terça-feira, 28 de setembro de 2010

O voo do beija-flor



Suas asas batem 80 vezes por segundo e ele voa tão rápido que às vezes mal dá para acompanhá-lo com os olhos. As penas da cauda direcionam o voo em três direções. Quando ele pára (sim, ele consegue parar no ar!) diante de uma flor para sugar o néctar com sua língua comprida e fina, dá para contemplar melhor as penas cintilantes. Estou falando do beija-flor, claro.

Embora essa pequena maravilha da micro-engenharia seja minúscula e aparentemente frágil, você sabia que essa ave encantadora é uma das mais resistentes criaturas do reino animal? “Eles vivem no limite do que é possível aos vertebrados, e com maestria”, diz Karl Schuchmann, ornitólogo do Instituto Zoológico Alexander Koenig e do Fundo Brehm, na Alemanha. Já se ouviu falar de um beija-flor que viveu 17 anos em cativeiro. “Imagine a resistência de um organismo de 5 ou 6 gramas para viver tanto tempo!”, diz Schuchmann.

O coração de um beija-flor bate cerca de 500 vezes por minuto (em repouso!). Fazendo as contas, o minúsculo coração daquele beija-flor cativo teria batido meio bilhão de vezes. Quase o dobro do total de uma pessoa de 70 anos!

Doug Altshuler, da Universidade da Califórnia, estuda o voo dos beija-flores e concluiu que, neles, os impulsos elétricos que movimentam os músculos das asas lembram mais os dos insetos que os das aves. Talvez por isso o beija-flor produza tanta energia por batida de asas, o que faz com ele tenha que sugar néctar a cada poucos minutos.

Esbanjando beleza e engenharia, os beija-flores são um milagre da criação.

Michelson Borges é jornalista, membro da Sociedade Criacionista Brasileira (www.scb.org.br) e autor dos livros A História da Vida e Por Que Creio (www.cpb.com.br).

Fonte: Digitais do Criador

quinta-feira, 23 de setembro de 2010

Ecumenismo em Maringá vem se consolidando


Terça-feira passada (21/09/10), representantes de 8 religiões se reuniram no auditório Dona Guilhermina de Maringá para celebrar a "noite de oração pela paz", no dia internacional da paz. Estavam presentes cerca de 800 pessoas ligadas a estas religiões. Segundo o jornal O Diário:

"A partir das 20h15, a mesa foi formada por Mahasti Sahihi de Macedo (bahá'i), Eduardo Ryoho Sasaki (budismo), Maria de Lourdes Nascimento (candomblé), Dom Anuar Battisti (catolicismo), Lannes Boljevac Csucsuly (espiritismo), Robert Stephen Newnum (evangelismo), Mohamad El Ghassem Abbaker-Al Ruheidy (islamismo) e Marilza Martins de Paiva (umbandismo), além do coordenador do evento, advogado Irivaldo Joaquim de Souza, um dos fundadores do Grupo de Diálogo Inter-religioso (GDI) da cidade."

Segundo o que vi no Band Cidade, um programa informativo local, e o que vemos na foto acima (veja mais fotos aqui), Dom Anuar Battisti foi o representante das oito religiões no discurso que se seguiu, onde um dos pontos que o clérigo tocou foi a questão da violência no trânsito de Maringá, que realmente é alarmante.

Muitos dos motivos desta união ecumênica entre denominações religiosas envolvidas são legítimos, de fato. Temos que buscar sim a paz com todos, pois este é um princípio comum. Porém, muitas dessas denominações religiosas estão acomodando suas doutrinas diferentes e abraçando o que têm em comum, que resume-se em duas: a imortalidade da alma e/ou a guarda do domingo (em detrimento ao "sono" da morte e ao sábado do sétimo dia ensinados pela Bíblia). Destas, têm religiões que creem em ambas e outras creem em apenas uma, mas estão entrelaçadas por um ou mais pontos fundamentais de erro.

Bom, se pararmos para pensar, o movimento protestante nascido com Lutero e outros, nos dias de hoje, de modo geral, já não protesta mais nada, pois deveria protestar contra os erros cometidos pela Igreja Católica Romana e outras religiões não cristãs. Mas o que estão fazendo, não só aqui em Maringá mas em todo o mundo? Estão se unindo como se não houvesse nenhum abismo doutrinário - principalmente os que são "pontos de salvação" - entre os protestantes fidedignos e outros seguimentos religiosos. Jesus disse: "Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim" (João 14:6).

Interessante notar também que hoje em dia a palavra protestante já não é mais tanto usada (justamente porque sabem que já não estão protestando mais nada), e sim evangélico. Um tom mais amistoso, porém, de neutralidade e de compactuação com a confusão teológica/religiosa. Quem dera fosse sinônimo real de proclamadores do evangelho eterno do Reino de Deus... "Sou evangélico", é o que muitos dizem, generalizando as milhares de denominações "protestantes" espalhadas por aí, que por sinal crescem a cada dia.

Nas profecias bíblicas de Daniel 7 e 8, e Apocalipse 13, 16 e 17, por exemplo, temos uma visão geral do que as profecias dizem sobre o que ocorreria na história deste mundo, em especial destaco sobre no final dos tempos, onde dizem que no fim dos tempos uma união entre os povos do mundo para adorar a besta (Satanás) e sua imagem (o domingo) e seus outros falsos ensinos iria acontecer, e de fato isso vem se concretizando diante de nossos olhos.

Os comentários bíblicos de Ellen G. White lançam mais luz sobre a Bíblia, nos abrindo os olhos para entendermos melhor o quadro profético. No livro O Grande Conflito, ela comenta que no fim dos tempos, no qual estamos vivendo hoje, o espiritismo seria o elemento que uniria católicos e "protestantes", assim como outras denominações que creem na imortalidade da alma. Também diz, conforme a profecia bíblica, que a guarda do domingo seria o que uniria católicos e "protestantes". E isso tudo vem se cumprindo, conforme exemplo de ecumenismo que vem ocorrendo em Maringá, corroborando com a Palavra de Deus. Tudo isso vai culminar na perseguição dos que realmente "... guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus" (Apocalipse 14:12). Dias piores virão...

Por isso, nós, adventistas do sétimo dia, como protestantes, não compactuamos com o ecumenismo. Não por arrogância, separatismo ou outro motivo depreciativo; mas por entendermos o quadro profético, sendo que, como povo remanescente de Deus (no qual todos estão convidados para fazer parte - Apocalipse 18:4; João 6:37 por exemplo), temos a missão de proclamar o evangelho eterno do Reino de Deus tal como está na Bíblia (e não alterado, babilonizado), enfatizando as três mensagens angélicas de Apocalipse 14:6-16. Estas três mensagens são alertas para que todos tomem ciência de que há somente um Deus que deve ser adorado, O Criador da Terra e do Céu, conforme descreve o Gênesis e outros livros da Bíblia - negando assim o evolucionismo, que muitas denominações vêm aceitando (Exemplo: catolicismo, espiritismo, budismo, alguns seguimentos evangélicos, etc.) e advertindo o mundo do Juízo de Deus -; da queda da Grande Babilônia; de que a confusão causada por muitos dos ensinos da ICAR (incluindo especialmente a guarda do domingo e a veneração de imagens ou dos santos que estas representam) levará muitos a se perder junto com ela (se não a abondonar).

Tendo isso em vista, concluo lembrando a ordem de Deus: "Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens" (Romanos 12:18). É nossa maior alegria estar em paz com todas as pessoas do mundo, pois são nossos irmãos, iguais a nós, que carecemos da misericória de Deus, mediante Jesus Cristo; porém, queremos primeiro a justiça (afinal, "a paz é fruto da justiça" - Isaías 32:17), que é a eterna Lei de Deus, essencializada por Jesus em dois mandamentos (Marcos 12:30, 31). Eu, como adventista do sétimo dia, respeito todas as religiões que existem, mas não concordo com as que não se fundamentam única e exclusivamente na Bíblia, a santa Palavra de Deus. "Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade" (João 17:17). Quero também deixar claro que não sou contra as pessoas que professam fé em outra religião, mas contra muitas das doutrinas que creem, por não se basearem no "assim diz o Senhor", e sim em ideias e tradição dos homens. Deixo, por fim, uma frase pertinente, de Lutero: "A paz, se possível, mas a verdade a qualquer preço."

Que Deus possa nos abençoar, para que entendamos e aceitemos o que Ele quer de nós, como cristãos sinceros. É o meu desejo e a minha oração.

André Luiz Marques

Conjunto de 1,5 mil fósseis é encontrado na CA

A construção de uma nova subestação em um desfiladeiro árido no sudeste de Los Angeles, Estados Unidos, revelou um tesouro para os pesquisadores. De acordo com os cientistas, no local foram localizados 1,5 mil fósseis com cerca de 1,4 milh[ão] de anos [sic]. A descoberta poderá preencher lacunas na história do Sul da Califórnia [ou poderia causar uma reforma no paradigma].

O local, bem preservado, contém fragmentos, incluindo um gato gigante, que foi antepassado dos tigres de dentes de sabre [sic], preguiças, dois tipos de camelos e mais de 1,2 mil ossos de pequenos roedores. Outras descobertas incluem uma nova espécie de veado, cavalo e, eventualmente, lhama, disseram pesquisadores vinculados ao projeto.

Segundo os pesquisadores, no local também foram encontrados sinais de vida vegetal. Os fósseis, que representam 35 espécies, já foram removidos e estarão em exibição no Centro de Ciências Western, a partir do próximo ano.

Os fósseis são aproximadamente 1 milhão de anos mais velhos [sic] do que aqueles encontrados na famosa La Brea Tar Pits, em Los Angeles, disse o microbiologista Rick Greenwood, diretor do Southern California Edison.

Segundo o paleontólogo do Museu de História Natural de San Diego, Tom Demere, o achado não pode ser diretamente comparado com o La Brea Tar Pits porque contêm as diferentes espécies e lança luz sobre diferentes épocas [sim, épocas em que o clima era homogêneo e os animais, tais como camelos, preguiças e roedores podiam habitar o mesmo espaço geográfico, não precisando se adaptar - microevoluir - a novas condições]. No entanto, a coleção poderia avançar a compreensão dos cientistas sobre a vida no Sul da Califórnia, cerca de 1,4 mi de anos atrás [sic].

"Temos uma visão difusa de que este período representou em termos de evolução dos mamíferos", disse Demere. "Uma descoberta como esta - quando todos os animais são encontrados em conjunto e em toda uma gama de tamanhos - poderia realmente ser uma contribuição importante."

Os fósseis foram encontrados em uma parte do vale do rio antigo, cerca de 85 km a sudeste de Los Angeles. A região agora é árida, mas foi exuberante e diversa a cerca de um milhão de anos atrás [foi sim, mas não há tanto tempo], disse Philippe Lapin, arqueólogo.

Os paleontólogos que estudam a escavação acreditam que tantos esqueletos foram preservados porque o leito do lago lamacento pode ter prendido as espécies que vieram para beber água. Alguns animais morreram porque foram incapazes de se libertar [comentários abaixo].

Fonte: Redação Terra (21/09/10)

Nota: Esta descoberta do que provavelmente é apenas a ponta do "iceberg" das jazidas de animais diferentes situadas na Califórnia, fossilizados juntos e de forma evidentemente repentina, inclusive junto a restos de plantas, é forte evidência de que uma grande catástrofe hídrica pegou de surpresa tais animais, os afogando e os soterrando em meio à lama e vegetação morta. O modelo criacionista que considera o dilúvio global descrito na Bíblia explica muito bem essa questão. Fósseis de predadores encontrados junto ao que podemos deduzir como presas, estratificação plano-paralela, fósseis de vegetação junto aos fósseis de animais, densidade numérica de fósseis, evidência de desespero dos animais para fugir da lama, etc. se enquadram em tal catástrofe. Dizer que os fósseis se formaram em leito de lago lamacento é estória, pois o processo de decomposição de organismos mortos entraria em ação, decompondo rapidamente os tais, antes do soterramento total (do contrário, haja soterramentos eventuais locais em todo o mundo hein). Diversas e enormes outras jazidas de fósseis (incluindo de enormes florestas) já foram descobertas em diferentes regiões do mundo e apontam para as consequências do Dilúvio (até mesmo fósseis de peixes são encontrados "nadando" em cardume e de seres de corpo mole). [ALM]

Leia também: Especialistas acham mais de 700 fósseis em Los Angeles, EUA

Voará como Águia - Nadson Portugal



Bela música, não? Nadson Portugal tem uma voz inconfundível que se soma a uma letra reflexiva, que nos eleva espiritualmente para perto de nosso Criador e Salvador, Jesus Cristo. Lembre-se: Quem espera no Senhor, se erguerá das cinzas. Quem espera no Senhor, sempre irá vencer.

Veja como está o processo de tratamento contra uma terrível doença de pele que o Nadson vem passando clicando aqui.

Podemos crer na criação segundo a Bíblia?

Posso acreditar em Jesus e na Bíblia, mas sem acreditar em mitos ultrapassados como Adão e Eva, e Noé e o Dilúvio?

Hoje, existem três interpretações sobre a história de Gênesis. A primeira afirma que o autor de Gênesis pretendia que os leitores compreendessem as narrativas como literais e historicamente verdadeiras. Eles afirmam, no entanto, que a maior parte de Gênesis não aconteceu de fato. A segunda interpretação nega que o autor de Gênesis pretendia que as narrativas fossem compreendidas como literais ou históricas. Em vez disso, elas foram escritas para serem interpretadas de maneira simbólica, para transmitir apenas verdades morais e espirituais. A terceira interpretação afirma que o autor de Gênesis pretendia descrever eventos literais e históricos relacionados à Criação, ao Dilúvio, e assim por diante. Além disso, defendem a exatidão e veracidade da história. Portanto, pensam que a Criação ocorreu em seis dias de 24 horas e que houve um dilúvio global.

O Antigo Testamento e a história de Gênesis

Por várias razões, muitos estudiosos creem que o autor de Gênesis tinha a intenção de que seus relatos da Criação e do Dilúvio fossem entendidos de forma literal e histórica.

A sequência de tempo e espaço apresentada em Gênesis. Existe claramente uma unidade na grande narrativa de Gênesis que percorre todo o caminho desde o relato da Criação até o Êxodo. Essa história descreve os eventos passados dentro de uma estrutura narrativa. De fato, Gênesis 1-11 claramente serve como introdução para o restante de Gênesis e dos cinco primeiros livros da Bíblia.

A expressão “são estas as gerações de”. Vários estudiosos observam também a presença da palavra hebraica toledoth (“estas são as gerações de”) em Gênesis 1-11. Essa palavra, que tem o sentido de “registro histórico”, aparece antes de cada seção do livro de Gênesis, para iniciar o relato sobre a criação do mundo (Gn 2:4), os descendentes de Adão (5:1), Noé (6:9), os três filhos de Noé (10:1), Sem (11:10), Ismael (25:12), Isaque (25:19), Esaú (36:1) e Jacó (37:2).

Estilo literário: registro histórico. Não existe nenhuma mudança de estilo literário entre Gênesis e o restante do Pentateuco, nem entre o Pentateuco e os assim chamados “livros históricos” (Reis, Crônicas, etc.). “De fato, se estamos falando sobre a intenção original do autor bíblico, o estilo de Gênesis não dá margem para argumentar contra a conclusão óbvia de que o autor pretendia que o livro fosse considerado uma obra histórica que narra o que aconteceu no passado distante” (Raymond D. Dillard e Tremper Logman, An Introduction to the Old Testament [Grand Rapids, MI: Zondervan, 1994], p. 49).

Antigos relatos históricos fora da Bíblia. Os críticos da Bíblia frequentemente se esquecem de que as histórias antigas muitas vezes incluem histórias sobre deuses. Entretanto, recentemente tem sido observado que elementos nas histórias mesopotâmicas antigas, tais como a Lista de Reis Sumérios e a Epopeia de Gilgamesh mencionam os nomes de pessoas e locais confirmados pela arqueologia.

É interessante que algumas dessas pessoas que realmente existiram seriam consideradas lendárias segundo os padrões atuais – realizaram façanhas inacreditáveis e tiveram duração de vida incrivelmente longa. Por exemplo: a Lista de Reis Sumérios afirma que Enmebaragesi, rei de Kish, governou durante 900 anos! Mas os nomes de Gilgamesh e e Enmebaragesi, um de seus contemporâneos, foram encontrados em uma inscrição da época em que as lendas posteriores afirmam que eles viveram.

Vários elementos na história da torre de Babel foram registrados em documentos fora da Bíblia, sugerindo que a história não foi simplesmente inventada pelo escritor bíblico. Um texto sumério da terceira dinastia de Ur (Mesopotâmia) conta que, em uma época, os sumérios falavam apenas uma língua, mas o deus Enki confundiu a fala deles. Os sumérios possuíam torres especiais (os zigurates), que se acreditava serem uma ligação entre o Céu e a Terra.

O Novo Testamento e o livro de Gênesis

Os autores do Novo Testamento escreveram no contexto de uma sociedade que não aceitava a mensagem do evangelho. Pedro escreveu: “De fato, não seguimos fábulas engenhosamente inventadas, quando lhes falamos a respeito do poder e da vinda de nosso Senhor Jesus Cristo; ao contrário, nós fomos testemunhas oculares da Sua majestade” (2Pe 1:16).

No início de sua primeira epístola aos coríntios, Paulo admite que “a mensagem da cruz é loucura para os que estão perecendo [aqueles que se recusam a crer], mas para nós, que estamos sendo salvos, é o poder de Deus [...] é escândalo para os judeus e loucura para os gentios” (1Co 1:18, 23).

É tentador pensar que as pessoas daquela época eram mais ingênuas, mas a verdade é que muitas, se não a maioria, eram tão desconfiadas sobre a ressurreição de um morto quanto as pessoas atuais. O conflito entre os saduceus e os fariseus (At 23:6-10) mostra a incerteza que havia entre os judeus cultos a respeito da possibilidade da ressurreição. O discurso de Paulo para a elite intelectual de Atenas no Areópago (At 17:32, 33) foi bem recebido até o momento em que ele mencionou a ressurreição, a respeito de que ele foi ridicularizado por alguns e educadamente despedido por outros.

Os escritores do Novo Testamento entendiam Gênesis capítulos 1 a 11 como um registro histórico. Em Mateus 19:4 e 5, Jesus cita Gênesis 1:27 e 2:24 e introduz esses textos perguntando: “Vocês não leram [...]?” Isso mostra que Ele considerou essas passagens como confiáveis, históricas e dignas de autoridade. Gênesis 1:27 fala sobre a criação de Adão e Eva como um evento histórico. Gênesis 2:24 declara que os dois “se tornarão uma só carne”; e Jesus utiliza esse texto para justificar o ensino de que o casamento é permanente e sagrado. Em Lucas 17:26-29, Jesus advertiu de que os últimos dias seriam “como foi nos dias de Noé”. Obviamente, o aviso sobre o juízo final é seriamente invalidado se o juízo no tempo de Noé não for considerado como real e histórico.

O autor da epístola aos Hebreus menciona sem interrupções eventos dos primeiros capítulos de Gênesis até eventos muito posteriores e geralmente considerados eventos históricos. Esse fato mostra que não havia qualquer distinção entre a veracidade histórica de tais eventos na mente dos primeiros cristãos (ver Hb 11). A referência de Pedro ao tempo do Dilúvio torna evidente que ele foi um acontecimento histórico (2Pe 3:3-7).

Essas e outras passagens do Novo Testamento mostram que a veracidade histórica de Gênesis capítulos 1 a 11 era aceita pela igreja antiga. Portanto, os cristãos que creem no Novo Testamento devem crer na história de Gênesis.

(Randall W. Younker, Th.D., Ph.D., é professor de Antigo Testamento e Arqueologia Bíblica e diretor do Instituto de Arqueologia da Andrews University, Berrien Springs, Michigan, Estados Unidos. Publicado originalmente como “A Literal Reading of Genesis”, Perspective Digest, ano 15, nº 3 (2010), p. 33-37. Traduzido e adaptado, com permissão, por Matheus Cardoso)

Todas as citações bíblicas foram extraídas da Nova Versão Internacional.

Fonte: Michelson Perguntas e Respostas

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Erupções solares podem alterar decaimento radioativo

Quando pesquisadores encontraram uma ligação incomum entre erupções solares e elementos radioativos terrestres, desencadeou-se uma investigação científica que poderia proteger a vida dos astronautas e reescrever alguns dos pressupostos da Física. Um mistério surgiu de forma inesperada: o decaimento radioativo de alguns elementos situados em laboratórios na Terra parece ser influenciado por atividades que ocorrem no interior do Sol, a 150 milhões de quilômetros de distância. Pesquisadores das universidades Stanford e Purdue acreditam que sim. Mas a explicação oferecida por eles dá origem a outro mistério. Existe ainda uma chance remota de que esse efeito inesperado seja provocado por uma partícula até então desconhecida emitida pelo Sol. “Isso seria verdadeiramente notável”, disse Peter Sturrock, professor emérito de física aplicada de Stanford e especialista no funcionamento interno do Sol.

A história começa, em certo sentido, em salas de aula ao redor do mundo, onde aos alunos é ensinado que a taxa de decaimento de determinado material radioativo é constante. Esse conceito é utilizado, por exemplo, quando os antropólogos usam o carbono-14 para datar artefatos antigos e quando os médicos determinam a dose adequada de radioatividade para tratar um paciente com câncer.

Mas essa hipótese foi contestada de forma inesperada por um grupo de pesquisadores da Universidade de Purdue, que na época estavam mais interessados em números aleatórios que em decaimento nuclear. Os cientistas utilizam longas sequências de números aleatórios para uma variedade de cálculos, mas esses são difíceis de ser produzidos, pois o processo utilizado para produzir os números influencia o resultado.

Efraim Fischbach, professor de física na Universidade de Purdue, pensava que a taxa de decaimento radioativo de vários isótopos era uma possível fonte dos números aleatórios produzidos sem qualquer intervenção humana. Uma massa de césio-137 radioativo, por exemplo, pode desaparecer a um ritmo constante global, mas átomos individuais dentro da massa decaem em um padrão imprevisível e aleatório. Portanto, a velocidade do decaimento do césio localizado próximo a um medidor Geiger pode produzir números aleatórios.

À medida que os pesquisadores analisavam os dados publicados sobre os isótopos específicos, encontravam divergência em relação às taxas de decaimento medido – um resultado estranho para supostas constantes físicas. Ao verificar os dados coletados no Brookhaven National Laboratory, em Long Island, e no Instituto Técnico e Físico Federal, na Alemanha, os estudiosos se depararam com algo ainda mais surpreendente: a observação a longo prazo da taxa de decaimento de silício-32 e rádio-226 parecia mostrar uma pequena variação sazonal. A taxa de decaimento era sempre um pouco mais rápida no inverno que no verão.

Essa variação foi real ou apenas uma falha no equipamento utilizado para medir o decaimento, provocado pela mudança das estações, com as consequentes alterações de temperatura e umidade? “Todos pensaram que o resultado devia ser devido a erros experimentais, pois nós, cientistas, somos levados a crer que as taxas de decaimento são constantes”, disse Sturrock.

Em 13 de dezembro de 2006, o próprio Sol forneceu uma pista crucial, quando uma erupção solar enviou uma corrente de partículas e radiação em direção à Terra. Jere Jenkins, engenheiro nuclear de Purdue, enquanto realizava medições da taxa de decaimento do manganês-54 (um isótopo de vida curta utilizado no diagnóstico médico), observou que a taxa havia caído ligeiramente durante a tempestade, uma diminuição que começou cerca de um dia e meio antes da tempestade.

Se essa aparente relação entre erupções solares e as taxas de decaimento se comprovar verdadeira, isso poderia conduzir a um método de prever erupções solares antes de sua ocorrência. Essa descoberta poderia ajudar a evitar danos a satélites e redes elétricas, bem como salvar a vida de astronautas no espaço.

As anomalias percebidas na taxa de decaimento por Jenkins ocorreram durante o meio da noite em Indiana – o que significa que algo produzido pelo Sol havia percorrido o caminho até a Terra para alcançar os detectores de Jenkins. O que poderia ser produzido por uma erupção solar que tivesse esse efeito?

Jenkins e Fischbach deduziram que os responsáveis pela alteração na taxa de decaimento houvessem sido os neutrinos solares, partículas que não possuem quase nenhuma massa e que são conhecidas por voar quase à velocidade da luz através do mundo físico – seres humanos, rochas, oceanos e planetas – sem apresentar praticamente qualquer interação com as coisas.

Em uma série de artigos publicados nos periódicos científicos Astroparticle Physics, Nuclear Instruments and Methods in Physics Research e Space Science Reviews, Jenkins, Fischbach e seus colegas mostraram que era altamente improvável que as variações observadas nas taxas de decaimento tivessem vindo de influências ambientais sobre os sistemas de detecção.

O resultado dessas pesquisas reforçou o argumento de que as oscilações nas taxas de decaimento anômalo foram causadas por neutrinos solares. A oscilação parecia estar em sincronia com a órbita elíptica da Terra, em que as taxas oscilavam à medida que a Terra se aproximava do Sol (sendo exposta a mais neutrinos) e depois se afastava. Então, havia uma boa razão para suspeitar do Sol, mas isso poderia ser provado?

Peter Sturrock é professor emérito de física aplicada na Universidade de Stanford e especialista no funcionamento interno do Sol. Durante uma visita ao Observatório Solar Nacional, no Arizona, Sturrock entregou cópias dos artigos de periódicos científicos escritos pelos pesquisadores da Universidade de Purdue.

Sturrock sabia, por sua longa experiência, que a intensidade da barragem de neutrinos solares enviados em direção à Terra varia em uma base regular, à medida que o próprio Sol gira e mostra uma face diferente, de maneira semelhante às luzes de um carro da polícia [efeito Doppler]. Sturrock sugeriu aos pesquisadores da Universidade Purdue que procurassem por evidência de que as mudanças no decaimento radioativo do planeta variam de acordo com a rotação do Sol. “Isso é o que eu sugeri. E é isso que temos feito”, afirma.

Ao examinar novamente os dados de decaimento do laboratório de Brookhaven, os pesquisadores encontraram um padrão recorrente de 33 dias. Era uma grande surpresa, sendo que a maioria das observações solares apresenta um padrão de cerca de 28 dias – a taxa de rotação da superfície do Sol. A explicação? O núcleo do Sol – onde as reações nucleares produzem neutrinos – aparentemente gira mais lentamente do que a superfície que vemos. “Pode parecer um contrassenso, mas parece que o núcleo gira mais lentamente do que o resto do Sol”, disse Sturrock.

De acordo com Fischbach, todas as evidências apontam à conclusão de que o Sol “se comunica” com isótopos radioativos na Terra. Mas há uma grande pergunta que permanece sem resposta. Ninguém sabe como neutrinos poderiam interagir com materiais radioativos para alterar sua taxa de decaimento. “Não faz sentido, de acordo com as ideias convencionais”, disse Fischbach. Jenkins acrescentou: “O que estamos sugerindo é que algo que realmente não interage com qualquer coisa está mudando algo que não pode ser mudado.”

“É um efeito que ninguém ainda compreende”, concordou Sturrock. “Os estudiosos estão começando a dizer: ‘O que está acontecendo?’ Mas a evidência aponta para isso. É um desafio para os físicos e um desafio para todos.” Se a misteriosa partícula não é um neutrino, “teria que ser algo que não conhecemos, uma partícula desconhecida que também é emitida pelo Sol e tem esse efeito, e que seria ainda mais notável”, disse Sturrock.

(Peter Sturrock é professor emérito de física aplicada na Universidade Stanford, Califórnia, EUA; Chantal Jolagh é estagiária de ciência do Stanford News Service; publicado no Stanford News; traduzido por Matheus Cardoso)

Nota do blog Criacionismo.com.br: As implicações dessa descoberta para os métodos de datação radiométricos parece óbvia, mas, ao que tudo indica, a “ficha ainda não caiu”. [MB]

Nota deste blogger: De fato, Michelson. Sexta-feira passada (11/09), estava comentando sobre esta nova pesquisa em sala de aula. Minha professora sabatinou a classe sobre como é feita uma datação radiométrica em resposta a uma pergunta que fiz, se utilizando do método da Termoluminescência (TL) para exemplificar. Porém, ela não "sacou", enquanto explicava, que este e muitos outros métodos se tornam duvidosos quanto à sua confiabilidade, uma vez que não é de hoje que a oscilação da intensidade dos ventos solares ocorre (além de outros fatores que impedem uma datação confiável, como é o caso do ignorado - mas evidente - dilúvio global, que rompeu com o Princípio Uniformitarista). Foi onde procurei "abrir os olhos" da classe proporcionando uma reflexão sadia, coerente com as evidências. Mas "o pior cego é aquele que não quer enxergar", por isso muitos ignoraram ou não "sacaram" a "sacada". Em contraposição, há cerca de 200 geocronômetros (da Terra e do universo) confiáveis que evidenciam uma Terra "jovem", como é o caso da taxa de crescimento populacional humano, a quantidade de poeira na superfície da Lua, a existência de radiohalos de Polônio em biotitas de granitos pré-cambrianos, a taxa de erosão dos continentes, o declínio do campo magnético da Terra, a perda de temperatura da Terra e da Lua, a pressão do gás natural, o barrado espiral das galáxias, a concentração salina nos oceanos, o aspecto plano-paralelo das rochas sedimentares, etc. Enquanto isso, segue o mito da evolução nas universidades, escolas e sociedade em geral, baseado em um longo tempo e uma macroevolução que nunca existiram... [ALM]

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

Criacionismo vs. Evolucionismo (parte 1 de 8)



Debate ocorrido nos estúdios da TV Aparecida, no programa Et Cetera.

Veja as outras partes do debate selecionando-as no menu que aparece no final de cada apresentação.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

Comunicando o Criador na web

"Quem não se comunica, se estrumbica", já dizia Abelardo Barbosa. Pensando nisto, estamos iniciando atividades em uma série de redes sociais e outros meios de comunicação com o objetivo principal de divulgar a mensagem do Criador, de forma direta ou indireta.

Para quem quiser nos acompanhar pelas outras redes de comunicação, além do Blogger, visite nossos perfis sociais e canal no Youtube disponíveis por meio dos links a seguir:

SoudoCriador no Twitter: http://twitter.com/SoudoCriador

SoudoCriador no Youtube: http://www.youtube.com/user/SoudoCriador

André Luiz Marques no Facebook: http://www.facebook.com/profile.php?id=100001287639579

André Luiz Marques no Orkut: http://www.orkut.com.br/Main#Profile?uid=16077568272458572658

André Luiz Marques no Sonico: http://www.sonico.com/AndreMarques1986?ref=sidebar

Outra Geografia: http://outrageografia.blogspot.com/

André Luiz Marques no Advir Amigos: http://adviramigos.ning.com/profile/AndreLuizMarques

André Luiz Marques no Madrugada com Deus: http://madrugadacomdeus.ning.com/profile/AndreLuizMarques

André Luiz Marques no Espaço Adventista: http://www.espacoadventista.com/member/profile_Criacionista.html

Aeronaves do André: http://andreaeronaves.blogspot.com/

Alguns destes nossos meios de comunicação ainda estão em fase de construção, vou montando conforme tenho tempo. Em breve criarei contas em outros meios de comunicação disponíveis.

"...Temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é vinda a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas" (Apocalipse 14:7).

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Não se pode explicar o universo sem Deus

Não restam dúvidas de que Stephen Hawking é intelectualmente destemido como um herói da física. E em seu último livro, o notável físico propõe uma audaciosa mudança na crença religiosa tradicional na criação divina do universo. Conforme Hawking, as leis da física, não a vontade de Deus, proveem a explicação real de como a vida na Terra veio a existir. O Big Bang, ele argumenta, foi a inevitável consequência daquelas leis “porque há uma lei como a gravidade, o universo pode e quis criar a si mesmo do nada”. Desafortunadamente, enquanto o argumento de Hawking está sendo saudado como controverso e revolucionário, ele dificilmente seria novo.

Por anos, outros cientistas têm feito afirmações semelhantes, sustentando que o assombroso, a criatividade sofisticada do mundo ao nosso redor, pode ser interpretado somente com referência às leis físicas, assim como a gravidade. Isso é uma abordagem simplista, ainda que em nossa época secularizada seja a única que aparenta ter ressonância com um ceticismo público. Mas, como cientista e cristão, simultaneamente, eu gostaria de dizer que a afirmação de Hawking é equivocada.

Ele nos pede para escolher entre Deus e as leis físicas, como se eles estivessem necessariamente em conflito mútuo. Porém, contrariamente ao que Hawking declara, leis físicas nunca podem prover uma completa explanação do universo. As próprias leis não criaram nada; elas meramente são uma descrição do que acontece sob certas condições.

O que parece que Hawking fez foi confundir leis com o agente. Seu chamado a nós para escolhermos entre Deus e as leis é quase como alguém nos exigir para optar entre o engenheiro aeronáutico Sir Frank Whittle e as leis da física para explicar o mecanismo do avião. Esta é a confusão de categoria. As leis da física podem explicar como o mecanismo do avião funciona, mas alguém tem de construir, pôr em funcionamento e dar a partida. O avião não poderia ser criado sem as leis da física por si mesmas – todavia, para o desenvolvimento e criação, precisa-se do gênio de Whittle como seu agente. De modo similar, as leis da física nunca poderiam ter construído o universo. Algum agente deve ter se envolvido.

Para usar uma simples analogia: as leis do movimento de Isaac Newton, em si mesmas, nunca fizeram uma bola de sinuca atravessar o carpete verde, o que somente pode ser feito por pessoas usando o taco de sinuca e as ações de suas mãos.

O argumento de Hawking me parece até muito mais ilógico quando ele diz que a existência da gravidade torna a criação do universo inevitável. Mas como poderia a gravidade existir em primeiro lugar? Quem a pôs ali? E qual foi a força criativa por trás de seu início? De forma análoga, quando Hawking argumenta, em apoio à sua teoria de geração espontânea, que isso era somente necessário para “o azul tocar o papel” para ser iluminado para “deixar o universo vir”, a questão deve ser: De onde vem esse azul que toca o papel? E quem o fez, se não Deus?

Muito da racionalidade que se segue ao argumento de Hawking engana-se com a ideia de que há um conflito aprofundado entre ciência e religião. Mas reconheço que não há desacordo entre elas. Para mim, como religioso cristão, a beleza das leis científicas somente reforça minha fé em uma inteligência, força divina e criativa em operação. Creio em Deus por causa da maravilha na abrangência, sofisticação e integridade de sua criação.

A verdadeira razão para a ciência florescer tão vigorosamente nos séculos 16 e 17 foi precisamente devido à crença de que as leis da natureza, as quais foram então descobertas e definidas, reflete a influência de uma divina legislação. Um dos temas fundamentais do Cristianismo é que o universo foi feito de acordo com um Planejador racional e inteligente. A fé cristã proporciona perfeito senso científico.

Alguns anos atrás, o cientista Joseph Needham fez um estudo épico do desenvolvimento tecnológico na China. Ele queria descobrir por que a China, com todos os seus precoces dons de inovação, tinha falhado por estar tão atrás da Europa em seu desenvolvimento da ciência. Ele relutantemente chegou à conclusão de que a ciência europeia tinha sido estimulada pela disseminada crença na racional força criativa, conhecida como Deus, a qual fez todas as leis científicas compreensíveis.

Não obstante, Hawking, como muitos outros críticos da religião, quer que creiamos que não somos nada mais que uma aleatória coleção de moléculas, o produto final de um processo não intencional. Se verdadeiro, isso poderia indeterminar quanta racionalidade precisamos para estudar a ciência. Se o cérebro fosse realmente o resultado de um processo não dirigido, então não há razão para crer em sua capacidade para nos dizer a verdade.

Vivemos em uma época de informação. Quando vemos algumas letras do alfabeto escrevendo nosso nome na areia, imediatamente nos sentimos responsáveis em reconhecer o trabalho de um agente inteligente. Como muito mais, provavelmente, então, estaria um criador inteligente por trás do DNA humano, o colossal banco de dados biológico que contém não mais que 3,5 bilhões de “letras”?

É fascinante que Hawking, em ataque à religião, sente-se compelido a colocar tanta ênfase na teoria do Big Bang. Porque, por mais que os não crentes não gostem disso, o Big Bang combina exatamente com a narrativa da criação cristã. Isso porque, antes de o Big Bang se tornar usual, vários cientistas foram forçados a admitir isso, apesar disso parecer se alinhar à história da Bíblia. Alguns aderiram à visão aristotélica do “universo eterno” sem início ou fim; mas essa teoria, e recentes variantes dela, estão agora profundamente desacreditadas.

Mas apoio à existência de Deus está muito além da realidade da ciência. Dentro da fé cristã, há também a poderosa evidência de que Deus Se revelou à humanidade através de Jesus, há dois milênios. Isso é tão documentado não apenas nas Escrituras e em outros testemunhos, mas igualmente na fortuna das descobertas arqueológicas.

Sendo assim, as experiências religiosas de milhões de crentes não podem claramente estar enganadas. Eu mesmo e minha própria família podemos testemunhar sobre a influência que a fé tem em nossa vida, algo que desafia a ideia de que não somos nada mais do que uma coleção aleatória de moléculas.

É tão forte quanto óbvia a realidade de que somos seres morais, capazes de entender a diferença entre certo e errado. Não há rota científica para tais conceituações éticas. A física não pode inspirar nosso discernimento dos outros, ou do espírito de altruísmo que existe na sociedade humana desde a aurora do tempo.

A existência de um conjunto comum de valores morais aponta para a existência de uma força transcendente além das meras leis físicas. Assim, a mensagem do ateísmo tem sempre sido curiosamente a única depressiva, retratando-nos como criaturas egoístas inclinadas a nada mais do que sobrevivência e autogratificação.

Hawking também pensa que a existência potencial de outras formas de vida no universo mina a tradicional convicção religiosa de que somos o único motivo para Deus criar o planeta. Mas não há prova de que outras formas de vida existam fora, e Hawking certamente não presenciou nenhuma.

Sempre me diverte que o ateísmo geralmente argumente pela existência de inteligência extraterrestre além da Terra. Assim, eles também estão somente ansiosos para denunciar a possibilidade, a qual nós já aceitamos, de um vasto e inteligente Ser externo ao mundo: Deus.

O novo fuzilamento de Hawking não pode abalar os fundamentos da fé que está baseada em evidência.

(John Lennox, apologista cristão, é professor de Matemática em Oxford. Ficou conhecido principalmente por debater com Richard Dawkins, em outubro de 2007, em evento patrocinado pela entidade cristã Fixed Point Foundation. O artigo original de Lennox foi publicado no Dailymail e reproduzido no blog Questão de Confiança. A despeito da qualidade de sua argumentação, a única ressalva seria sobre o Big Bang: embora seja uma explicação teleológica, a teoria contraria alguns dados bíblicos).

Fonte: Criacionismo.com.br

Veja também:

Stephen Hawking: Deus não criou o universo;
Debate entre John Lennox e Richard Dawkins

Nota: O trecho bíblico abaixo também pode ser aplicado a cientistas que não reconhecem Deus como Criador, mesmo havendo evidências suficientes para tal:

"Porquanto o que de Deus se pode conhecer é manifesto entre eles, porque Deus lhes manifestou. Porque os atributos invisíveis de Deus, assim o seu eterno poder, como também a sua própria divindade, claramente se reconhecem, desde o princípio do mundo, sendo percebidos por meio das coisas que foram criadas. Tais homens são, por isso, indesculpáveis; porquanto, tendo conhecimento de Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes, se tornaram nulos em seus próprios raciocínios, obscurecendo-se-lhes o coração insensato. Inculcando-se por sábios, tornaram-se loucos" (Romanos 1:19-22).

sábado, 4 de setembro de 2010

Tuitaço criacionista foi um sucesso

Mais uma vez a Igreja Adventista do Sétimo Dia mostrou sua força, união, organização e sabedoria no uso da Internet para levar a mensagem do Criador ao mundo, mesmo sendo um povo ainda pequeno em número, mas grande na evangelização, com o auxílio imprescindível de Deus. Da sexta-feira à noite até às 18h do sábado o microblog Twitter recebeu milhares de mensagens que continham a tag #criacionismo, levando esta tag a ficar em quarta posição no ranking (figura ao lado) de palavras ou tags mais tuitadas pelos usuários.

Ao usuário clicar nestes marcadores, abre-se uma página do Twitter que concentra somente mensagens que contém a tag ou a palavra selecionada. O #criacionismo, com certeza, foi porta para que muitos pudessem conhecer ou saber mais sobre o Deus Criador que se revela na Bíblia e deseja nos salvar por meio de Jesus Cristo.

O mais interessante é que mesmo no horário de pico do Twitter, a tag #criacionismo permaneceu nas primeiras posições. Louvado seja Deus por isso, pois muitas pessoas puderam acessar artigos criacionistas de qualidade de sites que foram linkados junto às mansagens que continham a tag.

Isso foi bom pelo fato de que a grande maioria das pessoas conhecem muito mal o criacionismo e o acesso a sites e blogs criacionistas de qualidade puderam ser pesquisados.

Crer no criacionismo bíblico é reconhecer que não estamos neste mundo por uma mera casualidade, mas que somos criaturas feitas por um Deus de amor e sabedoria e que estamos aqui por um propósito nobre, refletirmos a glória de Deus.

A ideia de fazer uma divulgação em massa do criacionismo no Twitter partiu do jornalista Michelson Borges, editor do blog Criacionismo.com.br. O mundo precisa de mais Michelsons para que a mensagem de Apocalipse 14:7 seja proclamada por todo o mundo. Venha conosco fazer parte dessa missão!

Siga no Twitter: @criacionismo @SoudoCriador @criacionismobr @biohoffmann @origens e outros twitteiros criacionistas.

Ps: O blog Criacionismo Brasil registrou uma terceira posição da tag #criacionismo.

quinta-feira, 2 de setembro de 2010

O temor ao inferno

Um dos ensinos do cristianismo popular que tem causado mais perturbações e temores, e, por outro lado, tem induzido muitos a se declararem ateus, é aquele segundo o qual os réprobos, os ímpios sofrerão os tormentos do inferno de fogo, que arderá através de todos os séculos da eternidade, queimando-os e produzindo-lhes sofrimentos angustiosos, sem esperança alguma de término.

O conceito de inferno desperta sentimentos díspares nos seres humanos. Para uns, trata-se de uma realidade indiscutível e tremenda, que os mantém de contínuo aterrorizados. Para outros, é uma mera expressão alegórica que simboliza alguma classe de castigo moral que Deus infligirá aos pecadores. Para os livres pensadores, é só uma invenção pueril e supersticiosa que os clérigos utilizam para manter o domínio das consciências.

Quando eu era criança, a idéia do inferno de fogo que ia queimar indefinidamente os maus, provocava-me pânico e até desespero. O único consolo era pensar que ainda faltava muito tempo para tal acontecimento, pois aos cinco ou seis anos a vida parecia um poente muito extenso que o separava das chamas devoradoras do inferno.

Grande número de pessoas de perguntam a si mesmas se possui o mais elementar sentido de justiça este proceder de um Deus que submete a tal tipo de suplício interminável seres humanos que, por mais perversos e degenerados que sejam, não vivem mais de setenta ou oitenta anos. E por oitenta anos de maldade, deve sofrer o homem ou mulher o mais doloroso dos tormentos conhecidos, a saber, o de se queimar vivo, e continuar se queimando sem se consumir, nem perder a consciência, não por uma hora, nem por um dia, nem por um ano ou século, nem por um milhão de séculos, mas por todos os milhões de séculos da eternidade.

Queremos deixar de lado, sobre este assunto, toda idéia que seja ditada pela teologia popular ou pela fantasia, e investigar o que Deus ensinou a este respeito na Sua Palavra, porque nesta matéria só a revelação divina pode declarar-nos a verdade. Existe o inferno, ou não existe? Pode ser que cheguemos a uma comprovação surpreendente e aparentemente revolucionária, porém de qualquer maneira convém fazer uma investigação imparcial e aceitar a verdade, tal como a estabelece a Sagrada Escritura, pois essa verdade nos trará paz, consolo e segurança.

Digamos desde já que a doutrina do inferno eterno não encontra apoio na Bíblia. Esta doutrina tem causado possivelmente mais dano ao cristianismo, que todos os ataques de que este tenha sido objeto através de todos os tempos. Não somente é rechaçada pelo sentido comum como ilógica, absurda e obviamente injusta, mas é irreconciliável com o conceito e a descrição que fazem as Escrituras da divindade. De fato, ali nos é apresentado um Deus justo, e ao mesmo tempo clemente, misericordioso e cheio de amor. Tanto é assim que o apóstolo João declara que “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor” (I João 4:8).

A noção de inferno, pelo contrário, tal como é ensinada, ordinariamente, incita as pessoas com tendências religiosas a buscarem reconciliarem-se com Deus, movidas pelo medo. A este respeito, cabe assinalar que alguns sistemas de teologia cristã, tem cometido o equívoco de lançar mão do sentimento de terror que infunde no espírito apenas a menção do inferno, utilizando-o como motivação básica de sua pregação.

Sem dúvida, no verdadeiro cristianismo o móvel fundamental é o amor e não o temor. Tanto é assim que a inspirada Palavra divina afirma que “o amor de Deus é derramado em nossos corações pelo Espírito Santo” (Rom 5:5), e que “o perfeito amor lança fora o medo” (1 João 4:18). S. Paulo diz: “Pois o amor de Cristo nos constrange” (2 Cor 5:14).

Quando o Senhor Jesus formulou a breve oração magistral que devia servir de modelo e pautar a forma de se dirigir ao Criador, iniciou-a com as palavras: “Pai nosso que estás nos Céus”, destacando assim o traço preponderante de carinho que governa as relações da Divindade com Suas criaturas. O mesmo é advertido nas palavras do profeta Oséias, que procura refletir assim os ternos sentimentos do Senhor para com os homens: “Atraí-os com cordas humanas, com laços de amor” (Oséias 11:4). Sobre o Ser Supremo lê-se que é “grande em misericórdia e fidelidade” (Êx 34:6).

Em consonância com este princípio, quando no segundo mandamento do decálogo a Lei de deus ordena: “Não farás para ti imagem de escultura, nem semelhança alguma do que há em cima nos céus, nem em baixo na Terra, nem nas águas debaixo da Terra. Não as adorarás, nem lhes darás culto”, dá como razão deste mandamento o seguinte fato: “Porque Eu sou o Senhor teu Deus, Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até à terceira e quarta geração daqueles que Me aborrecem, e faço misericórdia até mil gerações daqueles que Me amam e guardam os Meus mandamentos” (Êx 20:4-6). Observe-se que ao passo que a justiça de Deus alcança com suas consequências, na lei régia, até a quarta geração, a misericórdia abarca milhares de gerações, de maneira a ultrapassar mil vezes o castigo.

Lamentavelmente, a este falso ensino de um inferno de fogo eterno tiveram que chegar por força, os teólogos que afirmam que a alma é imortal, ou seja que não pode morrer, e que continua vivendo perpetuamente depois da morte do corpo. Nos estudos anteriores tivemos ocasião de demonstrar documentadamente, baseando-nos na infalível e única autoridade na matéria, as Santas Escrituras, que a alma é perfeitamente mortal, e que a imortalidade só poderá ser condicional. “A alma que pecar – declara o profeta Ezequiel – essa morrerá”( Ezeq 18:4). “Temei antes aquele que pode fazer perecer…tanto a alma como o corpo” (Mat 10:28), disse o próprio Senhor Jesus. “A sua alma morrerá” (Jó 36:14 – Trad. Matos Soares), lemos em outra passagem. (...)

[Leia o texto na íntegra clicando aqui - é importante lê-lo ao todo]

TV Origens - camelo, vagalume e águas vivas

video

Veja outros vídeos no site da TV Origens ou no site da TV Novo Tempo.

quarta-feira, 1 de setembro de 2010

Dedos de lagartixa inspira criação de robô escalador

Pés grudentos

A equipe do professor Marcos Cutkosky, da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, usou um adesivo inspirado nos pés [não seriam patas?] das lagartixas para construir um robô que escala superfícies de vidro absolutamente lisas.

Os resultados foram tão promissores que agora eles pretendem usar a tecnologia para que pessoas possam escalar paredes e até andar pelo teto.

O Stickybot é capaz de escalar superfícies lisas graças ao material usado nos seus pés, inspirado no desenho intrincado dos dedos das lagartixas, que usam a atração molecular para andar pelas paredes e pelo teto.

Os robôs escaladores são alvo de intensas pesquisas devido ao grande número de usos práticos que eles podem alcançar. E os desafios são totalmente diferentes dependendo do tipo de superfície que o robô deve escalar. Por exemplo, subir uma parede de tijolos é totalmente diferente de subir por uma superfície de metal ou vidro.

"A menos que você use ventosas, que são lentas e ineficientes, a outra solução disponível é a utilização de adesivos secos, que é a técnica que a lagartixa usa," diz Cutkosky.

Dedos das lagartixas

O dedo do pé de uma lagartixa contém centenas de saliências chamadas lamelas.

No cume de cada lamela há milhões de pêlos, ou cerdas, que são 10 vezes mais finos do que um cabelo de um ser humano. Cada pêlo, por sua vez, divide-se em linhas menores, chamadas espátulas.

Essas extremidades bipartidas são tão pequenas (algumas centenas de nanômetros) que elas interagem com as moléculas da superfície por onde o animal está andando.

A interação entre as moléculas dos pêlos do dedo do pé da lagartixa e as moléculas das paredes dá-se por meio de uma atração molecular chamada força de van der Waals. Essa força é tão significativa que uma lagartixa pode pendurar e suportar todo o seu peso em um único dedo do pé.

Para se libertar, basta que o animal puxe seu pé na direção correta, e o pé se solta sem nenhum esforço - seu adesivo natural é uma espécie de adesivo direcional, que gruda fortemente em um sentido, e solta-se facilmente no outro.

Robôs com pé de lagartixa

Um adesivo direcional é interessante para um robô justamente porque quase não há dispêndio de energia para soltar os pés.

"Outros adesivos são como andar com um chiclete nos pés: você tem que pressioná-los contra a superfície e então você tem que fazer um esforço para soltá-los. Mas, com a adesão direcional, é como agarrar e soltar da superfície," disse Cutkosky.

Para tentar duplicar o efeito no pé do robô, os pesquisadores usaram uma espécie de borracha da qual se projetam minúsculos fios de plástico, fabricados a partir de um micromolde.

Os pêlos artificiais, também bipartidos, têm cerca de 20 micrômetros de diâmetro, cinco vezes mais finos do que um fio de cabelo humano - ou seja, o dobro dos pêlos dos pés das lagartixas.

Embora bem menos eficiente do que o adesivo natural das lagartixas, o material apresentou um desempenho suficiente para permitir que o Stickybot escalasse superfícies de vidro, painéis de madeira e metais pintados.

Homem lagartixa

Os pesquisadores agora pretendem fabricar seu adesivo direcional em dimensões maiores, permitindo seu uso por seres humanos.

A tecnologia, já batizada de Z-Man, pretende fazer com que um homem adulto suba pelas paredes - e eventualmente até ande pelo teto - usando um adesivo semelhante ao das lagartixas.

Cutkosky e sua equipe também estão trabalhando em um sucessor do Stickybot, uma versão capaz de fazer curvas durante a escalada - como o adesivo é direcional, fazer curvas exige que o pé do robô seja capaz de girar.

"O novo Stickybot no qual estamos trabalhando agora tem rotação nos tornozelos, algo que as lagartixas também têm," afirma Cutkosky. "Da próxima vez que você vir uma lagartixa descendo por uma parede, olhe cuidadosamente seus pés traseiros, eles vão estar virados para trás. Eles têm que estar, senão o animal vai cair."

Recentemente, pesquisadores da Universidade de Cornell, também nos Estados Unidos, criaram um adesivo desligável que poderá permitir andar pelas paredes - tanto robôs quanto humanos. Um estudante britânico também teve seu dia de fama como homem-aranha usando ventosas acionadas por aspiradores de pó.

Fonte: Inovação Tecnológica.

Mais informações: Aqui e aqui.

Nota: Mais uma vez o design inteligente observado na natureza inspira cientistas para fazerem suas invenções que, por sinal, mesmo depois de vários aperfeiçoamentos (com o uso da inteligência), não chegam nem aos pés (neste caso, literalmente) das obras do Criador de toda a vida. Os dedos das patas da lagartixa deixam verdadeiras impressões digitais da criação por onde passam.
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