atenção no comentário a seguir, escrito pela escritora cristã, Ellen G. White:

"O governo sob que Jesus viveu era corrupto e opressivo; clamavam de todo lado os abusos - extorsões, intolerância e abusiva crueldade. Não obstante, o Salvador não tentou nenhuma reforma civil. Não atacou nenhum abuso nacional, nem condenou os inimigos da nação. Não interferiu com a autoridade nem com a administração dos que se achavam no poder. Aquele que foi o nosso exemplo, conservou-Se afastado dos governos terrestres. Não porque fosse indiferente às misérias do homem, mas porque o remédio não residia em medidas meramente humanas e externas. Para ser eficiente, a cura deve atingir o próprio homem, individualmente, e regenerar o coração." (O Desejado de Todas as Nações, 509).

"Quando o impulso revolucionário é maior que o fervor missionário estamos dizendo, com efeito, que nosso mundo é aqui." (Pr. Jonatas Ferreira)

Cristãos, nosso foco é na volta de Jesus pra resolver de uma vez por todas a corrupção e outras coisas más no Brasil e no mundo. Afinal de contas, em toda a história humana, qual governo ou sistema sociopolítocoeconômico foi ideal? Qual a probabilidade de surgiu algum ideal? Enquanto houver pecado, haverá pecadores. Só Jesus é a verdadeira solução. 

Sou a favor dos movimentos sociais de paz, e até já participei de vários, mas nem eles serão o suficiente para banir corruptos, dentre outros que vêm sujando a nossa nação. Falam de países desenvolvidos como modelo, mas até mesmo lá há corrupção, só que em menor nível. A nossa grande esperança é Jesus! Nossa parte é fazer o que Ele nos ensinou, revolução pelo poder do Espírito, sendo usados por Deus, e não por outros meios. 

Nos tempos em que Jesus viveu aqui na Terra, Barrabás e Jesus foram dois homens influentes na sociedade. Eram dois revolucionários. Porém, cada um de uma forma totalmente diferente da do outro. Os dois amavam o povo, mas há uma diferença fundamental entre eles. Barrabás queria a libertação do povo judeu do jugo romano por meio da força e da política, e se pudesse, por meio de uma guerra civil, tirando os governantes à força ou até mesmo matando-os. Isso ficou evidente quando ele matou uma pessoa e foi parar na prisão, sendo depois liberto em detrimento à condenação de Jesus na cruz, mediante a escolha da maioria do povo judeu. 

Jesus Cristo queria a revolução primeiramente feita no coração do homem, tirando o mal de sua mente, para que um novo Reino aonde habita a paz e a justiça pudesse acontecer. Jesus falava de um Reino Espiritual, e a maioria das pessoas não compreendeu isso. Somente o amor e o poder de Deus pode dar um fim no mal que há na Terra.

Judas, mesmo estando ao lado do Salvador por três anos e meio, também não confiava nos planos de Jesus para o Seu povo, por isso traiu a Jesus Cristo por trinta moedas de prata.

Enfim, revolucionário "Barrabás" ou revolucionário "Jesus", qual dos dois você quer ser, cristão?

Devemos também exercer nossa cidadania de forma eficaz votando de forma consciente nas eleições. É de conhecimento de muitos que o brasileiro tem "memória curta", esquecendo dos políticos envolvidos em escândalos de corrupção, improbidade administrativa e outros. O site Ranking Políticos classifica os políticos de todo o Brasil em ordem dos que têm mais pontos aos menos pontuados no que se refere a alguns critérios importantes tais como: a qualidade legislativa e a presença nas sessões. Por meio dele, é possível ver quais políticos estão realmente comprometidos com a nação. É uma das formas de escolher um candidato adequado nas eleições. É nas urnas que nós, cristãos, devemos também mostrar nossa sabedoria que vem de Deus, nosso Criador, Salvador e Senhor.

Relembrando que não sou contra os manifestos pacíficos e a busca por direitos (até porque eu mesmo faço isso), conforme deixei claro acima. Resumindo, nós, cristãos, devemos usar essas oportunidades para enfatizar a esperança na volta de Jesus, não se alienando do caso, mas indo além dele. Esse é o nosso maior papel na sociedade e nesse contexto de manifestações em que estamos presenciando. 

Provavelmente a maioria dos brasileiros está achando que "agora acabam de uma vez por todas com a corrupção e outros males mais". Todavia, sem ser pessimista, mas realista, penso que não. A história é pródiga em nos apresentar tal evidência, na relativa curta existência desse país. Já lutamos contra a ditadura militar e a corrupção décadas atrás, só que ainda perduram muitas e repetidas opressões sobre a sociedade. Por isso defendo a luta pelos nossos direitos sim, apoiando os movimentos de valor, porém não perdendo de vista que a solução só será dada por meio de intervenção divina, que está bastante ignorada hoje em dia. Muitos creem em Jesus, mas não acreditam que Ele voltará para a Terra e restaurará todas as coisas. E isso não é a verdade bíblica. Jesus voltará muito em breve, conforme dizem as Escrituras Sagradas, principalmente em Apocalipse.

Por fim, mas não menos importante, devemos orar muito pelos nossos governantes e pessoas em geral, conforme Deus nos ensinou. Devemos orar pela nossa pátria amada, Brasil.

André Luiz Marques



terça-feira, 12 de março de 2013

quarta-feira, 30 de março de 2011

O remédio de José Alencar

Eu estava resistindo a idéia de escrever sobre a morte do ex-vice presidente, José Alencar. Tantos tem feito isso muito bem. É também curiosa essa generosidade humana: quando alguém morre, por mais conturbada que tenha sido em vida, nessa hora os elogios e as virtudes sobrepõem as críticas e aos defeitos.

Não vou apontar defeitos nem criticar esse homem público. Longe disso! O vi, pessoalmente, apenas uma vez. Eu estava em Brasília, para uma série de reuniões, há uns dois anos atrás. Ao chegar à noite ao hotel onde estava hospedado, percebi uma movimentação fora do normal. Muitos seguranças e repórteres. O senso jornalístico aflorou na hora. Aproximei-me do grupo, em frente ao hotel, ficando logo atrás dos repórteres que cercavam com perguntas, o então vice-presidente da República.

Permaneci ali apenas alguns minutos. Em dado momento os olhos claros dele cruzaram com os meus. Curiosamente ele passou a responder as perguntas dos jornalistas olhando-me diretamente. Havia bondade e segurança. No olhar e nas palavras que proferia.

Desde então passei a acompanhar mais detidamente a trajetória de José Alencar. Muitas vezes orei por ele. Não somente pela saúde, mas, principalmente, para que a graça maravilhosa de Deus o transformasse completamente.

É raro e positivo o fato de que, mesmo sendo um político, tenha alcançado tão naturalmente e generosamente a aprovação e o respeito da opinião pública. Porém, o maior exemplo que ele deixa, enquanto agora dorme o sono tranqüilo da morte, é a luta consciente e determinada contra a implacável doença. Sempre alegre e otimista!

Em todas as ocasiões foi simples e franco ao testemunhar. “Eu não quero viver nenhum dia que não possa ser objeto de orgulho. Peço a Deus que não me dê nenhum tempo de vida a mais, a não ser que eu posso me orgulhar dele”, disse em 17 de fevereiro de 2009.

Não tenho nenhuma dúvida que essa coragem e serenidade foram fundamentais para sobreviver a tantas cirurgias complicadas. Por isso, cada vez que ler Provérbios 17:22 vou lembrar dele e do melhor remédio: “A alegria faz bem a saúde; estar sempre triste é morrer aos poucos”.

José Alencar descansa, agora. O futuro dele está selado. Só o Deus justo e misericordioso conhece e o recompensará na hora certa. Você e eu, porém, ainda estamos vivos. Aproveitemos bem esse dom divino. E usemos o remédio certo!

(Pr. Amilton Meneses)

Fonte: Blog do Amilton Meneses

Nota: À família do nosso ex-vice-presidente da República, José Alencar, as minhas condolências. Não é porque o "Zé" morreu que vou dizer também que a imagem geral que tenho dele é a de um homem de caráter, fé, honestidade e muito amor à vida (afinal, tantos anos lutando contra o câncer não é pra qualquer um). Há algum tempo fiz dois comentários sobre José Alencar aqui neste blog. Um em tom crítico e outro em tom de admiração e elogio. Veja-os (ou reveja-os) clicando nos links abaixo:

José Alencar dá mau exemplo após receber alta (24/07/2009)

José Alencar dá bom exemplo após receber alta (05/08/2009)

terça-feira, 5 de outubro de 2010

PT estuda tirar de seu programa a descriminalização do aborto

Acuado pela perda de votos de evangélicos na reta final do primeiro turno, o PT ensaia deixar de lado a defesa programática da descriminalização do aborto e já planeja retirar a proposta do programa do partido, aprovado em congresso.

A medida deve ser discutida em reunião da Executiva do PT, como forma de responder aos rumores contra a candidata à Presidência, Dilma Rousseff, apontados como o principal motivo para o crescimento de Marina Silva (PV), contrária à legalização do aborto, e a consequente ida da disputa presidencial ao segundo turno.

O primeiro contra-ataque partiu do secretário de Comunicação do PT, André Vargas. "O Brasil verdadeiramente cristão não votará em quem introduziu a pílula do dia seguinte, que na prática estimula milhões de abortos: Serra", disse em seu Twitter.

A pílula do dia seguinte é um dos métodos contraceptivos criticado pela Igreja Católica e distribuída pelo Ministério de Saúde. Diferentemente do que Vargas sugere, sua adoção foi decidida antes de o tucano José Serra, rival de Dilma no segundo turno, ser titular da pasta.

O secretário de Comunicação do PT defende ainda o isolamento da ala do partido pró-legalização. "Agora é hora de envolver mais dirigentes na campanha. Foi um erro ser pautado internamente por algumas feministas. Eu e outros fomos contra".

Um dos coordenadores da campanha de Dilma, José Eduardo Cardozo, reconhece que a resolução do PT, pró-descriminalização do aborto, não é unânime no partido e não é a posição de Dilma.

Antes de ser candidata, Dilma defendia abertamente a descriminalização da prática --o fez, por exemplo, em sabatina na Folha em 2007 e em entrevista em 2009 à revista "Marie Claire".
Depois, ao longo da campanha, disse que pessoalmente era contra a proposta. Hoje, diz que repassará a discussão ao Congresso.

O tema se tornou tão incômodo que ontem, ao "Jornal Nacional", Dilma o citou mesmo sem ter sido questionada (ela teve um minuto e meio para "dar uma mensagem aos eleitores").

"Eu tenho uma proposta de valores. Um princípio nosso de valorizar a vida em todas as suas dimensões".

A senadora eleita Gleisi Hoffmann (PT-PR) afirmou que a defesa da descriminalização do aborto pode até ser defendida por algumas alas do partido, mas pode "custar a Presidência da República".

Já o senador Marcelo Crivella (PRB-RJ), puxador de votos evangélicos, disse que chegou a perder votos porque defendia Dilma, que "erroneamente" era associada a afirmações anticristãs.

Além do PT, o PMDB também defende uma ação para combater a associação de Dilma ao tema aborto, que virou onda de e-mails e comentários em meios religiosos.

Os peemedebistas querem que a candidata divulgue, enfim, um programa de governo deixando claro ser contra a legalização.

Ontem, Dilma reconheceu que a campanha percebeu muito tarde a onda associando seu nome ao tema do aborto e a uma fala, que ela não disse, de que nem Jesus Cristo tiraria dela a vitória.

Sobre a presença do presidente Lula na campanha, Dilma não precisou seu papel. "O presidente Lula a gente não pode falar em dose, ele não é o remédio é solução", disse.

Fonte: Folha Online

Nota: A verdade é que pessoas que têm como referencial a Palavra de Deus, que é em favor da vida, ficamos sem um candidato adequado neste segundo turno para a Presidência da República... Resta-nos votar no menos ruim (anular ou votar em branco é a solução? Penso ainda que não) e orar a Deus para que o(a) eleito(a) governe bem.

Será que os petistas (ou a ala pró-descriminalização do aborto) mudaram ou vão mudar de ideia quanto à descriminalização do aborto por entenderem em fim que estão/estavam contra o Deus Criador e Doador da vida? O Mandamento é claro: "Não matarás" (Êxodo 20:13). Em política, tudo vale para alcançar o poder e isso está explícito nesta notícia acima. Me pergunto ainda se, utilizando dessa estratégia, caso Dilma seja eleita, o PT não mudaria novamente de opinião quanto à descriminalização do aborto, traindo os possíveis religiosos que votariam em Dilma por agora sim estarem em comum acordo quanto a este tema polêmico. Por fim, o que esperar de uma candidata que até pouco tempo antes das eleições se posicionava a favor de desconsiderar o aborto um crime, e logo que foi lançada candidata mudou pessoalmente de ideia? Candidatos "camaleão" podem ser um perigo para o povo de Deus. Abra o olho, amigo(a)! [ALM]

Veja também: Marina Silva "rouba" cena na imprensa internacional

sexta-feira, 1 de outubro de 2010

Programas de governo dos presidenciáveis


Considerando a importância de uma proposta de governo que mais se adequa aos anseios da população brasileira, disponibilizo a seguir os links das propostas de governo de todos os candidatos à Presidência da República do Brasil deste ano de 2010. Analise cada uma delas e vote ainda mais consciente!

Dilma Rousseff (PT) - Proposta de Governo

Ivan pinheiro (PCB) - Proposta de Governo

José Maria Eymael (PSDC) - Proposta de Governo

José Serra (PSDB) - Proposta de Governo

Levy Fidelix (PRTB) - Proposta de Governo

Marina Silva (PV) - Proposta de Governo

Plínio Sampaio (PSol) - Proposta de Governo

Rui Pimenta (PCO) - Proposta de Governo

Zé Maria (PSTU) - Proposta de Governo

Além de outros fatores importantes (história, partido/coligação, personalidade, etc.), devemos também analisar outras ideias dos candidatos, principalmente sobre sua posição quanto à liberdade religiosa e de expressão de um modo geral; sua posição quanto à legalização do aborto; seu comprometimento com o desenvolvimento de uma sociedade igualitária em todos os aspectos (o que está longe de termos hoje); seu compromisso com as gerações futuras, por meio da defesa dos bons valores e respeito ao meio ambiente; suas crenças religiosas ou falta delas; sua visão de mundo; e outros aspectos mais que cristãos sinceros e comprometidos com a Palavra de nosso Deus e Criador devem observar.

Importante: ore a Deus pedindo entendimento para que vote nos candidatos que mais se aproximam do ideal esperado por Ele, a fim de que sejam uma bênção para o Brasil, e não uma vergonha, como muitos infelizmente já se mostraram em mandatos anteriores, tanto no executivo como no legislativo. Vota Brasil!

André Luiz Marques

quarta-feira, 11 de agosto de 2010

Vote consciente nestas eleições de 2010!

Decidir conscientemente quem comandará o Brasil nos próximos quatro anos é uma questão de cidadania, amor à Pátria e estratégia pessoal. Por isso, lembro você de que seu voto é muito importante para que um futuro melhor seja realidade, onde direitos iguais a todos sejam alcançados tanto no acesso à saúde como ao trabalho digno, educação de qualidade, liberdade de expressão (incluindo a liberdade religiosa e cosmovisão científica), informação, tecnologias etc. Você tem nove opções de candidatos à Presidência da República para votar este ano (e não 3 ou 4 como a maior parte da mídia parece esquecer), que são eles: Dilma Rousseff (PT), Ivan Pinheiro (PCB), José Maria Eymael (PSDC), José Serra (PSDB), Levy Fidélix (PRTB), Marina Silva (PV), Plínio Sampaio (Psol), Rui Pimenta (PCO) e Zé Maria (PSTU). E a igualdade neste país poderia começar em dando-se o mesmo tempo e valor para todos os presidenciáveis, penso eu. Assim fica mais fácil o eleitor decidir em quem depositar sua confiança.

Busque informações sobre todos os candidatos, suas propostas de governo, suas histórias de vida, suas competências demonstradas etc. Comece sua pesquisa sobre o processo eleitoral explorando o site do TSE. Só assim amadurecerá em sua mente a decisão mais coerente. É certo que todos os candidatos têm defeitos e qualidades, pois são humanos como nós, mas a diferença está nos detalhes, e os detalhes só são percebidos por um eleitor atento. Nunca venda seu voto ou vote em branco ou anule seu voto, porque são atitudes de pessoas que não têm consciência do poder do voto.

Infelizmente percebo, com um olhar um pouco mais crítico formado na universidade, que o brasileiro vota muito mal via de regra, se submentendo ao jogo político de quem detém o poder (sem saber, muitas vezes), se tornando refém do círculo vicioso dominador-dominado.

Para saber o nível de cidadania/interesse pela política do brasileiro é só fazer uma rápida pesquisa sobre quantas pessoas assistiram ao primeiro debate dos candidatos à presidência, promovido pela BAND semana passada, e quantos assistiram ao jogo amistoso da Seleção do Brasil contra os Estados Unidos ontem (10). Não estou dizendo que não se deva torcer pela Seleção, mas que não se vive só de pão e circo.

O cristão que se preze deve obedecer aos seus governantes, conforme diz em Tito 3:1, desde que isso não implique em desobedecer a Deus e à Sua Lei. Por isso a importância de escolher em quem votar. Seja honesto consigo mesmo e com todos em tudo o que fazer, inclusive na hora de votar. Lembrando que "ninguém pode se vangloriar de ser honesto. A honestidade é um traço que deve haver em todo indivíduo." (Marina Silva).

Ainda estou decidindo em quem votar para Presidente do Brasil, estando entre Marina Silva e Plínio Sampaio. Acho que têm propostas mais interessantes. Esta é a minha opinião pessoal.

André Luiz Marques

terça-feira, 20 de abril de 2010

Socialismo cristão versus socialismo marxista

O curso de Geografia possui disciplinas que proporcionam ao aluno pensar sobre as causas sociais, econômicas, ambientais, políticas, etc., em função do tempo e do espaço. Disciplinas estas que destaco algumas mais pertinentes para com a reflexão que farei a seguir, tais como: Sociologia, Geografia Econômica, Geografia da População, e Geografia Política e Cultural - no caso do curso de Geografia da Universidade Estadual de Maringá (UEM), aonde estudo. Na UEM, por exemplo, as disciplinas mais ligadas à área das ciências humanas são estudadas a partir da concepção marxista, chamado de materialismo histórico-dialético. Sempre gostei das ciências humanas e gostaria de fazer aqui um contraste entre o que aprendo na faculdade e o que aprendo com a Palavra de Deus, a Bíblia, no que concerne à crítica sobre o modelo capitalista imposto e às possíveis soluções para se superar este modelo sócio-político-econômico concentracionalista, extremamente segregador e desumano. Chamarei de socialismo cristão (que não é aprendido no curso) uma das propostas e de socialismo marxista a outra proposta de crítica e superação deste modelo deletério ao bem-estar social.

Como a maioria de nós sabemos, o capitalismo tem seus prós e seus contras, tendo muito mais contras do que prós. Afinal, a concentração de riquezas, a pobreza/miséria crônica, a divisão de classes, a competição não saudável, o consumismo e outros problemas derivados do capitalismo - sobretudo o selvagem - vêm assolando a maior parte da sociedade, onde ela é alienada pelo sistema, ao passo que é feita refém por ele. Como nunca experimentamos outro sistema em questão plenamente, e de forma que abrangesse toda a sociedade, só podemos teorizar sobre os sistemas alternativos. Assim, tanto o socialismo cristão como o marxista são passíveis de análise.

Concordo com boa parte das ideias diretas de Marx, sobretudo porque ele conseguiu simultaneamente entender e fazer uma análise crítica do capitalismo, entendendo o que chamou de conflito de classes etc., sendo um revolucionário sobre o pensamento da época. As obras desse pensador tais como Manifesto do Partido Comunista e o clássico livro O Capital são a base do pensamento sociológico da maioria dos centros acadêmicos de hoje. Mas, minha concordância plena com as idéias marxianas e marxistas param por aí e encontram certa divergência quanto à forma de superação do modelo capitalista. Claro que a proposta do socialismo idealista é boa, mas nos métodos é que encontro a grande diferença entre o possível sucesso entre o socialismo marxista e o socialismo/comunitarismo cristão.

Creio que o socialismo/comunitarismo cristão genuíno já provou que dá certo, mas existiu ou existe em pequena escala, sendo um modelo de sucesso ainda incubado que precisa ser difundido em plenitude em todo o mundo. Escrevo isso baseado em reflexões sobre os textos da Bíblia Sagrada, principalmente sobre os relatos do livro de Atos dos Apóstolos, que transmitem uma ideia de como eram as relações entre os primeiros cristãos (verdadeiros) dos primeiros séculos d.C. Vamos lê-los:

"E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações. Em cada alma havia temor; e muitos prodígios e sinais eram feitos por intermédio dos apóstolos. Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam as suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade. Diariamente perseveravam unânimes no templo, partiam pão de casa em casa e tomavam as suas refeições com alegria e singeleza de coração, louvando a Deus e contando com a simpatia de todo o povo. Enquanto isso, acrescentava-lhes o Senhor, dia a dia, os que iam sendo salvos." (Atos 2:42-47)

"E era um o coração e a alma da multidão dos que criam, e ninguém dizia que coisa alguma do que possuía era sua própria, mas todas as coisas lhes eram comuns. E os apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição do Senhor Jesus, e em todos eles havia abundante graça. Pois nenhum necessitado havia entre eles; porque todos os que possuíam terras ou casas, vendendo-as, traziam o preço do que vendiam e depositavam-no aos pés dos apóstolos; e repartia-se a cada um conforme a sua necessidade." (Atos 4:32-35)

Note que as relações descritas nas passagens eram baseadas nos Dez Mandamentos de Deus (Êxodo 20:3-17), essencializados por Jesus em dois: "...amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todo o teu entendimento e de toda a tua força... Amarás ao teu próximo como a ti mesmo. Não há outro mandamento maior do que estes." (Marcos 12:30,31), onde do 1º ao 4º mandamentos se referem à nossa relação com Deus (relação vertical) e do 5º ao 10º se referem à nossa relação para com o próximo (relação horizontal). Estes cristãos da igreja primitiva alcançaram o sucesso social. Não estou falando de riquezas que o mundo capitalista está acostumado a conceber como sucesso, mas de ter o suficiente para viver com dignidade, ter paz, amor uns com os outros, crescimento espiritual, união, igualdade - ou seja, comunitarismo. O que para o cristianismo foi (e em certo grau ainda é) uma realidade, para o socialismo marxista ainda é e acredito que sempre será uma utopia.

Eu acredito que Marx e os marxistas de carteirinha deveriam e devem ler e considerar uma proposta que já mostrou que dá certo, lendo as Escrituras, para descobrirem o "segredo" para germinar, vingar e produzir frutos a semente do socialismo ideal. Porém, o que fazem com o método que já se provou eficaz? Descartá-o por completo, pelo fato de crerem no materialismo filosófico, excluindo assim, a Fonte do sucesso, o Senhor Deus, que é espírito. O próprio Karl Marx expressou certa vez que "a religião é o ópio do povo" e se baseou em idéias ateísticas, contribuindo para desenvolver o materialismo dialético. Os cristãos inconformados com as mazelas do capitalismo e com o utopismo do socialismo/comunismo marxista devem se atentar para isso mais do que outros. Estou tentando ser um deles.

Apesar de não ter sido expresso fidedignamente na antiga União Soviética, o sistema comunista/socialista não funcionou somente pelo fato da concorrência com o capitalismo ocidental, mas também porque houve uma filosofia ateia impregnada no modelo, e Deus diz que "...sem mim, nada podeis fazer." (João 15:5). Sou totalmente favorável à coletivização dos meios de produção e à distribuição de riquezas, mas prefiro que seja pelo método da sabedoria de Deus. De mau contra mau, o capitalismo venceu - o que também foi lamentável. Hoje, permanecem alguns poucos países que tentam resistir ao capitalismo (Cuba, Coréia do Norte, China comunista, etc.), mas também se utilizando de métodos político-filosóficos errados.

Hoje, mesmo englobados e influenciados de uma forma quase que inesquivável pelo capitalismo, o exemplo da igreja cristã primitiva ainda resiste na mente de alguns cristãos conscientes. Atualmente, mais com a conotação de assistencialismo missionário, muitas igrejas cristãs lutam contra a desigualdade social. Cito a Igreja Adventista do Sétimo Dia (IASD), com sua Agência de Desenvolvimento e Recursos Assistenciais (ADRA) e a Igreja Católica Apostólica Romana, com a Pastoral da Criança, como exemplos. Porém, a maior colaboração para se ter esperança de dias melhores está na pregação do evangelho eterno da salvação em Jesus Cristo, na obediência à Sua Lei (Êxodo 20) - pregada pela Bíblia e pelos adventistas - e na esperança em Seu plano de restauração de todas as coisas, prometido e futuramente executado/dado como prêmio para aqueles que nEle confiarem até o fim. Assistencialismo resolve o problema? Não. Mas, pelo menos, alguns fazem sua parte para se ter um mundo mais justo, até à volta do Senhor Jesus.

Claro que reconheço e faço também uma crítica ao esmorecimento, em especial, da IASD (por ser adventista) quanto a se deixar ser quase que engolida pela influência capitalista. Muitos irmãos que detém um poder aquisitivo maior que o seu próximo deveriam ler mais e meditar na passagem do "jovem rico", descrita em Mateus 19:21 e nas passagens de Atos dos Apóstolos, expostas acima, por exemplo. Mas sobre a questão dos templos adventistas tenho outra ideia. A IASD tem uma certa quantidade de belos templos espalhados pelo mundo, arrojados arquitetonicamente; porém, não se trata de ostentação, mas de condicionar bem-estar aos frequentadores, quando possível. Afinal, é a casa de Deus, e a casa de Deus deve ser digna dEle e confortável para os fiéis. Eu, por exemplo, frequento um pequeno templo da IASD que é muito bonito, de bom gosto, aconchegante; mas ao mesmo tempo é modesto e frequentado por pessoas simples. Lembremos que "para Deus, só o melhor". Lembremos ainda do belo templo construído pelo rei Salomão e abençoado por Deus, descrito em 1 Reis. A IASD tem um sistema de coleta de ofertas que visa à expansão organizada e igualitária da igreja pelo mundo. Uma parte das ofertas é usada para construir templos, escolas, hospitais, etc. em vários lugares do mundo, tendo a mesma qualidade para todos. A transparência da IASD quanto ao que arrecada e usa na obra da evangelização e assistência social é motivo de admiração por parte de muitos.

O socialismo marxista se baseia na proposta da revolução do proletariado, que visa coletivizar os meios de produção, etc. Revolução esta que pode ser entendida como tentativas de conquistas de direitos através de protestos, organização de greves, organizações sindicais e, com isso, pode surgir os conflitos por vias de fato propriamente ditos, ou seja, a violência, e a não solução eficaz do problema. Vemos isso quase que todos os dias pelos meios de comunicação... Mas eu pergunto: estamos mais iguais por tentar fazer a tal revolução desta forma, excluindo Deus da jogada, como muitas vezes é a ideologia? As estatísticas respondem: entre 1960 e 1991, a participação de renda global dos 20% mais ricos cresceu de 70% para 85%; em 1991, mais de 85% da população mundial recebia apenas 15% da sua renda, e a riqueza líquida das 358 pessoas mais ricas, os biolionários em dólares, era igual a renda somada de 45% da população mundial mais pobre, isto seria, 2,3 bilhões de pessoas (UN Development Program, 1996:13). Hoje, infelizmente quase 1 bilhão de pessoas passam fome no mundo, e mais de 1 bilhão passam sede, segundo a estimativa da FAO; as condições de trabalho melhoraram nos países de primeiro mundo, mas, em contrapartida, as condições precárias de trabalho migraram para países da Ásia (China, Índia, Vietnã, Indonésia, etc.), América do Sul e África, por exemplo. Veja o caso específico de desigualdades socioeconômicas do Brasil clicando aqui. O que seria isso senão a falta de amor a Deus e ao próximo que a sociedade vem cultivando e possivelmente cultivaria com a implantação de um sistema que não dê importância aos princípios da vida?

O Socialismo cristão genuíno se baseia na revolução por meio do evangelho, que é por natureza pacífico, trazendo consigo a máxima do amor a Deus e ao próximo como atos não utópicos, mas possíveis e palpáveis. A luta entre as classes sociais vai continuar sem existir o amor vertical e o horizontal. Porém, é mais difícil de se fazer, porque depende do entendimento e mudança de atitudes de todos, tanto de ricos como de pobres. Um rico convertido a Deus entenderia que o que ele tem concentrado, na verdade, deveria ser repartido em partes iguais com aqueles que têm pouco ou nada, conforme os ensinos de Cristo e proposta feita ao "jovem rico", por exemplo. Só que o que vemos geralmente é o individualismo correndo solto em todas as classes sociais. Você entende o que eu estou querendo dizer? O método é o amor verdadeiro, que é um dom de Deus dado àqueles que pedirem a Ele. E isso o socialismo marxista não tem.

Dias atrás vi algo que me fez refletir e me deixou feliz. Ao darmos uma aula de campo (termo geográfico usado para se referir aos estudos feitos fora do ambiente teórico da sala de aula) para uns alunos da rede pública, meus colegas de classe e eu - que formamos um grupo de professores estagiários, na ocasião - paramos em uma lanchonete com os alunos para fazermos o lanche da tarde. Com isso, um de meus colegas da faculdade, o Fábio, teve a sensibilidade de notar que um aluno estava isolado do resto do grupo porque não tinha dinheiro para comprar seu lanche. O Fábio logo tirou cinco reais da carteira e pediu para um outro colega comprar um lanche para o aluno. O aluno ficou muito feliz por ter sido lembrado e saboreou seu lanche, como toda criança gosta de fazer. Enfim, se sentiu incluso na sociedade em que está inserido, graças à atitude nobre do professor. O Fábio é cristão, diga-se de passagem. Notei que aquilo foi uma atitude espontânea do Fábio e vi Jesus em seu rosto. Todos nós do grupo gostamos muito da atitude solidária de nosso colega. O amor abnegado se apresentou ali naquele momento. Percebe? Esta é a essência do que defendo, o amor ao próximo, a preocupação com o bem-estar alheio, como consequência de temer (amar) a Deus. O resto é conversa fiada e discurso. A sociedade só vai mudar se cada um mudar sua atitude. Mas Deus, pela força do evangelho, é quem pode nos mudar.

Leia o que o próprio David Harvey, um grande pensador marxista, escreveu no livro A Produção Capitalista do Espaço:

"No mundo, a maior parte da defesa da dignidade humana em face da degradação e da violência relativa ao trabalho foi articulada por meio das igrejas e não diretamente pelas organizações laborais (a capacidade das igrejas de operar em diferentes escalas espaciais proporciona diversos modelos de organização política, os quais o movimento socialista poderia extrair algumas lições importantes)." (HARVEY: 2005, p.218)

Agora leia a declaração de Marx em Manifesto:

"À medida que a exploração de um indivíduo pelo outro terminar, a exploração de uma nação por outra também terminará. À medida que o antagonismo entre as classes numa nação desaparecer, a hostilidade de uma nação por outra também acabará."

Porque não se utilizar da genuína religião como método para se alcançar os objetivos que todos nós desejamos, que é o bem-estar social, a paz, o respeito entre todos e a união entre os povos? Religião esta que ensine as pessoas a viverem por Cristo e pelo próximo (e não a se explodirem por causa de uma ideologia ou a dar dinheiro que Deus não pede - a não ser o dízimo e ofertas proporcionais aos rendimentos - para líderes soberbos e gananciosos). Religião esta que siga o significado essencial do termo (religar o homem a Deus) e, desta forma, obter a felicidade almejada por todos. Poderia escrever muitas outras qualidades e benefícios da verdadeira religião, mas fiquemos por aqui.

Analisando os métodos dos socialismos marxista e cristão, faço um paralelo (mesmo que não se aplicando totalmente a comparação) sobre o contraste entre Jesus Cristo e Barrabás - aquele que foi solto pelos judeus, em detrimento à condenação de Cristo. Jesus Cristo e Barrabás tinham o sonho revolucionário de salvar o povo judeu do jugo romano (porém, Jesus foi mais longe, jogando isso no plano da salvação de todos os homens do mundo e não libertando apenas do jugo romano, mas do laço de Satanás e suas hostes do mau para sempre). Barrabás queria fazer sua revolução pela força física, e Jesus, pelo poder de Deus. E Ele já venceu o mau na cruz do Calvário, ao passo que nós, pela fé, aguardamos o Seu retorno triunfal para acabar de uma vez por todas com todo tipo de maldade, incluindo aí o capitalismo e outros sistemas, ideologias, etc. que estão corroendo a Terra e seus moradores.

Por fim, faço uma proposta a você, caro(a) leitor(a): quer superar o capitalismo e outras facetas do mal? Então vamos voltar aos princípios da vida.

André Luiz Marques

Leia também: Reflexão sobre o Capitalismo e a esperança de um mundo melhor
Related Posts with Thumbnails
Related Posts with Thumbnails
BlogBlogs.Com.Br