
A história que o tablete conta diz que Gilgamesh tinha um amigo chamado Utnapishtim que ganhara a imortalidade e, igual ao Noé bíblico, conseguiu sobreviver às águas do Dilúvio. Ele teria sido avisado sobre a catástrofe pelo deus Ea (senhor das águas e criador da humanidade, também chamado às vezes de Enki). Deveria construir uma embarcação de madeira e piche que comportasse os seres vivos terrestres e do ar. Munido com todos os bens que possuía, entrou a bordo com sua família, seus artesãos e os animais salvando a todos. O desastre foi tão intenso que até os deuses ficaram assustados e fugiram para os lugares mais altos do céu que ficavam na montanha celeste de Anu.
No sétimo dia após a tempestade, o barco encalhou no topo do monte Nissir (no Curdistão). Logo após, Utnapishtim solta uma pomba e depois um corvo (ao contrário de Noé, mas com com a mesma linha de raciocínio) para ver se as águas haviam baixado. Ao sair da arca, Utnapishtim imediatamente oferece sacrifícios aos deuses. (hum...).
Publicada pela primeira vez em 1872, essa história do tablete de Gilgamesh causou alvoroço na Europa, pois recentemente, em 1859, Charles Darwin havia publicado sua ob

Com isso, nota-se que os sumérios também criam que um grande dilúvio havia devastado toda a Terra, num determinado período da história. O relato do Gênesis não é imaginação gratuita de Moisés. Além disso, essa história de um dilúvio universal ecoa por diversas outras culturas fora da Mesopotâmia. Há registros disso na cultura de tribos indianas, chinesas, egípcias, mexicanas e até em meio à cultura dos povos yanomamis (estabelecidos entre o Brasil e a Venezuela).
Referência: Silva, Rodrigo P. / Escavando a Verdade: a arqueologia e as incríveis histórias da Bíblia/ CPB - 2007
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