terça-feira, 24 de janeiro de 2017

Dinossauros: os mitos sobre a sua evolução - MSc. Everton Fernando Alves

Por que Ele veio? - Pr. Dr. Rodrigo Silva

A Bíblia não é um livro científico, mas...

Um livro confiável
As diversas áreas de estudo e as ferramentas da ciência nos fornecem subsídios para ler e interpretar a Bíblia com outros olhos. Gosto de usar a metáfora dos “dois livros do Criador” conhecida originalmente pela afirmação do físico e astrônomo italiano Galileu Galilei. No ano de 1613, em uma carta de Galileu Galilei endereçada a Benedetto Castelli, Galilei disse que tanto a natureza quanto a Bíblia são obras de Deus; são, portanto, dois livros desprovidos de erro e não podem se contradizer.[1: p. 282] No entanto, para Galilei, a natureza e a Bíblia são dois livros escritos em linguagens diferentes, com finalidades diferentes, não se podendo lê-los da mesma forma. Por sua vez, em 1905 a escritora cristã Ellen White, a fim de demonstrar que não há conflito real entre ciência e Bíblia, disse o seguinte: “Na verdadeira ciência, nada pode haver que esteja em contradição com o ensino da Bíblia; uma vez que procedem ambas do mesmo Autor, a verdadeira compreensão delas demonstrará sua harmonia.”[2: p. 462] Concordo com os dois autores citados acima ao afirmar que ambos os livros se complementam.

Os “pais da ciência”, ao longo do tempo, partiram da Bíblia para investigar o cosmos e nosso planeta, assim como seus fenômenos, sem deixar de lado a submissão a Deus. O astrônomo inglês Sir Frederick William Herschel (1738-1822), que descobriu o planeta Urano, certa vez disse: “Todas as descobertas humanas parecem ter sido feitas com o único propósito de confirmar fortemente as verdades contidas nas Sagradas Escrituras.”[3] Embora a Bíblia não seja um livro científico nem tenha sido escrita com esse propósito, ela apresenta verdades que podem ser consideradas “científicas”. Quando a Bíblia é posta à prova em relação aos aspectos nela relatados, cedo ou tarde finalmente esses fatos são comprovados. A seguir, vejamos alguns desses “fatos científicos” que podem ser encontrados nas Sagradas Escrituras:

As correntes marítimas – No Salmo 8:8, o rei Davi já falava de “caminhos nos mares” (escrito 2.800 anos antes). Isso estimulou Matthew Maury, oceanógrafo e pesquisador marítimo, considerado o “pai da oceanografia moderna e da meteorologia naval”, a descobrir “rios submarinos”, ou seja, as correntes marinhas que hoje conhecemos e que influenciam a natureza por onde passam.

A Terra é redonda – Isaías 40:22 já se referia à Terra como sendo redonda. Mas só no século 15 grandes navegadores como Cristóvão Colombo o provaram na prática, confirmando mais uma vez que a Bíblia estava certa.

O ar tem peso – Jó 28:25 já afirmava que o ar tem peso. Embora a atmosfera seja invisível e aparentemente desprovida de peso, ela, na verdade, tem peso e massa. O barômetro, instrumento usado para medir a pressão atmosférica, só foi inventado em 1643, entretanto, a Bíblia já declarou antes disso que o ar (ou a atmosfera) tem peso.

O universo foi criado do nada – Hebreus 11:3 afirma que “pela fé compreendemos que o universo foi criado por intermédio da Palavra de Deus”. Esse ensinamento bíblico foi atacado tanto pela filosofia grega quanto pelo ateísmo moderno. Mas o descobrimento da relatividade geral na segunda década do século 20 foi seguido por estudos de suas consequências cosmológicas. Tais estudos indicavam que o universo (o espaço-tempo) teve uma origem e se expande desde então (modelo do Big Bang). As primeiras evidências observacionais dessa expansão foram reunidas em 1927 e depois confirmadas por observações independentes em 1929, apoiando o relato bíblico.

O planeta está suspenso sobre o nada – Jó 26:7 diz que “Deus suspende a Terra sobre o nada”. Isso era inadmissível naquela época, quando se pensava que a Terra era carregada pelo deus Atlas ou por um grande animal que o sustentava em seus ombros (1.500 a.C.). Jó, ao contrário, já sabia que a Terra não estava suspensa sobre nada que fosse material, mas sobre um vazio, exatamente como os satélites mostram o nosso planeta. Os naturalistas da época só descobriram que a Terra não era sustentada por nada em 1650.

Os quatro pontos cardeais – A Bíblia usa a expressão “extremidade da terra” como sendo “até à parte mais distante da terra”. Isso não sugere que a Terra seja plana ou que tenha beiradas. 1 Crônicas 9:24 diz: “Os porteiros estavam aos quatro lados; ao oriente, ao ocidente, ao norte, e ao sul.” Em Isaias 11:12 vemos: “E levantará um estandarte entre as nações, e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da terra.” De igual modo, vemos em Jeremias 49:36 o seguinte: “E trarei sobre Elão os quatro ventos dos quatro cantos dos céus, e os espalharei na direção de todos estes ventos; e não haverá nação aonde não cheguem os fugitivos de Elão.”

A humanidade sempre se direcionou pelos astros. Os rumos dos ventos são conhecidos desde a Grécia Antiga. Durante a Idade Média, esses rumos ganharam nomes relacionados com as localidades próximas ao Mediterrâneo: Tramontana (norte), Greco (nordeste), Levante (leste), Siroco (sudeste), Ostro (sul), Libeccio (sudoeste), Ponente (oeste) e Maestro (nordeste). No século 14, os mapas portulanos começaram a usar essas direções de forma mais sistemática para navegação marítima.

As dimensões da arca de Noé – Em Gênesis 6, Deus revelou a Noé as dimensões da arca que ele deveria construir. Em 1609, em Hoor, na Holanda, um navio foi construído de acordo com essas medidas (30:5:3), revolucionando a engenharia naval. Em 2013, Cientistas da Física da Universidade de Leicester calcularam as dimensões para a construção da arca de Noé e descobriram que ela não poderia navegar, mas poderia flutuar com segurança devido à sua forma retangular, e acomodaria perfeitamente todos os tipos básicos. Thomas Morris, coautor do estudo, disse: “O que está relatado [na Bíblia] definitivamente funciona.” (Clique aqui para saber mais.)

A existência de Babilônia – Muitos estudiosos alegavam que a Babilônia era um reino fictício, fruto de uma “mitologia” bíblica, até que arqueólogos encontraram vários indícios de sua existência em artefatos que comprovavam o contexto bíblico e, mais tarde, acharam a própria cidade-estado que já foi uma das mais poderosas de sua época no mundo então conhecido, no atual território do Iraque. (Clique aqui e aqui para saber mais.)

Leis meteorológicas – A Bíblia descreveu o “ciclo” de correntes de ar dois mil anos antes de os cientistas o descobrirem: “O vento vai para o sul, e faz o seu giro para o norte; continuamente vai girando o vento, e volta fazendo os seus circuitos” (Eclesiastes 1:6). Atualmente, já está bem estabelecido cientificamente que o ar ao redor da Terra gira em gigantescos circuitos, no sentido horário em um hemisfério e no sentido anti-horário no outro hemisfério.

Ciclo da água – A água evapora de oceanos ou outras fontes e cai no solo em forma de chuva, neve ou granizo, alimentando os rios e nascentes (Jó 36:27, 28; Eclesiastes 1:7 e 11:3; Isaías 55:10; Amós 9:6). Cientistas já descobriram sobre isso, inclusive essas informações constam em livros didáticos de ensino fundamental. Já os gregos antigos acreditavam que era a água de oceanos subterrâneos que alimentava os rios. No século 18 ainda se acreditava nisso.

Fogo no interior da terra – Em Jó 28:5 é dito que “a terra, da qual vem o alimento, é revolvida embaixo como que pelo fogo”. Hoje já conhecemos bem a representação esquemática, presente em livros didáticos, do núcleo terrestre e sua composição magmática.

O barro e a origem da vida – A Bíblia também afirma que o homem foi formado do pó da terra (Gn.2:7) e do barro (Jó 33:6), fato este que era motivo de escárnio por parte dos darwinistas pelo menos até recentemente, quando os cientistas descobriram que os ingredientes necessários para fazer um ser humano podem ser encontrados no barro. Em 2003, uma pesquisa publicada na revista Sciencesugeriu que, tal como é relatado na Bíblia, a vida na Terra possivelmente tenha surgido do barro. Essa foi a forma mais “cientificamente correta” de dizer que a Bíblia acertou exatamente o alvo! Também é bom lembrar que, quando morremos, nosso corpo volta ao pó novamente (Gn 3:19). (Clique aqui para saber mais.)

A diabetes – Em Provérbios 25:27, o rei Salomão advertia que comer muito mel não é bom. O mel também contém sacarose (carboidrato), além de outros tipos de açúcar (frutose e glicose), sendo desaconselhado seu uso generalizado como substituto do açúcar comum. Hoje já se sabe que, em excesso, o mel, assim como o açúcar cristal e o mascavo, também engorda e faz subir o açúcar no sangue. A vantagem no uso do mel é que, enquanto o açúcar de mesa não contém vitaminas nem sais minerais, o mel possui. Estudo publicado em 2009 na International Journal of Food Sciences and Nutrition concluiu: “O consumo cauteloso desse alimento por pacientes diabéticos é recomendado.” Portanto, realmente funciona o conselho bíblico dado por Salomão.

Alimentos limpos e imundos – Em Levítico 11, Deus fala sobre alimentos limpos e imundos. Hoje em dia, a Organização Mundial da Saúde tem regras estritas para a exportação da carne de porco, pelo fato de esta apresentar risco muito elevado de doenças. Já foi verificado também que outras carnes proibidas por Levítico, como mariscos e outros frutos do mar, também transmitem variedade de doenças. (Clique aqui para saber mais.)

Práticas de higiene – As leis de saúde dadas à nação de Israel incluíam regulamentos sobre se lavar depois de tocar num cadáver, isolar pessoas com doenças infecciosas e eliminar fezes humanas de forma segura (Levítico 11:28; 13:1-5; Deuteronômio 23:13). Por outro lado, na época em que esses regulamentos foram dados aos israelitas, os egípcios tratavam as feridas abertas com uma mistura que continha excremento humano.

Jejum e a longevidade – Os judeus e cristãos há milhares de anos se utilizam da prática do jejum para o benefício da saúde física e espiritual. O primeiro jejum coletivo na Bíblia aparece em Juízes 20:26: “Então todos os filhos de Israel, e todo o povo, subiram, e vieram a Betel e choraram, e estiveram ali perante o Senhor, e jejuaram aquele dia até à tarde.” Por muito tempo os céticos ridicularizaram os cristãos devido essa prática bíblica. Até que em 3 de outubro de 2016, a Assembleia Nobel no Instituto Karolinska premiou Yoshinori Ohsumi com o Nobel de Fisiologia ou Medicina por suas descobertas dos mecanismos de autofagia. Ele descobriu que o jejum ativa mecanismos de autodefesa das células que garantem a elas maior longevidade. O segredo está na autofagia, um mecanismo importante de autolimpeza que existe em todas as células de nosso corpo. Segundo explica Soraya Smaili, professora livre-docente da Escola Paulista de Medicina, “o jejum induz a autofagia [...] e a autofagia induz a longevidade. A busca agora é entender a conexão entre a autofagia ativada pelo jejum e a longevidade das células”. Smaili acrescenta que jejum adequado é aquele de 12 e no máximo 24 horas. Logo, o jejum tem o poder de desintoxicar o organismo e deixar a mente mais clara, daí porque ele faz parte das práticas espirituais. (Saiba mais aqui.)

Vinho e sua proibição – Existem vários termos na Bíblia que são traduzidos como vinho (suco de uva) ou bebida forte. Todos os vinhos embriagantes e as demais bebidas fortes são tidas na Bíblia como mortíferas (Pv 23:29-32) ou alvoroçadoras (Pv 20:1; Ef 5:18) e impróprias para o consumo daqueles que seguem a sabedoria e a justiça (Pv 23:20, 31, 32 e Pv 31:4). Só há um tipo de vinho que é bênção do Senhor: tyrosh, o puro suco da uva recém-espremida. Isaías 65:8 diz: “Assim diz o Senhor: Como quando se acha vinho (tyrosh) num cacho de uvas, dizem: Não o desperdices, pois há bênção nele.” Já os críticos e céticos da Bíblia por muito tempo ridicularizaram os que seguiam os conselhos bíblicos de não ingerir bebida alcoólica. A mídia frequentemente tem reportado que uma taça de “vinho” protege as pessoas contra as doenças do coração. Porém, estudo publicado na revista Science em 2006 revelou que a substância que realmente traz benefícios para o ser humano é o composto natural do suco da uva chamado de “resveratrol”. E, em 2012, pesquisa publicada na Circulation Research mostrou que apenas o vinho tinto “não alcoólico” faz reduzir significativamente os níveis de pressão arterial nos homens em comparação com os vinhos alcoólicos.

Quer conhecer mais fatos científicos contidos na Bíblia? Leia os seguintes livros: Ray Comfort, Scientific Facts in the Bible: 100 Reasons to Believe the Bible is Supernatural in Origin (Newberry, FL: Bridge-Logos Publishers, 2001. 95p); Magno Paganelli, Ciência e Fatos Bíblicos (Belo Horizonte, MG: Dynamus, 2004. 124p).

(Everton F. Alves é mestre em Ciências [Imunogenética] pela UEM e diretor de ensino do Núcleo Maringaense da Sociedade Criacionista Brasileira [NUMAR-SCB]; seu e-book pode ser lido aqui)
Lido em:
Criacionismo

Referências:
[1] Galilei, G. Lettera a Benedetto Castelli. In: Favaro, A. (Ed.). Edizione nazionale delle opere di Galileo Galilei. Firenze: Barbèra Editore, 1932 [1613]. v. 5, p. 281-8.
[2] White EG. The ministry of healing. Washington, D.C: Riview and Herald Publishing, 1905. 541p.
[3] Herschel J. In: Morris HM. Men of Science, Men of God. El Cajon, CA: Master Books, 1982, p.42.

sábado, 21 de janeiro de 2017

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

terça-feira, 10 de janeiro de 2017

Cientistas suecos reproduzem teia de aranha em laboratório

A cópia foi criada, o original evoluiu?
Foto: Marlene Andersson/Divulgação
Flexível, leve e biodegradável, mas mais forte do que o aço: pesquisadores anunciaram nesta segunda-feira (9) que conseguiram produzir com sucesso uma teia de aranha sintética, um dos materiais mais fortes da natureza.

Refinados através do longo processo de evolução [sic], os fios de seda tecidos por aranhas são 30 vezes mais finos do que um cabelo humano e mais fortes do que Kevlar, uma fibra sintética utilizada na fabricação de coletes à prova de bala.

Os cientistas se esforçam há muito tempo para copiar as propriedades únicas desses fios, que são basicamente longas cadeias de moléculas de proteínas ligadas.

Ao tecer, a aranha secreta uma solução proteica através de um canal estreito, ao longo do qual a acidez muda e a pressão aumenta, fazendo com que as moléculas se liguem e formem cadeias.

Mas as aranhas são particularmente difíceis de se criar - produzem pequenas quantidades de seda e têm uma propensão para comer umas às outras.

Teia artificial enrolada (Foto: Lena Holm/Divulgação)
Agora, uma equipe de pesquisadores da Suécia disse que conseguiu copiar o feito das aranhas usando proteínas em bactérias E. coli e um "aparelho de fiação" que imita as mudanças de pH que as aranhas usam para fazer seda, segundo um estudo publicado na revista "Nature Chemical Biology".

"Isso nos permitiu pela primeira vez tecer seda de aranha artificial sem usar produtos químicos agressivos", disse à AFP o coautor do estudo Jan Johansson, da Universidade Sueca de Ciências Agrárias, em Uppsala.

"As altas quantidades de proteínas produzidas em bactérias nos permitem tecer um quilômetro das fibras biomiméticas com apenas um litro de cultura de E. coli", acrescentou. Os fios são biocompatíveis e podem ser úteis na medicina regenerativa, disse a equipe.

Eles podem ser usados, disse Johansson, para a reparação da medula espinhal ou em células-tronco em crescimento para reparar corações danificados. A invenção também pode ser útil na indústria têxtil - para tornar ainda mais leve e mais forte a proteção do corpo, por exemplo.

Fonte: G1

Nota: Parabéns aos cientistas que participaram dessa façanha que poderá contribuir para o avanço da medicina e outras áreas! Copiaram o que já existe na natureza com muita inteligência e paciência até chegar a algo parecido com os fios que a aranha produz que são muitas vezes melhor que a cópia. Mas note: a matéria leva o leitor a acreditar que a cópia foi projetada por cientistas, mas os fios naturais simplesmente resultam de de um lento e gradual processo de evolução, guiados pelo acaso "cego" e "burro". E você acreditou?! Seria com acreditar que uma réplica da Estátua da Liberdade que uma rede de lojas usa é obra de uma mente pensante, enquanto que a estátua original em Nova Iorque é fruto da erosão pluvial e eólica. A teia da aranha nos impressiona não só pela resistência e leveza, mas pelos formatos que a própria aranha tece, levando o bom observador a pensar que a própria aranha é dotada de um instinto dado por um Criador muitas vezes mais inteligente, aquEle que criou a aranha e todos os seres complexos deste planeta. Cada vez que os evolucionistas tentam negar a criação e seu design inteligente, se embaraçam mais nas teias da aranha, como mosquitos da dengue que tentam fugir da realidade de serem vítimas de uma obra-prima do Criador. [ALM]

quinta-feira, 5 de janeiro de 2017

Estudo Científico comprovando o Dilúvio e a Arca de Noé



Obs.: Alguns relatos da arca ter sido encontrada ou vista não são comprovados, são testemunhos passíveis de crença por parte de cada um, mas outros dados do estudo se mostram confiáveis ainda hoje.

terça-feira, 3 de janeiro de 2017

Pesquisas censuradas: inteligência não é permitida

Aqui você não tem espaço
Qualquer semelhança não é mera coincidência! Em nossa sociedade, a liberdade de expressão é tolerada, mas não no que diz respeito à questão das origens. O documentário “Expelled: No Intelligence Allowed”, que serve de inspiração para o título deste artigo, é um dos mais polêmicos já produzidos. Ele ficou em 12º lugar em uma lista de documentários mais assistidos dos EUA, desde 1982. A produção não é do gênero religioso e, sim, do gênero científico, e aborda a questão da “liberdade de expressão” no meio acadêmico para os cientistas renomados que perdem suas cadeiras após falarem contra o neodarwinismo e suas implicações filosóficas. Uma das críticas principais aos movimentos criacionista e do design inteligente – o qual a partir de agora chamarei de “TDIsta” – é que são poucos os trabalhos de pesquisa que apoiam diretamente ambas as posições em revistas científicas avaliadas por pares. O que não é levado em consideração pelos críticos é o fato de ser ainda um grande desafio a publicação de artigos com opiniões discordantes do consenso evolutivo. A partir do momento em que um cientista desafia uma crença profundamente defendida, como no caso do naturalismo filosófico, ele enfrenta grande dificuldade em obter financiamento para seus projetos de pesquisa, depositar seus trabalhos em repositórios científicos e, principalmente, em publicar seus resultados em anais de congressos ou em periódicos de alto fator de impacto.

No verão de 1985, o físico criacionista Dr. Russell Humphreys, membro do conselho da Creation Research Society, escreveu para a revista Science apontando que artigos abertamente criacionistas são reprimidos pela maioria dos periódicos. Ele perguntou se a Science tinha “uma política oculta de suprimir cartas criacionistas”. [1] Christine Gilbert, o então editor de cartas, respondeu e admitiu: “É verdade que não é provável que publiquemos cartas de apoio ao criacionismo.” Essa admissão é particularmente significativa, uma vez que a política oficial de cartas da Science é que ela representa “a variedade de opiniões”. No entanto, de todas as opiniões que recebe, a Science não publica as criacionistas.

Em 2001, o físico criacionista Dr. Robert Gentry enviou dez artigos para Los Alamos National Laboratory E-Print arXiv (um repositório científico para preprints eletrônicos de artigos científicos nos campos da matemática, física, etc.), e automaticamente eles receberam o número arXiv impresso na primeira página de cada artigo.[2] Cada um desses dez artigos colocaria em xeque a cosmologia do Big Bang e forneceria, de acordo com o autor, evidências para o registro de Gênesis da criação.[2] No entanto, os funcionários do arXiv, temendo os resultados dos artigos que suportam o registro da criação em Gênesis e a reviravolta da cosmologia do Big Bang, apagaram esses artigos antes de serem divulgados ao mundo. Essa é a censura científica no mais alto nível. A notícia foi reportada em algumas edições da revista Nature.[4, 5] Os dez artigos, além de detalhes sobre a censura em curso pela Universidade de Cornell, podem ser acessados em www.orionfdn.org.

Em 2004, a mídia reportou um caso polêmico relacionado à publicação de um artigo que apoiava o design inteligente em uma revista científica, bem como as perguntas subsequentes se os procedimentos editoriais adequados foram seguidos e se ele foi devidamente revisado. O filósofo da ciência Dr. Stephen C. Meyer, diretor do Instituto Discovery (EUA), havia publicado um artigo intitulado “The origin of biological information and the higher taxonomic categories”, na Proceedings, revista de biologia do Museu Nacional de História Natural do Instituto Smithsoniano, em Washington.[6] Um mês depois, o conselho do periódico de Biologia emitiu uma nota em que criticou o artigo, dizendo que ele não atendia aos padrões científicos do processo, e enfatizou que a decisão de publicá-lo foi do ex-editor Richard Sternberg (saiba mais no documentário “Expelled”, citado acima). O detalhe é que esse artigo causou polêmica por afirmar que a explosão cambriana não poderia ser explicada por processos naturais, isto é, nenhuma teoria materialista atual seria suficiente para explicar a origem da informação necessária para construir novas formas de vida presentes na explosão cambriana do registro fóssil. O artigo foi além: propôs o design inteligente como uma alternativa para a explicação da origem da informação biológica e para a taxonomia superior. O artigo que antes havia sido aceito, publicado e indexado em importantes bases de dados, acabou sendo removido.

Em 2008, dois autores, Mohamad Warda e Jin Han, submeteram um manuscrito para avaliação na revista Proteomics.[7] O artigo potencial apresentado por Warda e Han foi um estudo de revisão sobre as mitocôndrias. Como muitas outras revistas, Proteomics libera documentos online antes da publicação oficial. No início de fevereiro de 2008, evolucionistas descobriram que Warda e Han eram criacionistas, e alegaram que sua revisão foi uma tentativa furtiva de fixar suas afirmações criacionistas na literatura científica. O manuscrito intitulado “Mitochondria, the missing link between body and soul: Proteomic prospective evidence” chamou a atenção devido a quatro pontos: o título, o resumo, a argumentação e a conclusão. Os autores fazem a seguinte declaração:

“Alternativamente, em vez de afundar em um pântano de debates intermináveis sobre a evolução das mitocôndrias, é melhor chegar a uma suposição unificada. [...] Mais logicamente, os pontos que mostram sobreposição proteômica entre diferentes formas de vida são mais susceptíveis de ser interpretados como um reflexo de uma única impressão digital comum iniciada por um poderoso criador do que confiar em uma única célula que é, de forma duvidosa, surpreendentemente originadora de todos os outros tipos de vida.”

Na conclusão do manuscrito também havia a seguinte sentença: “Ainda precisamos saber o segredo por trás dessa disciplinada sabedoria organizada.” Assim, graças à “união” da comunidade evolucionista, esses detalhes foram questionados, e somada a isso a alegação de plágio. O artigo foi, então, removido do site da revista, que agora diz que a retração é “devido a uma sobreposição substancial do conteúdo deste artigo com artigos publicados anteriormente em outras revistas”. Porém, no ano seguinte, o artigo continuava a ser o quarto mais acessado da revista. Em um e-mail citado por James Randerson, jornalista do The Guardian, Warda negou a acusação de plágio e disse: “Nós reafirmamos nossos resultados de que [as evidências mostram] que a mitocôndria não evoluiu a partir de outros procariotas. Eles querem nos destruir porque dizemos a verdade; somente a verdade.”[8]

Em 2011, outro artigo científico foi revisado, aceito e publicado. Porém, pouco tempo depois, foi removido devido a contrariar a perspectiva naturalista da origem da vida. Para que a vida tivesse evoluído a partir de matéria inorgânica, na visão naturalista, os átomos e as moléculas teriam que se mover de um estado de organização inferior para um estado de organização superior, além de se auto-organizarem de forma a gerar maiores estruturas precisas e complexas. Mas a Segunda Lei da Termodinâmica (SLT), generalizada para a informação, demonstra que, sem um agente inteligente a controlar e a influenciar o processo, as moléculas caminham sempre para um estado de menor organização informacional. Portanto, o artigo técnico em questão sugeriu que a perspectiva naturalista para a origem da vida está em oposição à SLT.

No artigo intitulado “Um segundo olhar à Segunda Lei”, o professor Granville Sewell, da Universidade de Texas, mostrou que a hipótese que defende a capacidade da natureza de gerar as complexas estruturas do DNA é tão improvável quanto a natureza construir um computador.[9] Qualquer um dos eventos violaria a SLT. Depois de o artigo ter sido aceito para publicação na revista Applied Mathematics Letters, um militante evolucionista escreveu uma carta aos editores avisando-os de que a “reputação” da revista seria “manchada” se eles publicassem o artigo. Devido a isso, os editores o retiraram. Como o artigo de Sewell não continha erros ou problemas técnicos, os editores da revista endereçaram-lhe um pedido de desculpas e concederam-lhe permissão para colocar versão pré-publicada do seu artigo na página web da universidade (clique aqui para saber mais).

Em 2012, uma equipe de pesquisadores criacionistas fez uma apresentação em um encontro anual de Geofísica do Pacífico Ocidental, em Cingapura, na qual mostrou resultados de datação de carbono 14 (C-14) de múltiplas amostras de ossos a partir de oito espécimes de dinossauros (veja aqui). Todos deram positivos para C-14, com idades variando de 22.000 a 39.000 anos de radiocarbono. Esse foi um evento conjunto da União Americana de Geofísica (AGU) e da Sociedade de Geociências da Oceania Asiática (AOGS).[10] Os pesquisadores abordaram o assunto com profissionalismo considerável, inclusive tomando medidas para eliminar a possibilidade de contaminação com carbono moderno como uma fonte de sinal de C-14 nos ossos. O trabalho foi apresentado oralmente pelo Dr. Thomas Seiler, um físico alemão cujo PhD é da Universidade Técnica de Munique (clique aqui para assistir ao vídeo).

O trabalho também foi publicado na forma de resumo, no entanto, pouco tempo depois, esse resumo foi retirado do site da conferência por dois presidentes, porque eles não podiam aceitar as conclusões. Recusando-se a desafiar os dados abertamente, eles apagaram o resumo da vista do público, sem comunicar os autores ou membros oficiais da AOGS, mesmo após uma investigação. É possível ainda acessar online a captura de tela feita do programa original (confira aqui). Mas, indo para o site oficial da conferência, pode-se ver que a conversa foi claramente removida. Parece que mais uma vez a verdade apresentada foi pesada demais para a suposta abertura da ciência aos dados.

Em 2014, um cientista microscopista da Universidade Estadual da Califórnia (UEC), em Northridge, foi demitido de seu emprego depois de descobrir tecidos moles em um fóssil de Tricerátops e publicar seus resultados na revista Acta Histochemica.[11] Seus advogados entraram com uma ação judicial contra a universidade (veja mais aqui). O chifre de tricerátops foi escavado em Hell Creek, no estado de Montana, e o pesquisador criacionista Mark Armitage o examinou com um potente microscópio na UEC. Armitage ficou “fascinado” por encontrar tecidos moles na amostra – uma descoberta que espantou tanto os membros do departamento de biologia da escola quanto alguns estudantes, “porque indicaria que os dinossauros teriam vivido na Terra há apenas milhares de anos, ao invés de terem sido extintos há 65 milhões de anos”, como se crê. Embora os achados de Armitage tenham sido publicados em uma revista científica, a universidade decidiu dispensá-lo, afirmando que o que ele havia achado era inaceitável. Felizmente, no fim das contas, Armitage obteve a vitória judicial (confira).

Em 2016, a revista científica PLoS ONE publicou um artigo sobre as características biomecânicas de coordenação da mão humana.[12] O texto incluiu a afirmação de que a característica biomecânica da arquitetura evidencia “projeto/design adequado pelo Criador”, o que foi motivo de desespero (clique aqui para saber mais). A polêmica levantou protestos por parte da comunidade evolucionista e levou os responsáveis pela revista a pedir desculpas pela publicação do artigo e a exigirem uma retratação dos autores do estudo.[13] Conforme indaga o jornalista Michelson Borges, “tanta celeuma por causa disso? O artigo deixou de ser menos científico por apontar para a ideia de design inteligente? Ou se trata de puro preconceito mesmo? Preconceito de uma academia e de uma comunidade (científica) dominada pelo naturalismo ideológico que não suporta ver Deus colocando o pé na porta, tentando voltar ao cenário de onde vem sendo expulso há algum tempo”.

Durante algum tempo, eu [autor deste artigo] também tentei submeter a algumas revistas científicas na área de Biologia um manuscrito que havia elaborado no ano de 2015. Todas as respostas que recebi foram semelhantes a esta (abaixo) por parte dos editores de periódicos:



Conforme afirma o blog Darwinismo, “é desta forma que a teoria da evolução se mantém como a ‘melhor explicação para a origem das espécies’: [através da negativa], da censura, [da remoção], da intimidação e/ou da demissão de quem encontra dados que não se ajustam à ‘verdade estabelecida’”.

No entanto, apesar de os pesquisadores criacionistas e TDIstas terem sido injustamente excluídos da literatura científica por muitos anos, acredito que as expectativas futuras são positivas, em grande parte, também, devido à observação da atual abertura científica ao diálogo, debate e crítica.

A propósito, alguns artigos com conceitos criacionistas têm passado pela revisão por pares em revistas científicas seculares com as seguintes afirmações:

1. “A luz é extremamente importante para o ser humano, tal como afirma a descrição bíblica em Gênesis 1 de que o primeiro ato criativo de Deus foi para gerar luz.”[14]

2. Em relação às dimensões da arca de Noé, “a arca seria de flutuabilidade suficiente para suportar” todos os animais citados na Bíblia.[15]

3. “A água é uma dádiva de Deus.”[16]

Inclusive, em 2015, o periódico científico Clinical and Biomedical Research aceitou uma carta de minha autoria, concedendo-me a oportunidade de apresentar à comunidade científica um tema de relevância tal como o avanço das pesquisas em design inteligente.[17]

Diante disso, sinceramente espero que cada vez mais os editores de periódicos científicos tradicionais mantenham a mente aberta para uma análise justa e imparcial. Assim, os méritos científicos, tanto do criacionismo quanto do design inteligente, dependerão, exclusivamente, de seus conteúdos.

(Everton F. Alves, NUMAR-SCB)

Fonte: Criacionismo

Referências:

[1] Buckna D. Do Creationists Publish in Notable Refereed Journals? Creation.com, 1997. Disponível em: http://creation.com/do-creationists-publish-in-notable-refereed-journals

[2] Gentry RV. Session M's Speakers Promote Evolution and Deny Creation Without Reference to My Widely Published Evidence of Earth's Rapid Creation and Without Reference to My Recent Discoveries Disproving the Big Bang: Congress Should Investigate Why They Did This. In: 2006 APS March Meeting - American Physical Society Meeting, March 15, 2006, Session Q1, Poster Session III, Baltimore Convention Center — Exhibit Hall. (Abstract ID: BAPS.2006.MAR.Q1.325). Disponível em: http://meetings.aps.org/Meeting/MAR06/Session/Q1.325

[3] Gentry RV. Collapse of Big Bang Cosmology and the Emergence of the New Cosmic Center Model of the Universe. Perspectives on Science and Christian Faith 2004; 56(4):266-76.

[4] Brumfiel G. Ousted creationist sues over website. Nature. 2002; 420(597): doi:10.1038/420597b.

[5] Rejected physicists instigate anti-arXiv site. Nature. 2004; 432:428-29.

[6] Meyer SC. The origin of biological information and the higher taxonomic categories. Proceedings of The Biological Society of Washington 2004; 117(2):213-239. Disponível em: http://www.discovery.org/a/2177

[7] Warda M, Han J. Mitochondria, the missing link between body and soul: Proteomic prospective evidence. Proteomics. 2008; 8(3):1-23.
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Evidências históricas de Jesus como o Messias - Dr. Rodrigo Silva

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