
"Caso não se dê um remédio, um terço da cidade estará sob as águas em 2050, uma catástrofe que afetará milhões de pessoas", assegura Hongjoo Hahm, principal especialista em infra-estruturas do Banco Mundial na Indonésia.
A superpopulação desta cidade, com mais de 13 milhões de habitantes (sobre uma área de 661,52 Km²), a maioria formada por imigrantes que foram para a cidade em busca de emprego, tende a crescer ainda mais, caso nada for feito para mudar esta realidade, onde este é o principal problema que está fazendo Jacarta afundar. A construção de dezenas de milhares de grandes edifícios associada a um relevo natural de baixa altitude (alguns lugares abaixo do nível do mar), ao aglomerado de pessoas, à grande exploração irracional da água do subsolo dentre outros contribuem para o afundamento da porção urbana e arredores. Quem mais sofrerão com isso serão os mais pobres, pra variar. A Indonésia já sofre com as inundações provocadas pelas chuvas torrenciais (em 2002, 65% da área total de Jacarta foi inundada), tsunamis (A principal foi a de 2004, matando milhares de pessoas não só neste país, mas também em vários outros do sudeste da Ásia), terremotos e outras catástrofes naturais. Enfim, um país sofrido.
Ah! lembrando que o aquecimento global também está contribuindo com as inundações em Jacarta, fazendo o nível do mar subir lentamente.
Na ilustração logo abaixo, da esquerda para a direita, temos uma seqüência de 3 imagens que mostram a evolução do crescimento populacional em Jacarta. As imagens mostram a vegetação em vermelho e a parte urbanizada em verde azulado. A primeira imagem é de 1976, concebida pelo satélite LANDSAT MSS Scanner, onde a cidade contava com 6 milhões de habitantes; a imagem central é de 1989, obtida pelo satélite Thematic Mapper e mostra um avanço no crescimento populacional (9 milhões de hab.); e a imagem da direita, feita em 2004 pelo satélite ASTER mostra a explosão demográfica dos últimos anos (13 milhões de habitantes). Sem dúvidas, o peso sobre a área urbana cresceu muito.
Este é um dos inúmeros exemplos referentes à falta de controle que o homem tem sobre seus atos, onde consome mais do que a natureza pode oferecer, sem ao menos devolver a ela o que lhe foi tirado; falta de planejamento prévio sobre a urbanização, condições locais para o desenvolvimento de uma aglomeração populacional; etc.

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