
Terça-feira passada (21/09/10), representantes de 8 religiões se reuniram no auditório Dona Guilhermina de
Maringá para celebrar a "noite de oração pela paz", no dia
internacional da paz. Estavam presentes cerca de 800 pessoas ligadas a estas religiões. Segundo o jornal
O Diário:
"A partir das 20h15, a mesa foi formada por
Mahasti Sahihi de Macedo (
bahá'i), Eduardo
Ryoho Sasaki (budismo), Maria de
Lourdes Nascimento (
candomblé), Dom
Anuar Battisti (catolicismo),
Lannes Boljevac Csucsuly (espiritismo), Robert
Stephen Newnum (evangelismo),
Mohamad El Ghassem Abbaker-
Al Ruheidy (islamismo) e
Marilza Martins de Paiva (
umbandismo), além do coordenador do evento, advogado
Irivaldo Joaquim de
Souza, um dos fundadores do Grupo de Diálogo
Inter-religioso (
GDI) da cidade."
Segundo o que vi no
Band Cidade, um programa informativo local, e o que vemos na foto acima (veja mais fotos
aqui), Dom
Anuar Battisti foi o representante das oito religiões no discurso que se seguiu, onde um dos pontos que o clérigo tocou foi a questão da violência no trânsito de
Maringá, que realmente é alarmante.
Muitos dos motivos desta união
ecumênica entre denominações religiosas envolvidas são legítimos, de fato. Temos que buscar sim a paz com todos, pois este é um princípio comum. Porém, muitas dessas denominações religiosas estão acomodando suas doutrinas diferentes e abraçando o que têm em comum, que resume-se em duas: a
imortalidade da alma e/ou a
guarda do domingo (em detrimento ao "sono" da morte e ao sábado do sétimo dia ensinados pela Bíblia). Destas, têm religiões que
creem em ambas e outras
creem em apenas uma, mas estão entrelaçadas por um ou mais pontos fundamentais de erro.
Bom, se pararmos para pensar, o movimento protestante nascido com Lutero e outros, nos dias de hoje, de modo geral, já não protesta mais nada, pois deveria protestar contra os erros cometidos pela Igreja Católica Romana e outras religiões não cristãs. Mas o que estão fazendo, não só aqui em
Maringá mas em todo o mundo? Estão se unindo como se não houvesse nenhum abismo doutrinário - principalmente os que são "pontos de salvação" - entre os protestantes fidedignos e outros seguimentos religiosos. Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14:6).
Interessante notar também que hoje em dia a palavra
protestante já não é mais tanto usada (justamente porque sabem que já não estão protestando mais nada), e sim
evangélico. Um tom mais amistoso, porém, de neutralidade e de
compactuação com a confusão teológica/religiosa. Quem dera fosse
sinônimo real de proclamadores do evangelho eterno do Reino de Deus... "Sou evangélico", é o que muitos dizem, generalizando as milhares de denominações "protestantes" espalhadas por aí, que por sinal crescem a cada dia.
Nas profecias bíblicas de Daniel 7 e 8, e Apocalipse 13, 16 e 17, por exemplo, temos uma visão geral do que as profecias dizem sobre o que ocorreria na história deste mundo, em especial destaco sobre no final dos tempos, onde dizem que no fim dos tempos uma união entre os povos do mundo para adorar a besta (Satanás) e sua imagem (o domingo) e seus outros falsos ensinos iria acontecer, e de fato isso vem se concretizando diante de nossos olhos.
Os comentários bíblicos de
Ellen G. White lançam mais luz sobre a Bíblia, nos abrindo os olhos para entendermos melhor o quadro profético. No livro
O Grande Conflito, ela comenta que no fim dos tempos, no qual estamos vivendo hoje, o espiritismo seria o elemento que uniria católicos e "protestantes", assim como outras denominações que
creem na imortalidade da alma. Também diz, conforme a profecia bíblica, que a guarda do domingo seria o que uniria católicos e "protestantes". E isso tudo vem se cumprindo, conforme exemplo de ecumenismo que vem ocorrendo em
Maringá, corroborando com a Palavra de Deus. Tudo isso vai culminar na perseguição dos que realmente "... guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apocalipse 14:12). Dias piores virão...
Por isso, nós, adventistas do sétimo dia, como protestantes, não compactuamos com o ecumenismo. Não por arrogância, separatismo ou outro motivo
depreciativo; mas por entendermos o quadro profético, sendo que, como povo remanescente de Deus (no qual todos estão convidados para fazer parte - Apocalipse 18:4; João 6:37 por exemplo), temos a missão de proclamar o evangelho eterno do Reino de Deus tal como está na Bíblia (e não alterado,
babilonizado), enfatizando as três mensagens angélicas de
Apocalipse 14:6-16. Estas três mensagens são alertas para que todos tomem ciência de que há somente um Deus que deve ser adorado, O Criador da Terra e do Céu, conforme descreve o
Gênesis e outros livros da Bíblia - negando assim o evolucionismo, que muitas denominações vêm aceitando (Exemplo: catolicismo, espiritismo, budismo, alguns seguimentos evangélicos, etc.) e advertindo o mundo do Juízo de Deus -; da queda da Grande
Babilônia; de que a confusão causada por muitos dos ensinos da
ICAR (incluindo especialmente a guarda do domingo e a veneração de imagens ou dos santos que estas representam) levará muitos a se perder junto com ela (se não a
abondonar).
Tendo isso em vista, concluo lembrando a ordem de Deus: "Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens" (Romanos 12:18). É nossa maior alegria estar em paz com todas as pessoas do mundo, pois são nossos irmãos, iguais a nós, que carecemos da misericória de Deus, mediante Jesus Cristo; porém, queremos primeiro a justiça (afinal, "a paz é fruto da justiça" -
Isaías 32:17), que é a eterna
Lei de Deus,
essencializada por Jesus em dois mandamentos (Marcos 12:30, 31). Eu, como adventista do sétimo dia, respeito todas as religiões que existem, mas não concordo com as que não se fundamentam única e exclusivamente na Bíblia, a santa Palavra de Deus. "
Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade" (João 17:17). Quero também deixar claro que não sou contra as pessoas que professam fé em outra religião, mas contra muitas das doutrinas que creem, por não se basearem no "assim diz o Senhor", e sim em ideias e tradição dos homens. Deixo, por fim, uma frase pertinente, de Lutero: "A paz, se possível, mas a verdade a qualquer preço."
Que Deus possa nos abençoar, para que entendamos e aceitemos o que Ele quer de nós, como cristãos sinceros. É o meu desejo e a minha oração.
André Luiz Marques