sábado, 28 de junho de 2014

União de igrejas avança a passos largos

O papa Francisco pediu e o amigo Tony Palmer cumpriu, levando vários líderes evangélicos para se encontrarem com o líder romano. Tema do encontro: o fim da divisão entre os vários setores do cristianismo. Na foto acima, da esquerda para a direita: Carol e John Arnott, casal pastoral fundador e presidente da Catch The Fire e supervisores da Partners in Harvest Network of Churches – duas famílias, redes de diferentes igrejas evangélicas. Brian Stiller, embaixador-geral da Aliança Evangélica Mundial, uma associação global que representa cerca de 600 milhões de protestantes evangélicos. Kenneth Copeland, orador, tele-evangelista, fundador da organização cristã Kenneth Copeland Ministries, cuja orientação é inspirada no Word of Faith, movimento evangelístico pentecostal que influenciou muitos pregadores norte-americanos. Foi dos primeiros líderes a aceitar o repto do papa para união. Papa Francisco, líder da Igreja Católica Romana. Thomas Schirrmacher, professor de sociologia na Universidade Ocidental de Timisoara, Romênia, professor de Teologia Sistemática na Universidade Livre de Teologia de Giessen, Alemanha, de orientação evangélica, e presidente da Comissão Teológica da Aliança Evangélica Mundial. Geoff Tunnicliffe, CEO e secretário-geral da Aliança Evangélica Mundial. James Robison, tele-evangelista americano, fundador e presidente da Life Outreach International, uma organização humanitária cristã, um dos mais famosos líderes religiosos conservadores durante os anos 1980, apresentador do programa “Life Today”, cuja audiência é estimada em centenas de milhões de pessoas nos EUA, Europa e Austrália (ao lado, sua esposa Betty). Tony Palmer, bispo na Comunidade das Igrejas Episcopais Evangélicas (tradição celta anglicana), amigo próximo do papa Francisco e seu interlocutor com os outros líderes religiosos.

O Bispo Tony Palmer enviou um e-mail aos subscritores de sua mailing list, dando seu testemunho acerca do encontro do qual participou nesta semana no Vaticano com o papa Francisco e vários líderes evangélicos. Destaco dois parágrafos que me parecem os mais relevantes e da máxima importância em termos proféticos:

“Obrigado pelas vossas orações pelo nosso encontro histórico com o papa Francisco em 24 de junho de 2014. Foi um grande sucesso. [...] Este atual ‘Milagre da Unidade’ continua com a sua própria vida. Todos nós, incluindo o papa Francisco, ficamos espantados pelo fato da nossa delegação Evangélica representar 80-90% dos cristãos evangélicos do mundo.”

“Nossa delegação reconheceu de forma conjunta que o nosso ‘Protesto’ acabou e pediu ao papa Francisco para sugerir alguns passos concretos adiante para termos a oportunidade de declarar publicamente a nossa unidade tanto na fé (salvos pela graça, não obras) como na missão comum (evangelizar e ministrar juntos ao mundo). Nossa intenção foi-lhe apresentada e agora aguardamos que ele nos mostre o próximo passo adiante para o cumprimento da oração de Jesus em João 17:21.”

(Filipe Reis)

Nota do blog Criacionismo: Enquanto grande parte do planeta está distraída com a Copa do Mundo, líderes religiosos avançam em seus planos de união (ecumenismo). É interessante notar como o bispo Palmer reduz o “protesto” à questão da salvação pela graça (conforme já destacado neste vídeo), ignorando deliberadamente que os reformadores também foram contra a adoração de imagens, a veneração de Maria, o pretenso poder dos padres de perdoar pecados, e outras questões mais. Também é importante notar que dois dogmas unem católicos e evangélicos em geral: a crença numa alma imortal e a santificação do domingo. Em cima desses dois pilares, muitos acordos podem ser costurados. [MB]

Torcedor adventista troca jogo do Brasil por oração em dia sabático

O professor Alan Siqueira do Amor Divino mora em Belém, é fanático por futebol e assistiu a todos os jogos da Seleção na Copa do Mundo. Porém, apesar de torcer para o time de Felipão, Siqueira não vai acompanhar a partida decisiva entre Brasil e Chile, neste sábado (28): Siqueira é adventista e considera os sábados dias de descanso, que devem ser guardados para oração.

O ato de manter o sábado como dia de descanso é mencionado na Bíblia e seguido por diversas religiões, como o judaísmo e o cristianismo. Durante o sabá, que se inicia às 18h de sexta-feira e segue até o pôr do sol de sábado, os fiéis só podem se envolver em atividades relacionadas à oração. “Eu sou o único adventista na minha família. Já me chamaram para ver o jogo, para participar de churrasco, mas eu tenho meus princípios. Gosto de futebol, de torcer para o Brasil, mas é uma hora em que buscamos uma comunhão maior com Deus”, explica o professor.

Apesar disso, Siqueira diz que será difícil se concentrar no dia do jogo. “Minha casa é entre um bar e uma lanchonete, que exibem as partidas em televisores com volume altíssimo. Se eu ficar em casa, vai ser complicado. Vou tentar não acompanhar, me afastar, mas tem os fogos de artifício”, pondera o professor, que planeja estar na igreja no momento em que o Brasil enfrentar a seleção chilena.

De acordo com Siqueira, a maioria das pessoas que não são adventistas estranha o comportamento de quem segue a religião. “Os amigos que não são adventistas acham curioso, mas estamos acostumados. Uma das grandes lutas dos adventistas é na faculdade, já que existem aulas na sexta-feira de noite, sendo que, após as 18h, para nós é como se já fosse sábado”, explica.

A engenheira naval Suzane Andrade frequenta a mesma igreja do professor e acredita que, assim como ele, os demais fiéis não devem trocar a religião pelo futebol. “Quem é seguidor se afasta, deixa os interesses pessoais de lado. Eu garanto que os adventistas não irão assistir ao jogo”, comenta.

Dia sabático
O comerciante Pedro Furtado, de 53 anos, também é adventista e não irá acompanhar a partida. “Com certeza eu não vou assistir. Eu até veria pelo espetáculo, mas o sábado é um dia especial, que eu não trocaria por nenhuma atividade”, disse.

Para o comerciante, nem a agitação da cidade será distração para as orações. “A nossa igreja é confortável, o som de fora não irá influenciar as minhas atividades sabáticas. Não congregamos com barulho ou gritarias”, revela Furtado, que poderá saber o resultado da partida no anoitecer. “Depois das 18h eu encaro as atividades de uma forma normal”, conta.

Mesmo sem assistir ao jogo, os adventistas tem fé em um bom resultado na partida, e cobram garra da Seleção Brasileira. “Se o Neymar passar a bola, a Seleção ganha. O povo quer ver goleada, mas o futebol hoje está muito diferente. Dá para ser campeão, mas o time precisa ser mais aguerrido”, conclui o professor Siqueira.

Fonte: G1

Nota: Não se trata de fanatismo religioso, mas sim de seguir os princípios que Deus nos deixou. Para maiores informações sobre por que os adventistas do sétimo dia guardamos o sábado ainda no mundo de hoje, acesse o site: Sábado.org

quinta-feira, 26 de junho de 2014

XVI e XVII Seminários "A Filosofia das Origens"

Em breve estarão sendo abertas as inscrições. Divulgue junto aos seus amigos, e não perca mais um Seminário da SCB. Acesse o site e veja mais informações: http://www.scb.org.br/scb/

1º Congresso Brasileiro do Design Inteligente


Primeiro Congresso Brasileiro do Design Inteligente que será realizado nos dias 14, 15 e 16 de novembro no The Royal Palm Plaza, em Campinas. Congresso que re-estabelecerá a verdade sobre nossas origens na Ciência verde-amarela. Acesse o site do congresso e acompanhe maiores informações: http://www.designinteligentebrasil.com.br/

De acordo com nova teoria, o Universo não deveria existir

Tudo teria vindo do nada?
Um novo estudo britânico sugere que as condições logo após o Big Bang deveriam ter desmoronado o Universo apenas microssegundos após seu nascimento explosivo. Os físicos tiraram essa conclusão a partir de um modelo sobre as propriedades da partícula recém-descoberta bóson de Higgs, a partícula que explica como todas as outras ganham sua massa, além do estudo de ondas gravitacionais formadas na origem do Universo. Eles acreditam que, logo após a explosão primordial do Big Bang, a matéria correu a uma velocidade vertiginosa, em um processo conhecido como inflação cósmica. Esse espaço-tempo curvado e espremido, que criou ondulações conhecidas como ondas gravitacionais, também “torceu” a radiação que passou através do Universo. “Durante o início do Universo, houve a inflação cósmica, uma rápida expansão do Universo logo após o Big Bang”, disse um dos coautores do estudo, Robert Hogan, doutorando em Física na King’s College em Londres (Reino Unido). “Essa expansão fez com que um monte de coisas se agitasse ao redor, mas, se agitadas demais, o Universo poderia entrar em colapso.”

Embora esses eventos tenham ocorrido 13,8 bilhões de anos atrás, o telescópio BICEP2 (um radiotelescópio que opera na Estação Polo Sul Amundsen-Scott) detectou recentemente os traços da inflação cósmica na radiação cósmica de fundo micro-ondas que permeia o Universo. Em particular, ondas torcidas ou enroladas características chamadas de “modo B”. E a gravidade não era a única força do início do Universo. Um campo de energia onipresente, chamado de campo de Higgs, também já permeava o mundo e dava massa às partículas que passavam através dele. Os cientistas descobriram o sinal indicador desse campo em 2012, quando descobriram o bóson de Higgs e determinaram sua massa.

Com uma maior compreensão das propriedades da inflação cósmica e da massa do bóson de Higgs, Hogan e seu colega, Malcolm Fairbairn, também físico da King’s College, tentaram recriar as condições do Universo logo após o Big Bang. O que eles encontraram foi uma má notícia. O universo recém-nascido devia ter experimentado uma tremulação intensa no campo da energia, conhecida como flutuação quântica. Essa tremulação, por sua vez, poderia ter interrompido o campo de Higgs, em essência deixando todo o sistema em um estado de energia muito menor que tornaria o colapso do Universo inevitável.

Obviamente, há algum problema com essa teoria, afinal, se o Universo não deveria existir, por que está aqui? “A expectativa é que deve haver algum novo conceito da física que não colocamos em nossas teorias ainda”, disse Hogan.

Uma possibilidade, conhecida como a teoria da supersimetria, propõe que existem “partículas superparceiras” para todas as partículas conhecidas atualmente. Talvez aceleradores de partículas mais poderosos do que os existentes poderiam encontrar essas partículas.

Outro problema com a hipótese dos físicos é que a teoria da inflação cósmica ainda é especulativa. Alguns estudiosos sugerem que o que pareciam ser ondas gravitacionais primordiais para o telescópio BICEP2 podem na verdade ser apenas sinais de poeira cósmica na galáxia. Se a teoria da inflação cósmica mudar, então o modelo de Hogan e Fairbairn precisa mudar também.

Curiosamente, esta não é a primeira vez que físicos disseram que o bóson de Higgs levaria nosso Universo ao seu fim. Outros cientistas já calcularam que a massa do bóson de Higgs torna o Universo fundamentalmente instável, podendo acabar com ele de maneira apocalíptica em bilhões de anos.

A massa do bóson de Higgs, cerca de 126 vezes maior do que o próton, fica “no limite” em termos de estabilidade do Universo. Se fosse um pouco mais leve, o campo de Higgs seria muito mais facilmente perturbado; se fosse um pouco mais pesada, o campo de Higgs atual seria incrivelmente estável.

Fonte: Hypescience

Nota do blog Criacionismo: Parece que tudo conspira contra a existência do Universo, tamanhas são as variáveis e as leis físicas que devem ser finamente ajustadas para a manutenção do tecido da realidade. No entanto, estamos aqui, num universo estável e que funciona perfeitamente bem. Quem ou o quê teria feito essa “tunagem” lá no início de tudo? A resposta é bastante óbvia para aqueles que não creem no acaso e na ideia de que do nada pode surgir tudo. Para aqueles que creem que o natural (tempo, espaço, matéria) não pode ter surgido a partir do natural (o que equivaleria dizer que o Universo teria criado a si mesmo!), mas que deve haver uma causa primeira não causada super ou sobrenatural, todo-poderosa e inteligentíssima. [MB]

terça-feira, 24 de junho de 2014

Descoberta sobre sinais do Big Bang é contestada


Inflação de resultados
Em Março deste ano, uma equipe de astrofísicos norte-americanos anunciou ter detectado ondas gravitacionais que reforçariam a teoria do Big Bang, seriam a primeira comprovação experimental da inflação cósmica e, além disso, confirmariam uma "profunda conexão entre a mecânica quântica e a relatividade geral".

Não por acaso, os resultados foram saudados como a "descoberta do século".

Mas não demorou muito para que outros pesquisadores começassem a apontar falhas no método utilizado pelos pesquisadores do observatório BICEP2 (Background Imaging of Cosmic Extragalactic Polarisation), um radiotelescópio instalado no Pólo Sul.

Agora, finalmente o estudo foi publicado em uma revista científica, no qual a equipe sustenta seus resultados, mas admite que todo o efeito detectado pode ser devido à poeira cósmica da nossa própria galáxia.

Em Março, a equipe afirmava ter encontrado indícios - eles chamaram de "primeira evidência direta" - da inflação cósmica, a expansão exponencial do Universo que teria ocorrido na primeira fração de segundo após o Big Bang.

Esses indícios apareceram na forma de um padrão de polarização, chamado "modos-B", na radiação cósmica de fundo, que os pesquisadores interpretaram como sendo produzido por ondas gravitacionais primordiais, ondulações no espaço-tempo criadas pelo surto de crescimento do Universo - veja mais detalhes do mecanismo na reportagem:

Uso de dados preliminares
Contudo, dando razão aos críticos, a equipe do BICEP2 agora admite que esses padrões de polarização podem ter sido gerados pela poeira cósmica presente na nossa galáxia - a poeira cósmica, restos de estrelas que explodiram e mesmo alguns corpos celestes podem polarizar a luz no mesmo padrão que eles detectaram.

Todo o argumento inicial começou a ser desmontado quando a equipe do telescópio espacial Planck fez um anúncio preliminar dos seus próprios resultados - que se espera serem mais precisos - e mostrou que o peso representado pela poeira cósmica na geração da polarização era muito maior do que eles haviam considerado.

A equipe do Planck não mostrou dados referentes à região do céu pesquisada pela equipe do BICEP2, que então admitiu ter usado dados de uma apresentação em formato pdf feita anteriormente pela equipe do Planck durante uma conferência, sem ter tido acesso aos dados originais.

Sintomaticamente - talvez para ter tempo de revisar melhor os dados - a equipe do Planck retirou de sua
nova apresentação a porção do céu que a equipe do BICEP2 usou.

"Embora estes artigos [da equipe do Planck] não ofereçam informações definitivas sobre o nível de contaminação por poeira em nosso campo [parte do céu que a equipe analisou], eles sugerem que a contaminação pode muito bem ser superior a qualquer um dos modelos considerados," escreveu a equipe do BICEP2 na versão do seu artigo que agora foi publicada.

Mensuração da incerteza
De qualquer forma, ainda que a "descoberta" agora pareça se transformar em poeira, o estudo está longe de perder sua importância, tendo chamado a atenção para uma possibilidade real de detecção das ondas gravitacionais primordiais.

Com isso, nada menos do que oito experimentos estão neste momento fazendo suas próprias medições e tentando eliminar as incertezas do BICEP2.

A maior expectativa gira em torno dos estudos da equipe do Planck, que deverá apresentar seus resultados definitivos - incluindo a área estudada pelo BICEP2 - em outubro.

A grande pergunta que deverá ser respondida por estes novos estudos é: Qual o percentual da polarização de modos-B detectada pode ser atribuído à poeira cósmica?

Somente esse número dirá se a polarização de modos-B pode ou não ser considerada indicativa de alguma coisa.

Bibliografia:
Detection of B-Mode Polarization at Degree Angular Scales by BICEP2
P. A. R. Ade et al. (BICEP2 Collaboration)
Physical Review Letters
Vol.: 112, 241101
DOI: 10.1103/PhysRevLett.112.241101


Nota do blog Criacionismo: O interessante é que a teoria da macroevolução também é colocada em cheque por evidências contraditórias, mas quem tem coragem (ou honestidade intelectual) para admitir isso? Na astronomia (ciência menos relacionada e comprometida com a religião naturalista), parece que é mais fácil admitir falhas e ser menos ufanista. [MB]

Fernanda Lara - Foi por você

sexta-feira, 20 de junho de 2014

Ateísmo - Rev. Augustus Nicodemus

A Caixa Preta de Darwin - livro que recomendo

Estou lendo o livro "A Caixa Preta de Darwin", do bioquímico Michael Behe, e recomendo a todos os interessados. Se trata de um dos melhores livros que dão base à teoria do design inteligente e coloca em cheque a evolução bioquímica da vida.

Um dos pontos fortes do livro é a explicação do conceito de complexidade irredutível da vida, onde nanomáquinas moleculares, como o flagelo bacteriano, possuem uma complexidade e interdependência que, pela lógica da evolução, não deveriam acontecer. Uma ilustração prática do conceito de complexidade irredutível é feita com o uso didático de uma ratoeira, onde o seu funcionamento só é possível quando todas as partes estão integradas, ou então não se pode pegar o rato, que é a função da ratoeira.

Uma leitura recomendada para todos que querem ver o "outro lado da moeda" sobre a origem da vida, não se fechando apenas ao viés evolucionista.

Quando a "caixa-preta" de Darwin foi aberta, notou-se que a vida é infinitamente mais complexa e organizada do que imaginou-se na época em que Darwin escreveu o seu livro "A Origem das Espécies", de forma que, hoje, a sua teoria da evolução não faz mais qualquer sentido, do ponto de vista científico. E cada vez mais a ideia de que tudo teve um planejador inteligente e todo-poderoso é corroborada, pois se trata da melhor inferência para os dados científicos.

André Luiz Marques
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