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sexta-feira, 26 de janeiro de 2018

Mais antigos restos humanos fora da África são encontrados em caverna de Israel

Uma mandíbula parcial com sete dentes descoberta em uma caverna em Israel representa o que cientistas estão chamando de os mais antigos vestígios conhecidos de Homo sapiens fora da África, mostrando que a nossa espécie caminhou para fora daquele continente muito antes do que se pensava anteriormente [sic].

Pesquisadores anunciaram nesta quinta-feira (25) a descoberta do fóssil estimado entre 177 mil e 194 mil anos [segundo a cronologia evolucionista], e disseram que os dentes carregam traços característicos do Homo sapiens que não eram presentes em relativos humanos próximos vivos na época, inclusive Neandertais.

O fóssil da parte esquerda da mandíbula superior de um jovem adulto - o sexo da pessoa ainda não está claro - veio da caverna de Misliya nas encostas oestes do Monte Carmel, cerca de 12 quilômetros ao sul de Haifa. Dentro da grande caverna desmoronada, uma vez habitada por humanos, também foram encontradas lâminas e outras ferramentas de pedra que eram sofisticadas para a época, diversas lareiras e ossos queimados de animais.

O Homo sapiens apareceu pela primeira vez na África, com os fósseis mais antigos já conhecidos de cerca de 300 mil anos. Um importante marco foi quando a nossa espécie pela primeira vez saiu da África a caminho de cantos extremos do globo. [há pesquisas recentes que sugerem que foi no Oriente Médio]

Até agora, os fósseis mais antigos de Homo sapiens fora da África tinham vindo de outras duas cavernas em Israel, incluindo uma também no Monte Carmel, de cerca de 90 mil a 120 mil anos.

A nova descoberta apoia a ideia de que humanos migraram da África por meio de uma rota ao norte, vale do Nilo e leste da costa mediterrânea, e não por uma rota sul através do estreito Bab al-Mandeb, costa da Arábia Saudita, subcontinente indiano e leste da Ásia, disse o paleoantropologista da Universidade de Tel Aviv, Israel Hershkovitz, que liderou o estudo.

"Esta é uma descoberta emocionante que confirma outras sugestões de uma migração anterior para fora da África", acrescentou o paleoantropologista Rolf Quam, da Universidade Binghamton em Nova York, co-autor do estudo publicado na revista Science.

Fonte: G1

Nota: Cada vez fica mais claro que a estória da evolução humana não se passa de ficção, sendo que, com base nos mesmos dados científicos (os fósseis em si), o que foi realmente descoberto é mais um fóssil de ser humano, ao lado de artefatos projetados por mentes inteligentes para caçar e cortar coisas. Se pegarmos a arcada dentária de pigmeus africanos, de asiáticos e europeus, a diferença seria reconhecível, da mesma forma que fazem os fósseis parecerem de espécies diferentes. As datações dos fósseis são passíveis de grandes dúvidas, que podem ser analisadas lendo o livro "Exame Crítico da Datação Radiométrica", da SCB. Não se admite o erro colossal da teoria da evolução do homem, e a estória da evolução tem que ser mudada constantemente para caber no modelo imposto, ainda que seja como colocar um círculo dentro de um quadrado. [ALM]

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

Dentes podem reescrever (de novo) a história da humanidade

Uma equipe de arqueólogos alemães descobriu um conjunto intrigante de dentes, de 9,7 milhões de anos de idade [segundo a cronologia evolucionista], num antigo leito do rio Reno, anunciou [na] semana [passada] o Museu de História Natural de Mainz, no oeste da Alemanha. Os dentes não parecem pertencer a nenhuma espécie descoberta na Europa ou na Ásia. Eles se assemelham mais àqueles pertencentes aos esqueletos hominoides de Lucy (Australopithecus afarensis) e Ardi (Ardipithecus ramidus) – descobertos em escavações na Etiópia. No entanto, os dentes encontrados no vilarejo de Eppelsheim, a 40 quilômetros ao sul de Mainz, são pelo menos 4 milhões de anos [sic] mais velhos que os esqueletos africanos. De tão intrigados, os cientistas adiaram a publicação da descoberta por praticamente um ano [se favorecesse claramente o evolucionismo e omainstream naturalista, seria publicado imediatamente, como já aconteceu muitas vezes]. Uma equipe especializada realizará testes adicionais nos dentes.

“Eles claramente são dentes de primatas”, afirmou o chefe da equipe de arqueólogos, Herbert Lutz, ao diário local Merkurist. “Suas características se assemelham a achados africanos que são de 4 milhões a 5 milhões de anos mais novos que os fósseis escavados em Eppelsheim. Isso é uma tremenda sorte, mas também um grande mistério.”

Na coletiva de imprensa na qual foi anunciada a descoberta, o prefeito de Mainz, Michael Ebling, disse que o achado forçará cientistas a reconsiderar a história dos primórdios da humanidade. “Não quero dramatizar demais, mas gostaria de lançar a hipótese de que depois de hoje devemos começar a reescrever a história da humanidade”, disse.

O arqueólogo alemão Axel von Berg afirmou a meios de comunicação ter certeza de que as descobertas receberiam muita atenção. “Isso irá impressionar especialistas”, garantiu Berg ao jornal local Allgemeine Zeitung.

Os dentes ainda estão sendo examinados em detalhe, mas a partir do fim de outubro eles serão exibidos na exposição vorZEITEN, organizada pelo estado alemão da Renânia-Palatinado. Em seguida, segundo o diário alemão Die Welt, os dentes seguirão para o Museu de História Natural de Mainz.

Fonte: G1 Notícias

Nota do blog Cricionismo: Essa história está sempre sendo reescrita, apesar de a versão anterior – propagada em livros, revistas, documentários, filmes, materiais didáticos e salas de aula – ser sempre apresentada como fato. [MB]

Veja também:

 

quarta-feira, 3 de junho de 2015

Ferramentas antes do homem? Quem fez?

Descoberta intrigante
Uma descoberta feita no Quênia está deixando cientistas e paleontólogos de todo o mundo extremamente inquietos. Trata-se de um conjunto de ferramentas encontradas em um sítio arqueológico datado do período Plioceno, ou seja, há mais de 3,3 milhões de anos [segundo a cronologia evolucionista]. O dado é que esse tempo é anterior ao surgimento [sic] dos primeiros homens. O primeiro homem conhecido é o Homo habilis, que surgiu milhares de anos depois do período Plioceno. Por conta disso, cientistas e especialistas acreditam que a nova descoberta poderá fazer com que toda a história da humanidade – e talvez do planeta – seja reescrita. Isso porque, além da data em questão, as ferramentas são consideradas bastante sofisticadas: há martelos, bigornas e seixos esculpidos.

Em artigo publicado na Nature, revista especializada no ramo, os responsáveis pela descoberta deram o nome de Lomekwian a essa produção proto-humana. Ela é 700 mil anos mais velha que a produção olduvaiense, até então a mais antiga já descoberta. Mais do que a antiguidade, os pesquisadores agora se preocupam com a única pergunta sem resposta: Se essas ferramentas são anteriores ao homem, quem as teria produzido e utilizado?

Fonte: Yahoo Notícias

Nota do blog Criacionismo: Resta saber o que será reavaliado primeiro: a teoria sobre a origem do ser humano ou os métodos de datação... De qualquer forma, é um achado que deixa claro que a terra ainda pode revelar muita coisa surpreendente à medida que é escavada. [MB]

quarta-feira, 23 de julho de 2014

O Homem de Heidelberg já era!

Mais uma peça de ficção
Como você se sentiria ao acordar e ninguém mais chamar você pelo nome nem lhe dar a importância devida como ser humano? Como se você não existisse. Ou fosse um personagem de ficção. Pois é justamente isso que acabou de acontecer com certo homem. Alguns antropólogos estão afirmando agora que o tão aclamado Homo heidelbergensis nada mais é, nota bene, nada mais é do que “um construto de paleoantropólogos”. Quem não lembra das figuras feitas dele, um ser peludo, forte e umancestral dos neandertais e os humanos modernos, que [teriam vivido] entre 800 mil e 200 mil anos atrás? E agora, com esse questionamento, o Homo heidelbergensis não deve ter existido e pode ser mais uma invenção dos paleoantropólogos, segundo relato de Michael Balter, na revista Science.

Balter participou desse encontro privado de cientistas no sul da França, em que os pesquisadores debateram o status desse suposto ancestral humano. “Se alguém matar uma pessoa, ele vai para a cadeia”, o antropólogo Zeresenay Alemseged, da Academia de Ciências da Califórnia, em São Francisco, salientou no mês passado em um encontro no interior do sul da França. “Mas o que acontece quando você mata toda uma espécie?” A resposta logo ficou aparente: um debate angustiado. Na balança estava o Homo heidelbergensis, um ancestral humano de cérebro grande geralmente considerado como uma figura importante durante um período sombrio da evolução. Nesse encontro somente para convidados, os pesquisadores debateram se essa espécie realmente foi um ator importante – ou não mais do que um construto de paleoantropólogos.

O H. heidelbergensis de grande cérebro reivindicou um lugar importante na árvore evolutiva humana: ele é considerado por muitos [cientistas] como o ancestral comum dos humanos modernos e de nossos “primos” mais próximos e extintos, os neandertais. Datado aproximadamente em 500 milhões de anos atrás, ele é tido como ligando aquelas espécies e o mais antigo H. erectus, que tinha se espalhado pela África, Ásia e Europa, começando há [supostos] 1,8 milhão de anos. Mas, com base em uma nova consideração da evidência fóssil incompleta, alguns cientistas argumentam que o quadro é muito mais complicado, e que a transição entre o H. erectus de pequeno cérebro e os hominins de grandes cérebros ocorreu múltiplas vezes. Se for assim, o conceito de uma só espécie, multicontinental e intermediária poderia se dissolver em uma grande quantidade de espécimes de hominins sem nenhum nome para uni-los.

Repare que Balter não está afirmando que os crânios dessa criatura nunca existiram: afinal de contas, existem “11 crânios potenciais de H. heidelbergensis” que Philip Rightmire, da Universidade Harvard, examinou. O que estava em questão nesse debate privado (?) e agora tornado público é se um conjunto de características pode ser definida como uma espécie, considerando-se toda a diversidade de crânios humanos catalogada, e se aquela espécie mostra uma transição entre o Homo erectus e os posteriores ancestrais. Talvez você não saiba, mas cientistas como o Dr. Walter Neves, da USP, sabem e precisam destacar em sua exposição “Do macaco ao homem”, que a história do nome Homem de Heidelberg parece ser arbitrária.

O H. heidelbergensis tem uma história de controvérsia. A espécie foi baseada em uma única mandíbula inferior encontrada em 1907, em Mauer, perto de Heidelberg, na Alemanha. Calculada em cerca de 600 mil anos de idade, a mandíbula tem um ramo mandibular estranhamente grosso – uma projeção vertical que se articula ao crânio – e nada igual a isso foi encontrado desde então. Por décadas, o nome não conseguiu pegar, até que os antropólogos, inclusive Rightmire e Chris Stringer, do Museu de História Natural em Londres, observaram distintas arcadas superciliares grossas e grandes rostos em crânios de idade mais ou menos semelhante a partir de sítios, incluindo Arago; Petralona na Grécia; Broken Hill em Zâmbia; Yunxian na China; e Bodo na Etiópia. Todos esses crânios também armazenaram cérebros muito maiores do que do H. erectus, cerca de 1.200 centímetros cúbicos, dentro da faixa de cérebros humanos modernos, que está na média aproximada de 1.400 cc. (o cérebro de neandertais pode ser um pouco maior).

Nos anos 1970, Stringer e outros postularam uma única espécie abrangendo a Europa, África e Ásia, e ressuscitaram o nome H. heidelbergensis para descrevê-la. O cérebro muito maior da espécie foi refletido nas ferramentas complexas atribuídas a ela, tais como as lanças de madeira em Schöningen, na Alemanha (Science, 6 de junho, p. 1.080).

Parada para uma reflexão muito séria aqui, pois Balter parece estar dizendo que Stringer e seus colegas juntaram indivíduos desconectados de todo o mundo debaixo da designação antiga de Heidelberg, baseados apenas em algumas características, e isso basta para a chamarem de espécie? Alguns preferiram o rótulo mais antigo “Homem da Rodésia” da África.

Alô, Down, nós temos um problema aqui, Darwin. E que problema sério nós temos aqui, Dr. Walter Neves. Quem está promovendo os crânios de Sima, na Espanha, duvida que a designação Homo heidelbergensis ainda seja útil. Outros argumentam que o crânio de Mauer de Heidelberg, que começou tudo isso, parece ser “único de um tipo”, e não representando uma espécie, quando se considera suas características.

Bem, nesse encontro teve cientista que discordou. Cientista como Ian Tattersall, que “lutou vigorosamente para salvar as duas espécies e a opinião mais simples de todas e mais direta da evolução humana que ele representa”. Balter termina seu artigo com a mera esperança, ao afirmar que “novos fósseis desse tempo misterioso ajudariam”. Ele nem ousou predizer sobre a publicação que virá sobre ossos da Etiópia datados do período de 300 mil anos, a não ser afirmar o óbvio: “Espere um debate vívido quando esses ossos fundamentais forem publicados.”

Pano rápido! “Do macaco ao homem”, uma exposição PERMANENTE sobre o fato, Fato, FATO da evolução humana é NATIMORTA e vai apresentar o Homem de Heidelberg como nosso ancestral e dos neandertais? Espero que não!

Nota do blog Desafiando a Nomenklatura Científica: “Eu amo a ciência. Sei que ela é feita por pessoas. Sei das limitações de suas teorias. Sei também da preferência e do preconceito dos cientistas diante das evidências. Quando as evidências contrariam a teoria, há cientistas que as desconsideram. ‘Evidências? Que se danem as evidências, o que vale é a teoria!’ – teria dito Theodosius Dobzhansky a seus alunos de Genética na USP, nos anos 1930. Como eu sei que o Dr. Walter Neves é um cientista sério, como curador dessa exposição PERMANENTE, ele mandará corrigir o status evolucionário do Homem de Heidelberg.”

Leia também: “‘Do macaco ao homem’ - Walter Neves (USP) expõe permanentemente sobre tema polêmico, controverso e inconcluso: a evolução humana

sexta-feira, 2 de maio de 2014

Neandertal era tão inteligente quanto homem moderno, diz estudo

Uma pesquisa da Universidade do Colorado em Boulder, nos Estados Unidos, publicada nesta quarta-feira pelo periódico Plos One, afirma que a inteligência dos neandertais é comparável à do homem moderno. Segundo o novo estudo, os neandertais eram igualmente talentosos para caçar, comunicar-se, inovar (na dieta, por exemplo) e adaptar-se a diferentes ambientes, ao contrário do que sugerem leituras convencionais.

A semelhança entre esses homens pré-históricos, considerados uma subespécie do Homo sapiens, e o homem moderno vem sendo atestada em um número crescente de pesquisas. Neste novo estudo, os cientistas usaram análises genéticas dos neandertais para examinar doze explicações comuns para sua extinção, ocorrida há 50.000 anos na Ásia e há 30.000 anos [segundo a cronologia evolucionista] na Europa. Conclusão: nenhuma delas é suficientemente embasada, como a teoria segundo a qual os neandertais não conseguiam se adaptar a diferentes ambientes — há indicativos de que eles caçavam em grupo e utilizavam a paisagem para ajudá-los nessa tarefa.

Uma prova de inteligência mencionada no estudo foi a descoberta, em um sítio arqueológico neandertal, de fósseis de dezoito mamutes e cinco rinocerontes na base de um buraco profundo. Trata-se de uma evidência de que os neandertais tinham a capacidade de planejar o futuro (para se defender, nesse caso), comunicar-se e fazer uso eficiente do ambiente em prol do bando.

A pesquisa cita também a possibilidade de que esses homens tivessem uma dieta diversificada. Segundo a disponibilidade de alimento, o cardápio neandertal podia incluir ervilha, pistache, semente de capim, azeitona silvestre, pinhão e tâmara, segundo indícios fornecidos por microfósseis.

Por fim, os pesquisadores acharam evidências de que esses homens usavam pintura corporal, feita com ocre, um pigmento natural. Juntos, esses achados sugerem que os neandertais cultivaram seus próprios rituais e usaram comunicação por símbolos.

Segundo os estudiosos, pesquisas anteriores deturparam a capacidade cognitiva dos neandertais, que são do Paleolítico Médio (entre 200.000 a 30.000 a.C.) [sic], ao compará-las à dos humanos do período Paleolítico Superior (entre 30.000 e 10.000 a.C.) [sic]. "Seria a mesma coisa que comparar o desempenho de um carro do século passado, como o Ford Model T, com os carros modernos, como a Ferrari, e definir que Henry Ford era inferior cognitivamente a Enzo Ferrari", diz Paola Villa, coautora do estudo e arqueóloga do Museu de História Natural da Universidade do Colorado.

Fonte: Veja

Nota: Mais uma vez, a visão criacionista é corroborada com as evidências. Os criacionistas sempre disseram que os Neandertais eram nada mais do que um grupo humano, e cada nova descoberta aponta para isso. Neste blog há vários artigos que vêm confirmando isso. É só digitar "neandertal" no campo de busca do blog. Os evolucionistas estão passando vergonha diante dos fatos. O problema é que as evidências nos mostram claramente que os neandertais eram mesmo humanos, mas os evolucionistas fingem ainda que não enxergam isso... Pobre teoria falida... Pobres órfãos de Darwin..[ALM]

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Fósseis humanos: Uma visão criacionista

Figura 1. Fósseis humanos (Fonte: Dr. Douglas Theobald - Images copyright 2000. Smithsonian Institution).

1. Os homens das cavernas realmente existiram?
Sim. Houve seres humanos que viveram em cavernas, e pode haver alguns que ainda moram. Isto não significa que eles sejam semelhantes às figuras vistas em caricaturas de estórias em quadrinhos que você possa ter visto. Acredita-se que o “Homem de Cro-Magnon” pode ter sido um homem das cavernas, porque se crê que ele seja responsável por algumas pinturas notáveis em cavernas na França e áreas próximas. O “Homem de Cro-Magnon” é essencialmente o mesmo que os europeus modernos, e pode representar os europeus pré-históricos (1).

2. Existem realmente fósseis que se parecem com homens-macacos?
Já foram encontrados fósseis que parecem ter uma mistura de características humanas e de macacos. Há vários tipos destes, tais como o “Homem de Java”, o “Homem de Pequim”, e vários tipos da África conhecidos como “erectinos”. Estes parecem ter sido humanos, mas de uma forma diferente. Para interpretações criacionistas e evolucionistas destes fósseis, veja as referências (2).

3. Os homens de Neanderthal eram humanos verdadeiros?
A maioria dos criacionistas acredita nisso, mas a questão é controversa (3). O “Homem de Neanderthal” provavelmente viveu em cavernas, mas eles não eram homens-macacos. O crânio tinha um formato diferente da maioria dos homens modernos, mas o espaço do cérebro era maior. Eles aparentemente tinham cultura e eram provavelmente muito inteligentes. Os “Homens de Neanderthal” tinham alguns traços singulares, mas nada que pudesse ligá-los aos macacos de algum modo particular. Algumas das diferenças em seu crânio podem ter sido parcialmente produzidas como resposta a um clima severo e a alimentos duros à mastigação. Aparentemente tinham uma constituição física mais robusta do que as pessoas que vivem hoje (4). O recente seqüenciamento do DNA mitocondrial do osso de um “Homem de Neanderthal” indica que o DNA dos Neanderthais é bastante diferente do DNA de seres humanos atuais (5). Resta ver se pesquisas futuras irão mudar ou dar apoio a este quadro.

4. O que são fósseis humanos “arcaicos”?
Há um grupo de material esquelético que não se encaixa facilmente em nenhuma outra categoria, e são referidos tipicamente como “Homo sapiens arcaico”. Eles têm geralmente cristas orbitais salientes, como humanos “erectinos” e “arcaicos”. Eles têm espaço cerebral maior do que os erectinos, e não apresentam a saliência bem marcada (torus occipital) na parte de trás do crânio que os “Homens de Neanderthal” têm(6).

5. Que se pode dizer dos Australopithecus?
Os Australopithecus foram provavelmente um tipo extinto de macaco (7). Eles tinham algumas similaridades com os seres humanos, mas tinham um cérebro de tamanho aproximado ao de um chimpanzé, e alguns aspectos que sugerem que viviam em árvores. Aparentemente, podiam andar eretos, mas há alguma evidência de que eles teriam certa dificuldade para andar assim (8).

6. Há alguma seqüência evolutiva que vai dos macacos ao homem?
Há vários tipos de fósseis que possuem uma mistura de características humanas e de macacos. Têm sido feitas tentativas de organizar estes fósseis em uma seqüência que vai do menor número para o maior número de características humanas. Australopitecíneos têm menos características humanas, seguidos pelos “erectinos”, pelo grupo “arcaicos”, e então pelos Neanderthais e Cro-Magnons. A seqüência parece convincente para muitas pessoas, e é interpretada como uma linhagem evolutiva (9). Os criacionistas não aceitam esta interpretação, apontando que os detalhes não se encaixam bem, e a série não é verdadeiramente uma seqüência de ancestrais-descendentes (10).

7. Qual é a explicação criacionista para estes fósseis que têm uma mistura de características humanas e de macacos?
A resposta a esta pergunta está perdida na antigüidade. Os fósseis referidos são primariamente os “erectinos” e os “australopitecíneos”. Aqui está uma resposta possível: os erectinos parecem ter sido humanos. Talvez tenham sofrido os efeitos de um intenso endocruzamento genético e um estilo de vida pobre. Os australopitecíneos podem ter sido um tipo extinto de macaco. Parecem não ser relacionados com nenhuma espécie viva atual.

8. O que se pode dizer dos gigantes humanos que viveram antes do dilúvio? Algum já foi encontrado?
Não. Nenhum fóssil humano gigante que tenha vivido antes do dilúvio foi encontrado. Nosso único conhecimento sobre eles vem através de revelação sobrenatural.

9. Como as raças humanas se originaram? Alguma delas foi marcada por uma maldição?
Todos os seres humanos estão vivendo sob a maldição do pecado, e é duvidoso de que isto se aplique mais a alguma raça do que a outra. As raças podem se diferenciar quando pequenos grupos são isolados. Além da distância, a linguagem é provavelmente o maior fator de isolamento. Quando as linguagens foram confundidas em Babel, provavelmente pequenos grupos se dispersaram para vários lugares, produzindo grupos isolados que se diferenciaram em raças distintas. Alguns aspectos raciais podem ser o resultado do fato de que certas características fisiológicas são vantajosas em determinados ambientes. A cor da pele é um exemplo. A luz solar é necessária para produzir vitamina D. Luz solar em excesso aumenta o risco de câncer de pele. A melanina protege os que vivem em climas tropicais do câncer da pele causado por excesso de luz solar. Isto explica porque pessoas que vivem nos trópicos têm tipicamente pele mais escura. Pessoas que vivem em latitudes mais altas não necessitam de muita proteção contra o sol e têm pele mais clara. A pele escura pode ser desvantajosa em latitudes altas se a quantidade de luz solar for apenas suficiente para a produção de vitamina D.

10. Que problemas não resolvidos sobre fósseis humanos são de maior preocupação?
Por que não são encontrados fósseis de homens gigantes? Por que não são encontrados fósseis humanos que pareçam ter sido enterrados pelo dilúvio? Qual é a explicação para os fósseis que têm características de homem e de macaco?

Notas para as perguntas sobre fósseis humanos
1. Ver por exemplo Prideaux, Tom.1973. Cro Magnon Man. New York: Time-Life Books.
2. Para uma interpretação criacionista, ver: Lubenow M. L., 1992. Bones of contention. Grand Rapids, MI:, Baker Books; para uma interpretação evolucionista, ver: Rightmire G. P., 1981. Patterns in the evolution of Homo erectus. Paleobiology 7:241-246.
3. Stringer C., Gambel C., 1993. In search of the Neanderthals. NY: Thames and Hudson.
4. Ruff C.B., Trinkaus E., Holliday T. W.,. 1997. Body mass and encephalization in Pleistocene Homo. Nature 387:173-176.
5. Krings M., et al. 1997. Neanderthal DNA sequences and the origin of modern humans. Cell 90:19-30.
6. Uma discussão recente sobre humanos arcaicos está em: Tattersall I. 1997. Out of Africa again … and again? Scientific American 276(4):60-67.
7. Hartwig-Scherer S, Martin R. D. 1991. Was “Lucy” more human than her “child”? Observations on early hominid postcranial skeletons. Journal of Human Evolution 21:439-449.
8. Spoor F., et al. 1994. Implications of early hominid labyrinthine morphology for evolution of human bipedal locomotion. Nature 369:645-648.
9. Uma coleção de alguns trabalhos importantes neste campo é encontrada em: Ciochon R. L., Fleagle J. G., editors. 1993. The human evolution source book. Englewood Cliffs, N. J:, Prentice-Hall.
10. Kennedy E. 1996. A busca dos ancestrais de Adão. Diálogo 8(1):12-15, 34. Um resumo sobre fósseis humanos feito por um criacionista está em: Lubenow M. L., 1992. Bones of contention. Grand Rapids, M.I. Baker Books.

Fonte: Sociedade Criacionista Brasileira, via Biologia Teísta

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Osso no pescoço sugere que neandertais falavam como humanos

Um osso no pescoço dos neandertais dá indícios de que eles eram capazes de falar, de acordo com um estudo publicado nesta semana na revista científicaPLoS One. O osso hioide, que fica na parte superior do pescoço, logo acima do maxilar, suporta a musculatura na base da língua, e sem ele a fala articulada seria impossível. O osso hioide que os pesquisadores estudaram provém de uma caverna em Israel, e foi o primeiro do tipo a ser descoberto. As informações são do site iScience Times.

A descoberta desse osso, em 1989, imediatamente levou à especulação sobre a capacidade dos neandertais de falar. A ideia, porém, foi recebida com cautela e gerou controvérsia no meio acadêmico. Cientistas do Canadá, Austrália, Estados Unidos e outros países voltaram a analisar o osso, desta vez com simulações feitas em computador. Com o uso de microtomografia em raio-x, eles verificaram como o osso hioide interagia com os músculos ao redor.

Os cientistas descobriram que a estrutura do osso mostrava sinais de "intensa e constante atividade metabólica", que pode ser fruto da linguagem. Para um dos autores do estudo, Stephen Wroe, pesquisador na Austrália, a análise mostra que o osso hioide não apenas parece com o que os humanos têm atualmente, mas também era usado de maneira bastante similar.

Fonte: Terra

Nota: Tá na cara que os neandertais eram humanos, como desde sempre os criacionistas afirmam. Só os evolucionistas que não querem entender isso. Some essa notícia com as seguintes e tire mais certeza disso: Neandertal era humano, e não outra espécie; Estudo questiona inteligência inferior do neandertal; Neandertais inventaram ferramentas sozinhos.[ALM]

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Neandertal era humano, e não outra espécie

Vá tentar ser antropocêntrico numa hora dessas: os neandertais também pintavam cavernas e conchas, adornavam-se de penduricalhos e, se um grupo de pesquisa da UFRGS estiver certo, eram tão espertos quanto nós. Se eles foram extintos, diz a professora Maria Cátira Bortolini, não foi por falta de astúcia, mas por diferenças culturais entre aquela espécie e a nossa. Bortolini não é antropóloga culturalista - bióloga, comparou 162 genes das duas espécies e constatou que, em matéria de cognição, o Neandertal não fica devendo nada para um Da Vinci. Ainda hoje, num isolamento ainda possível, temos primos Homo sapiens vivendo no tempo da indústria lítica, construindo ferramentas de pedra rudimentares [pois é, e se fossem descobertos fósseis deles, possivelmente diriam que são ancestrais de milhões de anjos...]. Os códigos que separam esses povos aborígenes de quem lê jornal no tablet não estão inscritos na genética, mas na cultura. Bortolini sugere que o mesmo se aplica para as nossas diferenças com o Neandertal, que por dezenas de milênios povoou a Europa, antes de disputá-la com o sapiens, emigrante africano que trocou de continente há 40 mil anos [segundo a cronologia evolucionista].

As populações neandertais não sobreviveriam por mais de 10 mil anos após o contato com os visitantes. Uma das hipóteses para o êxito da nossa espécie [talvez não seja apropriado se referir a nós e a eles como espécies diferentes] se baseia em uma suposta superioridade cognitiva, justamente o que deita abaixo a pesquisa do grupo coordenado por Bortolini. Mudanças climáticas (terminava a Era do Gelo), doenças e tecnologia mais avançada (como em conquistadores europeus x povos ameríndios) estão entre as alternativas favorecidas pela pesquisadora da UFRGS [por que não se consideram conquistadores europeus e ameríndios espécies diferentes?].

Como o intercâmbio dos hominídeos africanos na Europa teve a sua dose de turismo sexual, também é possível que os neandertais tenham sido “absorvidos” num processo de miscigenação, diluindo gradualmente a sua carga genética a cada novo filho com a gente forasteira. Por isso que, se a sua árvore genealógica não estiver toda plantada na África, é provável que você carregue de 1% a 4% de “DNA Neandertal”.

E onde fica aquela aula de ciências dizendo que a cruza de espécies diferentes só pode gerar descendentes estéreis, como a mula? Bem, essa regra nem sempre funciona (numa cruza entre tigres e leões, hora ou outra sai uma fêmea fértil), mas ela ajuda a reforçar a defesa de que Homo neanderthalensis e Homo sapiens são, de fato, uma mesma espécie [bingo!]. “É possível que as variações de Homo sejam representações modernas de uma espécie que vem se definindo há 2 milhões de anos”, afirma Maria Cátira Bortolini.

Ao que vínhamos chamando “espécie” Neandertal, Bortolini prefere “população”. E assim também João Zilhão, arqueólogo da Universidade de Barcelona que vem estudando a arte deixada pelos neandertais nos sítios Cueva de los Aviones e Cueva Antón, no sudeste da Espanha. “Não faz sentido colocar a questão em termos de ‘nós e os outros’, mas sim de duas populações ancestrais da mesma espécie. Uma delas, europeia, desenvolveu características rácicas que a tornaram mais facilmente diferenciada das populações africanas. Diferiam mais do que, hoje em dia, diferem os esquimós e os etíopes, mas também eram diferenças intraespecíficas, e não interespecíficas”, afirma Zilhão.

Nas cuevas, o pesquisador português encontrou indícios de pintura e ornamentação que antecedem em pelo menos 5 mil anos qualquer sinal da presença do homem moderno na Europa. Longe de soprar um apito final na comunidade científica, achados como os de Zilhão causam uma mixórdia acadêmica: para preservar a ideia de que os neandertais eram brucutus incapazes de comportamento simbólico, cientistas chegam a cogitar a “aquisição” de adornos via comércio de escambo [aliás, este é um problema típico do evolucionismo: seus defensores vivem lutando para preservar ideias]. E aí teríamos mocorongos capazes de se engajar em transações comerciais.

A tolice do Neandertal, sugerem outros estudos, decorre de um desenvolvimento muito acelerado do organismo, mas a teoria estaria alicerçada em poucas amostras. Zilhão brinca que, nesse caso, um bebê neandertal sequer poderia nascer, grande demais que seria para deixar o corpo da mãe. Para ele, a resistência à tese do “gente como a gente” é comparável a preconceitos sustentados por critérios de aparência física (em relação ao homem moderno, os neandertais eram mais cabeçudos e robustos, provável adaptação a ambientes glaciais).

“É o último reduto de uma noção oitocentista, como a discussão sobre se os índios tinham alma ou não. Hoje em dia, ninguém se atreve a dizer que os africanos são menos inteligentes que os europeus ou coisa que o valha, mas no subconsciente, lá no fundo, quando se trata de populações do passado, isso volta a aflorar”, aponta [é o velho racismo promovido, em parte, pela teoria darwinista]. [...]

Fonte: Zero Hora, via Criacionismo

Leia também: “Descoberta pode reescrever história evolutiva humana”

sábado, 19 de outubro de 2013

10 "ancestrais do homem" que já caíram

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Descoberta pode reescrever “história evolutiva humana”

E se em vez de serem todos de espécies diferentes, os diversos homens primitivos cujos fósseis têm sido encontrados ao longo dos anos em diversos locais – Homo habilis, Homo rudolfensins, Homo erectus e outros – fossem todos membros de uma única e mesma espécie de humanos e as suas diferenças físicas apenas refletissem a variabilidade normal entre indivíduos dessa espécie? Os autores de um novo estudo comparativo de crânios fósseis humanos encontrados no Cáucaso, e publicado nesta sexta-feira na revista Science, afirmam que é precisamente isso que os seus resultados sugerem. A peça-chave do trabalho desenvolvido nos últimos oito anos por David Lordkipanidze, director do Museu Nacional da Geórgia, e uma equipe internacional de colegas, é um crânio – designado Crânio 5 – com quase 1,8 milhão de anos [segundo a cronologia evolucionista]. O seu maxilar inferior foi encontrado em 2000 na escavação arqueológica de Dmanisi (a uns 100 quilômetros de Tbilisi, a capital da Geórgia) – e o resto do seu rosto e cabeça em 2005.

“O Crânio 5 é um achado extraordinário”, explicou em coletica de imprensa telefônica a coautora Marcia Ponce de León, da Universidade de Zurique (Suíça). “É o crânio fóssil mais completo de um adulto do gênero Homo. Encontra-se num estado de conservação perfeito [...] e [a segunda peça] foi encontrada cinco anos depois do maxilar a menos de dois metros de distância [da primeira].”

Acontece que o Crânio 5 não era tudo o que os cientistas esperavam, visto o caráter maciço do maxilar previamente desenterrado. Estavam à espera de um crânio de grande tamanho, mas depararam-se, pelo contrário, com uma caixa craniana pequena por cima de um rosto grande, numa combinação de traços morfológicos nunca antes observada num homem primitivo [sic].

Também em Dmanisi foram encontrados, ao longo dos anos, mais quatro crânios (apenas um sem maxilar inferior), algumas ferramentas de pedra e ossos fossilizados de animais – achados que, segundo estudos anteriores, são vestígios deixados por um grupo de humanos que viveu no mesmo sítio ao mesmo tempo. “O tempo que demorou a formação geológica do local foi bastante breve, o que permite concluir que a sedimentação de todos os ossos [de homens primitivos] aconteceu simultaneamente”, explicou Lordkipanidze. “Dmanisi é como uma cápsula do tempo que preservou um ecossistema de 1,8 milhão de anos [idem].”

Os crânios de Dmanisi permitem realizar análises comparativas que até aqui não eram possíveis. E de fato, diante da descoberta do resto do Crânio 5 e da sua anatomia inédita, tornou-se necessário explicar as diferenças físicas patentes entre os cinco crânios humanos daquele sítio paleontológico, que fazem com que alguns deles sejam mais bem classificados como Homo habilis e outros como Homo erectus. Poderiam esses homens primitivos, que ao que tudo indica faziam parte da mesma comunidade, ter pertencido a várias espécies diferentes de humanos? “Sabíamos que vieram do mesmo local e do mesmo período geológico; podiam, portanto, representar uma única população de uma única espécie”, salientou Christoph Zollikofer, outro coautor, também da Universidade de Zurique.

Para determinar qual dessas duas possibilidades – uma ou várias espécies – era a mais provável e, em particular, se era possível que o nível de variação observado naqueles fósseis se verificasse no seio de uma única espécie, os cientistas recorreram a métodos de morfometria 3D computadorizada. Por outro lado, para garantir a compatibilidade dos novos resultados com estudos comparativos anteriores, também aplicaram métodos mais tradicionais de comparação de características morfológicas.

Conclusão: “Nossa análise estatística mostra que os padrões e a magnitude da variabilidade dos crânios de Dmanisi são semelhantes aos das populações de espécies modernas”, disse Zollikofer. “Embora os cinco indivíduos de Dmanisi sejam claramente diferentes uns dos outros, não são mais diferentes entre eles do que cinco humanos modernos ou cinco chimpanzés numa dada população.” Ou seja, “a diversidade no interior de uma espécie é a regra e não a exceção”. Os cientistas decidiram designar essa potencial única espécie pelo nome Homo erectus, por ser a mais bem documentada e consensual de todas as espécies de homens primitivos cujos fósseis se conhecem.



Os novos resultados poderão ter implicações em termos da classificação das espécies de hominídeos que viviam na África e saíram de lá há cerca de dois milhões de anos [idem], espalhando-se pela Europa e Ásia, especulam os cientistas. “Há duas maneiras de interpretar a diversidade dos hominídeos fósseis”, explicou Zollikofer. “A primeira é que existiu apenas uma linhagem de homens primitivos; a segunda é que houve múltiplas linhagens coexistentes.”

“Se a caixa craniana e a face do Crânio 5 tivessem sido encontradas separadamente em locais diferentes da África, poderiam ter sido atribuídas a duas espécies diferentes”, acrescentou [admissão interessante]. Mas visto que os fósseis de Dmanisi provêm indubitavelmente do mesmo ponto no tempo e no espaço – e que parecem ter todos pertencido a uma única espécie de homens primitivos –, o mesmo poderá ter acontecido na África.

A conclusão não convence todo mundo. Enquanto um paleontólogo citado num artigo jornalístico (também publicado na Science, de autoria de Ann Gibbons) recusa liminarmente a ideia de que todos os fósseis africanos possam ter sido Homo erectus, outro é da opinião de que o Crânio 5 parece um Homo habilis. E um terceiro faz notar que a ideia está tendo o efeito de uma pequena bomba na comunidade dos especialistas.

Fonte: Público

Nota do blog Criacionismo: Só para lembrar: os criacionistas vêm dizendo isso há anos, mas quem quis ouvir? Sempre dissemos que os “homos” são simplesmente humanos antigos com a natural variabilidade morfológica que existe entre seres humanos atuais (talvez alguns até com certas deformidades). Mas os evolucionistas, em sua ânsia por criar árvores evolutivas imaginárias, com base em fragmentos de ossos encontrados aqui e acolá, foram capazes de desenvolver toda uma história da “linhagem evolutiva humana” – que pode estar totalmente errada. Já imaginou quanto papel e quanta tinta foram gastos para divulgar a historinha anterior? O que será feito dos livros didáticos, das enciclopédias e - pior - das cabeças que foram educadas com esse conteúdo até então tido como verdadeiro?

O título dado à notícia pela Gazeta do Povo também é interessante: "Crânio de 1,8 milhão de anos sugere que homens vieram de uma única espécie." Isso também é óbvio para o criacionista: viemos de uma mesma espécie, de uma mesma linhagem, de um casal ancestral que viveu no Éden.

Fico imaginando quanto ainda pode ser revelado pela pá dos arqueólogos e dos paleontólogos. Os fatos que contradizem o modelo evolucionista só vão se acumulando. Resta saber quando o paradigma vai, finalmente, cair por terra. [MB]

Leia também: "Stunning skull gives a fresh portrait of early humans"

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

Estudo questiona inteligência inferior do neandertal

Quais foram os genes responsáveis por moldar a inteligência privilegiada do homem moderno, permitindo que ele vencesse a disputa evolutiva com “primos” mais arcaicos, como os neandertais? A resposta, dizem cientistas brasileiros, talvez seja “poucos” ou “nenhum”. Numa série de trabalhos apresentados nesta semana no Congresso Brasileiro de Genética, em Águas de Lindoia (SP), uma equipe da UFRGS (Universidade Federal do Rio Grande do Sul) mapeou dezenas de genes que podem ser importantes para as capacidades mentais. Compararam, então, a “receita” bioquímica presente nas versões humanas dos genes com as do genoma dos neandertais e denisovanos (misteriosos humanos arcaicos que viveram na Sibéria). Resultado: as diferenças são nulas ou muito sutis, resume Maria Cátira Bortolini, geneticista da UFRGS e uma das coordenadoras do grupo.

“Elas não seriam suficientes para explicar grandes diferenças entre as espécies, de modo que elas seriam virtualmente iguais a nós em quase tudo, incluindo as habilidades cognitivas. Enfim, é algo controverso e contrário à visão de que a diferença cognitiva teria sido a causa de sua extinção", diz Maria Cátira.

O estudo, cuja primeira autora é Vanessa Paixão-Côrtes, está na revista American Journal of Human Biology. O trabalho da equipe gaúcha foi facilitado pela publicação, nos últimos anos, da sequência completa do genoma dos neandertais e dos hominídeos de Denisova.

Os pesquisadores se concentraram em 162 genes possivelmente associados ao desenvolvimento cognitivo ou cerebral. Eles compararam as versões desses genes presentes nos três hominídeos com as equivalentes em chimpanzés - a ideia era ter uma base para saber qual seria a “condição ancestral” desses genes, levando em conta que, do ponto de vista cognitivo, os chimpanzés estariam mais próximos do ancestral comum dos hominídeos. [Aliás, por que os chimpanzés não se afastaram mais desse suposto ancestral, como teria ocorrido com os humanos?]

A comparação mostrou que quase todas as alterações em relação a esse padrão ancestral estão presentes tanto entre nós quanto entre nossos parentes extintos [sic]. As características em questão envolvem genes que guiariam a formação de conexões entre neurônios e outros ligados à destreza manual.

Por que, então, o Homo sapiens prevaleceu? Por um lado, a resposta é que ao menos alguns hominídeos arcaicos se uniram aos humanos modernos, e essa mestiçagem deixou marcas nos genomas das pessoas de hoje.

Por outro lado, diz Cátira, fatores ambientais e culturais podem ter sido mais importantes. Ela lembra que, em muitos lugares, populações de humanos modernos continuaram usando ferramentas de pedra simples por milênios, por estarem isoladas e sem estímulo ambiental que favorecesse a inovação.

Alguns arqueólogos estimam que a densidade populacional dos neandertais era baixa, o que favoreceria esse isolamento - e poderia ter deixado esse povo mais vulnerável às variações ambientais do fim da Era do Gelo.

Para a pesquisadora da UFRGS, se eles tivessem conseguido escapar desse “gargalo” e chegado ao período de clima mais estável dos últimos 10 mil anos, poderiam até ter adotado a agricultura e desenvolvido civilizações.

Fonte: Folha.com

Nota do blog Criacionismo: Pois é, em muitos lugares, populações de humanos continuam usando ferramentas de pedra. Se só houvesse fósseis deles, ou resquícios de sua cultura “primitiva”, poderiam ser classificados como nossos ancestrais ou parentes, quando, na verdade, se tratava simplesmente de humanos. Quanto aos neandertais, faz tempo que tenho dito aqui que eles eram nada mais que humanos. A história da suposta evolução humana muda toda hora porque os evolucionistas se negam a aceitar o fato de que humanos são humanos e macacos são macacos. [MB]

sexta-feira, 14 de junho de 2013

“Elo perdido” ou mais especulações?

O estudo do rosto do chamado “Chico de la Gran Dolina”, um adolescente que viveu na Sierra de Atapuerca, no norte da Espanha, há quase um milhão de anos [segundo a cronologia evolucionista], confirma a hipótese de que pode se tratar de uma nova espécie: o Homo antecessor, do qual apenas encontraram restos nessa região. Parte do estudo foi publicada na revista científica Plos One, informou José María Bermúdez de Castro, um de seus autores e membro da equipe científica de Atapuerca, nesta terça-feira (11). A análise, realizada por cientistas do Centro Nacional de Pesquisa sobre a Evolução Humana e da Universidade de Nova York (EUA), concluiu que o rosto tem traços modernos, já que é visível uma expansão craniana e os dentes também são modernos, embora ainda possuam “traços primitivos”. “Sem dúvida alguma”, de acordo com Bermúdez de Castro, se trata de uma espécie distinta de todas encontradas até agora.

O paleontólogo diz acreditar que o Homo antecessor pode estar “muito próximo” ao antepassado comum entre o Homo neandertal e o homem moderno, “inclusive poderia ser esse ancestral”, embora seja algo que ainda tem que ser debatido com a comunidade científica. Trata-se de um tronco comum que deve ter surgido em uma zona situada entre o leste da África e o sudoeste da Ásia entre o Homo neandertal, que se expandiu pela Eurásia, e o homem moderno, cuja origem é situada na África.

Bermúdez de Castro reconhece que a comunidade científica não está totalmente de acordo em relação a esse ponto e pede uma opinião, embora ele tenha lembrado que quase não foram feitos estudos sobre restos do Homo antecessor do que os realizados pelos membros da equipe de Atapuerca.

O estudo foi focado no rosto mediante um remodelador facial que permitiu saber qual teria sido o aspecto do adolescente - cujos restos foram encontrados em escavações em 1995 - quando alcançasse a idade adulta.

Seus restos também foram comparados aos de um Homo ergaster, ser mais primitivo, encontrado em uma jazida em Marrocos e com a mesma idade dental. Existem “diferenças evidentes” entre os dois, já que o segundo apresenta uma menor reabsorção facial, por isso seus traços são “mais primitivos”, além de possuir uma dentadura também menos evoluída e um crânio menor.

Os restos do Chico de la Gran Dolina, que morreu na Serra de Atapuerca, não são os únicos que poderiam permitir estudos sobre essa espécie. Até agora, foram localizados 140 restos de 11 indivíduos, embora a maioria deles seja de crianças e adolescentes, havendo apenas restos de dois adultos.

Bermúdez de Castro lembrou que os vestígios do Homo antecessor foram encontrados em uma escavação e está convencido de que, quando conseguirem escavar toda a extensão da região, encontrarão milhares de restos mais, o que seria “uma orgia científica”.

No entanto, também lembrou que ainda faltam décadas para que se chegue a esse ponto, e por isso “é provável que sejam meus netos os que irão vê-los”.

Fonte: UOL Notícias

Nota do blog Criacionismo: Notou o grau de incerteza e quantas especulações estão contidas no texto? Releia as partes grifadas. “Orgia científica” é sair publicando artigos com base em poucos estudos(o pesquisador admite isso) de apenas alguns restos, a espera de que possam ser encontrados milhares de outros restos. Espera por espera, os criacionistas também esperam que possam ser encontrados (ou não) fósseis de seres humanos “gigantes”, algum dia, ou mesmo fósseis humanos com fósseis de dinossauros (o que parece ser bem difícil, devido à diferença entre os habitats desses dois tipos de criaturas). Perguntar não ofende: Caso pigmeus e jogadores de basquete estivessem extintos há muito tempo e em locais diferentes fossem encontrados fósseis desses dois tipos de seres humanos, quais seriam as conclusões dos pesquisadores evolucionistas? Concluiriam se tratar de fósseis de seres humanos que viveram na mesma época, sendo apenas variações de uma mesma espécie? Pois é...[MB]

quinta-feira, 7 de outubro de 2010

Neandertais inventaram ferramentas sozinhos

Por Sindya N. Bhanoo
New York Times News Service
Pedro Kuyumjian

Neandertais vivendo no sul da Itália há 42 mil anos [sic] desenvolveram ferramentas de ossos e rochas, ornamentos decorativos e pigmentos por conta própria, e não através de interações com o Homo sapiens – segundo Julien Riel-Salvatore, antropólogo da Universidade do Colorado, em Denver.

Até hoje, achava-se que os ornamentos e ferramentas usados pelos Neandertais teriam aparecido graças ao contato com a espécie que os substituiu. Mas Riel-Salvatore afirmou que seu artigo, publicado em “Journal of Archaeological Method and Theory”, “reage à persistente ideia a respeito dos Neandertais e mostra que eles eram realmente capazes de inovar”.

O autor passou anos estudando artefatos de comunidades Neandertais nas regiões sul e central da Itália, além de artefatos humanos do mesmo período no norte do país.

Os humanos no norte da Itália desenvolveram um conjunto diverso de ferramentas, diferente daquelas encontradas na comunidade Neandertal do sul da Itália.

Enquanto isso, Neandertais da Itália central usaram as mesmas ferramentas grandes e primitivas por 100 mil anos [sic], sem buscar inspiração com seus vizinhos do sul ou do norte, disse Riel-Salvatore.

“Se os humanos é que tivessem introduzido ferramentas no sul da Itália, você teria encontrado essas novas ferramentas primeiro na Itália central; essa seria a progressão geográfica natural”, disse ele.

Como os Neandertais da Itália central eram tão primitivos [sic], é provável que as inovações no norte e no sul tenham ocorrido independentemente, segundo ele.

Até recentemente, também era incerto se os Neandertais e os humanos haviam cruzado entre eles. Porém, mais cedo neste ano, pesquisadores determinaram que os Neandertais acasalaram com alguns humanos modernos. [Leia comentário sobre isso clicando aqui]

Fonte: Bol Notícias

Nota: Cada vez mais estão descobrindo o que os criacionistas já vêm dizendo faz tempo: Os neandertais foram seres humanos tais como você e eu - dotados de inteligência e criatividade semelhante -, só que em outra configuração estrutural do corpo, devido a fatores condicionantes. Só que muitos não querem enxergar e reconhecer, persistindo com a venda darwinista nos olhos e o orgulho característico.

Estava hoje na biblioteca da universidade em que estudo e parei para ver uma amostra de um crânio de "homem primitivo", identificado por uma placa, e comparei com um outro crânio de um homem atual também disponível. Muda um pouco a estrutura, mas é evidente que é muito semelhante aos crânios normais.[ALM]

terça-feira, 1 de junho de 2010

Fóssil considerado maior descoberta de 2009 é contestado

[Meus comentários seguem entre colchetes. Destaco, em negrito, alguns trechos] O esqueleto fóssil conhecido como Ardi, que alguns observadores apontaram como descoberta científica "revolucionária" de 2009, vem agora despertando críticas de estudiosos que contestam as alegações de que a espécie teria vivido em bosques densos e não em planícies gramadas, as quais há muito são consideradas [pelos evolucionistas] como habitat preferencial dos primeiros seres pré-humanos e talvez respondam pela transição para o caminhar ereto.

Mais um cientista surgiu para contestar publicamente a classificação do Ardi como membro da linhagem humana, depois do ponto de divergência para com os macacos africanos. A anatomia primitiva do esqueleto, alega esse pesquisador, sugere uma espécie que antedata o ancestral comum entre as árvores genealógicas dos chimpanzés e dos seres humanos.

Duas dessas críticas foram publicadas pela revista Science, acompanhadas por respostas da equipe que reportou em outubro passado a primeira descrição e interpretação detalhada do esqueleto do Ardipithecus ramidus, ou Ardi, datado de 4,4 milhões de anos [sic] no passado. O espécime, uma fêmea adulta, provavelmente tinha 1,22 metro de altura e é mais de um milhão de anos mais velho que Lucy [sic], o famoso esqueleto da espécie Australopithecus afarensis.

Uma equipe internacional de pesquisadores liderada por Tim White, da Universidade da Califórnia em Berkeley, descobriu os fósseis em 1992. Foram necessários 17 anos de trabalho para que o esqueleto fosse reconstruído e analisado, em companhia de espécimes relacionados, e também para o estudo do habitat em que a espécie viveu, hoje parte do território da Etiópia. Um relatório abrangente descreveu o estudo como "a descoberta científica revolucionária" do ano passado [veja só que possível papelão, mais uma vez na história das especulações evolucionistas, como no caso do Darwinius masillae...].

Talvez fosse inevitável que uma descoberta de tamanha magnitude atraísse críticas [não só pela importância, mas pela mentira que é, apontada principalmente pelos criacionistas], como White mesmo reconheceu esta semana, em mensagem de e-mail. "Era inevitável que o trabalho resultasse em certo conflito de opiniões", disse. "Desse ponto de vista, portanto, é algo que temos de ver como parte normal da ciência".

A questão do habitat do Ardi foi proposta por Thure Cerling, geoquímico da Universidade do Utah, e por sete outros geólogos e antropólogos. Eles afirmam que usaram os dados da equipe de White para traços de terra e sílica de plantas antigas e constataram que os resultados não sustentavam a interpretação de que Ardi tivesse vivido em bosques densos [mesmos dados, interpretações diferentes. Aqui cai o mito de que um cientista é alguém íntegro, neutro ideologicamente, como muitos pensam que são (visão estereotipada)].

Em lugar disso, disse o grupo de Cerling, "nossa constatação é a de que o contexto ambiental do Ar. Ramidus, em Aramis, deve ter sido representado pela chamada savana arborizada ou arbustiva, com cobertura superior de folhagem de ordem inferior a 25%".

Os críticos do trabalho de White afirmam que uma paisagem na qual pelo menos 60% da área apresente cobertura superior por árvores ou arbustos é requerida para que a descrição "mata cerrada" possa ser utilizada. Em outras palavras, as descobertas não contrariavam, ao contrário do que alega a equipe de White, a chamada "hipótese savana", associada ao desenvolvimento do caminhar bípede, ereto - bipedalismo - como traço de definição para separar os seres humanos e os macacos, no passado distante [o que não quer dizer necessariamente que isso resolva o problema se Ardi era bípede ou não].

Os membros do grupo de Cerling afirmam que não pretendem defender a primazia da hipótese convencional, mas simplesmente apontar que os dados sobre o Ardi na verdade mais a sustentam que a contradizem [será?].

Na resposta, a equipe de White afirma que os críticos estão ignorando "a totalidade das provas fósseis, geológicas e geoquímicas" apresentadas em seus estudos originais. A equipe apontou que de fato foi identificada a presença de vegetação gramínea no sítio, mas o número abundante de fósseis lá localizados provém de mamíferos adaptados à vida nos bosques, e que isso bastava para estabelecer o Ardi como "morador de um habitat denso", e não da savana aberta [pela ótica criacionista, isso não é um problema, pois a deposição dos restos orgânicos durante o Dilúvio pode eventualmente ter misturado animais e plantas de diferentes regiões geográficas].

Francis Brown, geólogo também da Universidade de Utah e pesquisador experiente quanto às origens primordiais do ser humano, um dos co-autores do estudo conduzido pelo grupo de Cerling, declarou em entrevista recente que "estamos tentando simplesmente esclarecer o registro histórico. Em nossa opinião, o Ardi não deve ter vivido em um ambiente de savana gramada aberta, e tampouco em um ambiente boscoso e fechado" [mas já contribuiram, sem querer, para refutar o fato, Fato, FATO da evolução humana].

Outro cientista, Esteban Sarmiento, da Fundação da Evolução Humana, em East Brunswick, Nova Jersey, contestou a identificação do Ar. Ramidus como hominídeo - uma espécie da linhagem humana que surgiu de um ancestral comum com o ramo evolutivo que conduziu aos modernos chimpanzés.

"Mas não existe sustentação suficiente para essa alegação", afirmou Sarmiento, zoólogo especializado no estudo de vertebrados, em artigo para a revista Science. Ele mencionou os aspectos primitivos do esqueleto do Ardi e estudos moleculares anatômicos que, de acordo com a sua interpretação, sugeriam que o Ar. ramidus "antedata a divergência entre seres humanos e macacos africanos" [um dia ele chega lá, ao desconsiderar a datação, que possui problemas metodológicos].

Em sua refutação, White e seus colegas apontam para o fato de que Sarmiento baseou seu argumento em estimativas biomoleculares quanto à data de divergência entre hominídeos e homens que se estendem de três milhões a cinco milhões de anos no passado [sic]. As datas em questão não são confiáveis [de fato], afirmou o grupo, e outros estudos com fósseis levaram a estimativa de data para a divergência a recuar para seis milhões de anos no passado. White afirmou em seu e-mail que Sarmiento não havia "reconhecido como significativos os traços múltiplos e independentes do crânio, detenção e esqueleto do Ardipithecus", o que, acrescenta, "alinha uniformemente esse primata a todos os hominídeos posteriores, entre os quais Lucy, e à exclusão de qualquer outro primata, vivo ou fóssil" [como podem tirar conclusões acerca da real aparência de Ardi se foram encontrados apenas fragmentos do crânio e outros ossos de seu corpo (veja na foto acima)? Imaginação pura de cientista apegado ao paradigma].

Alguns antropólogos expressaram dúvidas, ainda não publicadas, quanto à classificação de Ardi como parte da linhagem humana. Richard Klein, antropólogo da Universidade Stanford e outro dos co-autores do estudo de Cerling, disse em entrevista que "francamente não creio que o Ardi fosse hominídeo, ou bípede".

Daniel Lieberman, paleoantropologista da Universidade Harvard que não está nem entre os autores nem entre os críticos da observação, disse estar convencido de que ¿Ardi é um hominídeo¿. Mas, acrescentou, "todo mundo tem dúvidas sobre que tipo de hominídeo seria, e o que isso tem a dizer sobre o último ancestral comum dos seres humanos e chimpanzés" [sic].

Tradução: Paulo Migliacci ME

Fonte: The New York Times, por meio do site Terra - 31/05/10

Nota: Se Ardi, como hominídeo, não é consenso nem entre os pesquisadores evolucionistas ainda (e penso que nunca será), como é que a mídia, de modo geral, poderia fazer um estardalhaço como aquele que fez quando os resultados da pesquisa de um único grupo de cientistas foi publicado, criando o mito midiático chamado de "descoberta científica revolucionária" ? Será que a mídia de massa está vendida para o darwinismo? Teria um caso de amor para com o paradigma? Tenta de toda forma calterizar na mente de seu público que somos resultado de longos períodos de evolução, em detrimento à Palavra de Deus que afirma categoricamente que somos resultado da obra criadora de um Deus amoroso, sábio, onipotente e oniciente? As evidências estão se encarregando de responder em favor à Bíblia. Parabéns para a revista Science, o jornal The New York Times e o site Terra pela divulgação da controvérsia. Quem ganha com isso é a ciência e o público, por ter acesso a algumas das controvérsias evolucionárias. [ALM]

terça-feira, 1 de dezembro de 2009

Três níveis de objeções antropológicas à evolução

O artigo a seguir é um pouco extenso, mas vale a pena ler. O resumo está no final do artigo.

Escrito por R. Clyde McCone - Ph.D., Professor de Antropologia na California State University, Long Beach 90801, U.S.A.

Os antropologistas discordam entre si quanto a qualquer aplicação particular das explicações evolucionistas. Apesar disto, tendem a aceitar a idéia geral da evolução, sem questionar. Pode-se mostrar que os dados acerca da evolução ou são emprestados ou são gerados pelas hipóteses. As hipóteses uniformistas de uma ordem existente mostram-se inconsistentes com a tentativa de explicação das origens daquela ordem. A evolução torna-se bem sucedida somente pela deificação da natureza, introduzindo nela o mistério inescrutável que se situa além da ciência e da mente humana. O seu tratamento deificante da natureza material constitui um valor e não uma teoria científica.

Com boa razão, muitas pessoas, leigos e profissionais, têm identificado a Antropologia com a evolução. Falar de objeções antropológicas à evolução, a muitas pessoas assemelhar-se-á a fazer objeções científicas à ciência. O que se pode esperar mais comumente são objeções bíblicas à evolução. Infelizmente, a grande maioria das objeções religiosas à evolução têm sido baseadas mais em emoções humanas e tradições do que nas Escrituras, e em conseqüência têm gerado mais calor do que luz.

Se porventura pareço incongruente ou presunçoso a alguns leitores ao apresentar objeções antropológicas à evolução, desejaria que fossem considerados os dois fatos seguintes a respeito da Antropologia e dos antropologistas.

Primeiramente, que, embora nenhum antropologista ponha em dúvida a evolução, não há nenhuma explicação evolucionista particular oferecida por um antropologista, que não tenha a oposição de alguns outros. Isso é verdade tanto na Antropologia Física quanto na Cultural.

A segunda observação é que, nas três primeiras décadas do século XX, muitos antropologistas culturais dos Estados Unidos, e muitos antropologistas sociais da Grã Bretanha, ou se opuseram à evolução, ou não a consideraram como estrutura útil para explicação. Leslie White (1) diz a respeito desse período “... uma importante reversão de acontecimentos teve lugar nos círculos antropológicos; uma reação vigorosa contra a teoria da evolução teve início. Nos Estados Unidos esse movimento foi dirigido por Franz Boas”. Vemos, pois, que objeções à evolução em geral, e a quaisquer explicações evolucionistas especificas, são e foram registradas dentro da Antropologia.

Deve ser reconhecido, entretanto, que a estrutura evolucionista hoje em dia está crescentemente em voga na Antropologia. O trabalho de White é uma forte “reação contra a reação” anti-evolucionista da primeira parte deste século. O seu trabalho, num contexto de muitos outros fatores, grandemente, minimizou, se não eliminou, a tendência anti-evolucionista da Antropologia. De fato, oposição explícita à evolução é mais fácil de ser encontrada supondo-se ignorância dos dados pelos indivíduos, raciocínio preconcebido ou não educado, ou oposição supersticiosa à ciência.

Ainda assim, é nesses três níveis que desejo destacar o que espero mostrar serem objeções antropológicas à evolução. Essas objeções são antropológicas porque:

(1) relacionam-se abertamente com o problema dos dados;

(2) relacionam-se conscientemente com o exercício da razão;

(3) ligam-se com os critérios científicos da teoria.

Usarei uma definição de evolução dada por um antropologista cultural, aplicável também a fenômenos biológicos: “A evolução pode ser definida como uma seqüência temporal de formas, uma forma derivando de outra, a cultura progredindo de um estágio para outro” (2). A evolução tenta também ligar os estágios dos inanimados aos estágios da vida. Os estágios da vida ligam-se também aos estágios da cultura. Todo o processo é utilizado para supostamente explicar a ordem existente na natureza e no homem.

Dois outros conceitos que são básicos para a compreensão de minhas objeções encontram-se nos adjetivos: sincrônico e diacrônico.

Sincrônico tem relação com uma ordem contínua de fenômenos. É a abordagem dos cientistas naturais pela qual as mesmas regularidades que são observadas hoje provavelmente ocorreram ontem e ocorrerão amanhã. Pode-se esperar que a reação química HCl + NaOH ? H2O + NaCl, verdadeira há cem anos, continuará verdadeira nos próximos cem anos. O tempo, observamos, não é um fator, embora esteja envolvido no processo. A abordagem sincrônica é portanto uma abordagem que supõe uma ordem existente predizível.

Diacrônico tem relação com as transformações temporais. É a abordagem dos historiadores para mudar o estado ou a organização das ordens. Observa-se que a quantidade de sal ou sais dissolvidos nos oceanos muda em função do tempo. A história dessa alteração é uma abordagem diacrônica e relaciona-se com o passado do atual estado da ordem existente, mas não necessariamente com uma alteração na própria ordem subjacente.

1 – Dados

Minha objeção à evolução no nível de observação científica é a inexistência de dados. Isso, estou ciente, constitui uma afirmação extrema. Talvez eu recebesse atenção mais crível se dissesse, como T. A. Goudge (3) em “The Ascent of Life”, que “a evidência é fragmentária”. Mas se assim eu fizesse, estaria tão somente seguindo uma tendência comum do pensamento não crítico. Entretanto, ao tomar a posição mais radical, desejo ser compreendido somente em termos de apoio que desenvolverei a favor da mesma.

Primeiramente, os dados fragmentários que têm sido utilizados nas obras evolucionistas são dados de uma ordem sincrônica e não de um processo diacrônico. Tomar as categorias da ordem de vida sincrônica existentes e introduzi-las num modelo de processo de alteração de cada uma delas, e então distribuir os restos fósseis fragmentários nessas categorias, de maneira nenhuma transformará esses fósseis em dados diacrônicos.

Um eminente paleontologista da Califórnia State College em Long Beach falou-me de uma escarpa na qual camadas supostamente continham milhões de anos de seqüência evolutiva da vida. Entretanto, afirmou ele não existir absolutamente evidência alguma de transição entre uma camada e a seguinte, o que o intrigava bastante. Sua explicação era que cada forma deveria ter entrado nas camadas provindo de algum outro lugar. Em outras palavras, a evolução deveria ter ocorrido em algum outro lugar.

Alguém poderia perguntar: “Como sabe você que ela não ocorreu?” Entretanto o problema é: “Como sabe você que ela ocorreu, na ausência dos dados?” Os dados comprovadores da evolução devem ser dados transicionais, entretanto existem somente dados de uma ordem existente, ou seja, uma ordem sincrônica.

Isso leva a uma segunda observação com relação à ausência de dados, a saber, que os dados são gerados através do modelo evolutivo ao invés de serem generalizados a partir de outros dados. Na sua imaginação, os homens supõem e preenchem o que o modelo requer, em vez de usar o modelo para explicar o que é observado. A geração de dados ocorre de muitas maneiras. Por exemplo, em duas sentenças White (4) salta de hipótese para fato:

Se, supusermos, como muitas autoridades, que a cultura teve início há um milhão de anos, e se datarmos o início da agricultura a cerca de 10.000 anos atrás, então o estágio de desenvolvimento cultural baseado na energia muscular do homem compreenderá cerca de noventa e nove por cento da história da cultura. Esse fato é tão significante, quanto notável.

As probabilidades também constituem outra técnica para a geração de dados históricos ou diacrônicos. Após observar as posições teóricas nos dados sincrônicos relativos a endogamia e exogamia, White (5) declara que “Podemos agora proceder ao esquema da provável fonte de desenvolvimento da sociedade humana nos seus primitivos estágios, sob o ponto de vista da endogamia”.

Ainda além, dados “condicionais” são apresentados em substituição à ausência de dados observados. Afirmações como as seguintes são feitas freqüentemente no decurso de tentativas para explicar as supostas origens evolutivas da sociedade humana:

Podemos supor, portanto, que a tendência de se unirem sexualmente mãe e filho deveria ser maior do que a tendência entre pai e filha. ... Uma união mãe-filho deveria ser menos efetiva do que uma união pai-filha, como organização para defesa própria, obtenção de alimento, e reprodução (6).

Por melhor que fosse esse raciocínio, utilizá-lo para suprir a falta de dados é somente um testemunho da sua ausência.

Os antropologistas físicos evolucionistas podem divisar como os antropologistas de há meio século usaram o modelo para criar os seus dados. Brace e Montague ressaltam que foram atribuídas ao “Homem de Neanderthal” muitas características simiescas porque isso se prestava a ilustrar um estágio da evolução. Sabe-se hoje que ele tinha braços mais curtos, em vez de compridos braços como os macacos, e que ele não andava encurvado. Além disso, o temperamento feroz animalesco que se supunha ele ter tido como um “homem da caverna” é o oposto do gorila, o qual veio posteriormente suprir um dos supostos elos da seqüência evolutiva. Brace e Montague afirmam com relação a esse dado fictício:

Mais do que somente resíduos deste libelo permanecem hoje na conversação casual, nas charges corriqueiras da impressa, em numerosos livros populares de divulgação científica e mesmo nos círculos profissionais, onde já há muito deveriam ter desaparecido (7).

Erros de uma ou duas gerações atrás são facilmente reconhecíveis; apesar disso, repetem-se sob a luz mais sofisticada de nossos dias.

Algumas poucas afirmações de Ross, não consideradas fora do contexto, destacam claramente o “poder gerador” do modelo evolucionista quando limitado a dados sincrônicos (a ênfase foi adicionada):

Ao se compreender que toda a matéria do universo ... iniciou-se como simples gás hidrogênio, e que a vida na Terra é o mais complexo sistema conhecido composto de moléculas químicas extremamente complexas, torna-se óbvio que em algum lugar e em alguma ocasião no passado houve transição partindo da simples organização química do universo primitivo, em direção à complexa organização química que constitui a vida. Sabemos que a vida teve uma origem, porque a Terra hoje é povoada por seres vivos. ... Parece haver pouca dúvida que esses ingredientes elementares da pré-vida tenham se juntado de alguma maneira em esférulas semelhantes a células e formado alguma espécie de sistema do tipo ácido proteíno-nuclêico. ... É razoável supor que eventualmente uma dessas esférulas altamente avançadas alterou-se de tal maneira que sucederam duas coisas: (1) ao ter ela atingido uma certa composição química, dividiu-se em duas esférulas filhas; e (2) cada esférula filha manteve as mesmas propriedades químicas da “jovem” esférula mãe, e repetiu-se o processo. Neste ponto uma esférula havia se tornado quase imperceptivelmente em organismo. Vida verdadeira tinha vindo à existência (8).

Assim os dados sincrônicos de uma ordem existente, adicionados à imaginação humana, produziram os dados diacrônicos faltantes. Aquilo que se não observa como dados, torna-se óbvio do ponto de vista do modelo evolucionista.

Um terceiro ponto apoiando a objeção de que a evolução não se baseia em dados, é que existem antropologistas evolucionistas que reconhecem esse fato, de uma maneira quer limitada, quer indireta. William Howells admite a ausência de dados em qualquer linha que leve ao homem moderno.

Para onde foi o Homo erectus? Os caminhos simplesmente não estão traçados. ... É esse um período em que falta evidência útil. Além do mais, a natureza da linha que leva ao homem moderno - Homo sapiens nesse sentido dado por Lineu - permanece objeto de pura teoria (9).

A admissão de Leslie White, de que a evolução não se apoia em dados empíricos, é mais indireta e talvez não intencional. É o que se acha na maneira pela qual faz ele diferença entre evolução e ciência estrutural-funcional sincrônica, e também fenômenos diacrônicos da história. Afirma White que a abordagem estrutural-funcional dos cientistas naturais é uma generalização dos dados de uma ordem sincrônica. Os historiadores, entretanto, tratam dos acontecimentos particulares, ou dados dos fenômenos diacrônicos, e não fazem generalizações. Os evolucionistas generalizam em termos da ordem temporal, ou diacrônica. Entretanto, não generalizam a partir de culturas particulares, nem de acontecimentos particulares de culturas particulares.

Os evolucionistas são deixados então sem os dados da ordem sincrônica das Ciências Naturais, e sem os dados temporais da História. O resultado é uma filosofia que não tem raízes no mundo empírico.

Um testemunho final quanto à ausência de dados provém de um esforço para suprir essa deficiência. Francis J. Ryan, escrevendo no “Scientific American” declara que “há abundante evidência da evolução, mas tem sido extremamente difícil estudar o processo em laboratório” (10). “A razão”, afirma Ryan, “é que a evolução é exasperadamente lenta. O homem atual difere biologicamente pouco do homem de Ur, de 5000 anos atrás. Quase em nenhum lugar na natureza pode-se ver a evolução em ação” (11).

Mas, então, onde está a evidência, ou onde estão os dados? A afirmação inicial de Ryan fornece a chave: “Nossas idéias sobre a evolução hoje, aproximadamente 100 anos após ter Charles Darwin lançado o seu conceito imensamente frutífero, ainda estão grandemente baseadas em observação e dedução, em vez de na experiência” (12). Em outras palavras, na ausência de dados processuais ou diacrônicos, os dados de uma ordem sincrônica provenientes de diferentes pontos no tempo são dispostos por dedução na moldura diacrônica da evolução.

Ryan sugere que o processo de evolução possa ser estudado em bactérias que levam somente vinte minutos para produzir uma geração, enquanto que nos seres humanos esse tempo atinge vinte anos. Assim, em dois anos as bactérias podem passar por mais gerações do que o homem em 1.000.000 de anos.

Um caso é levantado com a observação de que, devido a mutações aleatórias, produziram-se bactérias resistentes à penicilina após a divulgação da penicilina. É esse, de fato, um caso de mutação em caracteres herdados e de seleção natural, mas o produto final não é evolução. As bactérias permanecem bactérias ainda, e as gerações de centenas de anos nada mais produziram além das mesmas bactérias.

2 – Razão e Lógica

Minha segunda objeção antropológica à evolução é ser ela intrinsecamente irracional. Os evolucionistas freqüentemente atribuem a pecha de irracionais aos que a eles se opõem. É o que fez Goudge, por implicação, quando afirma: “Nenhuma pessoa razoável familiarizada com a evidência, pode duvidar de que o homem é um produto da evolução” (13). Mostrei que não há evidência para o processo diacrônico de evolução, e tentarei agora mostrar que a idéia da evolução transgride as exigências da razão.

Primeiramente, a essência da característica irracional encontra-se na tentativa de aplicar o princípio do uniformismo, da abordagem sincrônica da ciência, à explicação evolucionista dos fenômenos diacrônicos ou temporais. Acha-se uma clara afirmativa sobre o princípio do uniformismo no trabalho de Berry “Growth of a Prehistoric Time Scale” (Crescimento de uma escala de tempo pré histórica): ... “Processos e funções naturais observáveis hoje têm estado a ocorrer da mesma maneira básica que nos tempos passados” (14). Goudge descreve essa aplicação sem reconhecer o problema irracional:

Um outro exemplo ... é o “princípio uniformista” ... A sua função é tornar possível a extrapolação regressiva no tempo, de resultados obtidos a partir da pesquisa dos organismos existentes hoje. O princípio afirma, em linhas gerais, que fatores e leis descobertos agora como sendo operativos no domínio biológico, foram operativos através de toda, ou da maior parte da história da vida. Um evolucionista tem de esposar esse princípio, se tiver de empregar as descobertas de ciências como a Genética, para construir explicações sistemáticas dos fenômenos do passado remoto. Se não o esposar, a sua teoria não funcionaria. Mas novamente, a situação tem de ser entendida em termos mais do que instrumentais, pois a doutrina da evolução deixaria de ser inteligível não fosse o princípio do uniformismo descrever o caso. Deve ser verdadeiro que os fatores e leis biológicas que se reconhecem hoje como operativos, estiveram em ação no passado. É essa uma afirmação incapaz de ser demonstrada dentro da teoria evolucionista, porque ela funciona como uma pressuposição metafísica daquela teoria(15).

Hipóteses e pressuposições metafísicas não devem ser desacreditadas como tais. Constituem elas uma parte necessária do desenvolvimento de todo o conhecimento cientifico. O fator irracional é encontrado quando a necessária pressuposição metafísica se acha incongruente com a própria teoria.

O princípio sincrônico de uniformismo envolve o conceito de que acontecimentos ocorridos na natureza, no passado, presente e futuro, têm lugar uniformemente. Sem essa hipótese, o universo seria caprichoso e os cientistas não poderiam fazer generalizações.

Entretanto, quando essa hipótese é utilizada numa explicação diacrônica de como as coisas vieram a existir, ela se torna inerentemente inconsistente, pois fazer isto implica a hipótese de que as coisas no passado ocorreram como as coisas hoje observadas, embora as coisas observadas ainda não fossem existentes. Os evolucionistas supõem que pelo menos algumas das regularidades do presente não existiam no passado, ao mesmo tempo em que utilizam o princípio uniformista como se todas as coisas no passado ocorressem de conformidade com as regularidades hoje observadas.

Para tornar nosso raciocínio mais específico os evolucionistas supõem que em certa época não existia o fenômeno homem; portanto, as coisas no passado não estavam ocorrendo em termos deste fenômeno. Por outro lado, fenômenos que hoje existem estavam em operação para trazer o homem à existência, muito embora não se observem hoje tais fenômenos operando para produzir o mesmo resultado.

Indo mais além na escala evolutiva, os evolucionistas suporiam que as regularidades biológicas, hoje em operação, em certa época não estiveram operando porque ainda não tinham vindo à existência. Assim novamente todas as coisas no passado não estiveram ocorrendo de conformidade com as regularidades observadas hoje, exceto naturalmente as regularidades de natureza inorgânica. Entretanto, estas últimas estiveram em operação, mas não de conformidade com processos atualmente observados, pois estavam em operação, para produzir vida.

Suponhamos, contudo, que forcemos a escala evolutiva para uma conclusão lógica e razoável, e procuremos as origens do inorgânico. Nesse ponto, nenhum dos processos que nós observamos hoje estaria em operação. Nesse ponto, as hipóteses do uniformismo, de que os evolucionistas têm-se apossado como pressuposição metafísica, estariam totalmente eliminadas pelas hipóteses diacrônicas da própria evolução. Os evolucionistas, portanto, para utilizar o princípio básico do uniformismo, devem tomar duas decisões racionalmente insustentáveis:

(1) Decidir que parte das regularidades da natureza hoje observáveis operaram no passado para trazer à existência todas as demais regularidades. Essas regularidades deveriam ter feito então o que hoje não mais fazem, constituindo assim uma violação do princípio do uniformismo.

(2) Decidir até que ponto a hipótese uniformista retroagirá antes de ser totalmente negada.
A incongruência entre o principio do uniformismo e a evolução leva-nos a focalizar nossa atenção na transição entre as três grandes categorias: (a) matéria; (b) vida; e (c) cultura. Kroeber, e muitos antropologistas desde então, tem-se referido a essas categorias como o inorgânico, o orgânico, e o superorgânico. Temos mostrado que estão ausentes os dados de transição dentro das subdivisões destas categorias.

A suposta transição de uma categoria para outra tem exigido um tremendo esforço de imaginação. Como afirmado anteriormente, não se deve desconfiar da imaginação e da especulação meramente devido ao fato de se constituírem em especulações. É o caráter irracional da especulação que constitui a base para objeção.

(a) – Matéria

O problema da origem da primeira categoria, a de matéria, produziu uma ampla gama de respostas que não podem preencher os critérios da racionalidade. Exemplificarei com três delas somente para ilustrar:

(1) A teoria da explosão inicial na qual uma molécula grandemente concentrada de matéria pre-universo explode para produzir o atual universo material ordenado.

(2) O universo material como produto de uma nuvem de poeira primordial que presumivelmente era matéria.

(3) A posição mais racional das três, em que os teóricos racionalmente desistem de tratar deste problema, considerando-o além do poder de raciocínio do homem.

Todas estas, bem como as teorias do regime permanente e do regime cíclico, apresentam-nos matéria existente eternamente, e negam portanto as origens que tentam explicar. O deus do materialismo é obviamente inerente a elas.

Como se pode, porém, racionalmente explicar o início da vida ou do homem numa certa época, a partir de matéria existente eternamente? Como poderia ela existir eternamente sem produzir vida, e então, em certa época, produzir o que não houvesse produzido durante toda a eternidade? Talvez uma eternidade de ciclos em que universos e humanidade surgissem a desaparecessem fosse a única resposta consistente.

(b) – Vida

O problema da evolução da matéria para a vida pode não ser tão frustrante para a mente especulativa, embora não se apresente sem características irracionais. Num programa documentário do “National Geographic” recentemente televisionado, falou-se para os espectadores sem a mínima sombra de dúvida, que em alguma época do obscuro e distante passado duas moléculas gigantes se uniram tornando-se reprodutivas. A vida, que depende de um código genético para sua reprodução, e que, unicamente ela, produz o código genético, é apresentada como vinda à existência por uma congruência fortuita dos constituintes materiais da vida. Não sou biologista, mas os argumentos apresentados contra isso pelo Dr. Duane Gish têm sido racionalmente convincentes para mim (16).

Entretanto, gostaria de ilustrar a irracionalidade da evolução neste ponto referindo-me a outro biologista, George Wald. No número de agosto de 1954 do “Scientific American”, Wald apresenta o seu raciocínio em um artigo intitulado “A Origem da Vida”. Aí Wald apresenta a moderna evidência científica, como estabelecida por Pasteur e outros, contra a geração espontânea da vida.

Ele mostra então como a complexidade dos fenômenos da vida fazem ficar além da imaginação pensar que pudesse ter surgido a vida por acaso a partir do inanimado. Sobre isso diz então: “Apesar disso, aqui estamos - como resultado, creio, da geração, espontânea” (17). Sua razão para essa crença é o fato de recusar-se a aceitar a única alternativa. Wald expõe seus motivos:
O ponto de vista razoável foi crer na geração espontânea; a única alternativa era crer num ato inicial único de criação sobrenatural. Não há uma terceira posição. Por esta razão há um século muitos cientistas escolheram encarar a crença na geração espontânea como uma necessidade filosófica. ... A maior parte dos modernos biologistas, tendo visto com satisfação a queda da hipótese da geração espontânea, e não desejando aceitar a crença alternativa na criação especial, fica sem nada (18).

Embora a racionalidade dessa escolha de uma fé não seja demonstrada, o seu caráter irracional é visível na sua defesa.

Wald inicia supondo que “a cada acontecimento pode-se associar uma probabilidade” (19). Usa ele como modelo de acontecimento a queda de uma moeda. É esse, entretanto, um acontecimento observável, repetitível. A geração espontânea da vida não é dessa natureza; de fato, não foi sequer estabelecido por Wald nesse ponto de argumentação, como constituindo ela um acontecimento.

Apesar disso, continua ele raciocinando que, não importa quão pequena a probabilidade de ocorrer um acontecimento, é ela aumentada pelo número de tentativas ou do tempo envolvido. Se a probabilidade é de somente uma em um bilhão para um acontecimento ocorrer em um ano, seria quase uma certeza a sua ocorrência em um bilhão de anos. Entretanto, Wald assim procede sem estabelecer a probabilidade da geração espontânea ocorrer em um ano ou em bilhões de anos. A chave para essa posição irracional é que não há probabilidade possível de ser estabelecida para esse acontecimento, em qualquer período de tempo. E zero multiplicado por qualquer número de anos permanece ainda zero.

(c) – Cultura

Finalmente, a tentativa de especular a respeito da transição da vida precultural para a cultural, ou dos animais inferiores para o homem, está repleta do mesmo caráter irracional. White diz sobre a origem da cultura:

Podemos supor que a cultura veio à existência da seguinte maneira: a evolução neurológica em uma certa linha, ou linhas, dos antropóides, culminou finalmente na habilidade para simbolizar. O exercício dessa habilidade trouxe à existência a cultura, perpetuando-a em seguida (20).

Não obstante, o homem hoje, com tais faculdades, depende da associação com outros que possuam linguagem e cultura, não somente para sobreviver, mas para aprender uma linguagem e a cultura a ela associada. White quis dizer que o homem, possuindo a faculdade de simbolizar, sem cultura, criou a cultura, e então passa a afirmar que é a cultura que determina o homem, e que o homem não pode sequer modificar a cultura, e muito menos criá-la.

É nessa espécie de círculo vicioso que os pensadores especulativos caem sempre que tentam usar o princípio sincrônico do uniformismo em um esforço evolucionista para ligar as três grandes categorias de matéria, vida e cultura.

3 – Teoria

Minha terceira objeção antropológica à evolução é não ser ela uma teoria científica. Isso parcialmente é conseqüência das duas primeiras objeções registradas. Se não há dados para explicar, dificilmente pode constituir uma teoria científica. Se a evolução é utilizada para gerar dados, ao invés de explicá-los, dificilmente pode ser-lhe atribuído o status de ciência. Porque os dados são gerados, em vez de explicados, por meio da evolução, então a evolução se sujeita à prova científica, ou prova de falsificação.

As idéias de Darwin não constituíram verificação de uma hipótese científica. Nem tampouco foi jamais a evolução posta à prova, pois não se assemelha a teorias científicas que são apoiadas, modificadas ou descartadas no processo de desenvolvimento da investigação científica. O fato de se submeter a evolução à prova é encarado mais como heresia, do que como um procedimento heurístico da ciência.

Finalmente, desejo apoiar a posição de que a evolução não é uma teoria científica, porque, ao contrário, é uma estrutura de valores. Primeiramente, a evolução é uma estrutura de valores porque é uma perspectiva no tempo. A maneira pela qual os homens de todas as culturas ordenam a sua vida, está de acordo com a maneira em que olham ao passado e ao futuro e os focalizam tendo em vista as alternativas do presente. Através da evolução os homens supostamente ganham um passado que ultrapassa sua imaginação prática, indo até o domínio não racional amoral dos animais inferiores. Os evolucionistas têm pouco mais além de incerteza a oferecer para o futuro da raça; e para os indivíduos – nada mais do que a morte. Constitui mais do que uma correlação o fato de que as ordens morais das sociedades modernas estão desmoronando à medida em que a perspectiva da evolução mais e mais é introduzida nas mentes dos homens na posição de domínio inquestionável.

Em segundo lugar, a evolução é um valor porque seus adeptos localizam o absoluto na natureza material. A divindade materialista da evolução, embora desconhecida, é ressaltada em uma afirmação de George G. Simpson:

O mistério fundamental está além do alcance da investigação científica, e provavelmente da mente humana. Não há nem necessidade nem desculpa para a postulação de intervenção não material na origem da vida, no aparecimento do homem, ou em qualquer outra parte da longa história do cosmos material. Não obstante, a origem desse cosmos e os princípios causais de sua história permanecem inexplicados e inacessíveis à ciência. Aí se esconde a causa primeira buscada pela teologia e pela filosofia. A causa primeira não é conhecida, e suspeito que jamais o será, pelo homem vivente. Poderemos, se assim desejarmos, adorá-la em nossa maneira própria, mas certamente não a compreendemos (21).

Esse absoluto inescrutável, escondido na existência da matéria, além do alcance da ciência, é a posição de uma divindade, e portanto de valores absolutos.

Finalmente, a evolução é um sistema de valores porque seus proponentes fazem assertivas de valores relativamente ao homem. Simpson compreende que a evolução deixa o homem com necessidade de uma ética, bem como que o mecanismo evolutivo da sobrevivência do mais apto dificilmente constitui uma base adequada para a ética humana. Chega ele finalmente à conclusão que, desde que o processo amoral da evolução tenha produzido a criatura racional e moral chamada homem, o homem é obrigado a obter esse conhecimento e fazê-lo conhecido a outros. O objeto dessa obrigação moral é necessariamente limitado aos seres humanos, pois torna-se difícil vislumbrar a base de uma obrigação moral em um processo amoral.

O que quer que isso signifique, o que temos não é uma teoria científica, mas um aspecto de relacionamentos sociais tentando dar algum sentido de direção moral para o homem. Necessita-se desesperadamente de direção. Porém, não está convincentemente claro como é que o conhecimento de que minha existência como um ser moral constitui um produto de um processo amoral chamado evolução, pode dar-me um senso de direção moral. Nem tampouco está claro como o testemunhar daquele processo constitui direção moral. Essa última afirmação não é, entretanto, apresentada como objeção antropológica. Deveria, porém, ser catalogada como uma objeção de antropologia aplicada, porque sua ineficácia é óbvia.

Resumo

Em resumo, como antropologista, faço objeções à evolução com apoio nas bases antropológicas que apresentei. Não há dados relativos à evolução. Seus defensores usam a idéia da evolução para criar ou gerar dados pela apropriação de dados sincrônicos da ciência, em um esforço para usar aquela própria ordem sincrônica para explicar como veio ela à existência. O processo de utilizar categorias sincrônicas da natureza como modelo do desenvolvimento diacrônico daquela ordem, é um processo intrinsecamente irracional.

Todas as categorias referentes a matéria, vida e cultura, têm, de fato, um passado, e sua história, sendo reconhecível, leva-nos àquele passado, Entretanto, nem os dados nem a razão justificam a disposição de macacos fósseis e do homem fóssil em uma seqüência de desenvolvimento do macaco ao homem.

E finalmente, a tentativa de atingir as origens através de processos temporais não observados, produz somente uma estrutura de valores e não uma teoria científica. Como tal, as origens últimas jamais são atingidas. De fato, os adeptos tentam achar o absoluto escondido em uma existência material eterna e amoral.

A deificação da matéria não deve ser confundida com os fundamentos metafísicos da investigação científica da matéria. O estudo científico da ordem existente da criação deve ser necessariamente mantido distinto de qualquer consideração a respeito de como essa ordem veio a existir. Ao tentar ignorar essa distinção necessária, os evolucionistas seguem uma abordagem irracional dos dados que são produtos de sua própria especulação, resultando em uma estrutura do valores ao invés de uma teoria científica.

Referências

(1) White, Leslie A. 1959. The evolution of culture. McGraw Hill Book Company, Inc., New York, pp. 70, 71.
(2) Ibid., pp. 29, 30.(3) Goudge, T. A. 1961. The ascent of life, The University of Toronto Press, Toronto, p. 133.
(4) White, Leslie A. Op. cit., pp. 44, 45.
(5) Ibid., p. 67.(6) Ibid., pp. 91, 92.
(7) Braces C. L. and M. F. Ashley Montague. 1965. Man’s evolution, an introduction to physical anthropology. The Macmillan Company, New York, p. 130.
(8) Ross, Herbert H. 1966. Understanding evolution. Prentice-Hall, Inc., Englewood Cliffs, pp. 35, 36, 41, 43.
(9) Howells, William. 1966. Homo erectus, Scientific American, 215:53.
(10) Ryan, Francis J. 1953. Evolution observed, Scientific American, 189:78.
(11) Loc. cit.(12) Loc. cit.(13) Goudge, T. A., Op. cit., p. 133.
(14) Barry, William B. N. 1968. Growth of a prehistoric time scale. W. H. Freeman and Company, San Francisco.
(15) Goudge, T. A., Op. cit., p. 157.(16) Gish, Duane T. 1965. Critique of biochemical evolution. Creation Research Society Quarterly,
1(2):10-12. 1970. The nature of speculations concerning the origin of life. Creation Research Society Quarterly,
7(1):42ff. 1971. Book Review of Biochemical Predestination. Creation Research Society Quarterly, 8(4):277-280.
(17) Wald, George. 1954. The origin of life, Scientific American, 191:46.(18) Wald, George. Op. cit.
(19) Ibid., p. 47.(20) White, Leslie A., Op. cit., p. 6.(2l) Simpson, G. G. 1951. The meaning of evolution. Mentor Books, New York. pp. 134, 135.

Fonte: Sociedade Criacionista Brasileira
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