
Dia 16 de março de 2008 ficou marcado na minha história de vida como o dia em que morri para o mundo (de pecado) e renasci para trilhar o caminho, apontado pela Bíblia, que nos conduz à salvação em Cristo Jesus. Fui batizado na Igreja Adventista do Sétimo Dia - Vila 7, Maringá, PR. Em meio a inúmeras vitórias e tropeços, como muitos, estamos firmes e fortes na fé em nosso Senhor e Salvador, Jesus. Amém! "Até aqui chegamos pela fé, confiando em Deus".
Desde meados de 2005, enquanto católico, já havia tido contato com um pouco da mensagem proclamada pelos adventistas do sétimo dia via
Rádio Novo Tempo de Maringá, ainda quando morava em São João do Ivaí, PR, na casa de meus pais, e estava terminando um curso técnico em informática pós Ensino Médio - depois de tentar ser piloto da Força Aérea Brasileira, a partir de uma tentativa de ingresso no CINDACTA II, em Curitiba, e não dar certo (mais pra frente iria ver que Deus tinha algo melhor pra mim).
Chegava à noite do curso técnico e ligava o rádio, que ficava próximo à cabeceira da minha beliche, e ia sintonizando várias rádios que tocam músicas sertanejas, selecionando as músicas que mais me agradavam e que não ofendiam a Deus (são raras, mas têm), até pegar no sono. Em meio à sintonia dessas rádios, me chamaram a atenção duas "visinhas", que eram evangélicas: A da Rede Aleluia (da Igreja Universal do Reino de Deus) e a da Rede Novo Tempo de Comunicação (da Igreja Adventista do Sétimo Dia).
Apesar do preconceito que tinha contra os "crentes", fui escutando as

mensagens. A que mais me tocou foi a Novo Tempo, pois tinha (e tem) programas que considero muito bons, pois falam do evangelho tal como ele o é; da esperança de um dia viver ao lado de Jesus lá no Céu, junto aos meus queridos; da brevidade de Sua volta; da necessidade de guardarmos a Sua
Lei como resultado de um coração que ama a Deus e ao próximo; dentre outros.
Realmente, eram (e são) mensagens que tocavam o meu coração, tanto em forma de músicas de qualidade como em forma de estudos da Bíblia. Fiquei impressionado com a profundidade de conhecimento da Palavra que os apresentadores da Novo Tempo demonstravam e, com isso, fui quase todos os dias escutando programas como
A Voz da Profecia e
Lições da Bíblia. Lembro que em meados de 2006 ligava o rádio para minha família e eu escutarmos alguns programas (apesar de sermos católicos - minha família ainda é). Meu pai gostava do programa
Comportamento. Pesquisava na Bíblia se tudo aquilo que estavam falando "batia" com o que estava escrito, e estava mesmo. Algumas lições eram duras pra mim, como a mensagem sobre a necessidade do cristão guardar o sábado (e não o domingo), conforme ensinam as Escrituras de Gênesis ao Apocalipse (estude mais sobre isso clicando
aqui).
Fui alimentando cada vez mais uma estima pelos adventistas e até mesmo no trabalho que tinha, em uma frutaria de São João do Ivaí, já em 2006, quando dava, escutava a rádio Novo Tempo. Deixava baixinho o volume do rádio para não incomodar os clientes. Alguns clientes demonstravam que gostavam também, outros nem percebiam ou eram indiferentes. Em certas ocasiões "defendi" a guarda do sábado (mesmo sem ser adventista) em conversas com alguns amigos clientes que me perguntavam sobre as mensagens, incluindo uma professora e uma pastora de uma determinada religião. Claro, sempre procurava não incomodar a clientela, mas eles gostavam das conversas e vice-versa. Na verdade, eu já era um adventista espiritual naquele tempo (apesar de nunca ter ido à igreja adventista da minha cidade - tinha o desejo de ir, mas a tradição católica ainda pesava).
Quando me mudei para Maringá, em 2007, depois de ser aprovado no vestibular da
Universida
de Estadual de Maringá, senti o profundo desejo de ir pela primeira vez num templo da Igreja Adventista do Sétimo Dia. Pesquisei na internet a igreja mais próxima de casa e no sábado seguinte fui até lá. Era a IASD da Vila 7. Fui muito bem recebido pelos irmãos e irmãs naquela manhã, apesar (pensava eu) de ter ido com uma camiseta, calça
jeans e tênis, em contraste com as roupas elegantes daqueles. Gostei muito e comecei a frequentar todos os sábados aquela igreja (apesar de, aos domingos, ir com minha prima na Igreja Católica). Conheci muita gente fiel ao Senhor por lá, verdadeiros exemplos de cristãos (assim como na católica).
Depois de alguns sábados frequentando a "Vila 7", me ofereceram um estudo bíblico e eu, como gosto de estudar a Bíblia, me senti muito feliz em fazer o estudo, e o que era melhor: feito em casa, aos sábados à tarde. Quem ministrou os estudos bíblicos pra mim foi principalmente o meu amigo Hugo Ícaro (que hoje mantém o blog
Desperta, ó Tu que Dormes!). O Ornam Maia (que é, além de um ótimo cristão, um ótimo
desenhista e que também fazia faculdade na UEM) também me ajudava nos estudos. Sou muito grato a eles pela ajuda! Muitas vezes, fui impertinente com minhas dúvidas, "segurando" o Hugo por mais tempo em casa, em longas conversas sobre a Bíblia (rs).
Bom, cada vez mais convicto de que tudo o que me era apresentado condizia com a verdade que encontrava na Bíblia, logo depois que terminei os estudos bíblicos pedi o batismo. S

abe, não foi uma decisão fácil, pois até tive problemas com parentes católicos (hoje, tudo resolvido). Quero lembrar que não tenho nada contra os católicos (até porque a minha família é católica), mas sim contra algumas doutrinas ou dogmas ensinados no catolicismo, tais como a imortalidade da alma via purgatório, ida direta para o Céu (sem passar antes pela ressurreição de
1 Tessalonicenses 4:13-18, por ocasião da segunda vinda de Cristo) ou sofrimento eterno da "alma" no inferno; veneração dos santos; línguas estranhas (da ala carismática); pagar penitência; rezar (em vez de orar); guardar o domingo, em detrimento ao sábado do sétimo dia; etc. Da mesma forma, nada contra qualquer outra pessoa de outra religião. O fato é que me identifiquei com a pura doutrina bíblica, defendida pelos adventistas do sétimo dia. Agora, continuo a me preparar e aguardar Aquele Dia em que me encontrarei com meu Rei e poderei abraçá-lo afinal.
Em fim, recebi o batismo no mês de março de 2008. Fomos batizados no dia, meu amigo Dr. Rodrigo Meneguetti (professor de Química da UEM) e eu. O que lamento é que minha família não pôde estar presente, apesar de quererem ter ido. Mas a minha família espiritual me acolheu muito bem.
Depois de algum tempo, fui contribuindo na igreja aceitando o cargo de diácono, ajudando o Dr. Rodrigo e o meu amigo Robson Pimentel (grande evangelista) a darem estudos bíblicos (aprendi muito com eles), participando das campanhas evangelísticas, tais como a do
Impacto Esperança, etc.
Este blog também foi resultado de minhas buscas pela verdade sobre a questão das origens, onde passei a utilizá-lo para compartilhar com os amigos leitores (e outros nem tão amigos assim) aquilo que venho aprendendo sobre Criação e Evolução. Portanto, este ministério pessoal em forma de blog é mais uma forma de eu contribuir para com a pregação do evangelho do Reino, que é o objetivo da IASD.
Hoje, depois de passados três anos de batismo, digo que valeu muito a pena abrir a mente para um novo conhecimento da Bíblia (o verdadeiro). Deus tem me ajudado muito nos altos e baixos de minha vida espiritual e material, e o louvo por isso.
Terminei meus estudos do curso de Geografia ano passado e Deus realizou um de meus grandes sonhos com

o formado na área da educação, que é trabalhar na Educação Adventista. Hoje, estou trabalhando como professor de Geografia no
Colégio Adventista Centenário, em Curitiba, para a honra e glória de Deus. Não sei ainda se o meu verdadeiro dom é ser professor (por incrível que pareça), mas creio que Deus me ajudará cada vez mais na busca de minha
profissionalidade, da qual fala Sacristán (1999). Como disse Ellen White, "seja qual for a vocação de uma pessoa na vida, seu primeiro interesse deve ser ganhar almas para Cristo" (DTN, p.822). E é isso que estou tentando fazer. Creio no "dom desenvolvido".
Costumo dizer que Deus me tirou provavelmente de uma função militar para me pôr como educador de Suas crianças e adolescentes. Por isso, quero a cada dia me consagrar a Deus para que eu possa sempre atuar da melhor forma possível como professor de Geografia. Me sinto chamado por Deus para uma missão, e não vou parar até cumpri-la.
Ser um membro da Igreja Adventista do Sétimo Dia, para mim, é um motivo de grande alegria, pois aguardamos a breve volta de Jesus Cristo, para nos livrar da dor e da morte eternas, nos ajudando a cada dia a não desanimarmos na caminhada rumo à Canaã Celestial. Quero continuar servindo a Deus nessa igreja, que vem pregando ao mundo a verdade das três mensagens angélicas de
Apocalipse 14:6-12, onde dizem: "...
Temei a Deus e dai-lhe glória, pois é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas...
Caiu, caiu a grande Babilônia que tem dado a beber a todas as nações do vinho da fúria da sua prostituição... Se alguém adora a besta e a sua imagem e recebe a sua marca na fronte ou sobre a mão, também esse beberá do vinho da cólera de Deus...
Aqui está a perseverança dos santos, os que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus."
"Maranata, ora vem Senhor Jesus!"
André Luiz Marques