É com grande estranheza que leio os comentários nada éticos ou acadêmicos do professor Leandro Tessler que, pelo visto, deseja ser representante de um setor na Unicamp [comentários a propósito do 1º Fórum Unicamp de Filosofia e Ciências das Origens, que seria realizado nesta quinta-feira]. Recomendo que você leia os comentários dele antes de ler o que escrevo a seguir. A postura de Tessler me lembra a daqueles acadêmicos criticados por Michael Ruse, um eminente especialista em evolucionismo e darwinismo, em seu livro The Evolution-Creation Struggle. Apesar de ser um ferrenho opositor do criacionismo, esse autor deplora a postura acadêmica de monopólio teórico que nega ao outro a oportunidade de se manifestar, fazendo com que apenas Darwin fale, deixando de fora qualquer opinião ou proposta levantada pelo outro lado.
Ruse chega a dizer que existe uma tremenda semelhança entre certos defensores do evolucionismo e o fundamentalismo criacionista a que eles tanto se opõem. Ou seja, ambos se tornam radicais em seu discurso, tratando o outro com pouco ou nenhum respeito e evitando a todo custo que seus seguidores ouçam os argumentos que o outro lado teria a dizer. Isso revela insegurança e preconceito, não um debate racional e equilibrado sobre a questão. E Ruse, compensa repetir, é um respeitado acadêmico evolucionista.
O professor Leandro faz acusações do ponto de vista lógico que simplesmente quebram várias leis do raciocínio correto – pelo menos para quem já estudou filosofia – e beiram a falácias e paralogismos. Ele apela especialmente para o argumento por autoridade e a Petição de Princípio. Resume-se a dizer que o que ele ensina está provado e que o que o outro lado diz é ridículo. Mas não mostra onde está o ridículo das afirmações a que ele se opõe. Pressupõe-nas ridículas porque fogem ao seu senso comum ou ao que ele está acostumado a acreditar.
Isso, fora o fato de que um acadêmico, seja de que área for, deveria tratar com cuidado e precisão o uso de fontes, mesmo se tratando de um blog não indexado. Afinal, sua autoridade acadêmica pode induzir os leitores ao erro. Neste texto, darei alguns exemplos de sua incongruência argumentativa.
Palavras de indignação do professor Leandro: “Por que a Unicamp empresta seu prestígio a um evento desse tipo, que estaria muito mais apropriadamente sediado em alguma igreja ou associação cristã? [...] Por isso causou-me surpresa que a administração central da Unicamp, uma universidade pública e prestigiada como uma das melhores do Brasil, esteja dando suporte institucional para um evento criacionista que ocorrerá dia 17/10 dentro da série de debates chamados de Fóruns Permanentes. Trata-se do 1º Fórum de Filosofia e Ciência das Origens (espero que seja também o último!).” Depois de questionar evento semelhante ocorrido na Universidade Mackenzie, ele conclui: “Universidades confessionais protestantes americanas de primeira linha como Harvard, Princeton ou Yale jamais permitiram que um evento desse tipo ocorresse em suas dependências” (grifo nosso).
A conclusão dele é que esses assuntos deveriam se limitar ao interior de igrejas ou instituições religiosas. Jamais deveriam adentrar os limites de uma universidade como a Unicamp. Será?
Minha resposta: o professor deveria se inteirar melhor disso antes de passar uma visão distorcida a seus alunos e aos leitores de seu blog. Será que “universidades de ponta” não se interessam por assuntos envolvendo Deus, religião e ciência? Ele chega a dar como exemplo uma suposta mancha na reputação da UnB porque sediou um Núcleode Estudos de Fenômenos Paranormais e pelo curso de extensão em Astrologia. Veja, não sou astrólogo, paranormal nem simpatizante dessas correntes, mas devo mostrar que as coisas não são como o professor apresenta.
Que tal, então, esses casos? De 21 a 23 de outubro de 2001, Harvard (a mesma instituição que ele afirmou jamais se prestaria a esse papel) sediou um congresso intitulado “The Harvard Conference on Science and the Spiritual Quest”, realizado no campus de Cambridge, MA. Igualmente, a Universidade de Berkeley, na Califórnia, possui um programa acadêmico sobre “busca espiritual” (Spiritual Quest Program SSQ) e um “Center for Theology and the Natural Sciences”. Compensa dar uma olhada na página deles (http://www.ctns.org/ssq/) e ver como Berkeley discorda do professor da Unicamp e leva para o Campus coisas que ele sugere ficarem circunscritas aos limites de uma igreja ou instituição religiosa. William D. Phillips, ganhador do prêmio Nobel de Física, participou de vários eventos do SSQ e afirmou que a espiritualidade e a convicção religiosa mantida por cientistas deveriam ser assuntos mais bem explorados em universidades de renome.
Outro programa de Berkeley em parceria com a prestigiada fundação John Templeton foi o “Science and the Spiritual Quest II” (SSQII), realizado em 2003. E antes dele, em 1988, uma conferência realizada pelo departamento de Física da Universidade de Berkeley reuniu vários especialistas em cosmologia para que eles apresentassem as implicações da espiritualidade em seus trabalhos acadêmicos e a riqueza de se fazer ciência sem deixar de ser religioso. Muitos compareceram como palestrantes, incluindo Allan Sandage, religioso praticante e ganhador do prêmio Gruber de Astronomia.
Yale realizou entre 11 e 14 de maio de 2000 uma conferência intitulada “The God in Nature and Humanity: Connecting Science, Religion and the Natural World”. O objetivo segundo os coordenadores era encontrar links entre ciência, religião e natureza.
Em 14 e 15 de setembro de 2006, Yale realizou outra conferência envolvendo designinteligente, criacionismo e evolucionismo. O tema geral foi “The Religion and Science Debate: Why Does It Continue?”. Outro congresso multidisciplinar realizado também em Yale, em 2000, diretamente ligado ao tema do design, foi o “Science and Evidence for Design in the Universe”. Alguns evolucionistas tentaram alegar que esse congresso não ocorreu sob os auspícios da universidade, mas apenas utilizou indevidamente seu nome. Isso não é verdade. Tanto que o próprio site da universidade fez a propaganda do evento (confira), e a Yale Law School Forum on Cultural and Academic Freedom era uma das coordenadoras.
Mas ainda que fosse como alguns dizem, torna-se curioso dizer que Yale nunca escreveu nenhum parecer oficial desmentindo ou processando os coordenadores pelo uso indevido de seu nome.
Ademais, vários outros congressos de diversos temas e áreas são realizados como esse: sediados por um braço da universidade e vinculados diretamente ao seu nome. Esse é um procedimento normal e quem trabalha em universidades públicas ou privadas sabe como funciona. Creio que esses exemplos são suficientes para mostrar que o dito no blog do professor Leandro simplesmente não procede. Curiosamente, nem Berkeley, Yale ou Harvard tiveram sua reputação manchada por sediar cursos, centros e conferências envolvendo Deus, religião e ciência. Por que a Unicamp ficaria?
O professor também dispara preconceitos contra os palestrantes convidados, ao afirmar: “Como mostrarei a seguir, nenhum dos palestrantes tem um perfil acadêmico compatível com essa universidade, exceto pelo professor Marcos Eberlin, do Instituto de Química da Unicamp, que participará da sessão de abertura.”
Minha resposta: são cinco os palestrantes convidados. Marcos Eberlin, que ele aceita como exceção, é professor da Unicamp e é um deles. Mas o professor Leandro não explica por que Eberlin (que tem o perfil acadêmico da instituição) estaria ali entre os palestrantes de um evento tão “anticientífico”. Outro detalhe: O que ele entende por “perfil acadêmico compatível com essa universidade”? Gostaria que esclarecesse melhor, pois o prof. Humphreys, como ele mesmo admite, tem doutorado em Física – área sobre a qual ele apresentaria sua palestra – e possui “patentes e publicações em periódicos de seletiva política editorial, especialmente na área de instrumentação”.
Leandro se limita a dizer que o professor Nahor é doutor em Geociências, mas não diz que foi pela USP e que ele foi professor na USP e na Unesp por 13 anos! Curioso, serve para a USP, mas não tem o perfil necessário para a Unicamp! Irônico!
Quanto a mim (Rodrigo Silva), ele apenas diz que sou doutor em Teologia e apresentador de programa de TV. Mas não afirma que tenho especialidade em arqueologia (tema de minha palestra), nem que estou vinculado ao MAE (Museu de Arqueologia e Etnologia) da USP, terminando um segundo doutorado em Arqueologia Clássica. Aliás, estou envolvido com professores da USP, Unesp e do Ipen, numa pesquisa de datação por luminescência (área de especialidade do dito professor), cujo artigo sobre um artefato “bíblico” foi aceito para apresentação num congresso internacional a ser realizado em Pernambuco, no fim deste ano.
Curioso que é só clicar no nome de cada autor que o currículo Lattes ou do CNPQ aparece. Mas ele usou as informações que lhe convinha. O Michelson (formado pela UFSC), de fato, é o único que não leciona, mas sua participação seria como jornalista e não como professor universitário. Seu tema também está correlacionado com o que ele trabalha.
Bem, se nenhum dos acadêmicos acima tem perfil para estar na Unicamp palestrando, quem teria? Ademais, ninguém estava se preparando para pregar um “sermão”. As apresentações eram de fundo exclusivamente acadêmico, como se pode ver pelos resumos.
Além disso, quando o professor questiona a “ausência” de artigos indexados defendendo o DI ou o criacionismo, ele parece ignorar o monopólio evolucionista de acadêmicos que, como ele, barram publicações que ofendem a boa reputação de Darwin. Mas isso não é argumento algum. Seria o mesmo de dizer que o protestantismo não possui teologia válida porque não encontramos em periódicos católicos artigos defendendo a doutrina de Lutero!
Veja que o próprio Francis Collins admitiu ter ficado por muitos anos calado em relação à sua fé em Deus, porque sabia que se divulgasse isso antes de terminar suas pesquisas ele seria, por preconceito, retirado do programa de mapeamento do Genoma Humano. Ou, pior ainda, nem teria entrado nele!
Contudo, há sim, exceções razoáveis ao generalizado preconceito, ou seja, artigos contrários ao evolucionismo publicados em revistas indexadas. Veja uma lista parcial deles em http://www.discovery.org/a/2640.
Continuando, o professor ainda destaca: “Debater com eles [os criacionistas e partidários do DI] é perda de tempo, pois não há evidência na Terra (ou no céu!) que os faça rever seu modelo e suas posições, como os cientistas costumam fazer.” Mas, depois, ele mesmo diz: “Infelizmente, o blog não é aberto para comentários, mas eu ia propor que fizéssemos um debate verdadeiro e mais equilibrado em algum templo (não numa univerisdade [sic]): 2 criacionistas e 2 cientistas abordariam evolução e as origens do universo, seguido de um debate.”
Mas é para debater ou não? Fiquei na dúvida do que o professor propõe. E por que na universidade não e na igreja sim? Qual a diferença? Seus alunos não iriam a uma igreja, seria isso? Seu interesse é ganhar adeptos? E mais: Que dicotomia mais preconceituosa é essa? “2 criacionistas e 2 cientistas”? Não seria mais correto – considerando nomes como o do professor e cientista Marcos Erbelin – dizer “2 cientistas criacionistas e 2 cientistas evolucionistas”? Caso contrário, professor Leandro, em que grupo eu deveria colocar o professor Marcos?
Outro detalhe: O que importa é o conteúdo ou o ambiente? Por que debater na igreja e não na universidade?
Concluindo... O professor Leandro escreve com uma arrogância tal que parece supor que ele (ou pelo menos os que concordam com ele) detém a chave do conhecimento acadêmico e o monopólio do saber universitário. Se for assim, gostaria de lembrar ao distinto professor que foi exatamente contra essa postura imperialista e autoritária que a universidade surgiu na Europa, reagindo contra o ditame das Universitas que eram pautadas pelo medievalismo monopolizador do programa Roma Locuta Finita Causa Est (Roma falou, está acabado!). Ou seja, somente o que a Igreja aceitava com válido podia ser ensinado e discutido nas classes, o resto era heresia.
Parece que estamos voltando aos tempos medievais em que antigos bispos, censores e até mesmo inquisidores da teologia são substituídos por neosacerdotes do ateísmo e do evolucionismo, como o professor Leandro. Ele é a voz da ciência; ganhou procuração para isso! Todas as conclusões devem concorrer para os ditames em que ele mesmo acredita. Quem discordar dele está fora do jogo. Como isso me lembra a máxima do passado “extra ecclesiam nulla salus” (fora da igreja não há salvação). E antes que me acusem de anacronismo, é bom argumentar logicamente por que seria um anacronismo e não apenas dizer que é!
Ademais, anoto o agravante de que a Unicamp é uma universidade pública e os recursos que a sustentam e que, inclusive, pagam o salário do professor de Física são justamente oriundos dos impostos de uma maioria teísta que ainda crê em coisas que ele considera banais. E nessa maioria não há apenas gente “leiga”. Há físicos, matemáticos, historiadores, filósofos, etc. que creem na criação ou no design. Se quiser, dou de memória uma lista enorme deles. Gente inclusive com mestrado e doutorado em reconhecidas universidades públicas.
Engraçado, pois já vi todo tipo de reivindicações de alunos em universidades públicas. Muitas legítimas, outras nem tanto. Mas nenhuma parece chocar tanto o professor e seus adeptos quanto o tema de Deus relacionado à ciência. Até a maconha está tendo seus adeptos e conseguindo seu espaço nas discussões da universidade pública, mas Deus ainda tem de ficar de fora.
Veja que contraste: entre 17 e 18 de maio de 2010, ocorreu na Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) um simpósio internacional sobre a liberação do uso da Cannabis (nome científico da maconha). Bem, o simpósio tinha como título o uso “medicinal” regulamentado por uma agência brasileira que deveria ainda ser criada. Contudo, deixe-me tecer dois comentários sobre isso: primeiro, tenho certeza de que nem todos os especialistas concordariam com a proposta do evento ou com as conclusões técnicas que muitos participantes defendiam, mesmo assim, o evento foi realizado. Essa é a democracia do saber, pois, embora eu não diga com Nelson Rodrigues que toda a unanimidade é burra, posso, pelo menos, dizer que em muitos momentos a pluralidade de ideias (até mesmo divergentes) pode ser uma fonte de riqueza intelectual. Posições divergentes são sempre bem-vindas ao fórum acadêmico, principalmente se a instituição for pública, isto é, pertencente ao povo que paga seus impostos.
Segundo comentário: erra feio quem pensa que um simpósio como esse da Unifesp ficaria apenas no âmbito científico. A pauta de blogs semelhantes a esse do professor Leandro afirmava ser aquela uma iniciativa a favor dos movimentos antiproibicionistas que lutam pela legalização do consumo de drogas no Brasil. Aliás, como disse numa entrevista a neurocientista Cecília Hedin, que era na época diretora do Instituto de Ciências Biomédicas da URFJ: “É comum o cientista achar que não é seu papel participar desses debates, sem perceber que sua disciplina é, muitas vezes, utilizada para justificar políticas públicas. Muitos se julgam neutros, mas raramente um de nós de fato é.”
Veja, não estou emitindo juízo de valores sobre a questão da maconha, pois esse não é o assunto deste texto. Apenas faço essa comparação para mostrar a postura de contradição de professores intolerantes, como alguns da Unicamp. Maconha pode ser discutida, Deus não! Religião, como o professor Leandro defende, é coisa para ser confinada às igrejas, não à universidade. Ora, se fosse assim, Deus não deveria ser mencionado para nada! Silêncio total. Mas, contradizendo isso, o Criador é muito mencionado nas aulas de professores ateus. Ele é mencionado para ser desacreditado, desmentido, desautorizado. Duvido que o professor Leandro nunca tenha em sala de aula repelido com força o criacionismo diante de seus alunos ou desdenhado do relato do Gênesis. Mas, deixe-me ver se entendi: “Deus e o Universo” não constitui tema para um ambiente universitário. A menos que seja para construir toda uma tese provando para os alunos que tal coisa não existe.
Que estranho comportamento acadêmico. Só deixo que meus alunos tenham acesso ao que eu mesmo creio como sendo verdadeiro. O que os demais dizem eu me limito a invalidar sem provar porque é errado. Isso é retórica acadêmica e não método científico. É muito fácil falar mal dos “outros” sem deixar que eles mesmos apresentem suas razões. Se tudo o que meus alunos souberem dos “outros” se limitar ao que “eu digo dos outros” – e digo como bem entender –, posso levá-los a preconceitos e chauvinismos recheados de argumentação pseudocientífica.
Isso é o que alguns chamam de “advento do marxismo cultural” da ex-URSS, onde professores com cartilhas e dogmas supostamente “comprovados” se infiltram através de concursos em universidades públicas; afirmam que isso e isso é politicamente correto, que isso e isso é cientifico, e o resto é lixo! Então constroem a proposta do que consideram a sociedade perfeita, depois lavam o cérebro dos alunos com toda essa eloquência e, como resultado, criamos uma sociedade desajustada. Perfeitos ignorantes com diploma nas mãos; alunos não reflexivos que se limitam a repetir o que o professor diz, pensando não por si mesmos, mas tornando-se refletores do pensamento alheio.
Como os valores espirituais são coisa que pertence às igrejas, o ensino da ética também fica bastante limitado e o resultado não é nada animador. Um exemplo disso é que, no passado, quebra-quebra como o que vimos nas manifestações recentes seria reputado como “falta de cultura” e “falta de educação”. Agora nos surpreende o elevado número de universitários entre os arruaceiros. Educação é tudo? Estamos cumprindo mesmo nosso papel?
Ora, professor Leandro, ninguém pode rejeitar conscientemente o que não conhece. Se você quiser mesmo que seus alunos rejeitem as propostas não darwinistas da origem do Universo, deveria deixar que eles ouvissem os argumentos e decidissem por si mesmos, e não que repetissem como gravadores as coisas que o senhor mesmo diz em sala de aula – certamente repetindo sem questionar a mesma cartilha que um dia escutou.
Será que seus alunos saberiam dar um exemplo concreto, observável e científico de macroevolução darwinista? Veja, eu disse macroevolução! Por favor, não fique girando em torno de bactérias e amebas que se modificaram com o passar dos anos! Isso eu também aceito, mas não é bem o que o evolucionismo clássico diz, pois a bactéria, ainda que mudada, continua bactéria; a ameba modificada continua ameba. Refiro-me a mudanças de espécie em que o réptil realmente virou pássaro; e um anfíbio virou mamífero terrestre.
Uma parábola para terminar. Imagine que ETs chegassem à Terra daqui a dois mil anos e não encontrassem mais seres vivos no planeta. Eles viriam o avião e analisariam tudo o que ele contém: asas, motor, rádio, trem de pouco, etc. É uma máquina perfeita. Como foi feito? Como surgiu? Ninguém tem uma resposta definitiva, pois não estavam aqui em nosso tempo nem visitaram a fábrica da Embraer ainda em funcionamento.
Então, um grupo, partindo da lógica, deduz que alguém – provavelmente um ser humano inteligente – fez o avião. Mas outro grupo, mais politicamente engajado, prefere negar a existência de “inventores ou fabricantes do avião”, afirmando que ele é fruto do acaso e que não precisamos de fabricantes para justificar sua existência.
“Mas a lógica de sua engenharia supõe um engenheiro”, diz o primeiro grupo. “Ora, isso é pseudociência”, diz o segundo. “Já provamos que o avião é fruto de uma série de mudanças acidentais que geraram essas máquinas que hoje conhecemos.” Prova por prova, nenhum dos grupos têm. Mas creio que a lógica faz supor a primeira opção. Afinal de contas, creio que nem mesmo o professor Leandro aceitaria dizer que a existência do avião dispensa a existência de um fabricante. Ele é muito complexo para ser fruto do acaso!
Mostre-me “cientificamente” – não filosoficamente – a possibilidade de um avião alguma vez ser fruto do acaso cego e eu passarei seriamente a acreditar que o pássaro também pode ser. Até lá! Não chame de científico o que não foi cientificamente provado, nem arvore para si a monopolização do saber. A Idade Média, companheiro, já ficou para trás.
(Rodrigo Silva possui graduação em Teologia pelo Instituto Adventista de Ensino do Nordeste [1992], graduação em Filosofia pelo Centro Universitário Assunção [1999], mestrado em Teologia Histórica pelo Centro de Estudos Superiores da Companhia de Jesus [1996], doutorado em Teologia Bíblica [2001], estudos pós-doutorais com concentração em arqueologia bíblica pela Andrews University, EUA [2008], e atualmente está cursando doutorado em arqueologia clássica pela Universidade de São Paulo. É professor do Centro Universitário Adventista de São Paulo – Campus Engenheiro Coelho, SP [Unasp], curador do Museu Paulo Bork de Arqueologia do Oriente Médio e apresentador do documentário semanal Evidências, pela TV Novo Tempo)
quarta-feira, 16 de outubro de 2013
terça-feira, 15 de outubro de 2013
Unicamp cancela fórum sobre as origens
Foi com muita alegria e surpresa que nós, do Clube Criacionista de Campinas, soubemos que a Unicamp pretendia realizar seu 1º Fórum de Filosofia e Ciência das Origens, e ainda tivemos o privilégio de mediar o convite ao renomado físico Dr. Russel Humphreys, para apresentar sua palestra “Starlight and Time” nesse evento. Essa iniciativa parecia indicar uma disposição inusitada da academia, de oferecer uma oportunidade aos seus alunos para discutirem aberta e livremente a questão das origens. Infelizmente, a três dias da data do fórum, fomos informados de que o evento foi cancelado. Só podemos imaginar as enormes pressões exercidas sobre os responsáveis, para a tomada dessa decisão, que nos chocou, mas não nos surpreendeu, pois, diariamente, podemos acompanhar ao redor do mundo as atitudes de diversos grupos que, de forma tão agressiva quanto os inquisidores dos tempos obscurantistas, hoje se opõem ao diálogo e à discussão das ideias. Naquela ocasião, foram cientistas assumidamente criacionistas que levaram o mundo à verdadeira luz. Hoje, passados quase quinhentos anos do tempo em que as pessoas tiveram a Bíblia como seu primeiro compêndio, pseudocientistas querem impedir que os alunos tenham acesso à verdadeira ciência. (Eliézer Militão, diretor do Clube Criacionista de Campinas)
Manifestação do palestrante Dr. Marcos Eberlin: “Interessante notar que em uma universidade pública, financiada com recursos públicos, por impostos de todos nós –agnósticos, teístas, deístas, politeístas, ateus e desinteressados –, cientistas pagos para e com a responsabilidade buscar sempre a verdade e a melhor explicação científica para as nossas origens, doa a quem doer, fira a quem ferir em termos de subjetividades, nessa universidade e nessas condições, grupos e pessoas que se autointitulam ‘grandes guardiões do saber’ cancelem palestras e fóruns em que a intenção é somente apresentar evidências científicas e reestabelecer o debate. Bem nas catedrais do livre pensar e debater, fecham as portas para o debate, o livre debater de ideias... Na universidade em que fazem o ‘portas abertas’ batem-nos a porta na cara, e as fecham, por quê? O que temem? Seria o perigo da exposição das falácias da teoria que defendem? Cancelam o jogo e levam a bola para casa, como meninos. E a bola que levam acham que é deles, mas é de todos, comprada com dinheiro público.
“Infelicidade é notar que a melhor universidade brasileira se deixa guiar pela opinião subjetiva de alguns e, mais uma vez, de última hora, impede a exposição de argumentos. Exposição de evidências sólidas, como as da ‘Química do Universo e da Vida’, que eu apresentaria, e que mostram como nunca antes a urgência de se reestabelecer o debate entre as duas causas possíveis e legítimas para a origem do Universo e da Vida – forças naturais ou um agente inteligente? É mais uma demonstração da falência geral, ampla e irrestrita de uma teoria que um dia foi quase um consenso, mas que hoje só se sustenta na academia – infelizmente – não mais pelos fatos e pelos dados, mas pelo cerceamento do debate, pelo abafar de opiniões contrarias, pela propaganda enganosa – fato mais fato que a gravidade, repetem à exaustão, na esperança de que a repetição torne isso uma verdade. Que se sustenta ainda pela inquisição que nelas se instalou – uma inquisição, desta feita, secular...
“Fica, então, mais uma vez a constatação do ‘perigo’ que o debate sobre nossas origens traz ao naturalismo filosófico, falido que está, e que se apoderou da ciência e desse osso não quer largar! Um naturalismo filosófico que fez dela seu monopólio exclusivo, e que nela quer também monopolizar o palanque. Financiados por recursos públicos, se escondem detrás do paradigma dominante e em lugar de combater o bom combate do debate de teses e evidências, desqualificam seus oponentes com desqualificações espúrias, inquisições descabidas, correlações infundadas com pretensos interesses não científicos.
“Quem tem medo de ouvir falar sobre a química do Universo e da vida? Quem tem medo de escutar o que as moléculas nos falam sobre nossas origens? Quem tem medo de analisar o DNA, as proteínas, a homoquiralidade de todos nós? O código da vida, as bases nitrogenadas, a ribose contra a desoxirribose? Qual o estrago que poderia causar a uma universidade pública um químico dessa própria universidade, formado em suas bases, falar sobre a química da Vida e do Universo? Qual o perigo de ele trazer ao debate a informação sobre as nossas origens que essa química revela? Qual a nossa semelhança molecular com os chimpanzés? Qual a probabilidade da nuvem gasosa de hidrogênio e hélio ter formado estrelas? E da poeira estelar ter formado planetas rochosos como a Terra? Qual o perigo e quem tem medo dele? Seriam os que defendem uma teoria sólida, sustentada em fatos, ao nível atômico e molecular? Ou os que se valem apenas da inércia cientifica de uma teoria falida e do sufocar de ideias e conhecimentos contrários para defender suas cosmovisões e paixões? Você decide!”
Manifestação do palestrante Michelson Borges: “Claramente conscientes de que a Unicamp se trata de uma instituição secular, nós, os palestrantes daquele que seria o 1º Fórum de Filosofia e Ciência das Origens, tínhamos a convicção de que deveríamos, cada um em sua respectiva palestra e área, tratar do tema sob uma perspectiva científico-filosófica. Nenhum de nós iria ao campus falar de religião, Bíblia nem mesmo criacionismo. Não somos pensadores mal intencionados em busca de prosélitos. Todos nós – assim como penso que ocorre com muitos na academia – amamos a ciência e procuramos seguir as evidências, levem aonde levar. Não estamos engajados numa cruzada contra a ciência. Essa é a visão de uma oposição que vive à luz da falácia do espantalho, tenta nos desacreditar, nos ‘deformar’ e estereotipar sob a pecha de ‘fundamentalistas’, e, assim, impedir o livre debate de ideias num ambiente que deveria ser, acima de qualquer outro, local exatamente próprio para isso. Foi com profunda decepção que recebi a notícia do cancelamento do fórum, sem um motivo real que justificasse tal medida.”
Fonte: Criacionismo
Veja abaixo a apresentação que [Michelson Borges] utilizaria durante sua palestra:
Manifestação do palestrante Dr. Marcos Eberlin: “Interessante notar que em uma universidade pública, financiada com recursos públicos, por impostos de todos nós –agnósticos, teístas, deístas, politeístas, ateus e desinteressados –, cientistas pagos para e com a responsabilidade buscar sempre a verdade e a melhor explicação científica para as nossas origens, doa a quem doer, fira a quem ferir em termos de subjetividades, nessa universidade e nessas condições, grupos e pessoas que se autointitulam ‘grandes guardiões do saber’ cancelem palestras e fóruns em que a intenção é somente apresentar evidências científicas e reestabelecer o debate. Bem nas catedrais do livre pensar e debater, fecham as portas para o debate, o livre debater de ideias... Na universidade em que fazem o ‘portas abertas’ batem-nos a porta na cara, e as fecham, por quê? O que temem? Seria o perigo da exposição das falácias da teoria que defendem? Cancelam o jogo e levam a bola para casa, como meninos. E a bola que levam acham que é deles, mas é de todos, comprada com dinheiro público.
“Infelicidade é notar que a melhor universidade brasileira se deixa guiar pela opinião subjetiva de alguns e, mais uma vez, de última hora, impede a exposição de argumentos. Exposição de evidências sólidas, como as da ‘Química do Universo e da Vida’, que eu apresentaria, e que mostram como nunca antes a urgência de se reestabelecer o debate entre as duas causas possíveis e legítimas para a origem do Universo e da Vida – forças naturais ou um agente inteligente? É mais uma demonstração da falência geral, ampla e irrestrita de uma teoria que um dia foi quase um consenso, mas que hoje só se sustenta na academia – infelizmente – não mais pelos fatos e pelos dados, mas pelo cerceamento do debate, pelo abafar de opiniões contrarias, pela propaganda enganosa – fato mais fato que a gravidade, repetem à exaustão, na esperança de que a repetição torne isso uma verdade. Que se sustenta ainda pela inquisição que nelas se instalou – uma inquisição, desta feita, secular...
“Fica, então, mais uma vez a constatação do ‘perigo’ que o debate sobre nossas origens traz ao naturalismo filosófico, falido que está, e que se apoderou da ciência e desse osso não quer largar! Um naturalismo filosófico que fez dela seu monopólio exclusivo, e que nela quer também monopolizar o palanque. Financiados por recursos públicos, se escondem detrás do paradigma dominante e em lugar de combater o bom combate do debate de teses e evidências, desqualificam seus oponentes com desqualificações espúrias, inquisições descabidas, correlações infundadas com pretensos interesses não científicos.
“Quem tem medo de ouvir falar sobre a química do Universo e da vida? Quem tem medo de escutar o que as moléculas nos falam sobre nossas origens? Quem tem medo de analisar o DNA, as proteínas, a homoquiralidade de todos nós? O código da vida, as bases nitrogenadas, a ribose contra a desoxirribose? Qual o estrago que poderia causar a uma universidade pública um químico dessa própria universidade, formado em suas bases, falar sobre a química da Vida e do Universo? Qual o perigo de ele trazer ao debate a informação sobre as nossas origens que essa química revela? Qual a nossa semelhança molecular com os chimpanzés? Qual a probabilidade da nuvem gasosa de hidrogênio e hélio ter formado estrelas? E da poeira estelar ter formado planetas rochosos como a Terra? Qual o perigo e quem tem medo dele? Seriam os que defendem uma teoria sólida, sustentada em fatos, ao nível atômico e molecular? Ou os que se valem apenas da inércia cientifica de uma teoria falida e do sufocar de ideias e conhecimentos contrários para defender suas cosmovisões e paixões? Você decide!”
Manifestação do palestrante Michelson Borges: “Claramente conscientes de que a Unicamp se trata de uma instituição secular, nós, os palestrantes daquele que seria o 1º Fórum de Filosofia e Ciência das Origens, tínhamos a convicção de que deveríamos, cada um em sua respectiva palestra e área, tratar do tema sob uma perspectiva científico-filosófica. Nenhum de nós iria ao campus falar de religião, Bíblia nem mesmo criacionismo. Não somos pensadores mal intencionados em busca de prosélitos. Todos nós – assim como penso que ocorre com muitos na academia – amamos a ciência e procuramos seguir as evidências, levem aonde levar. Não estamos engajados numa cruzada contra a ciência. Essa é a visão de uma oposição que vive à luz da falácia do espantalho, tenta nos desacreditar, nos ‘deformar’ e estereotipar sob a pecha de ‘fundamentalistas’, e, assim, impedir o livre debate de ideias num ambiente que deveria ser, acima de qualquer outro, local exatamente próprio para isso. Foi com profunda decepção que recebi a notícia do cancelamento do fórum, sem um motivo real que justificasse tal medida.”
Fonte: Criacionismo
Veja abaixo a apresentação que [Michelson Borges] utilizaria durante sua palestra:
Feliz Dia do Professor!
Aos meus professores de todos os níveis de ensino e tipos de cursos, o meu muito obrigado! Aos amigos de profissão e professores voluntários, também desejo um Feliz Dia do Professor!
Prof. André Luiz Marques
segunda-feira, 14 de outubro de 2013
sábado, 12 de outubro de 2013
sexta-feira, 11 de outubro de 2013
Estudo Bíblico - O Desabrochar de um Novo Mundo (parte 1 de 4)
Ganhei este estudo bíblico de presente de um amigo e decidi compartilhar com o público amigo do nosso blog. É um estudo bíblico antigo que foi convertido de VTS para DVD e depois passei para o Youtube afim de que mais pessoas possam ver. É um estudo simples, mas que toca o coração do ouvinte. Está dividido em 4 partes. Muito espiritual, recomendo!
André Luiz Marques
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Por que vivemos em três dimensões?
Você já se perguntou por que, de todas as maneiras que a realidade pode ser, nós vivemos em três dimensões, em vez de duas, ou quatro, ou 1.800? Estamos acostumados a nos mover para cima e para baixo, para a esquerda e para a direita, ou ainda para frente e para trás, mas não somos capazes de realizar um movimento “hiper-para cima” ou “hiper-para baixo”. Por que isso (não) acontece? O que há de tão especial em nossas ordinárias três dimensões? A resposta mais fácil é a de que nós simplesmente evoluímos para viver em um universo tridimensional, de modo que este é o Universo que nós percebemos [a resposta mais fácil sempre é esta: evoluímos]. Se o Universo tivesse apenas duas dimensões, nós também seríamos bidimensionais. E o mesmo aconteceria com quatro dimensões. No entanto, devemos admitir que essa é uma explicação tosca [como tantas outras que têm que ver com a palavra “evolução”]. Afinal, ela basicamente diz que somos do jeito que somos porque nosso Universo é assim e se nosso Universo não fosse assim, ele seria diferente. Jura?
Por sorte, há uma maneira mais inteligente de olhar para essa questão. Pode parecer que espaços de diferentes dimensões são praticamente iguais, mas existem diferenças essenciais entre eles – como, por exemplo, o conceito de rotação. Num ambiente 2D, você pode rotacionar um objeto apenas em sentido horário ou anti-horário. E se você pegar uma figura e virá-la um quarto de volta em sentido horário e, em seguida, meia volta em sentido anti-horário, você tem o mesmo resultado do que se você fizer o movimento na ordem inversa. Entretanto, no caso de um objeto tridimensional, as rotações feitas em ordem inversa resultam em posições diferentes.
Coisas bem importantes para nós, como a gravidade, se comportam de forma distinta em universos de diferentes dimensões. Por exemplo, no nosso ambiente 3D, a força da gravidade entre dois objetos depende da distância entre eles ao quadrado. Em duas dimensões, está ligada apenas à distância, enquanto em um universo 4D, a gravidade dependeria da distância elevada ao cubo.
Isso significa que, se o nosso Universo fosse bidimensional, a gravidade como conhecemos seria demasiadamente forte para o surgimento de coisas como o sistema solar. Em uma realidade 4D, por outro lado, a gravidade seria fraca demais. Ou seja, é apenas em um universo tridimensional que a gravidade possui a força adequada para manter todos os planetas flutuando da maneira como fazem agora.
Neste momento, porém, nós mudamos a pergunta de “por que nosso Universo é 3D?” para “por que apenas um universo 3D possui a gravidade perfeita para a nossa existência?”. Na realidade, o fato de objetos 2D e 4D serem diferentes dos tridimensionais pode nos levar a uma reflexão mais profunda: o espaço talvez não seja o elemento mais importante do Universo. Em vez disso, é capaz que nosso Universo seja baseado em algum processo mais profundo, como as leis de matemática da física quântica.
Além disso, é perfeitamente possível que o espaço, na realidade, não exista. Ele seria apenas uma ideia que os humanos construíram para manter o controle das relações entre diferentes objetos. A verdade sobre o universo ainda está além de nossa compreensão.
Fonte: Hypescience
Nota do blog Criacionismo: Quanto mais estudam o Universo e pensam sobre ele, mais os cientistas revelam o fato (mas não sei se se dão conta disso ou o ignoram) de que ele foi projetado para funcionar assim e receber e manter a vida. É como se o Universo “soubesse” que nós habitaríamos nele. Qualquer variação nas constantes universais ou na dimensionalidade do cosmos tornaria a vida inviável aqui. O que isso lhe sugere? [MB]
Por sorte, há uma maneira mais inteligente de olhar para essa questão. Pode parecer que espaços de diferentes dimensões são praticamente iguais, mas existem diferenças essenciais entre eles – como, por exemplo, o conceito de rotação. Num ambiente 2D, você pode rotacionar um objeto apenas em sentido horário ou anti-horário. E se você pegar uma figura e virá-la um quarto de volta em sentido horário e, em seguida, meia volta em sentido anti-horário, você tem o mesmo resultado do que se você fizer o movimento na ordem inversa. Entretanto, no caso de um objeto tridimensional, as rotações feitas em ordem inversa resultam em posições diferentes.
Coisas bem importantes para nós, como a gravidade, se comportam de forma distinta em universos de diferentes dimensões. Por exemplo, no nosso ambiente 3D, a força da gravidade entre dois objetos depende da distância entre eles ao quadrado. Em duas dimensões, está ligada apenas à distância, enquanto em um universo 4D, a gravidade dependeria da distância elevada ao cubo.
Isso significa que, se o nosso Universo fosse bidimensional, a gravidade como conhecemos seria demasiadamente forte para o surgimento de coisas como o sistema solar. Em uma realidade 4D, por outro lado, a gravidade seria fraca demais. Ou seja, é apenas em um universo tridimensional que a gravidade possui a força adequada para manter todos os planetas flutuando da maneira como fazem agora.
Neste momento, porém, nós mudamos a pergunta de “por que nosso Universo é 3D?” para “por que apenas um universo 3D possui a gravidade perfeita para a nossa existência?”. Na realidade, o fato de objetos 2D e 4D serem diferentes dos tridimensionais pode nos levar a uma reflexão mais profunda: o espaço talvez não seja o elemento mais importante do Universo. Em vez disso, é capaz que nosso Universo seja baseado em algum processo mais profundo, como as leis de matemática da física quântica.
Além disso, é perfeitamente possível que o espaço, na realidade, não exista. Ele seria apenas uma ideia que os humanos construíram para manter o controle das relações entre diferentes objetos. A verdade sobre o universo ainda está além de nossa compreensão.
Fonte: Hypescience
Nota do blog Criacionismo: Quanto mais estudam o Universo e pensam sobre ele, mais os cientistas revelam o fato (mas não sei se se dão conta disso ou o ignoram) de que ele foi projetado para funcionar assim e receber e manter a vida. É como se o Universo “soubesse” que nós habitaríamos nele. Qualquer variação nas constantes universais ou na dimensionalidade do cosmos tornaria a vida inviável aqui. O que isso lhe sugere? [MB]
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Como solucionar a Explosão Cambriana: Acelere o velocímetro evolucionário!!!
Entre os artigos científicos por aí que tentam refutar o Stephen Meyer sem mencioná-lo, eis aqui um que torna tudo tão simples: a evolução apenas ocorreu mais rapidamente no Cambriano, só isso.
É impressionante como que a mídia se reuniu ao redor de uma nova pesquisa publicada no Current Biology por Lee, Soubrier e Edgecombe, "Rates of Phenotypic and Genomic Evolution during the Cambrian Explosion." [Taxas de evolução fenotípica e genômica durante a Explosão Cambriana]. É como se eles estivessem dando um suspiro de alívio coletivo: agora nós não temos que lidar com o novo livro Darwin's Doubt de Meyer; por que? Porque a dúvida foi substituída com a certeza. O artigo anuncia confiantemente, "The Cambrian explosion (evolution's "big bang") is compatible with Darwinian evolution." [A explosão cambriana (o big bang da evolução) é compatível com a evolução darwinista] (ênfase adicionada).
Resumindo, o artigo afirma que a evolução ocorreu entre 4 a 5.5 vezes mais rápida durante o Cambriano do que sua costumeira velocidade lenta e gradual. Para chegarem à aquela medida, Lee e Soubrier da Austrália e Edgecombe do Museu de História Natural de Londres compararam 395 caracteres fenotípicos e 62 genes de artrópodes atuais, "o filo mais diverso no período Cambriano e hoje." Uma vez que a evolução ocorreu mais rapidamente, todas as "principais inovações fenotípicas" foram capazes de "surgir subitamente" em um intervalo curto de tempo. (Eles assumem que seja o que aumentou a velocidade da evolução para os artrópodes também acelerou para os outros filos "surgiram" em um instante geológico: "Esta pesquisa diz respeito a artrópodes, mas os resultados provavelmente são aplicáveis à maioria da vida.")
Como mágica, o problema é solucionado. "As descobertas, publicadas online hoje no Current Biology, resolve o 'dilema de Darwin’: o súbito surgimento de uma plethora de grupos de animais modernos no registro fóssil no início do período Cambriano," anunciou orgulhosamente uma nota à imprensa da Universidade de Adelaide, seu Professor Associado Michael Lee no centro das atenções. A explosão Cambriana era nada mais do que a evolução padrão ocorrendo no lapso de tempo.
Uma olhada no trabalho revela admissões danosas, omissões flagrantes, e lapsos na lógica. Vamos considerar isso agora.
Admissões danosas
Os autores admitem que a explosão Cambriana foi súbita. Eles sabem que isso trouxe sérias dúvidas a Charles Darwin: "Darwin considerou famosamente que o súbito surgimento de morfologias complexas no Cambriano inferior estava em desacordo com os processos evolucionários normais." Eles também sabem que pesquisas subsequentes concluíram a mesma coisa:
Muitos pesquisadores subsequentes têm argumentado razoavelmente que este impulso de diversos fósseis não é explicável sem, ou postular um longo prelúdio Pré-cambriano ou invocar "processos evolucionários desconhecidos." Semelhantemente, análises moleculares iniciais concluíram que as extensivas divergências moleculares entre os artrópodes, equinodermas, e cordatos não podiam ser totalmente reconciliadas com o abrupto registro fóssil Cambriano, assumindo até as taxas modernas mais rápidas de evolução molecular.
Eles também sabem que os críticos do Darwinismo estão mostrando esses fatos ousadamente: "Essas reservas legítimas têm sido previsivelmente exploradas pelos oponentes da evolução."
Outro fato que eles reconhecem é a falta de evidência de um longo “pavio” pré-cambriano que resultou na explosão. A própria pesquisa deles, na verdade, apoia o "consenso emergente" de que qualquer evento pré-cambriano que resultou na explosão tinha que ter sido curto, não somente porque não há registro fóssil disso, mas também porque não soluciona o problema de os animais terem "adquirido muitas novidades simultaneamente por todo o início do Cambriano." Os fósseis de Ediacara, portanto, não ajudam.
Consequentemente, eles concordam que o tempo de inovação rápida foi breve, encaixando-se dentro de 40 milhões de anos (Meyer fornece evidência de que foi curto em torno de cinco milhões de anos, 1/10 de 1% da história da Terra, p. 72). Embora eles assumam o cálculo evolucionário generoso de 40 milhões de anos, eles reconhecem que o período rápido da divergência dos artrópodes seja comprimido em menos do que 10 milhões de anos no Cambriano Inferior.
Eles também admitem que este período foi único: "a evolução durante a explosão Cambriana foi incomum (comparada ao Fanerozoico subsequente) em que as rápidas taxas estiveram presentes por muitas linhagens."
Omissões Flagrantes
A pesquisa assume que acelerando a seleção natural soluciona todos os problemas, e traz a diversificação Cambriana com segurança de volta ao redil de Darwin. O que eles falham em reconhecer é que cada filo surge abruptamente no registro fóssil, sem formas transicionais. O primeiro trilobita é totalmente trilobita. O primeiro Anomalocaris é totalmente Anomalocaris. A explosão Cambriana não é apenas uma questão de brevidade de tempo. É uma lacuna entre micróbios (ou colônias de multicelulares de corpos moles, se consideramos os animais da fauna de Ediacara) e planos corporais plenamente integrados com pernas articuladas, olhos complexos, entranhas, cérebros, sistemas nervosos, e toda uma nova ecologia.
Portanto, acelerando o relógio evolucionário não soluciona o verdadeiro problema que Meyer enfatizou no seu livro: de onde veio a informação para construir todas essas novas formas corporais? Se alguém dobrar ou triplicar o intervalo de tempo, isso não mudaria aquela questão. A ausência de transições e a súbita aparição de tecidos complexos, órgãos, e sistemas demandam uma explicação, contudo, podemos tergiversar sobre a duração da explosão.
A certa altura, após declararem que a evolução ocorreu 4 a 5.5 vezes mais rapidamente do que o normal, os autores afirmam que suas conclusões são robustas, mesmo quando comprimindo a explosão para o intervalo mais breve:
Surpreendentemente, essas primeiras taxas não mudam substancialmente mesmo se a radiação dos artrópodes for comprimida inteiramente no Cambriano (∼542 mega-ano [Ma]) ou restringir ao Criogeniano (∼650 Ma). As taxas mais rápidas ainda são consistentes com evolução pela seleção natural e com os dados dos organismos vivos, solucionando potencialmente o "Dilema de Darwin."
Aquela afirmação, todavia, depende em formas transicionais que não são encontradas no registro fóssil. Eles precisam das transições para demonstrar que a seleção natural, mesmo que ocorrendo em alta velocidade, construíram individualmente esses animais selecionando pequenas variações. Até mesmo Lee e equipe não afirmariam que um micróbio dividiu-se e surgiu um trilobita.
Vamos considerá-los nas taxas comprimidas e ver o que isso significa. Vamos supor que você está no programa Caçadores de Mitos testando um novo modelo de explosões. Um fabricante de mito alega que as explosões são realmente lentas e graduais, e ocorrem por processos naturais da luz sola atingindo o solo, em vez de explodir por alguém montando a bomba. O equipamento mede a duração de uma explosão em 20 milissegundos Suponhamos que o fabricante de mito então afirme que isso foi realmente 10 segundos, se alguém considerar os preparativos e as consequências. Então ele se vangloria que pode até comprimir aquele intervalo pela metade – cinco segundos, e que seu modelo natural de explosão ainda prevalece. Os Caçadores de Mitos aceitariam aquela história? Não; eles ririam na cara dele na hora. A essência da explosão foi ser súbita. Não importaria se alguém “reduzir” ou “comprimir” o tempo naquela explosão; a explosão em si mesma foi abrupta. Do mesmo modo, quando alguém encontra um trilobita completo em uma camada de rocha sem precursores, esta é a questão! Tergiversar sobre quantos milhões de anos se passaram antes e depois que isso “surgiu abruptamente” não adiciona nada para o nosso conhecimento.
Lapsos na Lógica
Lee e equipe brincam com os "velocímetros" da seleção natural, assumindo que a evolução pode ocorrer até 5.5 vezes mais rápida do que o normal e ainda caber no paradigma Darwinista. Eles já abandonaram a explicação do “rastilho lento do Pré-cambriano”, então a única opção são os “mecanismos evolucionários desconhecidos” que alguns têm sugerido. Ao afirmarem que mecanismos evolucionários comuns, ocorrendo mais rapidamente, são suficientes, eles acham que resolveram o "Dilema de Darwin" e responderam aos "oponentes da evolução" que "previsivelmente exploram" as "reservas legítimas" que apresenta a explosão Cambriana.
Eles estão respondendo a pergunta errada. Não é uma questão de evolução lenta vs. evolução rápida. Não é uma questão de evolução através de mecanismos desconhecidos vs. mecanismos conhecidos. A evolução em si é a questão! A explosão Cambriana levanta a questão da evolução darwinista vs. design inteligente, porque o súbito surgimento de mais de duas dúzias de planos corporais distintos sem precursores desafia qualquer explicação naturalista, não importa quão rápida ocorra.
Resumindo, Lee e equipe estão simplesmente dizendo, "Eles evoluíram porque eles evoluíram mais rapidamente." Isso não é o desafio que o registro fóssil levanta. Isso é uma resposta circular que assume a evolução [a priori] para argumentar a favor da evolução. Eis outro exemplo: "Os clades caracterizados por maiores inovações fenotípicas frequentemente exibem taxas mais altas de evolução no início..."
Os livros de Meyer levantam desafios fundamentais para a evolução e outras explicações naturalistas, não apenas "explorando" as "reservas legítimas" sobre a taxa de evolução, mas sobre a própria evolução como uma explicação científica. Ele não está apenas apontando buracos na teoria da evolução. Ele está fazendo um caso positivo a favor do design: sempre que alguém encontrar sistemas ricos em informação com partes integradas contribuindo para função, seja um computador ou um trilobita, nós sabemos a partir de nossa experiência uniforme que a inteligência desempenhou um papel na sua origem. Eles precisam parar de atacar espantalhos e enfrentar essas questões.
Lee e equipe também cometem uma falácia evolucionária comum que nós podemos chamar de a teoria da evolução “a oportunidade bate na porta”. Eles assumem que a seleção natural, cheia de poder criativo e desejo de inventar infindáveis formas mais bonitas, irá correr para preencher novas oportunidades ambientais. Eis como eles pintam a ideia em um jargão: eles falam de "oportunismo ecológico combinado com um panorama de aptidão mais complexo, que pode ter liberado capacidades evolucionárias latentes” – um jeito mais complicado de dizer, "espaços vazios trazem empreendedores". Embora isso possa funcionar em economia com seres humanos inteligentes, os micróbios não estão na obrigação de se tornarem trilobitas, só por causa do "oportunismo ecológico." Esta fala de "capacidades evolucionárias latentes" personificam os organismos simples antes da explosão Cambriana, tornando-os concorrentes em um desafio de invenção, ansiosos por inovar.
O Exagero da Mídia
Dos artigos que nós temos examinado que tentam responder a explosão Cambriana, este por Lee et al. deve certamente figurar como o mais idiota de todos. Eles se esquivam das questões importantes. Argumentam em círculo, usando premissas evolucionárias para defender a evolução. Eles empregam argumentação ad hoc para evitar o falseamento da teoria da evolução. Eles lutam com espantalhos. Apesar do jargão, suas conclusões são desinteressantes, evasivas, e ilógicas.
Ainda assim, a campanha publicitária em relação aos dados tem sido for a de base: a mídia alardeou isso como a resposta para todos os críticos, as “descobertas” científicas para resgatar finalmente Darwin de seu dilema. No Live Science, em um artigo que reverberou pela Internet, Tia Ghose escreveu, "Lightning-Fast Evolution Clocked During Cambrian Explosion" [Evolução na velocidade da luz cronometrada durante a explosão Cambriana] como se Lee estivesse segurando um cronômetro.
Um crustáceo com 3.000 lentes nos seus olhos, criaturas tipo camarão com 1.80 m de comprimento, e organismos que pareciam tulipas surgiram rapidamente (do ponto de vista evolucionário) e cena entre 520 milhões a 540 milhões de anos atrás. E agora os cientistas calcularam como quão rápida a evolução estava ocorrendo durante o “Big Bang” da evolução."
Reconhecendo que a explosão Cambriana viu a "súbita aparição" da "maioria dos grupos de animais modernos do planeta", inclusive as criaturas co olhos, antenas, mandíbulas cortantes, pernas articuladas e muito mais, Ghose anunciou triunfantemente que Lee e seus colegas tinham resistido àqueles criacionistas malditos:
Pesquisadores têm debatido há muito tempo como exatamente os animais puderam ter evoluído tão rapidamente durante o período. Os criacionistas até têm usado a explosão Cambriana para levantar dúvidas sobre a teoria da evolução, sugerindo que alguma mão divina deve ter tido um papel...
Por que não estamos surpresos com essa pista falsa?
A equipe descobriu que o surgimento de muitas criaturas marinhas durante a explosão Cambriana podia ser explicada por uma evolução acelerada – mas não realista, através da seleção natural, ou pelo processo no qual os organismos mudam ao longo do tempo devido a mudanças nas características físicas ou comportamentais.
Concedendo a Michael Lee, o principal autor, o púlpito para a bênção, seu artigo finaliza,"Nesta pesquisa nós calcuIamos que tanto as taxas da evolução morfológica e genética durante a explosão Cambriana foram cinco vezes mais rápidas do que hoje – bem rápidas, mas perfeitamente consistente com a teoria da evolução de Darwin", disse Lee.
Pelo menos a revista Science oferece uma sugestão de cautela no seu louvor desproposital:
"É um excelente primeiro passo", disse Douglas Erwin, um paleontólogo no Smithsonian Institution em Washington, D.C., mas taxas de evolução exatas na pesquisa podem não ser confiáveis. Ele destaca que, embora a pesquisa use dados de fósseis para determina quando emergiu determinado ramo de artrópode, ela não inclui as características conhecidas daqueles ancestrais extintos nas suas comparações de características físicas, que envolve somente criaturas vivas.
Algumas das premissas que os autores fazem calculando essas datas de surgimento também são problemáticas, disse Philip Donoghue, um paleobiólogo na Universidade de Bristol no Reino Unido.
Essa cobertura jornalística resultou em comentários animados, muitos ridicularizando o design inteligente com os costumeiros argumentos ad hominem e associando-o com o criacionismo, mais algumas respostas bem intencionadas, mas equivocadas distorcendo a teoria do Design Inteligente. Por que essas pessoas não compram um exemplar do Darwin's Doubt e leiam-no?
Positivamente, a falta de respostas substantivas aos argumentos de Meyer e outros fornece a admissão tácita de que o caso a favor do design inteligente permanece robusto.
+++++
NOTA CAUSTICANTE:
Entendeu agora por que a Explosão Cambriana é apenas uma nota de rodapé nos livros didáticos de Biologia do Ensino Médio aprovados pelo MEC? Sabia que os autores desses livros sabem das implicações sérias que isso significa para a teoria da evolução no contexto de justificação teórica? E por que eles não abordam essa dificuldade fundamental sobre o colapso da teoria da evolução? PORQUE TODOS ELES SÃO ACADEMICAMENTE DESONESTOS!!! E nenhum deles, desde 1998 venho dizendo que eles são DESONESTOS, nenhum deles me processa por danos materiais e morais. Por que? Porque sabem que Darwin vai junto comigo para o banco dos réus!
Fui, cada vez mais convicto que esta teoria da evolução foi o maior embuste científico!!![Enézio de Almeida Filho]
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5 anos do nosso blog "Criacionista pela Fé e pela Razão"
É muito bom poder compartilhar com você, amigo(a) leitor(a), a felicidade de comemorar os 5 anos do nosso blog "Criacionista pela Fé e pela Razão"! Agradeço ao nosso Criador pela oportunidade e a você pelas visitas ao blog, buscando junto conosco mais e mais evidências que corroboram com a Palavra de Deus!
A primeira postagem foi feita no dia 10 de outubro de 2008 (portanto, ontem foi o aniversário do blog), ainda quando o blog estava em fase experimental. Já se passaram 5 anos e, mesmo com a dificuldade de portar diariamente por causa das situações do dia a dia, hoje temos 922 postagens, 230 mil acessos à página, 76 seguidores e muitas pessoas alcançadas mundo afora com a mensagem de salvação do nosso Senhor Jesus Cristo, se utilizando da fé na Palavra de Deus e da ciência para isso.
Tudo isso nos dá mais força e fé para continuar com este ministério pessoal, que é um instrumento de evangelização nas mãos de Deus. Que venham mais 5 anos!
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Layout atual do blog. Gostei tanto que não pretendo mudá-lo ainda.
André Luiz Marques
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