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quinta-feira, 21 de maio de 2020

segunda-feira, 5 de junho de 2017

Exame Crítico da Datação Radiométrica - Livro

Recomendo este livro que acaba de sair do forno, pela Sociedade Criacionista Brasileira: Exame Crítico da Datação Radiométrica. Segue a descrição:

A Datação Radiométrica é um dos assuntos cruciais envolvidos na controvérsia entre a estrutura conceitual evolucionista e a estrutura conceitual criacionista, pelas implicações relativas às distintas interpretações das idades de formações geológicas e de fósseis encontradas na natureza.

Este livro pretende fornecer subsídios para quem realmente desejar compreender as bases filosóficas e as evidências reais que fundamentam os pressupostos assumidos pelas duas posições antagônicas aceitas para a interpretação dos fatos observados na natureza.

Na primeira parte desta publicação encontra-se uma seleção de artigos já anteriormente publicados nos periódicos editados pela Sociedade Criacionista Brasileira e, na segunda parte, uma coletânea de artigos mais recentes publicados na revista “Acts and Facts” publicada mensalmente pelo “Institute for Creation Research”, instituição criacionista sediada nos Estados Unidos da América.

Todos esses artigos, em seu conjunto, constituem um valioso acervo de informações básicas sobre a história do desenvolvimento dos Métodos de Datação Radiométrica e do estado atual da arte nesse interessante e importante campo de pesquisas.

Esta publicação é fruto da colaboração iniciada há três anos entre a SCB e o seu Núcleo Criacionista da cidade de Maringá, PR (“NUMAR-SCB”) que reúne mais de uma dezena de professores universitários e pesquisadores de alta qualificação acadêmica.

O desejo dos Editores é que esta seja uma publicação que possa trazer à baila argumentos de peso a favor da interpretação alternativa dos fatos a partir de pressuposições distintas das usualmente levadas em conta no campo da datação radiométrica, permitindo aos leitores avaliarem a questão por si mesmos considerando as informações adicionais aqui expostas, nem sempre fáceis de serem encontradas na literatura especializada sobre o assunto.

Com 220 páginas

Vários autores

PRIMEIRA PARTE

Uma Terra Recente?

Um Levantamento de Métodos de Datação 25

Eugene F. Chaffin

O Debate Sobre a Idade da Terra 50

Lawrence Badash

A Terra Recente 63

Henry M. Morris

Um Exame Crítico da Datação com Radiocarbono à Luz de Dados Dendocronológicos 72

Sidney P. Clementson

Confirmada a Idade Magnética Recente da Terra 89

Thomas G. Barnes

Um Exame Crítico da

Datação Radioativa das Rochas 99

Sidney P. Clementson

Taxas de Difusão de Hélio Apontam para uma Terra Recente 110

Adauto J. B. Lourenço

Tempo: Um Problema para os Modelos da História da Terra 122

Urias Echterhoff Takatohi

Uma Revisão Crítica do Uniformismo na Geologia e o Dilúvio Universal 140

A. W. Mehlert

Duas descobertas muito relevantes para a datação radiométrica 158

Rodrigo M. Pontes

SEGUNDA PARTE

Relógios nas Rochas? 169

Vernon R. Cupps, Ph.D.

O Ícone das “Isócronas” 176

Vernon R. Cupps, Ph.D.

O relógio “Nobre” 184

Vernon R. Cupps, Ph.D.

Datação com Metal Alcalino: O Modelo de Datação de Rb-Sr 193

Vernon R. Cupps, Ph.D.

Relógios de Terras Raras os Modelos de Datação Sm-Nd e Lu-Hf

(Primeira Parte) 201

Vernon R. Cupps, Ph.D.

Relógios de Terras Raras Os Modelos de Datação Sm-Nd e Lu-Hf

(Segunda Parte) 206

Vernon R. Cupps, Ph.D.

Relógios de Metais Pesados: Os Modelos de Datação U-Pb E Th-Pb 211

Vernon R. Cupps, Ph.D.

Relógios de Metais Pesados o Modelo de Datação Pb-Pb 216

Vernon R. Cupps, Ph.D.

quinta-feira, 2 de abril de 2015

A teoria do Big Bang pode ser extinta

Modelo vem sendo questionado
A teoria do Big Bang, de que o Universo começou a partir de um ponto extremamente denso e que, ao explodir, criou o cosmos em expansão que conhecemos está prestes a, com o perdão do trocadilho, entrar em colapso. Criada em 1931, a teoria afirma que essa explosão se deu a 13,7 bilhões de anos atrás. O problema é que estamos descobrindo que esse tempo é insuficiente para explicar a formação atual do Universo. Um exemplo? Pesquisadores descobriram o SDSS J0100+2802, um quasar que contém um buraco negro com uma massa de 12 bilhões de sóis e que seria 900 milhões de anos mais jovem do que o Big Bang. O problema é que buracos negros demoram bastante até acumular massa - e 900 milhões de anos não seria tempo suficiente para que este se formasse. Será que ele é mais antigo do que o período estimado do Big Bang? Astrônomos já descobriram mais de 200 mil quasars - e esperam que, entre eles, existam mais ocorrências como o SDSS J0100+2802.

Outro exemplo é a poeira feita de elementos pesados em uma galáxia que seria apenas 700 milhões de anos mais nova que o Big Bang. Esses elementos se formam quando uma estrela se aproxima do final de sua vida, processo que demora bilhões de anos. Mais um caso de elementos mais velhos do que o início do Universo?

Então como explicar o início de... tudo? De acordo com este artigo (escrito por Rick Rosner) a teoria que subistituirá o Big Bang irá tratar o Universo como um processador de informação. O Universo é feito de informação e usa esses dados para se definir. Tanto a mecânica quântica como a relatividade pertencem às interações da informação e a teoria que uni-las será baseada nisso.

“O Big Bang não descreve um Universo capaz de processar informações. Processadores não explodem após um cálculo. Você não joga seu smartphone fora depois de mandar uma única mensagem. O Universo verdadeiro se recicla através de pequenas explosões, iluminando galáxias velhas que funcionam como memória quando necessário”, afirma.

Fonte: Galileu

Nota do blog Criacionismo: Pelo jeito, podem abandonar uma teoria antiga para trocá-la por uma ainda mais mirabolante. “Processador de informação”?! Um universo que se “recicla” por meio de pequenas explosões? E cada uma dessas explosões (com potencial para criar caos, como toda explosão) traria à existência um universo ordenado? E a origem da informação que será “processada”, alguém pensou nisso? Informação pode surgir por si só? E como explicar esse universo cíclico que alternaria períodos de ordem com períodos de desordem? O que faria reverter a entropia, uma vez alcançada? A matéria seria eterna? De onde vieram as partículas e a energia que compõem o Universo? Pelo menos os dados discrepantes estão fazendo com que os cosmólogos cogitem abandonar um modelo insuficiente, mesmo que tenha sido “vendido” como verdade por décadas (milhões de livros terão que ser reescritos). Em pior situação estão os defensores da evolução biológica, que veem dados discrepantes, insuficiências epistêmicas, e não têm coragem de sequer cogitar a hipótese de que seu modelo macroevolutivo esteja errado. Muitos biólogos estão conscientes da tremenda dificuldade em explicar a origem da vida a partir da não vida. Sabem que mesmo em supostos 4,5 bilhões de anos isso seria impossível. Abandonam o modelo, como alguns querem fazer com o Big Bang? Nada disso. Salvam a teoria dos fatos e chegam até a afirmar que a vida pode/deve ter vindo do espaço, já que na Terra não haveria tempo suficiente nem condições adequadas. Pra encerrar: Será que ninguém vai cogitar a possibilidade de que o Universo simplesmente tenha sido criado? A aparência de um Universo “maduro” há mais de 13 bilhões de anos pode ser comparada à aparência de Adão, já adulto, embora tivesse sido criado poucos instantes antes. [MB]

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2015

Há várias segundas leis da termodinâmica em nanoescala

Ordem a partir do caos?
No ano passado, uma equipe de físicos causou furor na academia ao defender que a Segunda Lei da Termodinâmica falha em nanoescala. Agora, outra equipe foi além, garantindo que, em nanoescala, ou no reino da física quântica, não existe uma, mas várias “segundas leis da termodinâmica”, que complementariam a clássica Segunda Lei da Termodinâmica. O trabalho foi liderado pelo brasileiro Fernando Brandão, atualmente na Universidade College de Londres. A Segunda Lei da Termodinâmica clássica estabelece que o Universo está em um estado de desordem crescente, resultando em coisas como uma xícara de café quente em um ambiente frio vai esfriar, e nunca esquentar, ou que mesmo as máquinas mais eficientes vão perder alguma energia na forma de calor. Isso parece bastante trivial e previsível, mas as “segundas leis” dessa termodinâmica quântica vão resultar em fenômenos bem mais bizarros.

Há alguma resistência em chamar a Segunda Lei da Termodinâmica de “lei” porque ela é basicamente uma descrição estatística, que só vale quando há um número de partículas suficientemente grande em um sistema. Por isso, os físicos têm-se interessado em saber se ela se manteria válida em sistemas muito pequenos, nos quais há um número muito pequeno de partículas.

Surpreendentemente, a equipe descobriu que a desordem também tende a crescer nos sistemas em nanoescala – validando a Segunda Lei clássica nesses sistemas quânticos –, mas há “segundas leis” adicionais que restringem o modo como essa desordem pode aumentar.

“Essas segundas leis adicionais podem ser imaginadas como dizendo que há muitos tipos diferentes de desordem em pequenas escalas, e todos eles tendem a aumentar conforme o tempo passa”, disse o professor Michal Horodecki, membro da equipe.


Isso significa dizer que, em nanoescala, há medidas adicionais de desordem – todas diferentes da conhecida entropia – que quantificam os diferentes tipos de desordem. A equipe demonstrou que, além do esperado aumento da entropia, todos os outros tipos de desordem também aumentam com o tempo.

“Embora uma casa quântica vá ficar mais bagunçada, em vez de mais arrumada, como uma casa normal, nossa pesquisa mostra que as formas em que ela pode ficar bagunçada são restringidas por uma série de leis extras. Se não fosse estranho o suficiente, a forma como essas segundas leis interagem umas com as outras pode até mesmo fazer com que pareça que a Segunda Lei da Termodinâmica tradicional foi violada”, explica o professor Jonathan Oppenheim.

Nessas aparentes violações, o que ocorre é que um pequeno sistema quântico pode ficar mais ordenado quando entra em contato com outro sistema maior, mas este, por sua vez, fica mais desordenado, ainda que a desordem seja difícil de detectar porque o sistema é muito maior do que o primeiro, que se organizou. O efeito líquido, garante a equipe, é uma maior desordem.

Os pesquisadores afirmam que seu estudo permitirá um melhor entendimento de como o calor e a energia são transformados em escala quântica, com importantes aplicações no desenvolvimento de nanomáquinas, motores biológicos e computadores quânticos.

Nota do bog Criacionismo: Se tanto em nano quanto em macroescala a entropia aumenta (tudo tende à desordem), como explicar a hipótese de que da desordem (ou do “nada”) teria provindo a ordem, as constantes universais e a leis físicas das quais o Universo depende para existir? Como explicar que elementos inorgânicos teriam se organizado espontaneamente num suposto mar primitivo e dado milagrosamente origem à vida – que dependeria de ordem e aporte de informação crescentes a fim de evoluir? Ao que tudo indica, a teoria da macroevolução contraria uma lei científica cada vez mais confirmada. [MB]

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2015

O Big Bang nunca existiu e o Universo é eterno, dizem novos cálculos complexos

O nosso Universo, de acordo com as teorias de Einstein, possui cerca de 13,8 bilhões anos de idade e foi formado a partir de um ponto infinitamente pequeno.

Enquanto a maioria das pessoas aceita este modelo, os cientistas ainda não conseguem explicar o que aconteceu dentro deste pequeno ponto ou o que veio antes dele.

Agora, dois físicos propuseram um novo modelo que acredita que o Big Bang, na verdade, nunca aconteceu e que o nosso Universo não tem começo nem fim.

"A matemática e a teoria do Big Bang, em si, se anulam por conta dos infinitos”, disse Saurya Das, professor na Universidade de Lethbridge, no Canadá, em entrevista ao Dailymail. "Em outras palavras, a teoria prevê a sua própria morte. Ela também não explica onde esse estado inicial ocorreu”, completa.

Para ajudar a resolver este problema, os cientistas combinaram teorias da relatividade geral, que descreve as forças em torno de nós através da mecânica quântica, que rege pequenos objetos. Eles começaram com equações criadas pelo físico David Bohm, que na década de 1950 tentou usar a teoria quântica no lugar da equação clássica para descrever o caminho mais curto entre dois pontos em uma superfície curva.

Então, combinando isso com uma equação feita pelo professor Amal Kumar Raychaudhuri, da Presidency University, em Calcutá, Índia, os cientistas descreveram um fluido de pequenas partículas que permeia o espaço. Este fluido é a versão quântica da gravidade, apelidada de gráviton pelo Professor Das e pelo coautor Ahmed Ali Farag, da Universidade de Benha.

Eles mostraram que, diferentemente das trajetórias clássicas - que são caminhos de partículas no futuro ou passado - as partículas quânticas podem nunca se encontrarem. "Podemos analisar que, já que diferentes pontos do Universo na verdade nunca convergiram no passado, não pode haver um começo”, disse o Professor Das. "Durará para sempre. Também não terá um fim. Em outras palavras, não há nenhuma singularidade universal”, completou.

Mas se não houve Big Bang, qual é a origem do nosso Universo? "O Universo poderia ter existido e durado para sempre. Ele poderia ter passado por ciclos, pequenos ou grandes. Ou poderia ter sido criado muito mais cedo”, explicou Das. A teoria pode também vir a explicar a origem da matéria e da energia escura.

"Nós mostramos que um gigante Bose-Einstein de grávitons pode ter se formado muito cedo, ter durado para sempre, representando tanto a matéria quanto a energia escura", disse Das.

No final de 1990, os astrônomos descobriram que a expansão do Universo está acelerando devido a presença de uma energia escura. O modelo tem o potencial para isso, uma vez que o fluido cria força constante para fora, expandindo o espaço.

A massa de gráviton poderia fazer a sua densidade de fluido ter a mesma densidade observada do Universo de matéria escura. "É gratificante notar que tais correções simples podem, potencialmente, resolver tantos problemas de uma só vez", concluiu Das.

Fonte: Jornal da Ciência

Nota: Ué, o Big Bang não era tão mais provado que a própria lei da gravidade, segundo o que muitos evolucionistas dizem? Isso mostra, no mínimo, que a ciência astronômica não tem um consenso sobre a origem do Universo. E dizem por aí que o Big Bang é uma certeza absoluta. Conversa. Aguardemos maiores estudos. [ALM]

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Design Inteligente Rio - Conferência 4: O Big-Bang demostra a existência de Deus? Evandro Mello


Certas ideias do palestrante não são concordadas com o autor deste blog, quanto a Deus ter usado a evolução no processo de criação. Uma coisa anula totalmente a outra.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Problema: elétrons são perfeitamente redondos

Más notícias, pessoal! Novas medições mostram que os elétrons são perfeitamente redondos. Isso é um problema, porque a descoberta significa que alguma coisa ainda está muito errada com uma teoria crítica que deveria nos dizer por que o Universo existe. No ano passado, físicos das universidades norte-americanas de Harvard e Yale conduziram um experimento para medir a “granulosidade” dos elétrons. Os pesquisadores esperavam encontrar anormalidades dentro da carga negativa do elétron. Tal observação poderia ter apontado para a existência de partículas pesadas não descobertas. Essa evidência é necessária para apoiar teorias além do Modelo Padrão de Partículas da Física, como a supersimetria de escala fraca. Como está, o Modelo Padrão – uma descrição dos elementos fundamentais do Universo – é incompleto; ele não consegue explicar mistérios cosmológicos, como a matéria escura e a gravidade.

Contudo, caso fosse descoberto que o elétron tem, digamos, a forma de um ovo, isso poderia sugerir a existência de partículas de sombra – companheiras de partículas subatômicas regulares. Os cientistas esperam encontrar algumas dessas partículas de conjectura de matéria medindo seus efeitos sobre a forma do elétron, ou, mais precisamente, a partícula subatômica de carga negativa que orbita dentro de cada átomo.

Porém, as novas medições, realizadas por instrumentos com maior sensibilidade, mostram que o elétron é, de fato, uma esfera perfeita. A experiência fracassou em resolver problemas com o Modelo Padrão – um resultado frustrante, na verdade.

Destemidos, os pesquisadores querem tornar seus instrumentos dez vezes mais sensíveis e realizar novas medições. A caçada continua.

Fonte: Hypescience

Nota do matemático Evandro Costa de Oliveira: “Um detalhe, quanto aos físicos: eles consideram não existir nada real que seja de fato perfeito, o que existe ‘somente’ na matemática – conjectura-se. Portanto, dizer que o elétron tem uma forma circular perfeita é um grande problema para eles. É muito interessante ver coisas como essas!”

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Bóson de Higgs: o universo não é natural?

Descobrimos o bóson de Higgs no ano passado, mas ele não é exatamente o que esperávamos. De acordo com alguns físicos, isso significa que o Universo em si não é o que nós pensávamos também. Nima Arkani-Hamed, teórico do Instituto de Estudos Avançados de Princeton (EUA), explica um pouco dos resultados experimentais recentes aparentemente contraditórios do Grande Colisor de Hádrons (LHC, na sigla em inglês), o maior acelerador de partícula do mundo. Segundo ele, a descoberta espetacular do bóson de Higgs em julho de 2012 confirmou uma teoria de quase 50 anos de idade de como as partículas elementares adquirem sua massa – e, por consequência, como elas podem formar grandes estruturas como galáxias e seres humanos. “O fato de que o bóson foi visto mais ou menos onde esperávamos encontrá-lo é um triunfo para a física experimental e um triunfo para a física teórica – é uma indicação de que a física funciona”, disse Arkani-Hamed.

No entanto, para que o bóson de Higgs fizesse sentido com a massa (ou energia equivalente), que foi determinado a ter, o LHC precisava ter encontrado várias outras partículas também. Nenhuma delas apareceu. Com a descoberta de uma única partícula, as experiências do LHC se aprofundam em um problema que a física vem antecipando por décadas.

Equações modernas parecem captar a realidade com uma precisão de tirar o fôlego, prevendo corretamente os valores de muitas constantes da natureza e a existência de partículas como o bóson de Higgs. No entanto, algumas constantes – incluindo a massa do bóson de Higgs – são exponencialmente diferentes do que essas leis confiáveis matemáticas e físicas nos indicam que devem ser, de forma que excluiria qualquer possibilidade de vida, a menos que o Universo seja formado por inexplicáveis afinações (que fazem tudo se encaixar no seu lugar perfeitamente) e cancelamentos.

Isso põe em “perigo” a noção de “naturalidade” de Albert Einstein, de que as leis da natureza são sublimemente lindas, inevitáveis e autossuficientes. Sem ela, os físicos enfrentam a perspectiva dura de que essas leis são apenas um resultado arbitrário e confuso de flutuações aleatórias no tecido do espaço-tempo.

O LHC vai continuar a esmagar prótons em 2015, durante novas pesquisas que ainda tentam procurar respostas. No entanto, não somente Arkani-Hamed, mas muitos outros grandes físicos já estão começando a encarar a possibilidade de que o Universo possa ser antinatural – apesar da divergência sobre o que seria necessário para provar tal coisa.

“Dez ou vinte anos atrás, eu era um crente firme da naturalidade”, disse Nathan Seiberg, físico teórico do Instituto, onde Einstein ensinou de 1933 até sua morte, em 1955. “Agora eu não tenho tanta certeza. Minha esperança é que ainda exista algo que não pensamos, algum outro mecanismo que poderia explicar todas essas coisas. Mas eu não vejo o que poderia ser”, conforma-se.

Fonte: Hypescience

Nota do blog Criacionismo: Releia, por favor, os trechos grifados no texto acima. Seria esse finalmente um golpe contra o naturalismo, a ideia de que o Universo teria surgido pura e simplesmente, por foças naturais não guiadas? Se o Universo não é natural, teria, então, uma origem sobrenatural (os cientistas evitam esse termo e preferem “antinatural”). Se o Universo depende de “inexplicáveis afinações” para existir, quem teria afinado essas constantes e leis? Note, finalmente, o esforço de Nathan Seiberg para escapar ao óbvio: que o Universo só pode ter sido criado e organizado por Alguém fora e acima dele – Alguém tremendamente poderoso que transcende o espaço, o tempo e a matéria, já que tudo isso passou a existir com o próprio Universo.[MB]

quinta-feira, 13 de junho de 2013

terça-feira, 28 de maio de 2013

segunda-feira, 15 de abril de 2013

quinta-feira, 5 de julho de 2012

A partícula sem Deus

O mundo científico ficou agitado na primeira semana de julho. O Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (CERN) anunciou, no dia 4, de manhã, em Genebra, a descoberta de uma partícula totalmente nova que pode ser o famoso bóson de Higgs, entidade subatômica cuja procura já dura quase 50 anos e que também ficou conhecido como Partícula de Deus. A nova partícula apresenta, em primeira análise, características de massa e comportamento previstas para o bóson de Higgs pelo chamado Modelo-Padrão, a “tabela periódica” da física das partículas.

A matéria sobre o bóson, publicada por um site brasileiro de divulgação científica, termina assim: “Sejamos gratos aos cientistas que descobriram mais uma parte misteriosa da natureza sem a qual nada do que conhecemos hoje existiria, nem sequer nós mesmos.” Assim, atribuem a criação do Universo a uma partícula, não ao Criador de todas as partículas. O site agradece aos cientistas e à partícula, apenas. Por isso, o certo seria chamá-la, do ponto de vista dessas pessoas, de Partícula Sem Deus.

A importância do bóson de Higgs, segundo os físicos, está em sua capacidade de conferir massa às demais partículas. É mais ou menos como uma pessoa que nada em uma piscina e sai dela molhada. As partículas, ao atravessar o “mar de bósons de Higgs”, saem dele com massa. Como isso acontece? Aí você terá que perguntar a um físico... De qualquer forma, a despeito das interpretações filosóficas, as pesquisas realizadas no LHC (Grande Colisor de Hádrons) têm sido muito importantes para entender o mundo das partículas subatômicas.

O press release sobre a descoberta procura arrefecer um pouco os ânimos. Diz o texto: “O próximo passo será determinar a natureza precisa da partícula e seu significado para nosso entendimento do Universo. [...] Toda a matéria que podemos ver parece não ser mais de 4% do total. Uma versão mais exótica da partícula de Higgs pode ser uma ponte para entender os 96% do Universo que permanecem obscuros.”

Podemos ver apenas 4% da matéria do Universo. 96% dele permanecem como um mistério para os cientistas. Isso nos dá uma ideia do quão pouco conhecemos sobre o Universo e a realidade que nos rodeia e deveria inspirar muita humildade aos cientistas.

A descoberta do bóson tem 4,9 sigmas de significância. Esses “sigmas” medem a probabilidade dos resultados obtidos. O valor de 4,9 sigmas representa uma chance menor que um em um milhão de que os resultados sejam mera coincidência. Por isso, os cientistas consideram esse número como uma confirmação da descoberta.

Curiosamente, as chances de que o Universo (com suas leis e constantes finamente ajustadas) tenha “surgido” por acaso e de que a vida tenha “aparecido” a partir de matéria inorgânica são ainda menores do que um em um milhão. Mas os cientistas darwinistas encaram essa improbabilidade como fato!

Resumo da ópera: é muitíssimo improvável que o Universo tenha surgido por acaso e conhecemos muitíssimo pouco desse Universo (4%). Logo, não deveríamos excluir a possibilidade de design inteligente na criação do cosmos. Se os números e as evidências factuais não nos falam contrariamente a essa conclusão, o naturalismo se trata unicamente de uma filosofia adotada por qualquer outro motivo que não o que seria oferecido pela ciência experimental.

Entender as partículas – e tudo o que nos rodeia – é uma aventura e tanto do conhecimento e é algo que deve sempre ser estimulado e promovido. Mas por que negar, baseado em opiniões e vontades, a existência do Criador das partículas e do Universo?

(Michelson Borges)


Fonte: Criacionismo


Leia também: “O modelo do big bang: umaavaliação”

sábado, 5 de novembro de 2011

Leis da Física variam ao longo do Universo?

Um dos mais queridos princípios da ciência - a constância das leis da física - pode não ser verdadeiro. Um estudo publicado na mais conceituada revista de física, a Physical Review Letters, afirma que as leis da natureza podem variar ao longo do Universo. O estudo concluiu que uma das quatro forças fundamentais, o eletromagnetismo, parece variar de um lugar para outro. O eletromagnetismo é medido por meio da chamada constante de estrutura fina, simbolizada pela letra grega alfa (α). Essa constante é uma combinação de três outras constantes: a velocidade da luz (c), a carga do elétron (e) e a constante de Planck (h), onde α = e2/hc. O resultado é cerca de 1/137, um número sem dimensão, o que a torna ainda mais fundamental do que as outras constantes, como a gravidade, a velocidade da luz ou a carga do elétron. Em termos gerais, a constante alfa mede a magnitude da força eletromagnética - em outras palavras, a intensidade das interações entre a luz e a matéria.

Agora, John Webb e seus colegas das universidades de Nova Gales do Sul e Swinburne, na Austrália, e Cambridge, no Reino Unido, mediram o valor de alfa em cerca de 300 galáxias distantes, usando dados do Very Large Telescope do ESO, no Chile. “Os resultados nos deixaram estupefatos”, disse o professor Webb. “Em uma direção, a partir de nossa localização no Universo, a constante alfa vai ficando gradualmente mais fraca, e gradualmente mais forte na direção oposta.”

Isso mostra uma espécie de “eixo preferencial” para o Universo - chamado pelos cientistas de “dipolo australiano” - de certa forma coincidente com medições anteriores que deram origem à teoria do chamado Fluxo Escuro, que indica que uma parte da matéria do nosso Universo estaria vazando por uma espécie de “ralo cósmico”, sugada por alguma estrutura de um outro universo.

“A descoberta, se confirmada, terá profundas implicações para o nosso entendimento do espaço e do tempo, e viola um dos princípios fundamentais da teoria da Relatividade Geral de Einstein”, completou Webb, referindo-se ao princípio da equivalência de Einstein.

O resultado não é uma completa surpresa: as conclusões haviam sido anunciadas pela equipe em 2010. Naquele momento, porém, o estudo ainda não havia sido publicado em uma revista revisada pelos pares - tanta demora para que outros cientistas analisassem o estudo é uma indicação bem clara do impacto que os resultados podem ter sobre todo o edifício científico estabelecido.

O Dr. Webb e seus colegas vêm trabalhando no assunto há muito mais tempo. Seus primeiros resultados vieram em 1999, mas eram baseados em um número menor de galáxias, de uma região mais restrita do céu. Uma das implicações dessas “constantes inconstantes” é que o Universo pode ser infinito.

“Essas violações são de fato esperadas por algumas ‘teorias de tudo’, que tentam unificar todas as forças fundamentais. Uma alteração suave e contínua de alfa pode implicar que o Universo seja muito maior do que a parte dele que conseguimos observar, possivelmente infinito”, propõe o Dr. Victor Flambaum, coautor do estudo.

Outra possibilidade derivada dessa variação na constante alfa é a existência de multiversos, múltiplos universos que podem, de alguma forma, “tocar-se” uns aos outros.

O professor Webb afirma que essa descoberta também pode dar uma resposta muito natural para uma questão que tem intrigado os cientistas há décadas: Por que as leis da física parecem tão bem ajustadas para a existência da vida?

“A resposta pode ser que outras regiões do Universo não são tão favoráveis à vida como nós a conhecemos, e que as leis da física que medimos em nossa parte do Universo são meramente ‘regras locais’. Nesse caso, não seria uma surpresa encontrar a vida aqui”, afirma o cientista. Isso porque basta uma pequena variação nas leis da física para que, por exemplo, as estrelas deixem de produzir carbono, o elemento básico da “vida como a conhecemos”.

Para chegar às suas conclusões, os cientistas usaram a luz de quasares muito distantes como faróis. O espectro da luz que chega até nós, vinda de cada quasar, traz consigo sinais dos átomos nas nuvens de gás que a luz atravessou em seu caminho até a Terra. Isso porque uma parte da luz é absorvida por esses átomos, em comprimentos de onda específicos que revelam a identidade desses átomos - de quais elementos eles são. Essas “assinaturas espectrais”, chamadas linhas de absorção, são então comparadas com as mesmas assinaturas encontradas em laboratório aqui na Terra para ver se a constante alfa é mesmo constante. Os resultados mostraram que não, que alfa varia ao longo de um eixo que parece atravessar o Universo, assim como um eixo magnético atravessa a Terra.

Quanto ao espanto causado pelos resultados, o Dr. Webb afirma que as chamadas leis da física não estão “escritas na pedra”. “O que nós entendemos por ‘leis da natureza’? A frase evoca um conjunto de regras divinas e imutáveis que transcenderiam o ‘aqui e agora’ para se aplicar em todos os lugares e em todos os tempos no Universo. A realidade não é tão grandiosa.

“Quando nos referimos às leis da natureza, estamos na verdade falando de um determinado conjunto de ideias que são marcantes na sua simplicidade, que parecem ser universais e que têm sido verificadas por experimentos. Portanto, somos nós, seres humanos, que declaramos que uma teoria científica é uma lei da natureza. E os seres humanos frequentemente estão errados”, escreveu ele em um artigo na revista Physics World. [O que seria do darwinismo se essa mesma conclusão fosse aplicada a ele? Mas com Darwin ninguém mexe!]

Reação muito semelhante teve um dos pesquisadores responsáveis pelo recente experimento que teria identificado neutrinos viajando a velocidades superiores à da luz, outro achado que contraria as atuais leis da física. Ao falar sobre a controvérsia e as inúmeras tentativas de dar outras explicações para os resultados, o Dr. Sergio Bertolucci afirmou que “um experimentalista tem que provar que uma medição está certa ou está errada. Se você interpretar cada nova medição com as velhas teorias, você nunca terá uma nova teoria”.

E como os cientistas poderão ter certeza de que é hora de investir em uma nova teoria? Se há variação em uma das constantes, é de se esperar que as outras constantes fundamentais também variem. Tudo o que eles terão que fazer será projetar experimentos que possam verificar variações na gravidade, na carga do elétron ou na velocidade da luz.


Nota do blog Criacionismo: Apenas uma pergunta, enquanto aguardamos novos dados e conclusões dos cientistas nessa área ainda tão nebulosa da física: Se as leis podem variar em setores diferentes do Universo, o que garante que estejam corretas nossas medições e observações da luz que vem de regiões tão distantes? Por que devo confiar na “assinatura espectral” de um quasar que pode estar numa região do cosmo regida por leis diferentes? Essas leis não poderiam alterar essa assinatura? Minhas perguntas podem não fazer sentido algum. Mesmo assim, prefiro aguardar mais pesquisas antes de abraçar a teoria do Universo eterno, que considero muito improvável e parece de molde a negar o teísmo bíblico. Enquanto isso, aproveitei para consultar uma fonte especializada, o Dr. Eduardo F. Lütz. Ele é astrofísico nuclear, lecionou Matemática, Física e Informática em várias instituições e atualmente ocupa a maior parte de seu tempo desenvolvendo tecnologias de software para a Hewlett-Packard (HP). Leia a resposta dele abaixo [MB].

“O artigo acima menciona dois bons exemplos de como conceitos filosóficos confusos estão prejudicando o entendimento que muitos físicos têm de coisas que lhes deveriam parecer até banais. Vejamos primeiro o problema dos neutrinos mais rápidos do que a luz. Segundo alguns, se confirmado, esse fenômeno violaria leis conhecidas (relatividade) e exigiria uma reformulação. Mas essa concepção é falsa. Nada há na Teoria da Relatividade que proíba partículas de viajarem mais rápido do que a luz. Tenho uma coletânea de artigos da década de 1970 mostrando isso matematicamente. De fato, a possível existência de táquions (partículas mais velozes do que a luz) foi prevista como possibilidade teórica a partir da Relatividade.

“Qual é, então, o motivo da confusão? Assim como ocorre entre biólogos, circulam entre os físicos algumas falácias que tendem a ser aceitas como verdade. Uma delas é um argumento falacioso que conclui que é impossível transmitir um sinal contendo informação que possa viajar mais rápido do que a luz. A ideia básica é a seguinte:

“1. Consideremos dois eventos A e B que ocorrem a certa distância um do outro e que ocorrem simultaneamente na perspectiva de algum observador. Pode-se demonstrar que existem observadores para os quais A ocorre antes de B e também observadores para os quais B ocorre antes de A. A simultaneidade não é absoluta (tudo isso é verdade).

“2. Se um sinal viaja do ponto P1 até o ponto P2 mais rápido do que a luz, então, para algum observador, o sinal chega a P2 antes de ter saído de P1 (verdade).

“3. Se o sinal for refletido em P2 e retornar a P1 mais rápido do que a luz, então, para algum observador, o sinal chegará a P1 antes de ter sido refletido em P2 (verdade).

“4. Portanto, para algum observador, o sinal refletido chega a P1 antes de haver sido emitido, de forma que o emissor, ao receber o sinal antes de emiti-lo, pode decidir não o fazer, o que geraria uma contradição (muitos erros neste item). Portanto, nenhuma partícula capaz de carregar informação pode viajar mais rápido do que a luz (falso).

“A argumentação falaciosa está em 4. O certo é que, segundo a Relatividade, todos os observadores concordarão que o sinal voltará a P1 depois de ter partido, mesmo viajando mais rápido do que a luz. A falácia consiste em imaginar que existe um observador que percebe tanto o fenômeno 2 quanto o 3, o que não é verdade.

“Essa falácia pode ser encontrada em livros-texto de Relatividade. Porém, basta ao estudante utilizar os métodos matemáticos descritos nesses mesmos livros para perceber a falácia. Essa é uma das boas razões para usarmos cuidadosamente métodos matemáticos para conferir a consistência de ideias. E é uma das razões pelas quais teorias que não apresentam uma estrutura matemática explícita jamais deveriam ser consideradas científicas, pois teorias não formais contêm um excesso de esconderijos possíveis para falácias. Teorias realmente científicas podem ser mais facilmente depuradas por qualquer pessoa com suficiente conhecimento.

“O que então precisa ser reformulado se for confirmado que os neutrinos realmente viajam mais rápido do que a luz? Somente o conhecimento (ou a falta dele) que alguns físicos possuem sobre conceitos básicos de Física.

“Vejamos o segundo problema. Encontraram-se evidências de que a ‘constante’ de estrutura fina não é constante, parecendo ter valores ligeiramente diferentes em diferentes pontos do Universo (ok). Portanto, as leis físicas não são as mesmas em toda parte (falso). Uma das cadeiras que lecionei foi Equações Diferenciais. Se algum dos meus alunos dissesse uma coisa dessas no fim do semestre, estaria correndo sério risco de reprovação, pois estaria confuso a respeito de conceitos elementares. Felizmente, não tive caso algum assim. Admira-me ver físicos ‘adultos’ com esse tipo de ideia.

“Vou tentar esclarecer com um exemplo. Imaginemos uma corda de violão. Queremos estudar a propagação de ondas nessa corda. Usamos dois conjuntos de informações para isso: (1) a lei de propagação de ondas (algo universal, independente da corda); (2) informações específicas sobre a corda: densidade, tensão...; e também condições de contorno e condições iniciais.

“Suponhamos que, para calcular a densidade, tenhamos medido a massa da corda e seu comprimento e calculado a razão dessas duas medidas. Usamos agora os dados para que a lei que rege as ondas nos forneça detalhes sobre o comportamento da corda a partir do instante inicial. Nesse momento, temos um modelo matemático do comportamento da corda. A lei que rege a propagação de ondas é representada por uma equação diferencial. Parâmetros como a densidade e a tensão da corda definem o valor de um coeficiente que aparece nessa equação.

“O que acontece se descobrirmos que a corda não é homogênea, mas que sua densidade varia ligeiramente ao longo do seu comprimento? Isso nos mostraria que o modelo que estávamos usando (lei + constantes) precisaria de uma reformulação para ficar mais preciso (era uma boa aproximação antes, mas pode melhorar).

“Por outro lado, se alguém disser que a lei que rege as ondas varia ao longo da corda, estará dizendo um disparate, pois a lei básica continua sendo exatamente a mesma (mesma equação diferencial), mas os detalhes sobre a corda precisam ser revistos. Em particular, um coeficiente que aparece na equação deixa de ser constante neste exemplo e passa a ser uma função da posição. O resultado pode ser entendido como uma nova equação diferencial regendo a corda, mas a equação básica que a gerou permanece a mesma.

“O mesmo se dá com variações de ‘constantes’. As leis básicas continuam exatamente as mesmas, porém, mais detalhes sobre a estrutura do Universo vão sendo descobertos aos poucos, o que afeta a forma como aplicamos as leis ao sistema para entendê-lo.

“Além disso, a humanidade ainda não conhece em profundidade todas as leis físicas, mas já teria condições de saber o suficiente sobre algumas delas para não confundir grandezas com leis.

“Dizendo isso de outra maneira, o conhecimento atual da humanidade em termos de Física ainda é bastante limitado, porém, é muito mais confiável do que parece diante da confusão filosófica que parece dominar a mente de muitos físicos.”

quinta-feira, 29 de setembro de 2011

Não acharam o Bóson de Higgs, e a culpa é de... Deus?

Deus está ficando com cada vez menos espaço para se esconder, pelo menos na complexa área da física de partículas. [Ou os cientistas estão demonstrando aqui sua profunda ignorância nessa área científica?] O Grande Colisor de Hádrons (LHC), maior acelerador de partículas do mundo, já acumulou dados suficientes para praticamente excluir a possibilidade da existência do Bóson de Higgs, apelidado “partícula de Deus”, em uma vasta gama de experiências. Se isso ficar realmente comprovado, todo o Modelo Padrão da física, formulado em 1964, terá que ser revisto. Das 32 partículas fundamentais do Universo (como prótons, nêutrons, elétrons, entre outras) previstas pelo modelo, o Higgs é a única que ainda não foi detectada. Sua detecção é um dos principais alvos da construção do LHC, que consumiu investimentos da ordem de US$ 10 bilhões. Pela teoria, essa partícula seria responsável por dar massa a todas as demais, formando uma espécie de campo análogo ao campo magnético de um ímã em que as partículas mais “pesadas” sofreriam maior influência.

Segundo a Teoria da Relatividade de Albert Einstein e sua famosa equação E=MC2, energia e matéria são intercambiáveis. Um próton tem uma massa de 1 gigaeletronvolts (GeV)/C2. Diante disso, os cientistas do Centro Europeu de Pesquisas Nucleares (Cern), que construiu e opera o LHC, já descartaram com 95% de certeza a possibilidade de o Bóson de Higgs estar no espectro de massa que vai de 145 a 466 GeV/C2. Some-se a isso dados de experimentos anteriores com outros aceleradores já mostrarem que o Bóson de Higgs também não está na região abaixo dos 115 GeV/C2, seu “esconderijo”, se o Modelo Padrão estiver correto e ele de fato existir, está bem apertado.

“Isso deixa a busca ainda mais interessante, pois pelo Modelo Padrão ‘puro’, isto é, sem outras extensões e modelos teóricos, a previsão é de que a massa do Bóson de Higgs esteja abaixo dos 160 GeV/C2”, conta Carla Göbel Burlamaqui de Mello, professora do Departamento de Física e do Centro Técnico Científico da PUC-Rio e integrante de um dos grupos de pesquisa instalados no acelerador do Cern, o LHCb.

O problema, diz Carla, é que essa faixa de massa mais baixa é mais difícil de examinar com o LHC, justamente por causa de sua grande energia, mesmo com o acelerador ainda operando à metade da potência máxima prevista. Isso porque os aceleradores funcionam promovendo colisões de feixes de partículas a altas velocidades, ou energia. Detectores muito sensíveis acompanham os destroços das “explosões” resultantes desses choques, que, então, são analisados pelos cientistas em busca de sinais do decaimento das partículas formadas.

Também no Cern, Alberto Santoro, diretor do Departamento de Física de Altas Energias da Uerj, lembra que a medida em que mais dados são acumulados, aumentam as certezas em torno da exclusão do Bóson de Higgs nas várias faixas de massa. Santoro ressalta ainda que é mais importante a busca pela partícula em si do que ela ser de fato encontrada. “A questão da exclusão carrega uma carga muito forte de pessimismo. Se o Higgs existe só a experiência vai dizer. Não basta uma teoria para determinar uma realidade, é preciso confirmar com a experiência. E se a experiência não encontra o que se procura, paciência, o jeito é construir outra teoria. E talvez esta seja uma realidade mais excitante ainda.” [Aplique-se isso à teoria geral da evolução de Darwin - as experiências científicas não encontram como se deu a origem e evolução das espécies através da seleção natural e n mecanismos evolucionários desde 1859: Darwin 1.0 já foi. Darwin 2.0 está indo pra lata do lixo da História da Ciência. Darwin 3.0 - Síntese Evolutiva Ampliada - somente em 2020! Muito excitante a espera...]

Carla segue na mesma linha. “Os processos que poderiam produzir o Higgs diretamente são muito raros. É como ganhar na Mega Sena. Estamos jogando trilhões de vezes para ter chance de observar algum evento que indique sua presença. [Gente, mas é o que os governos no mundo inteiro vêm fazendo - jogando dinheiro fora em pesquisas buscando uma miragem transformista do século 19...] Além disso, o LHC não foi construído só para buscar pelo Higgs, estamos também procurando por uma física além do Modelo Padrão, como a subestrutura dos quarks e dimensões extras. Mas tudo que estamos encontrando até agora é compatível com o previsto Modelo Padrão e outros modelos teóricos alternativos estão sendo descartados, inclusive os que preveem um Higgs de alta massa”, afirmou a cientista.


Nota do blog Criacionismo: As declarações dos cientistas envolvidos em pesquisas no LHC mais parecem justificativas, pedidos de desculpas, tendo em vista todo o alarde midiático em torno do lançamento do equipamento multibilionário. A máquina que iria “recriar o big bang” está longe da pirotecnia anunciada. (Os comentários entre colchetes no texto acima são do mestre em História da Ciência Enézio de Almeida Filho.)[MB]

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