
De acordo com o geólogo da Universidade de Brasília (UnB) e coordenador do estudo, Reinhardt Fuck, a maior prova de que havia um oceano no Brasil Central são vestígios de um arco de ilhas vulcânicas - semelhantes às ilhas que compõem o arquipélago do Japão. “Arcos como esses correspondem a ilhas existentes no meio de um oceano”, afirma.
Esse extinto e pré-histórico oceano é chamado de Brasilides ou Goyaz (em referência à antiga tribo indígena que nomeou também o estado de Goiás). Outra prova de sua existência são as rochas encontradas nas cidades mineiras de Ibiá e Araxá. Segundo o especialista, elas foram depositadas em ambientes mais afastados da antiga margem continental - o cráton do São Francisco -, ou seja, em mar profundo.
O grande diferencial do estudo conduzido pela UnB e pela USP é a coleta de informações sobre as características das camadas mais profundas da crosta na região. Para isso, foi utilizada uma técnica conhecida como refração sísmica profunda, que possibilitou a obtenção de dados das formações rochosas que constituem a crosta em profundidades jamais observadas no Brasil.
“Até a conclusão desse estudo, tinha-se conhecimento apenas da geologia de superfície, com a ajuda de sondagens que chegavam a uma profundidade máxima de 5km”, explica o geólogo UnB.
O trabalho resultou em um mapeamento da estruturação e das propriedades das rochas em profundidade superior a 40km. “Isso proporciona melhor entendimento de determinadas formações minerais e dados para a exploração de minérios”, informa Renato Moraes, professor do Departamento de Minerologia e Geotectônicas da USP. Em outras palavras, as informações poderão ajudar mineradoras na localização de jazidas.
A pesquisa englobou os estados de Goiás, Mato Grosso e Tocantins, além do Distrito Federal. Entre essas unidades da federação, foram instaladas 200 estações sismográficas, em linha. A partir daí, a refração sísmica possibilitou determinar a estrutura profunda da crosta no Brasil central.
Entre os resultados da pesquisa, pôde-se identificar, por exemplo, a distância da Chapada dos Veadeiros até o manto da Terra. A Chapada tem uma crosta terrestre com aproximadamente 42 quilômetros de profundidade.
Outros dados interessantes referem-se à região onde a crosta é menos espessa, como abaixo da cidade de Porangatu, no norte de Goiás), que é de 32 km de profundidade.
“Essa diferença de 10 quilômetros é significativa. Isso indica que ali houve um processo de abertura de oceano e sua convergência em massa continental, ou seja, o assoreamento do Oceano de Goyaz”, afirma Fuck.
Do ponto de vista da ciência, os geólogos afirmam que identificar a geocronologia do solo profundo proporciona contar uma história com começo, meio e fim. “Essas rochas sedimentadas ajudam a contar a história do nosso planeta. Estudá-las é tão importante quanto o homem ir à Lua”, compara o professor da UnB. [...]
(Jornal da Ciência)
Nota do blog Criacionismo.com.br: Além dessa evidência de inundação no Planalto Central, é bom lembrar que mais ou menos metade dos sedimentos nos continentes é de origem marinha (mais de 99% dos fósseis do Fanerozóico são de seres aquáticos). Como é possível que exista tanto material marinho sobre os continentes? A invasão geral das terras continentais (que são mais elevadas) pelos oceanos é certamente uma situação muito diferente da situação presente, e concorda com a ideia de um dilúvio global. Além disso, muitas camadas sedimentares de geologia singular cobrem regiões tão grandes que é difícil acreditar que foram depositadas lentamente sob condições não catastróficas. Por exemplo, o conglomerado (rocha composta por fragmentos de cascalho) Shinarump, no sudoeste dos Estados Unidos, com cerca de 30 metros de espessura, cobre quase 260.000 km². Por isso, o geólogo Dr. Nahor Neves de Souza Jr. questiona: “Que processo seria capaz de espalhar depósitos sedimentares por áreas tão vastas? Nenhum fenômeno geológico, presentemente observado, poderia coerentemente explicar formações geológicas tão extensas e generalizadas na superfície da crosta terrestre.”[MB]
3 comentários:
Francamente, eu nõ sei o que se passa pela cabeça de voc~es... Será má fé ou ignorância mesmo?
Vejamos a análise desta nota infeliz ao fim de um excelente artigo:
[Além dessa evidência de inundação no Planalto Central, é bom lembrar que mais ou menos metade dos sedimentos nos continentes é de origem marinha (mais de 99% dos fósseis do Fanerozóico são de seres aquáticos). Como é possível que exista tanto material marinho sobre os continentes?]
Essa é fácil de responder. Você já ouviu falar de tectonia de placas? Não? Então é o seguinte, muitos territórios pelo mundo estiveram debaixo da água por este motivo. Quando a placa da américa do sul se chocou com a do pacífico, os territórios da Amazônia e do planalto central se ergueram do mar.
Os tanto os Andes, as Rochosas, os Alpes, o Cáucaso e o Himalaias surgiram assim, se ergueram do mar.
Onde hoje é o Grand Canyon foi um már interior na América do Norte.
É por esta razão que existem fóseis marinhos em montanhas e em vários outros lugares. Não é por conta do dilúvio bíblico.
Aliás o Grand Canyon passou por dois dilúvios. As rochas sussurram isso para nós.
[A invasão geral das terras continentais (que são mais elevadas) pelos oceanos é certamente uma situação muito diferente da situação presente, e concorda com a ideia de um dilúvio global.]
Errado!!! Conforme explicado anteriormente. O dilívio realmente aconteceu, mas foi antes das terras aparecerem. Com o resfriamento do planeta e com o impacto de cometas, muita água apareceu por aqui. Devido a atividades vulcãnicas as terras começaram a surgir dos mares e sob elas havia e ainda há placas que se movem. Tais placas formam zonas de subducção e muita água está sob o manto terrestre e é liberada em vaporres vulcânicos enquanto mais água retorna para o fundo da terra.
Se algo como a teoria das hidroplacas explicasse o dilúvio, o mundo seria cozido, pois essa água, embora em estado líquido, se encontra a temperaturas muito elevadas, além do ponto de ebulição e a altíssimas pressões.
Se repentinamente saisse estariamos literalmente fritos. ooppss!!! Cozidos.
[Além disso, muitas camadas sedimentares de geologia singular cobrem regiões tão grandes que é difícil acreditar que foram depositadas lentamente sob condições não catastróficas. Por exemplo, o conglomerado (rocha composta por fragmentos de cascalho) Shinarump, no sudoeste dos Estados Unidos, com cerca de 30 metros de espessura, cobre quase 260.000 km². Por isso, o geólogo Dr. Nahor Neves de Souza Jr. questiona: “Que processo seria capaz de espalhar depósitos sedimentares por áreas tão vastas?]
O Naor realmente é um brincalhão, ou deveria voltar para os bancos escolares e refazer o curso de geologia, pois ao que parece, não aproveitou nada. Ou então é cara de pau mesmo.
É claro que onde há água há depósitos de sedimentos. Em havido um mar nesa região, nada mais óbvio que haver sedimentos.
[Nenhum fenômeno geológico, presentemente observado, poderia coerentemente explicar formações geológicas tão extensas e generalizadas na superfície da crosta terrestre.”[MB]]
Errado!!! o fenômeno geológico da tectonia de placas aliado ao depósito de sedimentos devido à existência de mares explica tudo isso. Quanto aos fósseis aquáticos é óbivio também; a vida se originou na água. É durante o siluriano que começam aparecer as primeiras plantas terrestres e os primeiros artrópodes terrestres, (aracnídeos).
É no devoniano, quando já havia bastante oxigênio na atmosfera, que começam a aparecer os primeiros anfíbios e que os artrópodes se tornam gigantes, não por serem monstros mas porque o excesso de oxigênio permitia que eles tivessem tubos traqueais menores e assim boa parte de seus corpos (músculos) podia crescer.
Assim, mais um mito criacionista é derrubado. Procure evitar esse tipo de coisa, pois como já lhe disse é má ciência aliada á má religião.
Entenda a bíblia não literalmente, mas como forma para vc se tornar alguém melhor a cada dia.
Postar um comentário