
Charles Darwin talvez estivesse errado quando disse que a competição era a principal força impulsionando a evolução das espécies. O autor de
A Origem das Espécies, obra publicada em 1859 que lançou as bases da Teoria da Evolução, imaginou um mundo no qual os organismos lutavam por supremacia e em que apenas o mais forte sobrevivia. Mas uma nova pesquisa identifica a disponibilidade de espaço para desenvolvimento de vida, em vez de competição, como o principal
fator da evolução. A pesquisa, conduzida pelo estudante de pós-doutorado Sarda
Sahney e outros colegas da Universidade de Bristol, foi publicada na revista científica
Biology Letters. Eles usaram fósseis para estudar padrões de evolução ao longo de 400 milhões de anos [na escala de tempo
evolucionista].
Focando apenas em animais terrestres - anfíbios, répteis, mamíferos e pássaros - os cientistas descobriram que a quantidade de
biodiversidade tem relação com o espaço disponível para a vida se desenvolver ao longo do tempo. O conceito de espaço para a vida - conhecido na literatura científica como “conceito de nicho ecológico” - se refere às necessidades particulares de cada organismo para sobreviver. Entre os
fatores estão a disponibilidade de alimentos e um habitat favorável à procriação.
A pesquisa sugere que grandes mudanças de evolução de espécies acontecem quando animais se mudam para áreas vazias, não ocupadas por outros bichos. Por exemplo, quando os pássaros desenvolveram a habilidade de voar, eles abriram uma nova fronteira de possibilidades aos demais animais. Igualmente, os mamíferos tiveram a chance de se desenvolver depois que os dinossauros foram extintos, dando “espaço para a vida” aos demais animais. A ideia vai de encontro ao conceito
darwinista de que uma intensa competição por recursos em ambientes altamente populosos é a grande força por trás da [suposta] evolução.
Para o professor
Mike Benton,
co-autor do estudo, a “competição não desempenha um grande papel nos padrões gerais de evolução”. “Por exemplo, apesar de os mamíferos viverem junto com os dinossauros há 60 milhões de anos [idem], eles não conseguiam vencer os répteis na competição. Mas quando os dinossauros foram extintos, os mamíferos rapidamente preencheram os nichos vazios deixados por eles e hoje os mamíferos dominam a terra”, disse ele à BBC.
No entanto, para o professor
Stephen Stearns, biólogo
evolucionista da universidade americana de Yale, que não participou do estudo, “há padrões interessantes, mas uma interpretação
problemática” no trabalho da Universidade de Bristol. “Para dar um exemplo, se os répteis não eram competitivamente superiores aos mamíferos durante a Era
Mesozoica, então por que os mamíferos só se expandiram após a extinção dos grandes répteis no fim da Era
Mesozoica?” “E, em geral, qual é o motivo de se ocupar novas porções de espaço ecológico, se não o de evitar a competição com outras espécies no espaço ocupado?”
Fonte: UOLNota do blog Criacionismo.com.br: Stephen Stearns matou a charada: o problema sempre está na interpretação dos fatos. Por exemplo: a descoberta das pequenas variações morfológicas encontradas nos pássaros
tentilhões que Darwin estudou nas Ilhas
Galápagos fez com que o naturalista concluísse que a
seleção natural seria a mola da evolução. Acontece que nenhum tentilhão se transformou em urubu, ao longo dos anos, assim como as moscas da fruta, depois de cem anos de mutações induzidas, continuam sendo moscas da fruta (
confira).
Microevolução não é
macroevolução. Com competição ou sem ela, o que se observa na natureza é sempre
microevolução. Fora disso, o que se tem é interpretação do registro fóssil que continua não apresentando as inúmeras formas
transicionais que deveriam existir para justificar a
macroevulção ao longo das eras. Mais um detalhe: tudo indica que os dinossauros foram extintos de maneira
catastrófica. Portanto, a pergunta é: Por que apenas eles? Por que mamíferos mais frágeis sobreviveram e os poderosos dinossauros, não? Que
fator seletivo ocorreu aí? Alguém teria separado os animais que seriam preservados da catástrofe? Pelo visto, depois de mais de um século e meio de pesquisas
darwinistas, ainda há muitas perguntas para serem respondidas. [
MB]
Nota deste blogger: Estes tipos de questionamentos que colocam a teoria da evolução, de Darwin, em saia justa (mesmo que propondo ou não outro modo de justificar a macroevolução) não são, geralmente, feitos pelos professores de biologia e biogeografia, por exemplo, não ensinando o conteúdo de forma crítica. Só se segue a cartilha do darwinismo e pronto. Pesquisas como esta acima não são refletidas em sala de aula, geralmente (o que deveria, pois é conhecimento científico a ser adquirido e discutido). Tive aulas de biogeografia no segundo ano da faculdade de Geografia e apresentei alguns questionamentos à professora, assim como fiz no terceiro ano e faço agora no quarto ano quando acho pertinente (só que sou visto como impertinente por alguns [rs]), com professores de outras disciplinas, além de apresentar uma outra visão para o entendimento da natureza; mas, via de regra, preferem o conforto dos pressupostos da teoria ao desconforto da reflexão sadia e própria do ambiente universitário. Logo desconversam e mudam o rumo da discussão, que teria tudo a ver com o conteúdo. [ALM]